Britney Spears – A verdadeira fênix da música pop mundial

Isa-59

Há pouco mais de duas décadas atrás, ela foi um ícone da música pop music internacional, suas canções estavam no topo das principais paradas no mundo, com hits de pleno êxito que marcaram uma geração, ela é nada mais, nada menos, que a princesa do pop, cantora Britney Spears.

Britney que recentemente ganhou sua própria zona, Britney Zone Experience, em Los Angeles, reunindo cenários dos principais videoclipes, para que seu autêntico fã adentrasse ao seu universo, em uma imersão aos singles que fizeram parte da carreira e foram referência para a música pop ao redor do mundo, celebrando todos juntos a icônica carreira de Britney Spears, partilhando igualmente do legado da cantora e redefinindo seu tema principal “It’s Britney Bitch“.

Britney que começou sua carreira ainda criança, atuando em produções teatrais e programas de televisão, tanto que antes dos 18 anos ela já lançava seu primeiro hit nas paradas de sucesso, “Baby One More Time”, conquistando uma legião de fãs, com seu som genuinamente pop, dance-pop e uma pegadas de música eletrônica, com hits como “(You Drive Me) Crazy”, “Sometimes”, “Born to make you happy”, entre outros, contabilizando um total de 30 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, tornando-se um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos. Além disso, nesta época, Britney levantava a bandeira de sexo apenas após o casamento, constantemente Britney virava debate a respeito sobre sua moralidade e conceitos interpretados em seus vídeos e performances.

Todavia, esses percalços não foram o suficiente para que a cantora desistisse e não deixasse de lutar por aquilo que ela acreditava, e seu sucesso foi cada dia mais exitoso, levando no começo dos anos 2000, o lançamento de um novo compacto, chegando às lojas, aos ouvidos e aos hit parades, “Opps… I Did it Again”, estreando como o número um nos EUA, estabelecendo a marca de 1 milhão de 300 mil cópias vendidas, um recorde de estreia de qualquer álbum de um artista solo, vendendo no total mais de 25 milhões de discos, sendo um dos mais vendidos de todos os tempos. Um êxito assim, não poderia deixar de receber distintas críticas, desde as boas até as negativas, tornando Britney ainda mais forte e vacinada contra tais ataque, mostrando quão ela é complexa, feroz e com uma múltipla influência musical. Além dos EUA, este álbum chegou ao topo das paradas na Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido e muitos outros países europeus, e a artista recebeu duas indicações ao Grammy Awards, rendendo uma das turnês mais lucrativas, arrecadando $40,5 milhões de dólares.

Tanto sucesso assim, que nem a rainha do pop deixou Britney passar, e alguns anos depois, lá estava Britney, Madonna e Christina Aguilera dividindo o mesmo palco na apresentação do Video Music Awards, causando impacto na mídia, mas uma satisfação relevante a carreira de Spears, que posteriormente assumiu o controle criativo de suas prodições, escrevendo e co-produzindo parte do material de seu novo disco, “In the Zone”, mostrando-a mais confiante e determinada para compôr e produzir, tornando-a primeira artista feminina a colocar seus quatro primeiro álbuns de estúdio no topo das paradas, na era SoundScan, vendendo em todo o mundo mais de 10 milhões de cópias, contando honrosamente com a master suprema da música pop Madonna no single “Me Against the Music” e tendo a canção “Toxic” coroada com o primeiro Grammy de Britney, na categoria “melhor canção dance”.

Como dizia o Tio Ben, para Peter Parker, “com grandes poderes, vem grandes responsabilidades“, e esse poder todo que Britney estava tendo perante a mídia, a indústria fonográfica e em todo o mundo, iria cobrá-la mais tarde, e ela passou a virar notícia até mesmo quando apenas respirava, qualquer passo que a cantora dava, era motivo de críticas e repercussões por onde passava. Desde seu casamento relâmpago com seu amigo de infância em Las Vegas, até seu casamento com o ex-dançarino Kevin Federline, o nascimento de seus dois filhos Sean Preston e Jayden James. Nesta época, Britney lançou sua primeira coletânea ” Greatest Hits: My Prerogative” e também, seu primeiro compacto de remixes “B in the Mix: The Remixes”.

Porém, apesar tanto sucesso e uma carreira mundialmente reconhecida, a vida pessoal de Britney não estava totalmente plena e feliz, pois toda essa exposição gerou em traumas conflitantes para ela, pois cada passo que ela dava, era uma desavença negativa contra sua pessoa, suas músicas viraram segundo plano, e sua vida privada tomou relevância da imprensa em geral, ocasionando em distúrbios psicológicos graves na cantora, somados ao seu divórcio, processos, internamento em centro de reabilitação, e problemas familiares, um verdadeiro caos horrendo que se amontoou na exitosa carreira da artista.

Mas, como uma fênix, Britney e renovou, lançando mais um álbum de sucesso mundial, “Blackout”, chegava aos ouvidos de seus admiradores e ao topo das paradas novamente, conquistando prêmios de renome da indústria da música e a consagrando como o “Melhor Álbum Pop da Década” pela revista The Times, conquistando a marca de três milhões de disco em todo o mundo. Este, talvez seja o álbum de Britney que seja uma resposta a todo o caos e tormenta que a mídia causou em sua vida, nos anos anteriores deste lançamento, mostrando como todos poderiam falar dela, mas ela estaria sempre em pé e firme para reconquistar e mostrar sua força perante à todos.

No ano seguinte, Britney voltou a ser internada em uma clínica de reabilitação, desta vez até guarda de seus filhos ela quase perdeu, seu ex-marido a processou requirindo seus direitos pelo casamento e exigiu ficar os os meninos. Seu pai, James Spears, assumiu o controle completo de sua vida e seus carreira, Britney era diagnosticada como insana e incapaz de ter domínio da própria vida. Todavia, apesar das críticas, sua estrela brilhava ainda mais, e as indicações e os prêmios não deixam de ser conquistados em sua estante de honrarias para sua carreira.

Empoderada e decidida, seu álbum posterior, “Circus”, trazia mais uma renovação na vida e na carreira de Britney, conquistando ainda mais os críticos, estreando novamente no topo das paradas do Canadá, República Checa e nos Estados Unidos, e dentro dos dez primeiros postos em diversos países europeus. Nesta época, Spears era considerada a artista mais jovem a estrear cinco discos em primeiro, conquistando seu espaço no Guiness World Records, vendendo quatro milhões de cópias ao redor do mundo, e o single de estreia “Womanizer”, se tornou o primeiro na Billboard Hot 100, além de dominar as paradas da Bélgica, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Noruega e Suécia..

Parece que a partir daí, a vida de Britney voltava a entrar no eixo, voltando as paradas e deixando os holofotes sensacionalistas para lá, tomando controle por completo de sua vida, consciência e independência, se afastando de tudo que o colocava para baixo, e mostrando ao mundo, uma nova Britney, focando mais em si, e não apenas no que os outros queriam ver.

Fatal e repleta de empoderamento e força para continuar, em 2011, Britney lançava “Femme Fatale”, levando-a a conquistar a marca das mulheres que mais estrearam álbuns no topo, ao lado de Mariah Carey e Janet Jackson. O disco vendendo mais de mais de um milhão de cópias nos Estados Unidos e mais de 2 milhões e 200 mil cópias em todo o mundo, sendo certificado platina pela RIAA (Associação Americana da Indústria de Gravação).

A turnê deste álbum foi uma das mais exitosa d sua carreira, e daquela década, colocando-a na lista das 100 maiores excursões norte-americanas, encerrando com 79 apresentações e um DVD lançado em novembro de 2011. E este sucesso todo, fez com que Britney recebesse o MTV Video Vanguard Award na edição daquele ano do MTV Video Music Awards e no no mesmo ano, ela lançou sua segunda coletânea “B in the Mix: The Remixes Vol. 2”.

No ano seguinte, Spears lançava seu oitiva disco de estúdio, “Britney Jean”, lançado no dia do aniversário da cantora, dia 2 de dezembro, aonde ela contou com will.i.am como seu produtor executivo. Este, encerrou seu contrato original com a RCA Records, não foi um dos mais exitosos, talvez por intermédios burocráticos contratuais, devido sua residência em Las Vegas, porém, “Britney Jean”, trouxe algo que nem Britney mesmo esperava, quão seus fãs eram fiéis e não importavam com marketing e vendas, mas sim em vê-la bem e produzindo hits cada vez mais impactantes e singulares.

“Britney Jean” estreou em 4º na parada da Billboard 200, e vendeu 107 mil cópias, porém este se foi um dos discos com menor desempenho gráfico em diversos países no mundo.

Após renovar seu contrato com a RCA Records, Britney começa a planejar seu nono álbum, em que ela se entregou por completa, dando a oportunidade em produzir algo inerente e singular, se tornando um de seus discos favoritos da sua discografia. E em 2016, “Glory”, chegava a público, conquistando diversas críticas positivas, pelo desempenho vocal da cantora, e por envolvimento característico e próprio para a produção deste projeto.

O álbum entrou na lista das melhores publicações daquele ano, além disso, estreou em terceiro na Billboard 200, sendo vendidos mais de 111 mil cópias apenas na primeira semana, além de alcançar o topo nas paradas da República Tcheca, Taiwan, Irlanda, Coréia do Sul, Itália e também o top 10 das paradas em outros 20 países.

“Glory” trazia de volta a essência de Britney á música pop, sua singularidade intrínseca, com suas influências explícitas expostas a cada faixa a apresentada neste álbum, dedicado inteiramente aos seus fãs, que foram os que mais o apoiaram mesmo apesar dos percalços ao longo de sua carreira, trazendo uma mescla de gêneros e estilo, mas mantendo o âmago que a projetou na cena pop. A cantora estava ainda mais empolgada e entusiasmada com esse lançamento, talvez até mais que em décadas passadas, aonde ela pode entregar e ser ela mesma.

E no final do mês passado, Britney lançou mais um single deste álbum, “Mood Ring”, disponível no iTunes e também nos principais serviços de streaming, e desde sua estreia, essa faixa causou comoção na Internet de seus admiradores.

O single foi produzido pelo DJ Mustard, e pode ser considerada uma das melhores canções de sua carreira, que antes de ser disponível para todo o mundo, a faixa era um bônus da edição japonesa do disco, mas que já havia campanha de seus fãs para que tornasse um lançamento mundial, após “Glory” ter chegado ao topo nas paradas do iTunes no início de 2020.

Britney é uma artista completa, que a cada performance se renova e inova, mostrando que não apenas é influência para milhares fãs, mas que também é uma referência ímpar do universo pop mundial, com canções impactantes e envolventes, a cada ano traz uma originalidade singular e peculiar a música pop, ganha força e renascendo das cinzas a cada lançamento.

Por Patrícia Visconti

4 comentários em “Britney Spears – A verdadeira fênix da música pop mundial”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s