Death Note e o jornalismo tendencioso da Rede Record

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O anime Death Note, é inspirado no mangá de mesmo nome, lançado em 2006 com uma temporada de 37 episódios, a série foi dirigida por Tetsuro Araki, e produzida pelo estúdio Madhouse, sob a classificação para maiores de 16 anos, em 2017 ganhando uma segunda adaptação em live action pela plataforma de streaming da Netflix.

A trama traz um jovem estudante, Light Yagami, que achou um caderno com poderes sobrenaturais, chamado Death Note, no qual é possível matar pessoas apenas escrevendo o nome delas no caderno. Quando o descobre, Light tenta eliminar todos os criminosos do mundo e dar à sociedade um mundo livre do mal.

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No último domingo (17) a Rede Record, canal do bispo Edir Macedo, dono também da igreja Universal do Reino de Deus, exibiu no programa dominical, Domingo Espetacular, uma matéria sobre o impacto de conteúdos violentos para crianças e adolescentes.

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A matéria que tinha convidado dois bispos da igreja Universal como comentarista, aonde abriu com a imagem ao fundo do livro de Death Note, e seguiu atacando o anime e relacionando a casos de violência ao redor do mundo sem relação direta com o mesmo.

Citando casos de proibições da exibição do seriado na China, onde adolescentes estavam fabricando Death Note artesanal. Na Rússia a proibição aconteceu após um suicídio de uma garota, o caso não tem relação com a exibição do anime, ainda sim, a matéria de maneira tendenciosa deixa a dúvida sobre a relação do anime ao caso.

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Ao final a matéria exibiu opiniões em consenso de especialistas falando sobre a influência negativa do anime na vida de crianças e adolescentes, ainda citou um projeto de lei para especificar melhor a faixa etária dos produtos no caso da venda do Death Note.

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A repercussão da matéria na web foi imediata chegando a entrar nos assuntos mais comentados do Twitter em poucas horas, entre reações dos internautas da rede social estava de reprovação pela matéria exibida no programa da Record em cima do anime de 2007.

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Fato é, a matéria que foi disponibilizada na plataforma de vídeo YouTube, até o momento conseguiu mais deslike que like, mostrando a insatisfação dos telespectador em relação a matéria tendenciosa exibida pela TV Record no último domingo (17).

Portanto, Death Note foi usado como bruxaria e jogado na fogueira, porém a internet mostrou sua força ao acusar o jornalismo da emissora do bispo de sensacionalismo, por usar um anime na matéria de forma tendenciosa, sem dar voz para as partes se manifestarem.

Visando essa a matéria tendenciosa da emissora, muitas pessoas buscaram conhecer e procurar ler o anime, tanto que a edição ficou indisponível, fazendo com que a editora JBCdistribuidora do anime no Brasilreimprimisse novos exemplares da coleção da obra.

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A série Death Note está disponível na Netflix, tanto o anime quanto o filme live action, que ainda há boatos de uma continuação do filme para o próximo ano de 2022.

por Daniel Guimarães

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