Demon Slayer é uma obra escrita e ilustrada por Koyoharu Gotoge, onde mostra um mundo de caçadores e demônios. A terceira temporada entrou no circuito de exibição no início deste ano, desde então vem sendo amplamente discutida a cada lançamento de episódio, encerrou a temporada no último domingo (18), com o fechamento do arco A Vila Dos Ferreiros, no 11° episódio.
A trama é uma adaptação direta do mangá com algumas pequenas alterações e prolongamento de cenas feitas pelo estúdio responsável pela animação. Na história, Tanjirõ Kamado precisa ir à vila dos ferreiros para pedir ao seu forjador uma nova espada. Ao chegar no local ele encontra dois Pilares, Mitsuri, a Rashira do Amor, e Muishiro o Rashira da Névoa.
Do outro lado, O rei dos demônios Muzan, reúne as luas superiores na fortaleza do infinito após a morte de Gyutaro lua superior 6, na luta contra Uzui pilar do som, Tangiro e companhia. Muzan fala sobre sua decepção em relação às expectativas criadas em cima deles de encontrar uma flor chamada de lírio azul.
O rei então coloca dois demônios superiores em uma missão após saber uma informação de um dos subordinados, dessa forma começa o embate entre os protagonistas dessa temporada de Demon Slayer, dividida entre a batalha de Tangiro, Nezuko, Genya e Mitsuri contra Hantengo, o Lua 4, enquanto Muishiro Tokito enfrenta sozinho o lua Superior 5, Gyokko.
Foi uma temporada divisora de águas em termos de demonstração de força, isso porque pela primeira vez foi mostrado o nível de um pilar que desperta a marca, o colocando em igualdade para rivalizar e subjugar um demônio de classe alta. Da mesma forma como é mostrado que mesmo com a marca, é possível perder quando uma batalha se estende por muito tempo em decorrência do corpo do demônio ser mais resistente e não ser o principal.
A terceira temporada de Demon Slayer foi bastante controversa para alguns na maior parte dos episódios, na internet foi questionado desde a força, a hierarquia de poder dentro da classe das seis luas superiores pela forma como o pilar da névoa derrotou o lua 5 Gyokko, visto a falsa aparência de facilidade para o caçador lutar e vencer após o despertar da marca.
No entanto, o final mostrou que mesmo o caçador com a marca despertada não é capaz de vencer se não conseguir atingir o corpo principal do demônio, isso fica evidente quando o pilar do amor quase entrega a batalha por estender a luta por muito tempo. Ou seja, mesmo um upgrade dado pela marca do caçador não é capaz de fazer o pilar ter uma resistência infinita como é um corpo de demônio na obra.
O último episódio merece um parágrafo por entregar tudo de necessário que deve ter uma adaptação de momentos marcantes, a começar pela qualidade da trilha em junção de perfeito equilíbrio com a cena da Nezuko sob a luz do sol sendo consumida, ao mesmo tempo que chuta seu irmão indeciso entre o amor de ficar e protegê-la ou a razão compromisso de deixá-la e ir enfrentar e finalizar o demônio.
Ali fica claro que nem tudo está dentro do controle, algumas decisões são, sobretudo, de estilhaçar o coração, Tanjiro tinha duas opções, continuar protegendo sua irmã do sol que a mataria caso fosse exposta de forma direta, ou continuar na missão de subjugar e finalizar o demônio de classe superior, ficar ou ir? qualquer decisão seria um “Para Sempre”.
Para quem acompanha a obra desde a primeira temporada, deve recordar que tudo em volta do menino desde a decisão de tornar-se um caçador, é para conseguir uma cura para sua irmã, logo, deixá-la morrer não faria sentido na cabeça dele e molda sua incapacidade de decisão no momento.
Nezuko mesmo transformada sabia disso, por isso ela decide se sacrificar e chuta o irmão em direção ao caminho correto de alguém que decidiu ser um caçador, é uma cena emblemática de diversas maneiras. O menino vê sua irmã decidir por ele, então corre com lágrimas nos olhos sem olhar para trás em um único objetivo, finalizar o demônio, seu coração chora de dor pela perda inevitável do único laço restante de sua família.
A trilha a todo momento acompanha a cena e a confusão de pensamento do menino enquanto mostra o sol nascendo e ganhando altura suficiente para começar a ferir a garota, na mesma medida capaz de afligir por mostrar Hantengo indo em direção aos ferreiros para se alimentar e ganhar força.
Ali, abraçados em cena, as lembranças vem a torna de forma nostálgica alimentando o tom de despedida entre os irmão, tudo caminha para um desfecho inesperado. A luta, o choro, a vitória com gosto de derrota, tudo dentro de um momento marcante na obra, o menino venceu novamente uma batalha mas perdeu a força motriz pela qual se movia.
Todavia, a trilha sonora novamente toca e mostra que a menina sobrevivente do ataque de demônios que dizimou a família dos irmãos, continua viva, forte como nunca antes visto na obra, ela é uma sobrevivente, agora ela conquistou o sol e tornou-se humana novamente.
A cena é tão perfeita que durante esse momento o menino não consegue ir em direção a irmã porque está muito machucado, então é erguido e levado por quem ele salvou, os ferreiros, que o levam amparado até sua irmã, possibilitando o abraço de alívio e agradecimento, emocionando até o coração mais duro ou crítico da obra, um arco questionado por muitos com um final perfeito.
Por fim, Kimetsu novamente surpreende nos quesitos básicos e já conhecidos da obra, boa animação, boas coreografias de luta, trilha sonora sempre competente, uma animação capaz de deixar até o mais exigente de queixo caído quando o assunto é qualidade técnica, pontos novamente para a produção da Ufotable pela ótima maneira de adaptar e melhorar o conteúdo original.
Demon Slayer termina a terceira temporada engatilhando um anúncio da quarta, para ser lançada em 2024. Durante o encerramento foi anunciado um pequeno teaser da próxima aventura do universo de Kimetsu, adaptando o arco chamado de surpreendenteTreinamento dos Rashiras, que antercede os dois últimos arcos da obra antes do final.
por Daniel Guimaraes





