O escritor e roteirista de quadrinhos Roy Thomas (83), é uma lenda nos quadrinhos, foi sucessor de Stan Lee como editor-chefe da Marvel Comics, e um entusiasta da Era de Prata, tinha como ídolo Dr. Jerry Bails, um dos primeiros estudiosos dos quadrinhos norte-americanos. Durante o renascimento dos quadrinhos, levou Roy a criar um fanzine intitulado de Alter-Ego para seu grupo de fã que ele tinha nos anos de 1960.
Roy Thomas recolhia as sobras como escritor das histórias Stan Lee, que logo o tornou o primeiro escritor regular da Marvel, junto com os veteranos dos quadrinhos como Robert Bernstein, Ernie Hart, Leon Lazarus e Don Rico, e os recém-chegados Steve Skeates e Denny O’Neil. Sua estreia na editora foi a aventura “O que serei?” em Millie, a Modelo lançado em Modeling with Millie #44 (dez. 1965) — os créditos foram inadvertidamente retirados desta glamorosa produção, resultando que esta estreia ficou fora da maioria dos artigos sobre o autor.
O seu primeiro roteiro de super-herói foi “A minha vida pela sua…”, em “Homem de Ferro” (Iron Man) editado em Tales of Suspense #73 (jan. 1966), feito a partir de um esboço de Stan Lee com a secretaria Steinberg. Thomas estima que Lee re-escreveu metade desta tentativa de obra de arte. O autor também fez os romances para adolescentes como Patsy e Hedy #104-105 (fevereiro – abril de 1966) e duas histórias do “Doutor Estranho”, planejadas por Lee e Steve Ditko, em Strange Tales #143-144 (abril-maio de 1966).
O escritor teve muitas histórias lançadas como a série da Segunda Guerra Mundial, com Sgt. Fury e seu comando, iniciando com o número #29 (abril 1966) e continuando até o #41 (abril 1967), incluindo o anual de 1966 e Sgt. Fury Especial #2. Depois foi o redator do super-grupo de mutantes X-Men, números 20 a 42 (maio 1966 – março 1968). Além de ficar a encargo de Os Vingadores, começando no #35 (dezembro de 1966) e continuando até o meio da década de 1970.
Ele ficou conhecido por introduzir o personagem Conan, O Bárbaro nos quadrinhos norte-americanos, lançando um gênero de histórias chamado de Espada & Feitiçaria e trazendo o criador de Conan, Robert E. Howard, de volta a proeminência. Apesar de ser um entusiasta da Era de Prata, Roy não esconde seu amor pela Era Dourada e os super-heróis dos de 1040, como Sociedade de Justiça da América. Thomas fez alguns trabalhos para DC Comics, como assistente de Mort Weisinger, então redator das revistas do Super Homem.
No começo da década de 70, Roy Thomas substituiu Stan Lee como editor-chefe da Marvel Comics, e foi neste período que o abriria o caminho para outras adaptações literárias, combinando ágil ilustrações ao estilo das Beaux Arts de Barry Windsor-Smith. Ele também lançou novos títulos com a incomum série de “des-unidos” Defensores, ajudou a criar novos personagens como o Motoqueiro Fantasma (Ghost Rider) e por detrás da cena trabalhou para lançar um renovado X-Men que enfim ressurgiria como um blockbuster.
Roy Thomas escreveu muitos títulos, incluindo Quarteto Fantástico, O Espetacular Homem-Aranha, além de lançar What If…?, no qual explorou diversos heróis em uma única trama. Um apaixonado em criar história, ele continuou a exprimir seu amor pela era dourada dos quadrinhos escrevendo a série dos Invasores com os heróis daquela época.
Na DC Comics no qual ficou por três anos, escreveu Mulher-Maravilha, junto com o desenhista Gene Colan, em que ele atualizou as roupas, ele também criou a série Espada e Feiticeira Arak – Arak, o filho do Trovão e o divertido Capitão Cenoura e sua trupe animal. Realizou seu sonho de infância de escrever Sociedade da Justiça, ressuscitando a Era Dourada em Liga de Justiça da América #193 e continua em Comando Invencível, escrevendo aventuras retrô com os combatentes da Segunda Guerra Mundial.
Ele escreveu adaptações para TV como a série Xena: A Princesa Guerreira e Hércules: As Viagens Lendárias, com adaptação de Richard Wagner. A partir dai Thomas começou a expandir para outros meios, incluindo televisão, e relançando Alter-Ego como uma revista formal. A partir de 2006, vive na Carolina do Sul, e é presidente da indústria de histórias em quadrinhos da cidade.
Um de seus últimos trabalhos, foi na metade dos anos 2000, que foi a série de super-heróis da Segunda Guerra Mundial, junto com os artistas Daniel Acuna e Jorge Santamaria Garcia, a trama se passa em uma realidade paralela, que foi publicada pela Heroic, em janeiro de 2006. Recentemente o autor esteve ao Brasil para participar do Artists’ Valley da CCXP23 pela primeira vez, onde ele autografou e bateu um papo com seus fãs brasileiros, e se sentiu muito bem recebido.










