Quando a robô multifuncional ROZZUM – unidade 7134 cai numa ilha desabitada e fica perdida entre os moradores selvagens que lá habita, o que a torna uma estranha e incomunicável para exercer sua principal função de servir. Então, é quando ela começa observar os animais residentes, e aprendea se expressar, tornando o ambiente menos hostil e seguro, até mesmo para ela, que apesar de ninguém confiar em ROZ, ela precisa sobreviver naquele lugar. Onde ela sai andando e conhecendo a área ao redor, que entre essas andanças, acaba encontrando um ovo de ganço e se torne mãe adotiva deste pequeno filhote.
Entre aventuras e pertencimento, ROZ cria elos e se envolve muito além de apenas cumprir as tarefas programadas, mas também conquista à todos por quem ela é, mostrando que conexões é muito mais relevante do que afazeres mecânicos e funcionais, fazendo com que seja aceita de verdade, diante de seu legado do qual deixará, criando laços e elos com os demais, independente de quem somos.
A animação The Wild Robot, apresenta de maneira sutil, precisa e necessária, que entre dramas e conflitos, há também um amor a ser construído entre caça e predador, de que não é a espécie ou status que te faz melhor ou maior, mas a sua essência visceral, aplicada na maneira em se conectar e amparar aos outros quando se precisa, considerando que gentileza e afeto vale mais do que o poder e requisitos determinados, pois obrigações de praxes são rotineiras, mas empatia embasa o amor e a gratidão, levando para sempre, não apenas na memória, mas principalmente na alma e no coração.
The Wild Robot é um drama de ficção científica baseado na série de livros homônino escrito por Peter Brown. Com direção de Chris Sanders, o longa-metragem conta com um elenco categórico estrelado por Lupita Nyong’o, Pedro Pascal, Kit Connor, Bill Nighy, Stephanie Hsu, Matt Berry, Ving Rhames, Mark Hamill e Catherine O’Hara, que deram vida e alma aos seus respectivos personagens.
Uma produção da DreamWorks Animation e distribuído pela Universal Pictures, o filme estreou em Setembro de 2024 no 49th Toronto International Film Festival, sendo aclamado e recebido críticas veementes positivas, conquistou também o público por sua mensagem expressiva sobre ligações, legado e empatia, mostrando de que nem mesmo a tecnologia mais avançada, pode afligir quem somos de verdade.
A animação foi indicada em várias premiações, como o Annie Awards, 82nd Golden Globe Awards, 78th British Academy Film Awards e também, no 97th Academy Awards (Oscar 2025), onde é um forte candidato a conquistar um estatueta dessa primeira produção de The Wild Robot, que já conta com uma sequência que está em desenvolvimento.
por Patrícia Visconti





