No ano de 1996 o rock alternativo envolto do pop-synth chegava as paradas de sucesso, com a banda Penélope, que se inspirou na animação da Penélope Charmosa, para nomear esse grupo que conquistou o público na primeira década dos anos 2000, com suas canções autorais e letras intensas, fofas e sagazes, compondo melodias próprias que falavam de filosofia, ciências, cultura pop e temas relacionados ao universo adolescente feminino, lançando o primeiro compacto alguns anos depois, em 1999, intitulado Mi Casa, Su Casa.
Mi Casa, Su Casa vendeu 50 mil cópias, com produção de Tom Capone e Antoine Midani, o álbum teve um êxito eminente para a banda, ainda mais numa época em que poucos grupos de rock eram liderados por mulheres, na verdade, mal existia vocais femininos, apenas Pitty, que também estava no início de sua carreira. Então, esse disco trouxe sucessos significativos para Penélope, como Holiday, Teen, Circo e Namorinho de Portão, que chegou ser trilha sonora da novela Malhação, em 2000.
Ainda no final da década de 1990, a vocalista Érika Martins ainda fez uma participação no single A Mais Pedida, da banda Raimundos, que estava no auge, conquistando o topo das principais paradas musicais nos rádios e na TV, fazendo com que a carreira a cantora e de sua banda alavancasse ainda mais, e conquistando públicos e diferentes partes do Brasil, tornando Mi Casa, Su Casa um abre-alas para que a banda ganhasse o cenário dos festivais, se apresentando na terceira edição do Rock in Rio (2001).
Após o lançamento do primeiro compacto, Penélope lançou seu segundo álbum, Buganvília (2001), com sucessos próprios e algumas versões de clássicos de Chico Buarque e Edu Lobo. O sucesso foi significativo, que a banda assinou contratou com a Som Livre, onde eles lançaram o terceiro disco, Rock, Meu Amor, que contou com a participação de Samuel Rosa (Skank), na faixa Continue Pensando Assim, e ainda na versão de A Fórmula do Amor (Kid Abelha), que acabou entrando em mais uma novela da Rede Globo.
Mas, que após o encerramento da turnê deste álbum, a banda encerra as atividades, já que Érika decide seguir seu próprios projetos e carreira, mas deixando uma forte influência musical no rock nacional, com suas canções repletas de atitudes e referências insignes de artistas memoráveis da música nacional, Penélope mantém a essência de sua sonoridade e autenticidade, marcando uma época que impactou uma geração.
Tanto que para celebrar os 25 anos do lançamento do primeiro álbum, o grupo retomou aos palcos em 2024 para celebrar a convexidade que foi a banda Penélope, com sua estreia no disco Mi Casa, Su Casa, reavivando a singularidade e originalidade da banda, que incluiu até uma apresentação histórica no Rock in Rio X junto com a banda Pato Fu, e em março de 2025, eles retomam ao palco do Blue Note em São Paulo, para voltar a reescrever sua história do livro do rock brasileiro, e da Penélope.
por Patrícia Visconti



