Sabe quando o idioma nem sempre é a barreira, mas os sentimentos mais intrínsecos e os traumas intensos que fazem o simples se tornam os muros mais altos para se conquistar um amor comovente e reconfortante.
O novo drama coreano das irmãs Hong Jung-eun e Hong Mi-ran Hong, da séries “Hotel del Luna”, “Alquimia das Almas” e “Master’s Sun”, apresenta “O Amor Pode ser Traduzido?, que mostra a essência dos medos e receios em um coração aquebrantado, tornando qualquer sinal de emoção algo conflituoso e angustiante, em que a linguagem universal, não é aquela que sai pela boca, mas sim que envolve pelo coração.
Na trama traz o exitoso tradutor Ho-Jin (Kim Sun-Ho), introspectivo e difícil, ele tenta manter ao máximo sua privacidade, focado em seu trabalho, não tem tempo para se apaixonar. Até conhecer a atriz Mo-hee (Go Youn-jung), que virou tendência mundial, após seu filme de terror viralizar por todo planeta. Ela é espontânea e alegre, e sempre faz piada e brincadeiras até com as coisas mais sérias da vida.
Talvez, essa personalidade se dê a uma trauma que ela segue desde a infância, quando foi abandonada por sua família disnfuncional após a morte de seus pais, então, ela que sempre foi instintiva, usou sua naturalidade para conquistar ainda mais seu público, porém o receio em se envolver transitava além do idioma. Ainda mais após participar de um programa coreano em que ela protagonizava junto com o galã japonês, Hiro (Sota Fukushi).
A relação foi se interligando, mas a conexão nunca era o suficiente, já que o coração de Mo-hee estava em outros pensamentos, mas que nem toda sua franqueza fazia com que desse certo, até que seu alter-ego Do Ra- mi (personagem qual ela ganhou notoriedade ao redor do mundo), fazia com que a tornasse mais corajosa em fazer as coisas que sem essa personalidade ela não faria.
Entre caos e desencontros, a série envolve o espectador em um drama envolto de romance e humor, em que transborda emoção, de uma relação que vai além do lascivo, mas convida a conhecer os personagens em seu âmago mais profundo, trazendo comoção e imensidão a uma produção loquaz, romântica e cativante, que mostra que a linguagem do amor está muito além do idioma, e sim, naquela que faz esquecer os traumas mais inerentes e o transtornos disertos, entre desencontros de tempo e espaço, sob uma reflexão visceral sobre entender o amor.
por Patrícia Visconti



