[Total Flex] A poesia do jardineiro


Sempre o admirei. Por muitas vezes encontrei Ari Carlos Ferreira dos Santos trabalhando nos canteiros de Canoinhas-SC. Figura quase mítica na cidade, o jardineiro, além da habilidade e paixão por plantas, é um poeta de primeira.

Lembro da primeira vez que o entrevistei. Estava no Batalhão de Polícia Militar, cuidando das flores em uma estufa. Sujeito simples, com o olhar profundo e inocente, como uma criança que pede atenção. Lembro dos seus olhos, azuis, claros e brilhantes por detrás dos óculos. Falamos do seu processo de escrita.

Arcafes não estudou para isso. No auge da sua vida, foi topógrafo, em um tempo em que não era necessário diploma para exercer a função. Caiu aos poucos, por causa da bebedeira. E, agora, almeja subir aos poucos. “Ainda chego lá. Ainda dou a volta por cima.”

O destino ainda quis nos unir mais vezes: semanalmente, Arcafes escreve para o jornal Correio do Norte. Seus poemas/poesias trazem algo de essencial. Trazem a essência humana, a percepção do real por meio de uma visão completamente minimalista, mas não simplista. Uma visão complexa e, diria, completa do mundo.

Enquanto trabalha nos jardins públicos, a mente de Arcafes também trabalha a mil para desenvolver novos textos. Se a ideia é mesmo muito boa, nada custa tirar papel e caneta dos bolsos e anotar. Às vezes, confessa, escreve uma palavra que ainda não existe. Como descobre? Procura no minidicionário. Se não tem o verbete, é um neologismo. A ideia é justamente esta: apresentar aos outros as palavras que não são muito usadas, mas que dão sentido diferente à frase.
O sonho do jardineiro-poeta é escrever um livro. Na verdade, dois. Um com as poesias e outro com a sua biografia. Já tentou, mas o valor do investimento ainda é inviável. A voz calma e a serenidade das palavras mexem com o coração. Quem dera o jornalismo fizesse de mim uma pessoa rica para ajudar nessa realização. Afinal, o destino parece me dizer algo. Como uma missão, talvez. O que será?

OBC Awards 2013

O ano de 2013 começou devagar, mas com o passar dos dias muitas novidades foram surgindo, assim como as parcerias, os talentos, as revelações, etc. E este ano que chega ao fim, mais um OBC AWARDS será apresentado os TOPs da nossa embarcação.

Teve música de montão, cinema de qualidade, literatura e poesia, bastante novidades musical e também na interpretação.
Arte que provavelmente vocês iriam ver em outro lugar, já que são talentos brutos e puros, sem intervenções da grande indústria fonográfica, artistas que respiram arte 24 horas por dia, e não se importam apenas em lucrar, mas sim propagar a sua obra.

Então se prepara, pois chegou a hora de conhecer os melhores de 2013 no OBC:

Livro: “Europa na Mochila” – Nil Marques
Autor: Thiago Bechara

Novidades Tecnológicas: Microsoft compra Nokia

Atriz: Kaminsky Ribeiro
Ator: Renato Marckos
Peça teatral ou Musical: “Cabaré – Um espetáculo de dança”
Filme: Hobbit – A Desolação de Smaug

Cantora: Camila Garófalo
Cantor: Uirá França
Rapper e MC: Yan Nick
Banda: PrásKbças Music

Integração de música e arte na obra: Gabriel Gariba

Álbum do Ano: “Hoje” – Godasadog
Música do Ano: “Sobras” – Camila Garófalo
Turnê do Ano: “La Buena Onda” – Rapha Moraes

Revelação no Cinema: Marco Dutra
Revelação musical: Rapha Moraes

Essas foram as nossas apostas para relembrar 2013, e com certeza serão bastante lembrados em 2014, pois talento é algo que nasce consigo, ninguém compra.

Boa festas à todos amigos, colegas, tribulantes e navegantes do nosso barco, e no próximo ano estaremos aqui novamente, compartilhando e propagando o mundo das artes, da música, da literatura e da cultura em geral.

Até mais, pessoal!

[Cabine da Pipoca] Luz, câmera, ação e Hollywood

Nesta semana, como é a última semana letiva aqui no OBC, depois só em 2014, afinal, somos filhos de Deus e também merecemos descanso, apesar de não ganhar milhões, trabalhamos tanto ou até mais, daqueles que vivem esfregando seus recibos, holerites e 13º salário na cara dos outros. Mas deixa essa história para lá e vamos falar de algo mais útil, que é sobre cultura.
Que para os amantes de cinema, principalmente os hollywoodianos, irão adorar a pauta desta sexta-feira, na qual é sobre a história da capital do cinema nos Estados Unidos, a cidade de Hollywood, que antes não passava de uma cidade praiana como qualquer outra.

Hollywood é um distrito da cidade de Los Angeles na Califórnia de grande importância na constituição da identidade cultural dos Estados Unidos, e está situado a noroeste de Downtown Los Angeles. O distrito se tornou famoso mundialmente pela concentração de empresas do ramo cinematográfico e pela influência que exerce na cultura global. Os produtores de cinema se destacaram em Hollywood em busca de luz natural disponível no local.
Com o passar das décadas, Hollywood se tornou símbolo do poderoso e fantástico cinema estadunidense, sediando premiações e abrigando homenagens públicas para os mais destacados artistas de cinema e musicais do mundo. O local também é famoso pelo grande letreiro chamado Sinal de Hollywood e pela enorme concentração de pessoas ricas e famosas que moram no distrito ou distritos próximos.
Mas dois motivos atraíram os primeiros produtores da indústria cinematográfica americana para Los Angeles, o clima californiano e a distância de Nova York.
O primeiro era perfeito para filmagens, o sol brilhava o ano todo e as paisagens podiam ser facilmente adaptadas às mais variadas tramas há ali tanto deserto quanto mar e montanhas para serem utilizados como cenários naturais. 
O segundo motivo explica-se pelo fato de os cineastas e produtores tentarem escapar do controle de patentes que o inventor americano Thomas Edison (1847-1931) tentava impor em Nova York.
Hollywood se tornou símbolo do poderoso e fantástico cinema estadunidense, sediando premiações e abrigando homenagens públicas para os mais destacados artistas de cinema e musicais do mundo. O local também é famoso pelo grande letreiro chamado Sinal de Hollywood e pela enorme concentração de pessoas ricas e famosas que moram no distrito ou distritos próximos.
Devido à sua fama e identidade cultural como o centro histórico de estúdios e astros de cinema, a palavra “Hollywood” é frequentemente usada como uma metonímia do cinema americano, e é muitas vezes usada alternadamente para se referir à Grande Los Angeles em geral. As alcunhas StarStruck Town e Tinseltown referem-se a Hollywood e sua indústria cinematográfica. 
Atualmente, grande parte da indústria do cinema se dispersou em áreas vizinhas, como a região de Westside, entretanto, significativas indústrias auxiliares, tais como empresas de edição, efeitos, adereços, pós-produção e iluminação permanecem em Hollywood, como o backlot da Paramount Pictures.
Veja abaixo o quadro de ascensão e glória da meca cinematográfica:
1887:  Horace Wilcox, um milionário do setor imobiliário, tenta transformar uma região de campos de cevada, nos arredores de Los Angeles, em comunidade religiosa. Sua mulher, Daeida, é quem batiza o povoado de Hollywood, em homenagem à casa de campo de amigos da família em Chicago
1903:  As terras de Hollywood são compradas por uma organização dirigida pelo general Moses Hazeltine Sherman. Empreendedor nato, Sherman – que, no futuro, seria sócio dos proprietários do jornal Los Angeles Times – foi um grande incentivador da expansão das ferrovias na região, dando impulso ao crescimento urbano
1907:  Fugindo de uma tempestade em Chicago, a equipe de O Conde de Monte Cristo termina o filme em Los Angeles. O astro Francis Boggs gosta do clima e fica por lá, criando o primeiro estúdio californiano. No mesmo ano, The Power of the Sultan (O Poder do Sultão) seria o primeiro filme todo rodado em Hollywood
1909:  O diretor Charles French – que também atuou em mais de 200 filmes até a década de 40 – bate um recorde. Ele produz, para a Bison Company, mais de 185 curtas-metragens em apenas oito meses! É um sinal inequívoco de que a indústria cinematográfica local começa a esquentar para valer
1914:  É fundado o primeiro grande estúdio, a Paramount, que teve origem num estúdio chamado Famous Players Film Company, comandado por Adolph Zukor. Em 1925, surge a Metro-Goldwyn-Mayer, ou MGM. Ambos representam a consolidação definitiva da capital do cinema mundial
Hollywood sempre será sempre lembrada como a cidade do cinema, por proporcionar grandes filmes, com histórias e elencos magníficos, sempre buscando trazer a magia do arte cinematográfica, para todos, mostrando que todos podem sonhar, pensar e sentir, através das telonas dos cinemas. Essa é Hollywood, a cidade da magia do cinema.