[Cyber do Som] Orquestra de tablets fazem um musical tecnológico da Intel

A campanha intitulada de “Intellingent Sound”, conta com 60 tablets e um robô DJ para transformar tecnologia em música. Isso foi uma ideia da Intel, para ver a potência e a qualidade de seus processadores, por isso nesta semana a empresa lançou esta tecnologia musical.O comercial intitulado “Intelligent Sounds”, a marca faz uma espécie de concerto utilizando 60 tablets e um robô DJ, que comanda a batida musical. A estratégia é resultado de uma parceria da agência The Monkeys com o produtor musical Flume, e levou 3 meses para ser desenvolvida.


Por Priscila Visconti  (Unindo música e tecnologia na mesma embarcação).

[Total Flex] A releitura entre o homem e a máquina na peça “Máquina de Escrever Reticências”, no Teatro Alfredo Mesquita

Essa vai para quem curte uma boa releitura entre o homem e máquina, com uma discussão a dependência social da tecnologia que promove interatividade e velocidade da informatização no cotidiano.
A Cia. de Teatro em Quadrinhos procura fazer um recorte das relações permitidas pela era digital na atualidade. Cena a cena, é possível verificar a mudança de valores nas relações interpessoais, um dos grandes problemas do nosso tempo, que se baseia na sensibilidade perdida em decorrência da distância que adquirimos com a utilização destas ferramentas.

Sob a direção de Beth Lopes, a história é encenada em um ambiente de trabalho, onde os funcionários se deparam com a perda de uma amiga. Partindo deste ponto, aos poucos os personagens percebem que a ausência física dela não impede que suas conexões no mundo virtual estejam presentes, fato que fica em maior evidência quando seus amigos precisam de uma informação que somente ela obtinha. 
Sinopse
No ambiente de trabalho, a notícia é recebida entre textos digitados e frases esparsas. Alguém morre e deixa apenas uma cadeira vazia. Ou deixaria também lembranças? 
Inventadas ou não, tornam-se memórias e novas narrativas; preenchendo a cadeira e a sala de sentimentalidades causadas por esse desaparecimento abrupto.
Os funcionários que ficaram têm a urgência de finalizar a tarefa que lhes foi passada: descobrir (ou inventar) a Teoria Universal do Afeto. Para completá-la, precisam entrar no computador da personagem morta, porém descobrem que ela mudou a senha. Entre buscas e reticências, será preciso enfrentar a resistência de um dos funcionários e um vírus iminente.
Imagens: Murillo Basso
Edição: Patricia Giufrida
Trilha sonora: Thiago Nassif
“Máquina de Escrever Reticências
De João Dias Turchi, autor do Núcleo de Dramaturgia SESI – British Council
Elenco formado por atores do Núcleo Experimental de Artes Cênicas
Direção de Beth Lopes
Para mais informações veja a fanpage da peça AQUI;
Assista o trailer do espetáculo “Máquina de escrever reticências”:
Este espetáculo “Máquina de Escrever Reticências” apresenta a radical transformação cultural trazida pelos avanços tecnológicos em nossa era digital. A abertura deste espaço de comunicação traz relações inimagináveis por meio das redes digitais, ideal para esta nova fase tecnológica, em que a interação entre o homem e a máquina andam juntas, compreendendo o sentido da amizade entre essa interação social.
Serviço
Teatro Alfredo Mesquita
Endereço: Av. Santos Dumont, 1.770, Santana, Zona Norte
Telefone: (11) 2221-3657
Data: 6/9 a 13/10 (6ª, sáb e dom)
Horas: 19h e às  21h
Valor: R$ 10 reais (O estacionamento é grátis)
Por Priscila Visconti (Se sentindo orgulhosa, por receber uma pauta da minha uma ex-professora faculdade, a Profa Vanderlí)

[Total Flex] Inhotim: Tesouro das Gerais

Minas Gerais é conhecida principalmente pela sua culinária e suas montanhas, os mineiros possuem o dom da hospitalidade, e tem uma das maiores rivalidades do futebol brasileiro: Atlético e Cruzeiro. Mas Minas também é ousada no quesito arte, e de um modo especial no que se diz respeito a arte contemporânea.

Em Brumadinho a cerca de 60km de Belo Horizonte foi idealizado pelo empresário Bernardo Paz na década de 80 o Instituto Inhotim, que com ao longo dos anos veio a se tornar mais que apenas uma reserva natural onde há um acervo valioso botânico de várias partes do Brasil em especial com espécies nativas e sim um grande espaço cultural para os mineiros. O local passou a receber construções diversas para receber arte contemporânea.
O local é uma oportunidade acessível se conhecer o que o nosso país possui de especial tanto na natureza quanto na arte, muitos acreditam que mesmo chegando cheio de expectativas para conhecerem a reserva ainda assim saem do local maravilhados com um algo mais, um algo diferente que não se foi buscar mas é encontrado no local.
O Inhotim é o maior acervo ao ar livre e é o único lugar que pode ser encontrada a flor cadáver na América Latina. O acervo é sempre renovado e as galerias inauguradas anualmente. 
No local é encontrada exposições de vários artistas renomados, atualmente há 70 obras em exposição que se dividem entre obras permanentes e outras temporárias. 
Obras Permanentes:
Barroco Miguel Rio Branco – Barroco, fotografia cibachrome, políptico, 9x (80 x 80 cm), dimensão total 240 x 240 cm, 1998
Cildo Meireles, Através, 1938-1989, materiais diversos, 600 x 1500 x 1500 cm, foto: Pedro Motta
As obras de Cildo Meireles tem uma proposta que aguça a imaginação dos visitantes, as obras postadas retratam objetos aparentemente comuns em nosso cotidiano, mas com um toque de indagação, a primeira foto mostra a obra “Através” materiais de utensílios transformados em formas de barreiras para desafiar nossa mente, além de milhares de cacos de vidros espalhados pelo espaço permitindo várias formas de visualização do espaço, a obra alude para as barreiras encontradas na vida e a necessidade que o ser humano tem de supera-las, os estilhaços nos rementem a essa nova visão que podemos e devemos ter dos problemas para enxergamos tudo em vários ângulos. 
Obs: (Para visitar a instalação é necessário estar de sapato fechado.)
Desde 2006 a obra “Desvio para o Vermelho” também de Cildo Meireles esta permanente no Inhotim, é um trabalho extremante completo, e o visitante precisa ter curiosidade e uma certa sensibilidade para mergulhar nos mistérios que essa obra propõe, não precisa ser nenhum especialista em artes mas é bom que se tenha uma forma mais graciosa de olhar o entorno, são ambientes articulados sendo um deles composto por móveis em vermelho, há uma proposta de reflexão quanto a violência urbana, e tende a levar o expectador a algum impacto e mexer com o seu psicológico sempre o remetendo para o mesmo lugar de partida, como uma espécie de uma falsa lógica.  
O Inhotim é um lugar que merece ser visitado.
Informações Gerais
Horário de funcionamento
Terça a sexta: 9h30 às 16h30
Sábado, domingo e feriado: 9h30 às 17h30
Valor da entrada:
Terça – Gratuita
Quarta e Quinta – R$ 20,00
Sexta, sábado, domingo e feriados – R$ 28,00
Meia-entrada para maiores de 60 anos, crianças entre 6 e 12 anos e estudantes mediante
apresentação de carteira da escola ou faculdade, dentro do prazo de validade e com foto. Funcionários da Vale também pagam meia-entrada mediante apresentação do crachá da empresa.
Portadores do cartão do Clube de Assinantes do Estado de Minas e assinantes Hoje em Dia ganham 50% de desconto na compra de 2 ingressos.

[Total Flex] Criatividade e imaginação estão afloradas no musical "Labirinto de Filó"

Música ao vivo e original, letras inteligentes e bom enredo, as últimas semanas do musical infantil Labirinto de Filó, que apesar de ser para as crianças, mistura música, poesia e filosofia, que está em cartaz no Teatro Zanoni Ferrite, na Vila Formosa, zona leste de São Paulo.

O espetáculo conta a história da minhoquinha Filó, muito curiosa e perguntadeira, está cheia de dúvidas em sua cabeça, que de tanto pensar, acaba de perdendo em um labirinto de buracos e túneis. Criada no minhocário da Rua de Baixo, sonha em ser cientista, músico e jogador de futebol, e estuda na escola do meio da rua, com a Menina da Rua de Cima, uma poetisa nata, que quer ser jornalista e cantora, mas detesta minhocas. Da amizade dos dois, a história da minhoca Filó começa a ganhar vida. O texto e a direção é de José Geraldo Rocha.  

A peça trata do universo infantil presente em todos nós, através de temas como a superação dos medos, a importância das dúvidas para o desenvolvimento do raciocínio e da personalidade. Obtendo com referência, a curiosidade infantil. Atiçando não apenas a curiosidade das crianças, mas dos pais também, embarcando em uma viagem de dúvidas e descobertas, respondidas não de maneira precisa, mas sim poética, mantendo a imaginação acesa e permitindo o público a criar além da imaginação.
Interpretada pelo Grupo Pasárgada, a peça mistura músicos e atores no palco, cantando e tocando ao vivo violão, viola caipira, acordeon e percussão.
As canções foram compostas e dirigidas especialmente para o espetáculo e criadas em parceria com o encenador. São temas regionais que apresentam a história de cada personagem em seu ambiente. 
No elenco, estão Weslei Soares, Príscila Galvão, Thaís Oliveira e Daniel Langer, além do próprio diretor musical Thiago Rocha.
FICHA TÉCNICA:

Texto de direção Geral: José Geraldo Rocha. Música e Direção Musical: Thiago Rocha. Direção de palco: Daniel Langer. Cenários/ figurinos/ adereços: Valnice Vieira Bolla. Assistente de figurinos: Janaina Rocha. Criação de Luz: Luiz Alex Tasso. Bonecos de Vara: Fabio Caniatto e Maristela Tetzlaf. Elenco: Weslei Soares, Príscila Galvão, Thaís Oliveira, Daniel Langer e Thiago Rocha. Produção executiva: VVB Produções Artísticas e Culturais. Projeto gráfico: Arte e design. Administração: Ricardo Aguiar.
SERVIÇO:

Labirinto de Filó
Sábados e domingos, às 16h. Sessões extra dias 05 e 12 de outubro, às 11h. 
Temporada até 13 de outubro 
Preço: R$ 10,00 (pagamento somente em dinheiro)
Teatro Zanoni Ferrite 
End: Avenida Renata, 163, Vila Formosa, São Paulo
Tel: (11) 2216-1520
Bilheteria: aberta uma hora antes do espetáculo. 
Capacidade: 204 lugares. 
Duração: 55 minutos. 
Classificação: Livre.
Acessível para cadeirantes.

[Total Flex] Boemia de regresso / Instinto


A música me leva a um estado de boemia. É como se eu estivesse em um barco, com uma garrafa de uísque, um rádio à pilha e um violão. Na água, brilham as luzes de uma cidade desconhecida. 

Esse brilho se confunde com o brilho das estrelas, em uma noite incomum, com um frio considerável. Não presto muita atenção na cidade. 

Apenas quero observar o tempo passar. Talvez, para mim, a cidade nem seja tão importante quanto a necessidade de ficar sozinho, quieto, de me desligar do mundo ou estar em conexão com um mundo simples, minimalista.


Vida boêmia. Legítima e pura. Volare! Mesmo com um microfone nas mãos, não cantaria coisas desse gênero, mas tocaria algo triste. Com certeza.
As luzes que brilhariam na água enquanto estivesse no barco poderiam ser associadas à música Lights, que estou amando.

Não imagino uma viagem. Não sei como ir, tampouco para onde ir. Se me vejo em algum lugar, já me vejo sentado, aproveitando os instantes, como o fato de sentar sobre uma pedra na beira da praia, jogando pedrinhas e conchas no mar. Falando de amor. Com quem realmente saiba amar.

***

Coisas boas e coisas ruins. Talvez uma viagem para um local interiorano fizesse bem. Há quanto tempo eu não sei o que é deitar em uma rede e sentir o cheiro de terra verde? Há quanto tempo eu não respiro ilusões ou desapegos? Não quero estar sozinho nessa viagem. Quero aproveitar com alguém. Que essa pessoa também queira a mesma experiência, de se deixar levar e corresponder aos instintos.

Perceber dissonâncias me incomoda. Quando as coisas não se encaixam, são como música que muda de tom de forma brusca, para poder abrir nova estrofe. Algo fica perdido, sem sentido. É o mesmo que viajar sem propósitos. As coisas não acontecem de bandeja. O que se desperta está além do que pode ser planejado, mas isso também é preciso.

Se antes eu me imaginava em um barco, agora não mais. Sei que é um local muito mais próximo, mas apenas enxergo árvores, estradas de chão e fogão à lenha. Sem local determinado para viver essas sensações. Acho que o interior inspira a introspecção de forma tão natural que não é preciso ter um canto do pensamento.
Dessa vez, não quero rádio, nem violão, nem luzes. Quero o sertão, as árvores, o vento. Sem sol, de preferência. Quero nuvens que me façam imaginar e quero sentir a relva na grama. Quero experimentar a sensação de ser único e de me deixar levar pelo som dos pássaros, me sentindo livre, assim como eles. 

Quero olhar para o vale e saber que tão em breve a vida rotineira me aguarda, mas que eu não tenho pressa de chegar. Quero ser livre, buscando essa liberdade onde eu ainda não estive. Quero ser. Quero poder. Quero ter. Amado, amar, amor.