Queria eu ser, brilho do seu olhar, razão do seu sorriso, carinho dos seus abraços, paixão dos seus beijos, seu pensamento do dia, motivo da sua felicidade, sonho de cada noite, e o amor que lhe completa. É um anseio infinito guardado em um peito melindrado, porém repleto de esperança. É um sonho almejado, que um dia foi real. É a chama do amor, que faz meu amado ser impar, o imaginário ser uma certeza, a variável ser uma constante e o devaneio virar lucidez.
Queria eu ser, enfim… O que fosse correto onde o erro insistir; O que fosse verdade sem razão pra mentir; O que fosse preciso pra fazê-lo feliz.
Adriana Ishikawa é adoradora de poemas, jornalista por amor, gosta das coisas simples da vida e gerencia os blogs Memórias Fragmentadas , onde posta poemas de sua autoria e o blog Bazar da Informação, que divulga matérias frias, abrangendo conteúdos relacionados a cultura e lazer.
Nesta semana, a pauta será sobre o cinema marginal brasileiro, que começou nos anos de 1968 a 1973, foi uma arte de origem paulistana, na região central da cidade, Santa Ifigênia, ou então chamada de Boca do Lixo, assim chamado pela crônica policial dos anos 20, devido à promiscuidade existente nas proximidades da Estação da Luz e Júlio Prestes.
O cinema marginal recebeu várias denominações, entre as quais ‘udigrudi’ (avacalhação do underground americano inventado por Glauber Rocha), cinema marginalizado, cinema de poesia, cinema de invenção, experimental, alternativo, marcando épocas tensas de uma ditadura militar, rígida severa e que não tinha liberdade nem de andar pela rua e menos ainda, se expressar de forma social e humanitária.
Eram essas atitudes que os diretores, na época, frente às duras amarras da censura sobre qualquer meio de expressão, principalmente a artística, realizavam seus filmes qualquer preço, indiferente dos rumos que cada diretor dava a sua carreira, mas esta geração de cineastas foi uma a sua importante e criativa contribuição para o cinema nacional, mesmo diante das dificuldades do mercado de exibição na época.
Por isso que o cinema marginal, ou underground, é uma arte do cinema, bastante forte nas grandes metrópoles, pois seus temas, roteiros, cenários e coisas afins, tem um “Q”, que remetendo a vida suburbana de todos os moradores de capitais como São Paulo ou Rio de Janeiro, que vivem em grandes centros, mas frenquenta lugares onde grandes mídias não pautariam e se fosse pautar, iriam perder a essência do alternativo e o glamour simples desta arte e esta arte, pode ser encontrada a cada esquina das ruas e avenidas suburbanas, pois ela está mais viva do que nunca, afinal por atrás das pessoas simples e a sempre atitudes inovadas e que mostra o mundo de uma forma diferente do comum.
Mas é isso ai, o Cinema Marginal é o caminho eficiente para realizar e despreocupar as tradicionais, bem-comportadas fórmulas narrativas e estética, com pouco recurso, mas com muitos anseios.
Trailer do vídeo de lançamento da COLEÇÃO CINEMA MARGINAL BRASILEIRO em DVD:
Pra quem pensa que artistas de brega não conseguem ter sucesso fora dos estados do norte do país e/ou nos barzinhos “risca-facas” eu vus apresento Gaby Amarantos. Nascida no estado de Belém do Pará, esta carismática cantora de 34 anos lançou seu primeiro álbum em 2012 intitulado “Treme” e vem se destacando muito graças, não apenas ao carisma de Gaby, mas também pela qualidade da produção de suas músicas. SIM. São músicas que circundam a Mpb, o Carimbó e o Tecnobrega. E não pense que ela se intimida e/ou não se orgulha de ser brega. Se pra nós da região sudeste do país Brega é sinônimo de algo feio, fique sabendo que para artistas como Gaby ser brega é uma qualidade pra lá de positiva.
O álbum de estreia foi produzido por Luiz Félix Robatto e dirigido por Carlos Eduardo Miranda. Em suas letras bem feitas Gaby mostra que tem referências e que está longe de ser algo fabricado, fake ou qualquer coisa que não seja autêntica. Os singles lançados para o álbum foram “Xirley”,”Ex-Mai Love”, “Chuva” e “(Ela Tá)Beba Loca”.
O clipe divertidíssimo feito para divulgar o single de “Xirley” foi dirigido por Luan Rodrigues em nome da Produtora Greenvision! No clipe Gaby mostra a evolução entre dona de casa que quer ser famosa até a chegada ao estrelato. Tem que ser muito mal humorado pra não curtir o clipe. -Qualquer semelhança entre esse vídeo e “Come Into My World” de Kylie Minogue é méra coincidência.
Gaby já foi premiada no VMB da Mtv(Melhor Capa, Melhor Artista Feminino, Melhor Artista do Ano), no Premio Multishow(Novo Hit) e no APCA(Melhor Cantora).
Graças á personalidade de Gaby e sua visão artística é comum ve-la chamar atenção pelas roupas que usa. Essa característica já rendeu a ela apelidos como Lady Gaga da Floresta e Beyoncé do Pará. Mesmo que essas não sejam referências na música de Gaby ela se diverte com os apelidos que só comprovam o seu apelo pop!
Gaby não tem medo de expressar opiniões sejam elas pelo seu manequim ou pelas questões politicas que envolvem os negros, LGBTs, mulheres e índios.
Resumo da ópera : Gaby está na mídia e no top 10 do iTunes mostrando que tem muita gente boa fora do eixo sul-sudeste fazendo música popular de qualidade e que esses artistas talvez só não tenham mais projeção na mídia por falta de cuidados e de visão de carreira. Será Gaby um fenômeno musical que ajudará a evidenciar mais essa cena ou será um caso isolado? O que você acha?
Da esquerda para direita: Ciro Sales, Aninha Franco e Lelo Filho Foto: Produtora Júnior
Nesta quarta-feira (13), ocorreu no auditório da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/UFBA) o Veja Cultura, encontro entre produtores culturais que aborda diversas temáticas a cada ano. Promovido pelo Núcleo de Produção Cultural da Produtora Júnior, empresa júnior de Comunicação da UFBA, a edição 2013 recebeu Aninha Franco, autora da peça teatral “Éramos Gays”; Ciro Sales, gestor cultural e ator e Lelo Filho, um dos fundadores da Cia Baiana de Patifaria.Estudantes de Jornalismo e Produção Cultural da Facom ouviram relatos destes profissionais a respeito da dificuldade em sustentar a arte e a cultura como ofícios na Bahia. Aninha Franco, dramaturga, escritora, diretora e agente cultural, contou aos estudantes um pouco da sua história e criticou também a gestão do Secretário de Cultura Marcio Meirelles, afirmando que o teatro baiano poderia viver um momento diferente hoje, caso os investimentos não tivessem sido reduzidos drasticamente. “Estamos mais uma vez tentando trazer o sucesso de volta pra Bahia. Se tivesse acontecido continuidade no momento em que Marcio entrou, nós estaríamos extremamente fortes. Mas não estamos, infelizmente”, analisa a autora após relembrar a ascensão do teatro baiano nos anos 1990. O atual trabalho da escritora é a peça “Éramos Gays”, musical baiano com toques de humor e irreverência que conta com equipe local e da Broadway.
O segundo convidado da manhã foi Ciro Sales, formado em Produção Cultural pela Facom. Ciro compartilhou sua experiência enquanto gestor cultural e ator, sendo perceptível sua paixão pelas artes cênicas que, segundo ele, é notada desde a infância: “Eu tinha certeza que queria ser artista. Isso é uma coisa que me acompanha desde criança”. Enquanto falava a respeito das suas duas profissões, que de certa forma conversam entre si, o ator afirmou que ambas as formações prioritariamente se formam na prática, com o interesse e desejo em se desafiar o tempo todo com coisas novas, bem como na área de gestão. “São as práticas que te formam. Experiências que deram certo, especialmente as que deram errado, vão te formando em qualquer uma dessas áreas”, acredita.
Comemorando os 25 anos da Cia Baiana de Patifaria, grupo de teatro que fundou junto com alguns amigos, Lelo Filho terminou o encontro contando os percalços pelos quais passou e passa até hoje. Uma das principais críticas do ator foi a respeito dos obstáculos e mudanças constantes da gestão cultural no estado, que dificultam o desenvolvimento teatral, como também está em sua lista de insatisfações o baixo número de patrocínios. Para ele, faltam patrocinadores que arquem com as despesas mensais do grupo durante o período do contrato e exemplifica com a realidade da sua companhia que em 25 anos só recebeu seis patrocínios. A peça mais famosa do grupo, que esteve em cartaz em cerca de cinquenta cidades brasileiras, contou com apenas um patrocínio: “A Bofetada só teve um patrocínio em 25 anos de peça, que foi uma operadora de telefonia celular que nos deu R$60mil na época, que durou exatamente dois meses”, expõe.
Por conta do baixo investimento governamental e da baixa iniciativa privada, as despesas acabam sendo custeadas com o que é ganho na bilheteria do teatro no período das apresentações. Em meio a essa realidade de mercado, Lelo critica a disponibilidade do público em gastar R$80 numa festa e não querer pagar R$50 pra ir ao teatro, mas explica que esse mesmo público “não paga R$50, na verdade. Ele paga R$25, porque 80% do público paga meia: meia dos estudantes e meia de um monte de gente que aparece com a carteira falsificada”. O ator finaliza afirmando que falta o diálogo entre quem está na gestão e quem está fazendo cultura, e aconselha futuros produtores e gestores culturais que falar com os artistas e ouvi-los é fundamental.
Parece que a Google quer mesmo entrar no mundo do streaming pago de músicas, que já têm ganhado gosto das gravadoras com este tipo de serviço. Segundo a Fortune, a empresa pretende lançar o serviço ainda neste ano.
A Google já está contratando sua equipe de negociações e criando uma unidade de operação para o produto.
O streaming pago, funcionará tanto ao Google Play quanto ao YouTube, e ainda, quem assinar a conta poderá conferir os vídeos do site sem publicidade. O objetivo desse serviço, é ampliar o acervo do site de vídeos, oferecendo áudio e vídeo, operando no modelo “freemium”, novo serviço da companhia onde os usuários ficam livres das propagandas.
A Warner Music Group faturou em 2012 com este tipo de serviço, 25% dos lucros da gravadora, tudo graças a parceria com a Google.
Parece que a empresa quer ampliar seus serviços, e faturar um pouco mais neste ano com vídeos musicais ao vontade e livres de propaganda.
Com esse investimento, a Google aposta em sua base de aparelhos Android,
Nesse caso, o Google aposta em sua base de aparelhos Android para fazer frente a concorrentes que já operam nesse segmento, como Spotify, Deezer, Rdio, entre outros.
Será que os Googlemaníacos aprovam essa nova empreitada da companhia?