Domingão acabando, mas essa semana está cheia de novidades, principalmente para os amantes de teatro, tecnologia e literatura.
Para quem curte stand-up, vai adorar as performances da atriz Angela Dip, que estreia nesta terça-feira, 4, no Teatro da Livraria da Vila, no Shopping Iguatemi JK.
A peça mostra pensamentos femininos fragmentados em histórias, frases e pensamentos, mostrando que a mulher pode ser muito mais do que só cama e mesa.
As estórias são acontecimentos de uma pessoa irônica, às vezes ácida, que discute ações do cotidiano feminino como casamento, cirurgias estéticas e menopausa são expostas de maneira divertida e por vezes inusitada…
Só para Mulheres, estreia dia 4 de julho e vai até dia 25 do mesmo mês, todas as quartas, sempre as oito da noite.
Serviço:
“Angela Dip só para Mulheres”
Direção e Texto: Angela Dip
Estreia: 4 de julho
Temporada: Todas as quartas-feiras do mês de julho, às 20h
Ingressos: R$ 40 (com meia entrada
Capacidade: 125 lugares
Duração: 50 minutos
Faixa Etária: 14 anos
Gênero: humor stand up
Local: Teatro da Livraria da Vila no Shopping Iguatemi – JK
Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 – Vila Olímpia
Bilheteria: das 10h30 às 22h de segunda a sexta-feira, sábados das 10h às 22h
Tem festa Junina (mesmo estando em Julho), tem teatro, tem pagode, tem muita coisa boa pra tirar você de casa neste domingo no Rio de Janeiro. E mais uma vez criamos um roteiro bem eclético, e que agrada à todas as idades, com atrações gratuitas pra curtir à vontade com família e amigos. Siga alguma das nossas dicas que você vai se dar bem! Confira:
Festa Junina: O Arraiá da Ferrari traz brincadeiras e show da Arquitetura do Samba. Rua Doutor Ferrari, esquina com Rua Conselheiro Agostinho e Major Mascarenhas, Todos os Santos. Hoje, das 16h às 22h.
Teatro na Pavuna: O espetáculo ‘Navalha na Carne’, com Marta Paret e Rogerio Barros, discute amor, poder e opressão na relação entre a prostituta Neusa Sueli e seu cafetão Vado. Arena Carioca, Pça Ênio s/nº, Pavuna. Hoje às 2h. 18 anos.
Domingo no Parque: Em sua ultima edição, o ‘Parque Criativo’ recebe uma apresentação de teatro infantil, DJ Edinho e shows das bandas Cisco Trio e Canastra. Teatro de Marionetes Carlos Werneck. Praia do Flamengo, na altura do número 300, Flamengo. Hoje, à partir das 11h. (21) 2226-9691
21 anos de Japeri: Começou sexta e termina hoje a comemoração de 21 anos de Japeri e a atração musical deste último dia é o grupo de Pagode Sorriso Maroto, de graça com sua turnê de 10 anos de carreira. Paço Municipal de Japeri. Estrada Francisco da Costa Filho, nº1993. Santa Inês, Japeri. À partir das 20h.
Por hoje é só, mas no próximo domingo traremos muito mais opções de cultura e diversão pra você e, quem sabe, sem colocar a mão no bolso? É hora de navegar com o Barquinho Cultural a procura de novos tesouros ao melhor estilo carioca 0800 de ser! Um grande beijo no seu coração.
Os amantes da arte tem apenas mais duas semanas para se deliciarem com as obras de “Caravaggio” em Belo Horizonte. As obras do artista considerado o fotógrafo dos pincéis estão expostas na Casa Fiat de Cultura até o dia 15 de julho, na Rua Jornalista Djalma Andrade, 1.250, no bairro Belvedere. Ainda da tempo!
Marco Nanini, o Lineu da “Grande família”, série exibida há 12 anos pela Rede Globo se apresenta este fim semana em Belo Horizonte com o espetáculo “Pterodátilos”. “Pterodátilos” está em cartaz no Sesc Palladium nesta sexta-feira (29) e neste sábado (30), às 21h. A classificação é de 16 anos.
O Festival Folclórico de Parintins é uma festa popular realizada anualmente no último fim de semana de junho na cidade de Parintins, Amazonas. O festival é uma apresentação a céu aberto, onde competem duas associações, o Boi Garantido, de cor vermelha, e o Boi Caprichoso, de cor azul. A apresentação ocorre no Bumbódromo (Centro Cultural e Esportivo Amazonino Mendes), um tipo de estádio com o formato de uma cabeça de boi estilizada, com capacidade para 35 mil espectadores. Durante as três noites de apresentação, que este ano será nos dias 29 e 30/junho e 1/julho, em que os dois bois exploram as temáticas regionais como lendas, rituais indígenas e costumes dos ribeirinhos através de alegorias e encenações.
O Festival de Parintins se tornou um dos maiores divulgadores da cultura local e é realizado desde 1965 (47 anos) e já teve vários locais de disputa como a quadra da catedral de Nossa Senhora do Carmo, a quadra da extinta CCE e o estádio Tupy Cantanhede. Até que em 1987, o governador Amazonino foi assistir o festival, no mesmo local onde é o Bumbódromo, mas era um tablado, ele gostou tanto da festa que prometeu construir um local do tamanho que o festival merecia e, no ano seguinte, em 1988, inaugurava o Bumbódromo.
Os mestre de cerimônia de cada torcida, servem para apresentar a atração que a escola irá mostrar naquela noite e também animar o pessoal na arquibancada, apesar da rivalidade entre as torcidas, os MCs são irmãos, o do time do Caprichoso o boi azul é o Júnior Paulian, que está a frente da escola desde 2005 e do boi Garantido é o Israel Paulain, que está desde 2002.
A festa de Parintins é uma das mais tradicionais, não só da Amazonas, mas de todo norte do país e mobiliza mais de 80 mil turistas do Brasil e de algumas partes do mundo, pois a farra dos bois, mobiliza não só a região, mas também o marketing, pois as empresas que patrocinam o evento, muda a cor de seus rótulos, para o consumo da festa ser 100% para eles, portantao sem mais delongas, confiram um video de apresentação, do que esta festa representa para a cultura dos amazonenses.
Conheça um pouco do vocabulário particular da terra de Caprichoso e Garantido.
Amo do Boi
É o nome dado ao cantor e compositor que faz versos desafiando o bumbá contrário. O Amo do Boi é o dono da fazenda e o pai da Sinhazinha.
Asa Dura
Viajar de asa dura quer dizer se deslocar de avião.
Baixa do São José
Lugar onde foi fundado o Boi Garantido.
Batucada
Músicos do Garantido fazem parte da batucada, responsável pela percussão.
Banzeiro
É o balanço do rio. São as ‘ondas’ do rio.
Batucada
É o nome da bateria do Boi Garantido. É o item que funciona, muitas vezes, como base para o espetáculo dando ritmo, harmonia e cadência às toadas. Os músicos são comandados por dois ou três maestros enquanto acompanham a apresentação do boi no bumbódromo, arena onde ocorre o festival.
Brincante
Na região, folião do Boi-Bumbá é conhecido como brincante.
Boi-Bumbá evolução
Motivado pelo apresentador do boi e pelo levantador de toadas, o item Boi Bumbá evolução é um dos momentos mais esperados na apresentação. O boi entra na arena saudando a galera. É o símbolo da manifestação popular, motivo e razão de existir o Festival Folclórico de Parintins. Nesse item, são julgados a leveza, coreografia e movimentos da tripa do boi, nome que é dado para o artista que dá vida ao boi de pano para que se pareça com um boi real no bumbódromo, que é o templo do festival com capacidade para 35 mil expectadores.
Boi de pano
São os bumbás Garantido e Caprichoso, os principais destaques da festa.
Boiuna
Significa cobra preta. A grande sucuri ou sucurijú.
Bumbódromo
Local da apresentação dos bumbás de Parintins. Tem capacidade para 35 mil pessoas.
Carapanã
É a muriçoca, mosquito.
Caprichoso
O Boi da cidade de Parintins caracterizado pelas cores azul e branca. É identificado pela estrela azul na testa. A manifestação folclórica do Boi Caprichoso é uma herança de imigrantes nordestinos com a miscigenação dos povos da floresta. Iniciou em 1913 e, de 1966 para cá, venceu dezenove festivais.
Contrário
É o boi adversário. As torcidas evitam pronunciar o nome do boi que não seja o seu favorito.
Cunhã
Na linguagem indígena, quer dizer menina mulher.
Cunhã-poranga
É o termo usado para mulher bonita da tribo.
Curumim
Criança, garoto.
Curupira
Protetor da floresta, a crença diz que ele é representado por um duende de cabelos ruivos e pés invertidos.
Curral
Endereço dos ensaios dos bumbás.
Encarnado
É o vermelho, cor do Garantido.
FAB
A Força Azul e Branca (FAB) é como se tornou conhecida a torcida oficial do Boi Caprichoso. Fundada em 21 de janeiro de 1997, a torcida organizada possui sedes em quatro cidades amazonenses: Itacoatiara, Parintins, Manaus e Maués. A FAB também está presente em Terra Santa (PA) e no Rio de Janeiro (RJ).
Galera
Na Ilha de Parintins, as torcidas são conhecidas como ‘Galera’. Elas são itens das apresentações dos bumbás e contam pontos.
Garantido
O Boi Garantido é identificado pela cor branca e pelo coração vermelho. Foi fundado em 1913 por Lindolfo Monteverde na região da Baixa do São José, uma vila de pescadores. De acordo com a história do boi vermelho, o caboclo e descendente de negro prometeu para São João que, se recuperasse a saúde, criaria a figura do animal que sairia todos os anos à rua.
A origem do nome Garantido tem várias versões. Uma delas é a de que o criador do boi vermelho teria sido desafiado pelo boi Caprichoso durante uma briga. Para Lindolfo, o boi saia inteiro e o boi azul saía com chifre quebrado. Em um dos desentendimentos, ele teria dito que o boi dele era “garantido”.
Gingado
A cadência dos passos do dois pra lá e dois pra cá.
Ilha da Fantasia
Ilha da Fantasia é um dos apelidos dados à cidade amazonense de Parintins, a 369 km a leste de Manaus. O município é conhecido por sediar a disputa entre os bois Garantido e Caprichoso desde o início do século 20 no Festival Folclórico de Parintins. A competição folclórica deixa a cidade dividida em duas cidades mesmo não estando na época de festival. De um lado, a maioria dos moradores torcem para o Garantido e a parte da cidade torna-se avermelhada. Do outro, a maioria é fã do Caprichoso e colorem as casas de azul. A divisão entre o azul e vermelho torna Parintins ainda mais folclórica.
Levantador de toadas
O levantador de toadas é o responsável por cantar as toadas do boi interpretando-as da melhor forma para garantir altas pontuações e agitar a torcida na arquibancada. É um dos principais itens julgados durante o Festival de Parintins.
Marujada de guerra
É o nome da bateria do Boi Caprichoso e deriva do nome Marujo, brinquedo folclórico da Região Norte brasileira. É o item que funciona, muitas vezes, como base para o espetáculo dando ritmo, harmonia e cadência às toadas azul e branco. Os músicos são comandados por dois ou três maestros enquanto acompanham a apresentação do boi no bumbódromo, arena onde ocorre o festival.
Organização e conjunto folclórico
A organização e conjunto folclórico é um dos itens julgados durante o Festival de Boi-bumbá em Parintins. Representa o conjunto dos itens individuais dispostos organizadamente, com velocidade de apresentação adequada, liberdade de movimentos, tempo compatível e de forma harmônica no Bumbódromo.
Pajé
O Pajé é a autoridade máxima nas tribos indígenas. No Festival de Parintins, o Pajé é a figura central no ritual do boi e através da pajelança, conjunto de danças e invocações de espíritos, encontra a receita para a cura e ressurreição do então boi morto. O artista que é responsável por interpretar o médico dos índios deve apresentar boa expressão corporal e facial, harmonia nos movimentos, coreografia e domínio de espaço cênico.
Palminha
Dois pedaços de madeira utilizados como instrumento que marca o ritmo das toadas.
Pávulo
Alguém esnobe, metido, fanfarrão.
Porta-estandarte
É a moça que conduz o estandarte do boi. Ela simboliza a tradição e a sabedoria indígena
QG – Quartel General
Quartel General (QG) é o nome dado a cada um dos locais onde se reúnem as equipes do Garantido e Caprichoso. Cada boi tem um e é onde são confeccionadas fantasias e alegorias.
Rainha do Folclore
A Rainha do Folclore é um dos itens julgados durante a apresentação de cada boi. A representante da rainha é também representante da manifestação popular. Quem interpreta a rainha deve se apresentar com desenvoltura e indumentária.
Sinhazinha da Fazenda
A Sinhazinha da Fazenda é a filha do Amo, dono da fazenda. Um dos itens destaque da apresentação dos bois. Quem interpreta a Sinhazinha deve apresentar-se com desenvoltura, simplicidade e alegria. É também responsável por saudar o boi e o público com simpatia e carisma.
Toada
A Toada é a música do boi-bumbá. Para cada festival, há um novo CD com cerca de 15 toadas para cada boi. São composições produzidas especialmente para a apresentação anual.
Tuxauas
Chefes das tribos, que encarnam a representação alegórica do imaginário indígena e caboclo da Amazônia.
Tripa do boi
É o homem responsável pelo movimento do boi durante a apresentação.
Tucandeira
Formiga amazônica carnívora, agressiva, dotada de grandes ferrões. Uma picada provoca forte dor durante horas. Existem tribos indígenas que testam a coragem dos jovens submetendo-os à picada da tucandeira.
Unankiê
No inícío dos anos 90, temas indígenas foram sendo introduzidos na apresentação dos bois. O ritual Unankiê foi uma das toadas que recebeu destaque histórico para o boi Caprichoso. Entre as outras toadas do boi que fizeram sucesso estão “Fibras de Arumã” e “Kananciuê”.
Vaqueirada
No folclore, é o grupo de guardiões dos bois. Eles também fazem parte dos itens que são julgados durante as apresentações.
Voadeira
Embarcação veloz com motor de popa.
Xamã
Xamã é outro nome dado ao pajé.
Zeca Xibelão
É o curral do Boi Caprichoso.
É isso ai pessoal, quando forem a Amazonas, não deixem de conhecer esta festa de Parintins, que há 47 anos os bois Caprichoso e Garantido, levam multidões para festejar e divertir com a batida da marujada, que são os marujos da bateria. Para saber mais informações sobre os bois, acessem os sites oficial e navegue pelos QGs de cada torcida.