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[Caixa de Som] Laura Finochiaro traz um mix de ritmos do Brasil

Que tal misturar o som do nordeste, com umas pitadas das raízes gaúchas do Brasil, com canções limpas e livres de “agrotóxicos”?

Pois bem, é isso que a cantora Laura Finochiaro apresenta em seu primeiro álbum lançado no mundo, “Música orgânica”, que traz uma homenagem as raízes brasileiras, principalmente o espírito brincante da cultura nordestina, com muita originalidade e mostrando a natureza exuberante da região.
Um trabalho puro, neutro em suas composições, e arranjos , instrumentação, interpretação e todo processo de mixagem e masterização únicos e autênticos.
Misturando os ritmos, como ciranda, embolada, frevo, forró e baião movimentam poesias e melodias que sintetizam, ilustram, ironizam, “copiam e colam” arranjos para viola, violão, sanfona, sax, alfaia, pandeiro, zabumba, triângulo e ganzá, estabelecendo conexões entre o estilo pop da música de Laura e a sonoridade regional brasileira.
“Copy-Paste, Música Orgânica”, ´o sexto disco de Laura, gravado em Recife, conta com o apoio artístico do maestro Spok e direção musical e arranjos de Renato Bandeira, instrumentista da “Spok Frevo Orquestra”.
Neste álbum a artista canta suas dores e alegrias, enaltecendo as belezas da natureza, e do povo nordestino, ao mesmo tempo, ela expõe sua crítica à cultura da cópia, da banalização e da massificação da indústria cultural contemporânea.
Laura Finocchiaro é uma artista de personalidade inquieta e irreverente. Além de cantora, é compositora, guitarrista e produtora musical. Já fez parcerias com grandes nomes da música popular brasileira, como Cazuza, Tom Zé, Vitor Martins, Glauco Mattoso, Caio Fernando Abreu, Cassandra Rios, Leca Machado e João Luiz Vieira, além de composições próprias incluídas em inúmeras coletâneas distribuídas por vários países. Durantes esses 30 anos de carreira, a cantora criou uma sonoridade única, refinada, pop e inusitada, trazendo a sua verdadeira essência à seus ouvintes.
Assista o primeiro videoclipe do álbum “Copy-Paste, Música Orgânica”, e confira toda essa excentricidade:

Conheça mais sobre o trabalho de Laura:SITE | FACEBOOK | YOUTUBEPor Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Paulinho Tó apresenta sua música e poesia em seu ‘Temporal’ de estreia

Nesta semana conheci o som de um jovem paulista, que mistura poesia e melodias leves e suaves, que transcende seus ouvidos para outra dimensão. À um ambiente fora do caos, onde reina a calmaria.

Paulinho Tó, estreia seu álbum intitulado ‘Temporal’. Com letras próprias, que rementem aos acontecimentos rotineiros, Tó conduz  suas canções suavizando-as e dando uma novas cara a música popular brasileira, sempre cantando o amor.
Ouça o single homônimo ao disco:

No show de lançamento o cantor apresenta canções originais costuradas em prosa e verso, em um espetáculo que remete  ao universo teatral, com manifestações do cotidiano, questões da modernidade, conflitos urbanos e um resgate da origem da música popular brasileira.
Tó faz um show inspirado no Show Opinião do Teatro de Arena, com temas críticos, e ao mesmo tempo lírico e bem humorado, e junto com sua grande parceira, a atriz e cantora Mariana Mayor, além de outras participações especiais, como Badi Assad e a direção de Laura Brauer.

Veja abaixo o videoclipe da música “Mariana”, de Paulinho Tó e Mariana Soutto Mayor. Direção e edição de vídeo de Bruna Carvalho:

SERVIÇO:

Paulinho Tó apresenta seu álbum de estreia ‘Temporal’

Dia: 6/ Fevereiro/ 2014
Horário: 20h30
Local: Auditório do Sesc Vila Mariana
Classificação: 12 anos
Duração: 1h15
Ingressos: 12 reais e 6 reais (meia)
SITE | FACEBOOK

Assista abaixo o teaser do show realizado em Santana do Parnaíba:


Por Patrícia Visconti

[Caixa de Som] É indie, é eletrônico, é rock… É música para pensar e viver à vida!

No final de 2012 entrevistamos o baixista da banda Bratislava, Victor Meira [veja aqui], que naquele ano lançava o primeiro disco do grupo, “Carne”, onde os garotos mostravam vivências, memórias, andanças e questionamentos, botando contra a parede coisas como os costumes sociais, a normalidade, os vícios da memória, a vida eterna e o paradoxo da perfeição.
Neste ano, o baixista da banda e o músico, Matschulat, formaram o Godsadog, mesclando música eletrônica, indie e pop-rock alternativo.

O primeiro álbum da dupla contém oito faixas, lançado em setembro deste ano e apresenta canções minimalistas e urbanas, abordando sentimentos que vão da tragédia ao aconchego. 
Aquela música para ouvir em um domingo a tarde, quando se está de bobeira em casa, para relaxar e curtir o dia numa boa. As canções foram produzidas parte em São Paulo, parte em Londres, onde Matschulat mora com a esposa.
O álbum conta com a participações de diversos músicos da cena alternativa, entre eles os músicos da banda Matéria Prima (Zimun, Quinto-andar, Subsolo) e Bruno Kayapy (Macaco Bong) na faixa Centrifuga. Além deles, o poeta mineiro Heyk Pimenta assina a letra de Agora – poema escrito por ele em maio de 2011, no Rio de Janeiro.
Curta um pouco do som dos garotos, e esqueça dos problemas mundanos e viaje até uma dimensão relax, curtindo a poesia de uma música de qualidade.

Para conhecer mais o projeto do Godsadog, acesse a fanpage da banda no Facebook, ou então o site oficial da banda, lá poderá saber as novidades sobre lançamentos de singles, EPs, vídeos, shows, etc. Por Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Pop Latino MADE in UK!

Ela é londrina, mas tem algo em suas veias que soa latino. Gabriella Rego tem 22 anos, nasceu e vive em Londres, é cantora e compositora, adora música pop e fã assumida de Jennifer Lopez.
Assim como muitos músicos, Gabi também ingressou cedo nesta carreira tão prazerosa, pois alegra e contagia a todo mundo, mas tão concorrida por causa de uma seletividade e relação de escolha que a Indústria fonográfica difere os verdadeiros músicos, com os produtos de marketing neste ramo.
Mas, a jovem cantora nunca desistiu e sempre lutou pelos seus objetivos e sonhos, correndo atrás e buscando o que almeja. 
Gabi bateu um papo com nossa embarcação e nos contou tudo sobre sua carreira, como ela começou, suas influências, sobre a gravação de seu primeiro álbum, além de seus sonhos e expectativas futuras para sua carreira.

Confira abaixo a entrevista concedida por Gabriella Rego:
OBC – Há quanto tempo você canta?

Gabriella Rego – Eu comecei a cantar com 12 anos na escola secundária. Comecei primeiramente a cantar músicas clássicas, pois havia testes de canto no colégio, onde treinei para passá-los. Dois anos depois, continuei as minhas aulas numa escola de música em Isleworth. Então, a partir dai comecei a fazer aulas de piano e também conclui essa disciplina durante as classes. 
Aos 17 anos, gravei duas músicas em um estudio em Londres; Com 19 anos, concorri numa competição de canto e cheguei até a semi-final. 
Depois um estúdio em Farringdon enviou um email para trabalhar com eles, para gravar outro disco. Passei um ano a escrevendo e gravando o meu primeiro CD ‘Need to Know‘ que esta disponível no iTunes e Amazon e também na loja de HMV em Uxbridge (Zona 6 de Londres). 
OBC – Quais são suas principais influências musicais?
GR – Principalmente, a Jennifer Lopez sempre foi uma das minhas inspirações. Adoro as canções da J.Lo, e como ela lutou para realizar o seu sonho de ser uma diva pop. Também gosto muito da Whitney Houston, Shakira, e Jessie J.
OBC – Você já realiza apresentações em algum lugar? Há quanto tempo? Onde? Qual seu repertório?
GR – Sim ja há dois ou tres anos. Esses últimos seis meses estou um pouco parada, pois a faculdade e desde ai tenho tido muito trabalho, além de poupar dinheiro suficiente para realizar um sonho pessoal. Porém, em meu tempo livre estou estudando piano e também escrevo músicas novas. 
Sei que o meu sonho leva tempo para realizar, mas sempre vou sonhar por ele e nunca desistir.
OBC – Quando surgiu a ideia de gravar vídeos e publicar na internet? Por quê?
GR – Sempre vi pessoas pôr suas musicas na Internet e sempre achei uma grande ideia e uma muito simples para mostrar ao mundo a sua voz. As pessoas da nossa geração utilizam a net todos os dias e por isso essa é uma maneira de criar uma relacao entre elas. Entretanto, comecei a publicar vídeos no Youtube há tres ou quatro anos.
OBC – Você também compõem? Caso sim, de onde surge suas inspirações para escrever?
GR – Sim componho. As minhas inspirações vem das minhas experiências que vivi e vivo ate hoje, e tambem dos meus amigos e da minha familia. Gosto muito de escrever músicas. 
As musicas no meu primeiro CD são todas minhas. Se alguém quiser um CD meu, pode pedir através do meu site, que envio pelos Correios. 
OBC – O que almeja para seu futuro na carreira musical?
GR – Vamos ver, sonho em criar uma carreira musical, seja em Londres, Portugal, ou na América. Gostaria muito de viver o meu sonho e vou tentar tudo para realizá-lo.
Assista abaixo o single homônimo do primeiro álbum da Gabi, “Need to Know“:

Contatos:
Twitter: @gabriellaregouk

[Caixa de Som] Gustavo Prafrente: Voz, violão e poesia

Foto por: Júlia Rocha
Aos 27 anos de idade a revelação do rock nacional Gustavo Prafrente apresenta um som intimista e delicado em seu segundo álbum, com lançamento previsto para início de 2014, também de forma independente como seu primeiro projeto.
Com batidas power-trio para apresentar suas novas canções, acompanhados por Juliano da Costa (Primos Distantes) na bateria e Fernão Spadotto (Assopro) no contra baixo estreando junto com Prafrente, que empunha sua guitarra e juntos criam uma sonoridade própria.

Mesclando momentos calmos, onde o cantor deposita voz e poesia, e depois com outros aonde o trio cria uma dinâmica sonora, fortalecendo a essência musical e criativa deste disco.
Uma música para ouvir e esquecer do mundo, refletindo sua origem e vitalizando a musicalidade encontrada na cena alternativa nacional e internacional, de forma poética e original, em que a voz e o violão são os instrumentos fundamentais do show.
Confira o videoclipe da música “Quando sinto falta de você amor” que foi lançado no início deste ano.

Gustavo anda realizando diversas apresentações pelo Brasil, na quarta-feira (27), ele fez show no Baixo, situado na região central de São Paulo, promovendo seu novo trabalho. Para saber mais sobre a agenda do músico, fiquem ligados no Facebook dele, já que Prafrente está sempre conectado compartilhando novidades sobre seus novos projetos.Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Rapha Moraes: A revelação musical em 2013

Lançando seu primeiro álbum solo, o curitibano Rapha Moraes traz um novo trabalho à sua carreira, que apesar de você nunca ter ouvido falar sobre ele, sua trajetória já é longa pela estrada da arte.

Cantor, ator, compositor, Rapha mostra em sua canções o seu mais íntimo e profundo em suas criações, apresentando sua verdadeira essência musical a um público diverso e principalmente amantes da boa e inteligente música popular brasileira.
Confira o bate papo que o Rapha concedeu à nossa embarcação, com muita simpatia e carisma, ele falou sobre seu início, inspirações, influências, seu projeto solo, novo disco, shows, etc.  Vale muito a pena checar sobre essa revelação da música brasileira que já conquistou publico não apenas no Brasil, mas em vários outros países latino americanos.


OBC – De onde surgiu essa ânsia de ser músico? E quando foram seus primeiros acordes em sua vida? 


Rapha Moraes: Lembro que a primeira vez que tive um insight musical eu tinha uns 5 anos mais ou menos. Vi Chuck Bery tocando na televisão e falei pro meu pai que queria ser igual ele. Nessa idade mesmo dei meus primeiros acordes em uma aula de violão. Mas a música veio naturalmente.
Minhas avós sempre tocaram piano e no colégio meu grupo de amigos era cheio de músicos, por algum motivo. Então, ainda bem, a música me recrutou!

OBC – Quais são suas principais inspirações para compôr e cantar? E também atuar, já que além de cantor, você é ator?

RM: Com certeza as relações humanas. É o que me inspira e move. A vida pra mim é isso, o movimento interno e externo. Conexões.

OBC – Quais são suas influências musicais? Por quê?

RM: A música em geral, que me toca, é uma influência. E o que eu mais gosto mesmo é de canção sabe? Músicas bonitas… letras que me emocionam ou me façam pensar. Posso citar Moska, Fernando Anitelli, Perota Chingo e Jorge Drexler como alguns nomes que admiro muito e me inspiram.

OBC – O que surgiu primeiro em sua vida, cantar ou atuar? Como você “linka” as duas carreiras em sua vida?

RM: Cantar, com certeza. O teatro surgiu através de um grande amigo, Edson Bueno, que me incentivou a estar no palco também como ator. Acho uma delícia o teatro e espero fazer muito mais coisas, porém a música é minha estrada principal. Estar no palco é atuar, seja como for.

OBC – Desde de seu aparecimento, você vem com banda, como está sendo essa experiência na carreira solo?

RM: A experiência está sendo linda. Libertária. É bom fluir e poder compor e logo mostrar pras pessoas. É uma injeção de alegria!

OBC – Como foi a produção desse novo trabalho?

RM: Está sendo! Constante e sempre em movimento. Essa é a graça. Descobrir sempre algo novo e um lugar novo pra conhecer ou conquistar artisticamente.

OBC – Shows, apresentações, performances, clipes…, há algo programado em sua agenda? O que e quando?

RM: Temos algumas datas em Curitiba e São Paulo para esse ano.
Dias 10 de novembro [corrente cultural, Auditório Londrina, 14:30 – Curitiba] e 22 de novembro [Teatro Paiol Curitiba]; e dias 6 de dezembro [SIM SP] e 8 de dezembro [BECO SP].

A ideia é continuar soltando material novo na internet e lá por abril do ano que vem lançar um EP Oficial ou um CD completo!

OBC – Quais as expectativas futuras para a sua carreira?

RM: Espero abraçar a vida como ela vem me abraçando. Arriscar, conhecer gente nova, levar minhas canções para o máximo de pessoas por aí. Cada vez sinto que mais os corações estão abertos e é com eles que vou me sintonizando. A estrada foi feita pra ser percorrida.


O primeiro álbum solo do Rapha chama-se “La Buena Onda”, foi lançado 2013 e até agora contém cinco cinco videoclipes gravados que transborda emoções, entre eles estão os singles, “A Viagem”, “Imprevisível”, “Estação de Nós Dois”, “Viver de Mar” e “Você e Eu”. No próximo ano as músicas serão compiladas em um disco físico para os fãs e admiradores do músico.

Enquanto isso, podemos ouvir o novo projeto do artista em seu canal no SoundCloud:

Além do mais, pode acessar no Facebook oficial do Rapha e estar por dentro de todas as novidades sobre laçamentos de single, EP, shows, fotos, e qualquer outra novidade que o músico divulga em suas rede aos seus fãs.Por Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Uirá França: O "populesco" em HQ!

A música popular brasileira é bem mais ampla do que a grande mídia dita em seus canais de comunicação, afinal, nossa cultura é rica ao extremo de unir não apenas instrumentos musicais, com voz e percussão, mostramos mais do que música, e sim arte, cultura e uma amostragem de uma sociedade extramente rica culta e diversificada. 

O músico brasileiro, assim como qualquer cantante de outra nacionalidade também têm influências ainda na infância, mas com uma diferença, principalmente aqueles que vivem o regional e aprendem a valorizar o conhecimento popular desde sua origem, retratando melhor em suas canções e composições.
Assim aconteceu com nosso entrevistado de hoje, o músico Uirá França, que assim como grande nomes da música brasileira também começou sua carreira em Brasília, sua cidade natal e atualmente está radicado em Sampa.
Confira abaixo o que Uirá nos contou sobre seu início, carreira, single, expectativas para o novo álbum, shows, produções, inspirações…

OBC – De onde surgiu essa ânsia de ser músico? E quando foram seus primeiros acordes em sua vida? 

Uirá França – Costumo falar que não busquei a música, não ansiei ser músico, a música meio que me encontrou numa dessas esquinas. Aconteceu muito naturalmente. 
Meu pai é compositor, tinha um violão lá em casa, e quando eu não tinha o que fazer, ficava “fuçando”. Na escola todos meus amigos queriam aprender a tocar e pediram um violão de natal, como já tinha violão lá em casa eu adiantei o serviço, mas sem grandes pretensões.

OBC – Quais são suas principais inspirações para compôr e cantar?

Uirá França – Gosto de contar estórias com minha música, falar de coisas que passam comigo, com pessoas ao meu redor, coisas do cotidiano mas de uma forma bem particular, dou a quem escuta a minha versão do que acontece. Como exemplo minha última composição #VEMPRARUA, que retrata bem a minha visão e sentimentos em relação às manifestações que aconteceram esse ano no Brasil.

OBC – Quais são suas influências musicais? Por quê?

Uirá França – Sempre, muita música e de todo tipo! 
Graças a Deus lá em casa fomos criados livres de preconceito o que me permitiu acumular uma bagagem cheia de canções boas, de estilos distintos, ao menos pra mim. 
Posso citar alguns nomes que influenciam diretamente meu trabalho atual como, Beatles, Newton Faulkner, John Mayer, Dave Matthews Band, Nando Reis, Frejat, Caetano Veloso entre outros.

OBC – Você disse uma ve que ser pop não necessariamente é ser “populesco”, ou sucumbir a mesmice. O que você traduz com “populesco” e sucumbir a mesmice? Por quê?

Uirá França – Música pop não é sinônimo de música de baixa qualidade, como os artistas que havia citado, eles são prova disso, em vários momentos de suas obras, fizeram canções extremamente populares e de muita qualidade.
O que acontece é que existem músicos acomodados com certas “fórmulas de sucesso”, canções formatadas, que acabam se parecendo demais umas com as outras, afinal se tratam de cópias umas das outras. 
Dá sim, para fazer uma canção com apelo popular mas que tenha conteúdo, contribua pra quem escute, sem ser mais do mesmo.

OBC – Qual o gênero musical você define seu som? Por quê?

Uirá França – Não gosto de limitar minha música a um estilo, mas para responder sua pergunta acho que me enquadro em: Música Popular Brasileira, que para mim não é necessariamente MPB, pois essa carrega uma certa marca que não cabe muito bem na minha música.

OBC – Em sua primeiro EP, lançada em Agosto/2012, o que você mostrou de seu trabalho, e qual o público você quis atingir? Você acha que atingiu ao seu objetivo?

Uirá França – Quando parei para fazer esse trabalho, foquei na canção como ela veio ao mundo pra mim, voz e violão. Quando sentei pra pensar nos arranjos a ideia era descaracterizar o menos possível a natureza das canções e fui muito feliz, já que o EP ficou leve e as melodias são quem guiam os álbum, os instrumentos entram para compôr e não saltar aos ouvidos, a canção é mais importante. 
O público alvo é qualquer brasileiro que goste de músicas boas para cantar ao acordar, de baixo do chuveiro numa roda de violão e por aí vai. 
Não curto a ideia de segregar um público, minha música está aí pra quem goste dela, o que posso dizer é que nela tem muita verdade e amor.

OBC – Como foi a produção desse trabalho?

Uirá França – Fizemos a pré produção toda em meu quarto em Belo Horizonte, Gui Amaral e eu, ficamos meses fazendo e refazendo arranjos, Eu compus todas as linhas de guitarra, violão, baixo e backing vocals, o Gui entrava com sua minuciosa e extremamente bem acabada composição de bateria e somava alguns elementos percussão. 
Terminada a fase do quarto veio a parte prazerosa, gravar o que já estava na ponta das línguas e de baixo dos dedos. Estávamos muito afiados e gastamos pouquíssimo tempo para gravar tudo no Estúdio Gifoni, onde contamos com o excelente trabalho de Fabrício Gavani e Sergio Gifoni na técnica e captação.

OBC – Há previsão para o lançamento do seu álbum de estreia?  Quando e como ele será?


Uirá França – Até o fim do ano esperamos estar com tudo pronto, estamos trabalhando forte nisso e acho que vamos ter um resultado bem legal. Não é a toa que dizem, “trabalhe com o que ama pois assim você não vai precisar trabalhar nunca na vida”, (rs).

Ele vai ser mais músicas do Uirá, mas não “mais do mesmo”.

OBC – Shows, apresentações, performances, clipes…, há algo programado em sua agenda? O que e quando?

Uirá França – Em breve começaremos uma série de shows divulgando o Clipe #vemprarua em São Paulo, e a ideia e já emendar com o lançamento do disco antes do final do ano.
OBC – Quais as expectativas futuras para a sua carreira?

Uirá França – As expectativas são grandes em relação ao disco novo, uma vez que o EP já teve um feedback muito interessante.
A expectativa é que o disco alcance vôos mais altos, esperamos agenda cheia em 2014, afinal preciso de dinheiro pra comprar ingressos pra Copa do Mundo (rs).

Assista abaixo o primeiro single oficial de Uirá #VEMPRARUA, que já têm mais de 12 mil visualizações no Youtube:


Se você curtiu o trabalho do Uirá, então confira o primeiro disco “Réu Confesso“, lançado em 2012 de forma independente. Além do mais, você poderá fazer o download da faixa “Vagabundo“.
Ouça AQUI
Espero que tenham curtido, e para informações sobre esse grande música, confira os links deles abaixo, enquanto isso, vou garimpar novos talentos para incluir na nossa caixa de som dos tripulantes do nosso barco.
Contato para shows:Maura CostaFones: (11) 98512-4265 | (11) 2985-0563e-mail: maura.costa@gmail.com
Site | Facebook 
Até a próxima, pessoal!Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Camila Garófalo: O rock contemporâneo com a essência dos clássicos

Sei essa semana é especial dia das crianças, e também sei que nossa entrevistada já não é mais criança a um bom tempo, mas como todos sabemos, é na infância onde descobrimos e lapidamos nossas influências e anseios de inspiração para construir nosso caráter e nossa vida.
No Caixa de Som dessa semana iremos bater um papo com a cantora, poeta e jornalista, Camila Garófalo, 24, que se envolveu no mundo da música antes mesmo de saber escrever, e hoje está prestes a lançar seu primeiro álbum, com composições próprias e características marcantes bem peculiares.
Confira a entrevista que Camila concedeu à nossa embarcação:

OBC – Quando você começou a cantar? E a compôr?
Camila Garófalo – Não sei ao certo quando a música passou a fazer parte da minha vida definitivamente. Aos 6 anos eu quis fazer aula de flauta doce no colégio. Depois, aos 9, estudei violão e comecei a compor versinhos inocentes. Mas ali eu já sabia que queria isso. Fui estudar canto apenas com 17 anos.
OBC – Por quê essa vontade de cantar e escrever sobre a natureza humana, filosofia e autores pessimistas?
CG – Filosoficamente eu sempre procurei uma maneira de me expressar. Na minha opinião, a filosofia existe antes da arte. Primeiro vieram as minhas questões e minhas indagações. Colocá-las no papel e transformá-las em poesia é algo secundário. O pessimismo veio depois que comecei a buscar a verdade das coisas em fundamentos filosóficos, como propõe alguns filósofos niilistas.
OBC – Quais são suas principais influências musicais? Por quê?
CG – Eu nasci em meio a rodas e modas de viola das fazendas de Ribeirão Preto. Até os meus 17 anos não ouvia muito além disso. Apenas quando mudei pra São Paulo passei a estudar e ouvir incessantemente o Jazz e a Bossa Nova, o Blues e o Rock. Nos últimos 7 anos busquei acumular o máximo de referências para construir esse disco, desde os mais clássicos representantes dos gêneros até os mais experimentais no assunto.
OBC – Como você define o estilo “post-rock”?
CG – No sentido de ser um rock contemporâneo que não se limita às mesmas influências, buscando na música brasileira características exóticas, como o maracatu, por exemplo.
OBC – Quais as expectativas para o 1º single, e também para seu álbum de estreia, que deve ser lançado no início do ano que vem?
CG – Até agora as expectativas do single foram superadas. Alcançamos mais de 6.500 plays no soundclound e isso é mais do que eu imaginava em apenas uma semana na rede. Pretendo agora difundir o conceito do disco com shows e outras supresas (quem sabe até uma nova música) até o fim do ano. Somente em março de 2014 é que ocorrerá o lançamento do disco, com oito músicas e, claro, todas para download gratuito.
OBC – Como e quando foi o ‘insight’ de que essa era a hora de gravar um álbum? Por quê?
CG – O desejo pelo álbum sempre existiu. Houveram outras gravações que estavam longe da qualidade que eu buscava, mas nunca saiu da minha cabeça essa ideia. Foi preciso esperar o tempo certo para encontrar as pessoas certas e me preparar pra isso.
OBC – Como foi a produção deste disco de estreia?
CG – A produção foi absolutamente independente. Fui atrás do Dustan Gallas e do Bruno Buarque porque eu já  admirava o trabalho deles na banda da CéU e em outros projetos. Eu sabia o que estava buscando e a sonoridade que podia resultar. Em 4 dias os caras fizeram os arranjos e gravaram as 8 músicas de “Sombras e Sobras”. Depois veio o Thiago França e fizemos mais uma sessão para gravar o saxofone. A voz eu gravei em Ribeirão Preto, minha cidade natal. A mixagem foi o Dustan quem fez também. E a masterização ficou por conta do El Rocha.
OBC – Quem foram seus maiores apoiadores para sequenciar sua carreira musical?
CG – O Danilo, produtor e amigo, foi um cara que me ajudou bastante. Eu já estava há um tempo tentando gravar o disco e a produzir no Garage Band (programa de edição) com minhas próprias mãos a pré-produção. Quando ele me conheceu, riu e disse “não dá pra fazer tudo sozinha, eu vou te ajudar”. E foi assim que consegui fazer uma bela pré-produção e buscar os músicos para gravar.
OBC – Shows, clipes, EPs, singles, … Quais são suas realizações para o futuro?
CG – Como tinha dito, a ideia é fazer shows até março do ano que vem e talvez um EP para o fim do ano, mas isso não é certeza. Após o lançamento em março eu prefiro não prever, depois disso ninguém mais sabe o que vai acontecer. rs
O primeiro disco de Camila intitulado “Sombras e Sobras” deve ser lançado no início de 2014, e traz oito canções autorais, com toques de filosofia e sobre a natureza humana. Com temas dramáticos e contextualizações por texturas sonoras da música eletrônica.
A produção do álbum ficou por conta de  Danilo Prates conta com o baixo, a guitarra e o teclado de Dustan Gallas (Céu, Cidadão Instigado) – além da mixagem -, com a bateria e percussão de Bruno Buarque (Céu, Karina Buhr, Anelis Assumpção) e com o saxofone tenor de Thiago França (Metá Metá, Sambanzo, MarginalS).
A gravação foi feita no estúdio Minduca em São Paulo e masterização no Estúdio El Rocha, por Fernando Sanches, em setembro do mesmo ano.
O primeiro EP da cantora “Sobras” já ouvido por mais de sete mil pessoa no SoundCloud e em sua fanpage, já está chegando a dois mil seguidores.
Agora digam-me, alguém duvida que essa garota é Rock n’ Roll?
Ouça o primeiro single de Camila, e confira por si só:

E aí, curtiram o som da Camila?
Espero que sim, pois essa garota traz a excentricidade da música clássica, mas com o carisma do pop, e com uma potencialidade vocal de invejar qualquer um.
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Até semana que vem, com mais alguma novidade do submundo da música!
Por Patrícia Visconti 

[Caixa de Som] Daniel Groove: O maior da geração!

Há alguns anos atrás Daniel Groove liderava a banda Daniel Groove & O Sonso, mas Groove decidiu que chegou a hora de dar novos passos a sua carreira e decidiu lançar seu primeiro álbum solo, intitulado “Giramundo“, foi produzido por composições do músico que estavam guardados na gaveta.

Produzido por Saulo Duarte no fértil bairro do Cambuci, onde funciona o estúdio Cambuci Roots, o disco floresce com uma extensa lista de participações, como Diogo Soares (Los Porongas), Marcelo Calado (Do Amor/ Caetano Veloso), Rian Batista (Cidadão Instigado), Nevilton, Danislau Também (Porcas Borboletas), Bruno Souto (Volver), Beto Gibbs (A Unidade), Reginaldo Lincoln e David Dafré (Vanguart), Victor Bluhm e Vitor Colares (Fóssil), Guilherme Almeida (Pública), além das colaborações de João Eduardo Vasconcelos e João Leão. Em 2010, Daniel já havia lançado junto de sua banda “O Sonso” disco homônimo, pelo selo paulista Baritone Records.

Ouça abaixo o primeiro single do disco “Novo Brega“:

A carreira de Groove não começou com este álbum, já que durante esses anos o músico realizou diversas apresentações em festivais e shows pelas cinco regiões do país, agora ao alcançar sua maturidade artística, lança um disco que está entre o rock, o brega e a MPB, mostrando canções que fazem crônicas da vida e momentos rompentes do cotidiano.
Mas a quem pensa que Daniel seja paulistano, apesar de estar em São Paulo a mais de 15 anos, engana-se, pois o músico é cearense de Fortaleza, onde iniciou sua carreira, dividindo o palco com várias bandas de renomes do rock nacional, entre eles estão,  O Rappa, Nação Zumbi, Los Hermanos, Pato Fú e Titãs, para depois ser apontado pelo mapa Oi Novo Som e outras publicações como revelação musical da região nordeste, nos anos de 2011 e 2012.
Groove traz notas poéticas capazes de revelar em sua suave voz um grande homem, e um dos maiores artistas da geração. Além do mais, ele atua como um dos organizadores da Festa Odara
como diretor musical e compositor de trilhas originais para três peças teatrais.

Assista o videoclipe de “Novo Brega”:

Conheça mais sobre Daniel Groove curtindo sua página no Facebook, onde você irá saber sobre apresentações, lançamentos, shows, etc, pois com certeza será de grande valia e um bom entretenimento com muita música boa para curtir com seus amigos, amor e para a família toda.Por hoje é só, e até semana que vem com mais música de qualidade em nossa caixa de som!Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] In a World Like the Backstreet Boys

Nesta semana os Backstreet Boys lançaram o nono álbum da banda, “In a World Like This“. Este disco marca mais do que os 20 anos de carreira dos garotos, mas também traz de volta o quinteto em sua formação original.

O novo trabalho traz canções exclusivas e inéditas, e o primeiro álbum sem um importante selo discográfico, já que o grupo deixou a Jive Records em 2010.

AJ McLean, Brian Littrell, Howie DoroughKevin Richardson Nick Carter  desafiam o tempo buscando nova identidade no mercado musical atual, não perdendo a essência que o grupo já adquiriu ao decorrer da carreira, mas apresentar a nova marca a um público mais maduro.

São 12 músicas (edição normal), originalmente exclusivas e feitas com os melhores produtores, entre eles os próprios BSB, entre elas destacam-se “Breathe”, “Madeleine” e “Feels Like Home”. Além de outros temas interessantes, como “Show’em What You’re Made Of”, escrita por Kevin e AJ para seus filhos, em um momento mais íntimo do álbum.

Ouça “Breathe” no player abaixo:

[Essa música particularmente, é uma das minhas favoritas. by @pavisconti]
Em mais um retorno da banda, eles voltam com muitas ideias, novidades interessantes e pela primeira vez, o cinco garotos são os protagonistas principais, pois todos cantam, produzem emoções, não se limitam a preencher o espaço melódico, mostrando que a força e a união do grupo está mais forte do que nunca.

Confira a tracklist completa de ‘In a World Like This‘:

01 In a World Like This
02 Permanent Stain
03 Breathe
04 Madeleine
05 Show ‘Em (What You’re Made Of)
06 Make Believe
07 Try
08 Trust Me
09 Love Somebody
10 One Phone Call
11 Feels Like Home
12 Soldier

Assista o primeiro videoclipe deste álbum, single homônimo ao álbum:


Bom, infelizmente no Brasil o novo álbum dos BSB não encontra-se em lojas convencionais, apenas em site de vendas, como o Amazon.com e também em disco digital, no iTunes.
Por Patrícia Visconti