[Cantinho Literário] O mundo feminino na literatura

Nesta segunda-feira em nosso Cantinho Literário, será especial mulheres, pois depois de publicar diversos autores homens e pouquíssimas mulheres, nós como feministas assumidas e que levantamos a bandeira em prol as mulheres, defendendo os direitos iguais para todos, não poderíamos deixar de nos homenagearmos.

Afinal as mulheres que produziram literatura, que combinavam palavras e mostravam mundos, estiveram sempre presentes, e, embora sem contar com muitos estímulos para prosseguir, prosseguiram, para a nossa sorte e felicidade, pois nesses mundos contados nos vimos várias vezes e tivemos companhia para a nossa solidão.
Pois historiografia literária no Ocidente sempre foi uma atividade reconhecidamente masculina, mas isso não impediu que as mulheres escrevessem. Elas apenas não eram lidas, no entanto conseguiam furar o cerco fazendo uso dos pseudônimos. 
Quem poderia imaginar que George Sand era o nome de Amandine-Aurore-Lucile Dupin ou que George Eliot era o nome de Mary Ann Evans, pois sempre foi difícil aceitar na academia os estudos feministas como análise literária, apesar de grandes clássicos da literatura terem mulheres em seus romances, como Lucíola, Senhora e Diva de José Alencar, que era só assim, que a mulher era vista no meio literário.

Mas atualmente a critica feminina tem sido responsável pelos estudos de produções de mulheres do século XIX, tendo reconhecimento de que elas escreviam, pela reedição de livros raros e por um crítica que possa dar conta de explicar as questões do universo das mulheres, sendo responsável por tornar o esforço de muitas mulheres reconhecido por pessoas posteriores à sua época.

Assista abaixo um especial exibido pela Tv Cultural, sobre Mulheres na Literatura:

Abaixo escolhemos cinco mulheres que enfrentaram tudo e todos e conseguiram ter seus livros publicados e terem o devido reconhecimento merecido, transformando momentos seus dias de dor e solidão se transformando em momentos de prazeres e abrindo caminhos para novas mulheres que sonham em serem escritoras. 
Rachel de Queiroz foi uma tradutora, romancista, escritora, jornalista, cronista prolífica e importante dramaturga brasileira. Autora de destaque na ficção social nordestina. Foi primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras.
Clarice Lispector, nascida Haia Pinkhasovna Lispector foi uma escritora e jornalista nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira. Quanto ao estado pertencente, Clarice se declarava pernambucana. 

Cecília Benevides de Carvalho Meireles, conhecido também como Cecília Meireles, foi uma poetisa, pintora, professora e jornalista brasileira. É considerada uma das vozes líricas mais importantes das literaturas de língua portuguesa. 
Joanne Rowling, OBE, FRSL, também conhecida como J. K. Rowling, nome com o qual assina as suas obras, ou pelo seu nome de casada, Joanne Murray, é uma escritora britânica de ficção. 
Jane Austen foi uma proeminente escritora inglesa. A ironia que utiliza para descrever as personagens de seus romances a coloca entre os clássicos, haja vista sua aceitação, inclusive na atualidade. 
É isso ai pessoal, a literatura feita por mulheres, pois seu jeito peculiar, impulsionada pelo desejo de ser expressar, defender direitos, fazer-se ouvir. 
Seja como personagem, seja como autora, elas escreveram seus nomes na história e vamos continuar levando essa essência para toda eternidade, pois sem as mulheres não haveria literatura, porque são as mulheres que dão vida a todo este universo literário. 
Por Priscila Visconti  (futura escritora)

[Cyber Cult] Google inaugura sua galeria ‘Street Art’

Andando pelas grandes metrópoles do Brasil e do mundo, podemos encontrar obras urbanas por todas as regiões da cidade. Entre ruas e avenidas, vielas e becos, até mesmo no alto dos arranha-céus, onde as cores se misturam com o cinza das megalópoles.

Visando nisso, a Google disponibilizou na última quinta-feira (21), mais de 100 trabalhos de arte urbana contemporânea de São Paulo, como parte do projeto “Google Art Project“.

“São Paulo é o centro de um dos movimentos de arte mais ricos do mundo. Estamos empolgados em colaborar com artistas, especialistas e curadores para apoiar e celebrar essa rica forma de expressão cultural tão única do Brasil,” afirma o diretor de marketing do Google para a América Latina, Esteban Walther. “Nosso objetivo com esse projeto é levar a riqueza da cultura brasileira em forma de arte a qualquer pessoa no mundo e eternizar algumas dessas artes por meio da plataforma do “Google Art Project”.

O projeto irá reunir milhares de pinturas, esculturas e obras de vários museus do mundo todo. A ideia foi criada em 2011, e contêm obras de famosos museus no mundo, entre eles estão, a Pinacoteca de São Paulo e o Museu de Arte Moderna.

Esse projeto fará com que as pessoas vejam as grandes cidades, como São Paulo, com outros olhos, cores e cultura, fazendo o grande museu a céu aberto em apenas um clique, com diversas exposições de grandes nomes da Street Art.

[Total Flex] Um escambo cultural em SP

Foto: Victor Máximo

No último domingo (24) aconteceu a primeira edição da festa-bazar ESCAMBAU. Um evento que visa propagar a arte e cultura alternativa escondida nos becos da grande metrópole paulistana. E o Barquinho Cultural esteve lá e conferiu o que rolou na festa mais “POP ART” de Sampa.

O Sol e calor estava propício para sair de casa e conhecer novas artes e curtir um ambiente entre amigos, muita arte e diversão.

A festa ocorreu no Hostel Alice, na Vila Madalena, zona oeste paulistana, um albergue bem cultural e oportuno para uma tarde dominical bem cultural.

Organizado pelo jornalista Amauri Terto, o evento foi de extremo êxito e promoção artística, como fotografia, artesanato, designer, artes plásticas, música, etc. Talentos ainda não reconhecidos pelo grande público que puderam apresentar um pouco de suas obras aos presentes a festa.

Próximas edições do ESCAMBAU já estão em andamento, com mais cultura, arte, e novos artistas que só querem exibir e propagar seu trabalho para o mundo.

Em breve trataremos novidades sobre a segunda edição da festa. Enquanto isso, acesse e confira algumas imagens do evento.

[Cantinho Literário] A magia da literatura hispana- americana

Primeiramente, queremos desejar um feliz ano novo à todos, afinal o ano aqui no Brasil só começa ‘pra valer’, depois do carnaval e depois quero convidar todos vocês, a viajarem aqui no nosso Cantinho Literário, por toda América Latina, conhecendo um pouco a literatura hispana-americana, que por não ser uma literatura muito antiga, como a europeia, que artistas consagrados com quase mil anos, mas é uma leitura agradável e também uma forma de prestigiar a nossa cultura, que a latina, afinal somos todos latino-americanos, a raça mais quente e criativa de todo o planeta.
Pois nós, os latinos, capturamos a criatividade através de pouca coisa, já que por aqui não há país com grande abundância de riquezas materiais, como na Europa e os Estados Unidos, que mesmo em crise, possuí mais riqueza que grande parte dos país por aqui. Mas sem mais delongas, vamos ao que interessa e para de conversinhas, pois estamos aqui para apresentar a literatura latina e não fazer fofocas, por conheçam abaixo um pouco da cultura mais latina e com mais emoção, romantismo e drama, que é a literatura hispanamericana.

A literatura latino-americana, é originalmente escrita nos idiomas espanhol, português e francês, por autores de país latinos, como México e as Américas Latina e do Sul, que é bastante similar as literaturas ibério-americana e hispano-americana, mas fácil distinguir uma da outra, pois a ibério-americana, abrange tanto a literatura escrita em espanhol como em português (sendo Espanha e Portugal, berços das duas línguas, países que constituem a Península Ibérica) e a hispano-americana é menor e apenas abrange obras originalmente escritas em espanhol.
A litertura latina-americana, é bastante abrangente, compreende todas as obras escritas em língua romântica, portanto busca novas formas de afrontar a referência literária, fazendo novas abordagens através dos costumes do cotidiano.
Essa literatura, surge no final do século XIX, no modernismo com José Martí, Rubén Darío, José Asunción, que se mostrava um  conjunto de regras literárias especificamente europeu, que encontra sua identidade no período colonial e no romantismo logo de princípio do século, quando se liberaram as repúblicas hispano-americanas, que isso ocorre até 1898, com a perda das colonias espanholas.
Mas realmente a literatura hispano-americano obteve reconhecimento por todo o planeta, durante a segunda metade do século XX, mais ou menos na década de 40, em virtude do sucesso internacional, do realismo mágico, cujo seu maior expoente foi o famoso escritor colombiano, Gabriel García Márquez, mas outros autores do movimento também foram bastante fortes para manter vivo o movimento da literatura hispano-americana, como Jorge Luis Borges, Julio Cortázar, Horacio Quiroga, Manuel Puig, Juan Carlos Onetti, Pablo Neruda, César Vallejo, Ciro Alegría, José Carlos Mariátegui, José María Arguedas,Jorge Icaza, Rómulo Gallegos, Mario Vargas Llosa, Alfredo Bryce Echenique, José Vasconcelos Calderón Alejo Carpentier, José Lezama Lima, 
Augusto Roa Bastos, Ángel Rama, Miguel Ángel Asturias e Juan Rulfo.
Conheçam abaixo, os principais escritores dos país latinos da litetura hipanamericana:
Argentina
José Hernández 1834-1886
Leopoldo Lugones 1874-1938
Macedonio Fernández 1874-1952
Jorge Luis Borges 1899-1986
Roberto Arlt 1900-1942
Enrique Anderson Imbert 1910
Ernesto Sabato 1911-2011
Julio Cortázar 1914-1984
Adolfo Bioy Casares 1914-1999
Manuel Puig 1932-1990
Uruguai
Horacio Quiroga 1878-1937
Felisberto Hernández 1902-1964
Juan Carlos Onetti 1909-1994
Mario Benedetti 1920
Eduardo Galeano 1940
América Central
Rubén Darío 1867-1916
Miguel Ángel Asturias 1899-1974
Cuba
Alejo Carpentier 1904-1980
José Lezama Lima 1910-1976
Guillermo Cabrera Infante 1929-2005
Reinaldo Arenas 1943-1990
Colômbia
Jorge Isaacs 1837-1895
Gabriel García Márquez 1928
Chile
Gabriela Mistral 1889-1957
Manuel Rojas 1896-1973
Pablo Neruda 1904-1973
José Donoso 1924-1996
Jorge Edwards 1931
Isabel Allende 1942
Luis Sepulveda 1949
Paraguai
Augusto Roa Bastos 1918-2005
Brasil
Gonçalves Dias 1823-1864
José de Alencar 1829-1877 
Carlos Drummond de Andrade 1829-1877
Manuel Antonio de Almeida 1831-1861
Machado de Assis 1839-1908
Castro Alves 1847-1871
Monteiro Lobato 1882-1948
Manuel Bandeira 1886-1968
Graciliano Ramos 1892-1953 
Mário de Andrade 1893-1945
José Lins do Rego 1901-1957
Érico Veríssimo 1905-1975
João Guimarães Rosa 1908-1967
Raquel de Queiroz 1910 -2003
Jorge Amado 1912-2001
Lygia Fagundes Telles 1923
Dalton Trevisan 1925
Clarice Lispector 1925-1977
Peru
Ciro Alegría 1909-1967
Manuel Scorza 1928-1983
Julio Ramon Ribeyro 1929-1994
Mario Vargas Llosa 1936.
México
Nezahualcóyotl 1402-1472
Juan Ruiz de Alarcón 1581 -1639
Sor Juana Inés de la Cruz 1651-1695
Ramón López Velarde 1888-1921
Alfonso Reyes 1889-1959
Xavier Villaurrutia 1903-1950
Octavio Paz 1914-1998
Juan Rulfo 1918-1986
Carlos Fuentes 1928
É isso ai tripulação até semana que vem, com mais descobertas, dicas, especiais, sobre o mundo fantástico da literatura, porque nesta viagem você ninguém paga nada para decolar e conhece e descobre maravilhas sobre a arte literária bem próximo à você.
Boa Semana todos e como já disse lá cima… Feliz Ano Novo Brasil!

Cantinho Literário entrevista Jaime Matos

E aí tripulação, estão prontos para mais uma saga de entrevistas aqui n’O Barquinho Cultural, pois 
hoje é tem entrevista em nossa embarcação e o entrevistado da vez é do paulistano de Capão Redondo, que é poeta, músico e um com uma extensa carreira na área cultural, ele é Jaime Matos, filho de um baiano e uma paulista.
Teu perfume
Tem muito feromônio
Até meus anjos estão flertando
Seus demônios
Por: Jaime Matos
Vamos conhecer um pouco desse literário que tem muita cultura para repassar a todos os seres humanos…

1. O que significa arte literária pra você?

A literatura pra mim é uma grande fonte de informações. Sempre é mágica na sua essência quanto mais livros leio, aprendo todo dia.
O corpo precisa de um alimento, o celebro também precisa de informações pra melhorar o seu conhecimento. Quando dormimos também nos alimentamos, a literatura do sono é o sonho. A literatura pra minha é o alimento do conhecimento, o grande passaporte pro mundo.

2. Música e poesia para você é…

Na pizza da cultura e da arte, se eu fosse um pizzaiolo minha pizza seria meio a meio, metade Poesia e metade Musica. Ambas andam juntas. Sou compositor quando minhas musicas são cantadas, e são poesias minhas musicas quando são lidas.
3. Qual seu estilo literário favorito?

Não tenho definição, mas gosto de Fernando Pessoa, Zê da Luz, Carlos Drummond , Castro Alves , Jose de Alencar e muitos outros.
4. um músico favorito… João Bosco
6. um autor favorito… Jose Saramago
7. Sarau pra você é…

Pra mim o sarau é a maior rede social de poetas em comum. É o encontro de pessoas que comungam a palavra, mostrando as suas manifestações pela voz, pelo texto, no conteúdo das suas experiências pelas suas vivencias. Os poetas põem sempre a alma no papel. 
Todas as pessoas que vão a um sarau querem mostrar os seus trabalhos e ver obras de outros poetas ou artistas que participam do grupo.
As pessoas pensam que redes sociais são facebook, twitter e outras formas de comunicação.
Na realidade as redes sociais são “ferramentas de comunicação” Exemplo: Um tipo de rede social é um Sarau dentre muitas , a verdadeira rede de pessoas.
8. Jaime por Jaime…

A vida é um grande palco onde atuamos sempre, aprendendo, rindo, chorando, vivendo da melhor maneira, usando sempre o bom senso e boa vontade, procurar nunca prejudicar os outros e a si mesmo.
9. Jaime o mundo literário…

Talvez hoje o Sarau pela literatura seja uma moda, enquanto ela existe vamos aproveitar pra sugar toda sua melhor essência. Muitos aparecem poucos resistem e se mantêm.
10. Promova-se… Conte-nos um pouco de suas histórias, idéias, projetos, da sua
vida literária e onde podemos encontrá-las?
Nascido no capão redondo, criado na Bela Vista, meu pai um bom baiano, minha mãe uma linda paulista. Antigamente quando fazia uma letra de musica assinava com Jaime Borbagato, era uma maneira de ser lembrado usava um chapéu na cabeça e morava na região da zona sul. Hoje já não
assino como borbagato, assino como Jaime Matos.
Sou formado “em marketing, compositor, musico e Personal Dance – Fui bolsista da Academia Jaime Aroxa”, trabalho como representante comercial e divulgador cultural. 
Já Participe de uma coletânea com dois textos chamada “Poetas do Sarau Suburbano” Ritmo e Poesia, organizado por Alessandro Buzo. Participei também de áudio book chamado “Play na Poesia “.
11. Deixe seus contatos:
Twitter: @jaimeborbagato
Facebook: Jaime Matos
Jaime Matos é um grande exemplo em cultura, poesia e sarau e para quer gosta deste estilo livre de literatura, não pode deixar de frequentar pelo menos uma vez na vida a um sarau.
Esta arte literária, de estrutura simples, mas com conteúdo nobre, que mostra a cultura de país, estado, cidade, bairro ou rua, como ela é, sem interrupções de nada, pois o verdadeiro promotor cultural, é aquele que não se importa de organizar uma grande festa, com famosos e muitos holofotes ou então organizar uma roda literária para poucas pessoas em um cômodo de sua casa.
Pois ser um divulgador da cultura pop, pois a cultura pop não é só Lady Gaga, Beyonce e Britney Spears, cultura pop é a banda de rock que ensaia na garagem todos os dias, a menina ensaiando alguns passos de dança na pracinha do bairro e também os grupos de ‘rappers‘ que se encontram em lugares estratégico da cidade para mostrar seu ‘beat box‘ em uma competição com muito hip-hop e diversão.
Isso é promover a cultura pop, sem destrinchar uma parte dela e levá-lo para o público que não gosta só de efeitos, imensos lugares e preços altos.
Já que abrimos esta entrevista com uma sentença, nada mais digno de encerra o Cantinho Literário com uma frase do poeta, então fiquem com Jaime Matos abaixo.
Boa semana a todos e até a próxima, que aliás,  semana que vem não haverá entrevista, pois terá especial semana de Natal aqui no Cantinho Literário.
Até mais…
Por: Priscila Visconti (mostrando a cultura pop como um diamante não lapidado pelo homem)