[Total Flex] A Comic-Con chega ao Brasil em dezembro

Para os nerds, amantes de quadrinhos, super-heróis, séries e do mundo geek, foi anunciando nesta semana que no mês de dezembro, haverá uma edição da Comic-Con, no Brasil. Para quem não conhece, a Comic-Con, a maior feira geek do mundo.

No Brasil, o evento se chamará Comic-Con Experience. “A ideia é trazer para o país a experiência de um evento americano. Já acontecem por aqui pequenos encontros de quadrinhos, mas nada é tão representativo como uma Comic-Con”, explica Pierre Mantovani, organizador do evento. 
O evento acontecerá entre os dias 4 e 7 de dezembro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, e é focado em games, cinema, séries de TV e quadrinhos, e deve reunir 60.000 visitantes ao longo de quatro dias, os ingressos começam a ser vendidos a partir de abril e os preço ainda não foi divulgado.  
Para reproduzir em solo brasileiro o fenômeno que é a feira em San Diego, a organização vai apostar em convidados de peso. 
Tradicionalmente, é na Comic-Con que os entusiastas se encontram pessoalmente com os atores, diretores, produtores e cartunistas envolvidos nas produções. “Ainda não temos nomes confirmados, mas estamos em contato com a Disney, Marvel, DC, Paramount e Warner Bros., entre outros estúdios, para trazer essas personalidades para o Brasil”, diz o organizador.
Para mais informações acesse o Facebook e o Twitter ‘oficial’ da Comic-Con Experience;

[TOTAL FLEX] Sábado é dia de "esquecer" um livro!

Sábado é aniversário da maior cidade do país, São Paulo, e além do mais, é dia de compartilhar a leitura e literatura pelas ruas da capital paulista e de todo o Brasil. Visando nisso o paulista Felipe Brandão resolveu unir o útil ao agradável, então criou a campanha “Esqueça um Livro”.

O projeto nasceu inspirado no conceito BookCrossing, criado nos Estados Unidos no início de 2000, que visa unificar a leitura e a urbanidade, convocando todos os moradores da cidade a deixar um livro em algum local público, fazendo-o que com outra pessoa encontre-o, leia e abandone novamente, amplificando assim o acesso à leitura e fazendo os livros circularem, ao invés de ficarem apenas nas estantes e prateleiras acumulando pó, ao invés disso, propaga-se a leitura e novas histórias são contadas, tornando a leitura um hábito rotineiro quão escovar os dentes.
O evento deste sábado acontecerá não apenas em São Paulo, cidade onde Felipe idealizou o projeto e está ratificado, mas por todo o país, já que qualquer pessoa pode “esquecer” seu livro, basta fotografar e divulgar nas páginas do projeto.
Em São Paulo, será esquecido 600 títulos de uma vez na Paulista. O ponto de encontro será em frente do Conjunto Nacional, às 14h, e para o demais Estados, basta deixar um livro. Lembrando de deixar uma breve dedicatória em uma das páginas, e difundir a leitura àqueles que pouco leem, fazendo-o com o Brasil seja um país de leitores e não se alienados por uma programação fútil e medíocre que circula perante a grande massa, já que atualmente este não é um hábito tão comum entre os brasileiros.
Hoje em dia a média de leitura da população brasileira é de seis minutos por dia, sendo que metade desses moradores não leu nenhum livro durante os últimos três meses e 75%, nunca pisaram em uma biblioteca. Um dado alarmante e triste, já que com o tempo livro e a cabeça vazia a ignorância social e o diálogo entre as massas sobre ações mais oportunas são nulas, pois aquele que não lê, mal se expressa, sendo assim, remeterá em assuntos chulos e insignificantes, desinteressando-se dos fatos de suma importância e tornando alvos certeiros para a alienação e demência da sociedade.
Leia, compartilhe e agregue esse tipo de valor à sua vida, pois o conhecimento é único, esse ninguém tira de você!
Para mais informações acesse o blog da campanha e compartilhe seu livro:
Confirme sua presença na página de eventos da campanha >> AQUI!

[Caixa de Som] Uirá França: O "populesco" em HQ!

A música popular brasileira é bem mais ampla do que a grande mídia dita em seus canais de comunicação, afinal, nossa cultura é rica ao extremo de unir não apenas instrumentos musicais, com voz e percussão, mostramos mais do que música, e sim arte, cultura e uma amostragem de uma sociedade extramente rica culta e diversificada. 

O músico brasileiro, assim como qualquer cantante de outra nacionalidade também têm influências ainda na infância, mas com uma diferença, principalmente aqueles que vivem o regional e aprendem a valorizar o conhecimento popular desde sua origem, retratando melhor em suas canções e composições.
Assim aconteceu com nosso entrevistado de hoje, o músico Uirá França, que assim como grande nomes da música brasileira também começou sua carreira em Brasília, sua cidade natal e atualmente está radicado em Sampa.
Confira abaixo o que Uirá nos contou sobre seu início, carreira, single, expectativas para o novo álbum, shows, produções, inspirações…

OBC – De onde surgiu essa ânsia de ser músico? E quando foram seus primeiros acordes em sua vida? 

Uirá França – Costumo falar que não busquei a música, não ansiei ser músico, a música meio que me encontrou numa dessas esquinas. Aconteceu muito naturalmente. 
Meu pai é compositor, tinha um violão lá em casa, e quando eu não tinha o que fazer, ficava “fuçando”. Na escola todos meus amigos queriam aprender a tocar e pediram um violão de natal, como já tinha violão lá em casa eu adiantei o serviço, mas sem grandes pretensões.

OBC – Quais são suas principais inspirações para compôr e cantar?

Uirá França – Gosto de contar estórias com minha música, falar de coisas que passam comigo, com pessoas ao meu redor, coisas do cotidiano mas de uma forma bem particular, dou a quem escuta a minha versão do que acontece. Como exemplo minha última composição #VEMPRARUA, que retrata bem a minha visão e sentimentos em relação às manifestações que aconteceram esse ano no Brasil.

OBC – Quais são suas influências musicais? Por quê?

Uirá França – Sempre, muita música e de todo tipo! 
Graças a Deus lá em casa fomos criados livres de preconceito o que me permitiu acumular uma bagagem cheia de canções boas, de estilos distintos, ao menos pra mim. 
Posso citar alguns nomes que influenciam diretamente meu trabalho atual como, Beatles, Newton Faulkner, John Mayer, Dave Matthews Band, Nando Reis, Frejat, Caetano Veloso entre outros.

OBC – Você disse uma ve que ser pop não necessariamente é ser “populesco”, ou sucumbir a mesmice. O que você traduz com “populesco” e sucumbir a mesmice? Por quê?

Uirá França – Música pop não é sinônimo de música de baixa qualidade, como os artistas que havia citado, eles são prova disso, em vários momentos de suas obras, fizeram canções extremamente populares e de muita qualidade.
O que acontece é que existem músicos acomodados com certas “fórmulas de sucesso”, canções formatadas, que acabam se parecendo demais umas com as outras, afinal se tratam de cópias umas das outras. 
Dá sim, para fazer uma canção com apelo popular mas que tenha conteúdo, contribua pra quem escute, sem ser mais do mesmo.

OBC – Qual o gênero musical você define seu som? Por quê?

Uirá França – Não gosto de limitar minha música a um estilo, mas para responder sua pergunta acho que me enquadro em: Música Popular Brasileira, que para mim não é necessariamente MPB, pois essa carrega uma certa marca que não cabe muito bem na minha música.

OBC – Em sua primeiro EP, lançada em Agosto/2012, o que você mostrou de seu trabalho, e qual o público você quis atingir? Você acha que atingiu ao seu objetivo?

Uirá França – Quando parei para fazer esse trabalho, foquei na canção como ela veio ao mundo pra mim, voz e violão. Quando sentei pra pensar nos arranjos a ideia era descaracterizar o menos possível a natureza das canções e fui muito feliz, já que o EP ficou leve e as melodias são quem guiam os álbum, os instrumentos entram para compôr e não saltar aos ouvidos, a canção é mais importante. 
O público alvo é qualquer brasileiro que goste de músicas boas para cantar ao acordar, de baixo do chuveiro numa roda de violão e por aí vai. 
Não curto a ideia de segregar um público, minha música está aí pra quem goste dela, o que posso dizer é que nela tem muita verdade e amor.

OBC – Como foi a produção desse trabalho?

Uirá França – Fizemos a pré produção toda em meu quarto em Belo Horizonte, Gui Amaral e eu, ficamos meses fazendo e refazendo arranjos, Eu compus todas as linhas de guitarra, violão, baixo e backing vocals, o Gui entrava com sua minuciosa e extremamente bem acabada composição de bateria e somava alguns elementos percussão. 
Terminada a fase do quarto veio a parte prazerosa, gravar o que já estava na ponta das línguas e de baixo dos dedos. Estávamos muito afiados e gastamos pouquíssimo tempo para gravar tudo no Estúdio Gifoni, onde contamos com o excelente trabalho de Fabrício Gavani e Sergio Gifoni na técnica e captação.

OBC – Há previsão para o lançamento do seu álbum de estreia?  Quando e como ele será?


Uirá França – Até o fim do ano esperamos estar com tudo pronto, estamos trabalhando forte nisso e acho que vamos ter um resultado bem legal. Não é a toa que dizem, “trabalhe com o que ama pois assim você não vai precisar trabalhar nunca na vida”, (rs).

Ele vai ser mais músicas do Uirá, mas não “mais do mesmo”.

OBC – Shows, apresentações, performances, clipes…, há algo programado em sua agenda? O que e quando?

Uirá França – Em breve começaremos uma série de shows divulgando o Clipe #vemprarua em São Paulo, e a ideia e já emendar com o lançamento do disco antes do final do ano.
OBC – Quais as expectativas futuras para a sua carreira?

Uirá França – As expectativas são grandes em relação ao disco novo, uma vez que o EP já teve um feedback muito interessante.
A expectativa é que o disco alcance vôos mais altos, esperamos agenda cheia em 2014, afinal preciso de dinheiro pra comprar ingressos pra Copa do Mundo (rs).

Assista abaixo o primeiro single oficial de Uirá #VEMPRARUA, que já têm mais de 12 mil visualizações no Youtube:


Se você curtiu o trabalho do Uirá, então confira o primeiro disco “Réu Confesso“, lançado em 2012 de forma independente. Além do mais, você poderá fazer o download da faixa “Vagabundo“.
Ouça AQUI
Espero que tenham curtido, e para informações sobre esse grande música, confira os links deles abaixo, enquanto isso, vou garimpar novos talentos para incluir na nossa caixa de som dos tripulantes do nosso barco.
Contato para shows:Maura CostaFones: (11) 98512-4265 | (11) 2985-0563e-mail: maura.costa@gmail.com
Site | Facebook 
Até a próxima, pessoal!Patrícia Visconti

[Cyber Cult] A inovação e o mercado tecnológico

A tecnologia evoluiu a cada dia, com surgimentos de novos aparelhos e aparatos tecnológicos. Com esse avanço buscamos sempre nos atualizar e estar a par de todas novidades que aparecem.Nesta semana, iremos conferir um bate-papo com o  técnico da informação, Ricardo Casaes, sobre o avanço da tecnologia no Brasil.
Confira a reportagem no player abaixo:


Por Adriana Ishikawa 

[Cantinho Literário] A origem do Realismo no Brasil

Nesta semana iremos falar sobre um movimento literário de bastante importância na literatura do Brasil e também com grandes mudanças, que é o realismo, que oficialmente chega ao país em 1881, com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, do autor célebre, Machado de Assis.
A introdução do estilo realista, assim como do naturalismo, o romance do Brasil, desenvolve em sua ficção uma análise psicológica e universal e sela, gerando a independência literária do país. O Brasil, ganhou um novo alcance, a observação. Começou-se a escrever buscando a verdade, 
e não mais para ocupar os ócios dos leitores.

No Brasil do Segundo reinado (de 1840 a 1889), impera o conhecido “parlamentarismo às avessas”, quando o Imperador D. Pedro II escolhe o senador ou o deputado para o cargo de primeiro-ministro, com a complacência do Partido Liberal e do Partido Conservador, que se revezavam no poder, sempre segundo os interesses da oligarquia agrária.
No campo da economia, o Brasil, na metade do século XIX, ainda mantinha uma estrutura baseada no latifúndio, na monocultura de exportação com mão-de-obra escrava voltada para o mercado cafeeiro.
Por volta da década de 1870, no entanto, as oligarquias agrárias, que até então “davam as cartas” na economia e na política do país, sofrem pressões internacionais para o desenvolvimento do capitalismo industrial no Brasil, no sentido de um processo de modernização que se dá lentamente. Inicialmente, pela proibição do tráfico negreiro. 
Com isso cresce a mão-de-obra imigrante, desenvolve-se a indústria cafeeira no interior do estado de São Paulo e ferrovias são construídas. Ao longo dos trilhos, concentram-se as fábricas que dão origem à classe média urbana, que se não satisfaz com a falta de representatividade política.
Essa classe, apóia-se no Exército e aceita a liderança dos cafeicultores paulistas, responsáveis pelos trabalhadores assalariados no país e defensores de mudanças estruturais, como a substituição da Monarquia, já desgastada e reacionária, pela República.
A Proclamação se dá em 1889, porém, a República não atenderia as ambições da classe média e dos militares. Então, representantes das oligarquias de São Paulo e Minas Gerais passam a controlar o Estado brasileiro, por meio de uma aliança entre seus governadores que ficou conhecida como “Política do café-com-leite”.
O Brasil da época é um país com idéias liberais, republicanas, “modernas”, no entanto, tem que conviver com uma estrutura político-econômica oligárquica, agrária, 
latifundiária e coronelista.
Da Europa foram trazidas algumas idéias, entre elas o positivismo de Auguste Comte, o determinismo histórico de Taine, o socialismo utópico de Proudhon e o socialismo científico de Karl Marx, o evolucionismo de Darwin e a negação do Cristianismo de Renan.
Os principais autores do Realismo no Brasil, estão Raul Pompéia, Visconde de Taunay e o principal deles, Machado de Assis. 
Entre as obras de Raul Pompéia, O Ateneu é, sobretudo, um exemplo impressionista na literatura brasileira, também considerada uma obra Naturalista. Visconde de Taunay destaca-se na literatura regionalista. Sua obra-prima, Inocência, é transitória entre Romantismo e Realismo.
Machado de Assis contribuiu com grandes obras, como a introdutória do estilo Memórias Póstumas de Brás Cubas, sucedida por Quincas Borba e Dom Casmurro. 
As três envolvem adultério e apresentam inúmeros temas sob uma ótica crítica e irônica, característica do autor. As obras Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro destacam-se por serem narradas em primeira pessoa, característica incomum no romance realista. Esaú e Jacó e Memorial de Aires figuram na fase filosófica e madura do autor, sendo, também, obras realistas.