[Cabine da Pipoca] Filme brasileiro no Oscar 2014

O Brasil já tem o filme para ser representado na maior festa do cinema em todo o mundo, o Oscar, que ainda não tem data para o próximo ano, mas o Ministério da Cultura já divulgou nesta sexta-feira (20). 

O representante da cinedramaturgia brasileira na premiação deixou para trás, filmes favoritos pela maioria do público, como  “Colegas”, “Faroeste Caboclo” e “Gonzaga – De Pai Para Filho”, mas quem vai pra Hollywood representar o Brasil é o filme do diretor Kleber Mendonça Filho, “O Som ao Redor”.
O filme “O som ao redor” vai ser o representante do Brasil na disputa pelo Oscar 2014 na categoria melhor  filme estrangeiro e a seleção final dos filmes que vão concorrer será definida pela organização do Oscar.
O filme é baseado livremente nas memórias do cineasta, combinando uma série de histórias paralelas que acontecem, em sua maioria, em uma rua no Recife. 
Como pano de fundo, a tensa relação entre empregados domésticos e patrões, muito forte ainda no Brasil, mas, especialmente, nas grandes capitais no Nordeste.
“O Som ao Redor” ganhou 10 prêmios em festivais no país – dentre eles de melhor filme pelo júri popular e pela crítica, melhor diretor e melhor som no Festival de 
Gramado.
Também levou estatuetas nos festivais do Rio (Melhor Filme e Roteiro) e na 36ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (Melhor Filme), além de festivais internacionais como Copenhage e Roterdã. Fora do Brasil, participou de 70 festivais.
Assista abaixo o trailer de “O Som ao Redor”:



Sinopse: A presença de uma milícia em uma rua de classe média na zona sul do Recife muda a vida dos moradores do local. Ao mesmo tempo em que alguns comemoram a tranquilidade trazida pela segurança privada, outros passam por momentos de extrema tensão. Ao mesmo tempo, casada e mãe de duas crianças, Bia tenta encontrar um modo de lidar com o barulhento cachorro de seu vizinho. 
Diretor: Kleber Mendonça FilhoGênero: DramaProdução: BrasilDistribuição: Vitrine FilmesClassificação Indicativa: 16 anosDuração: 131 min.Elenco: Irandhir Santos, Sebastião Formiga, Gustavo Jahn
Para mais informações, acesse o site do Espaço Itaú de Cinemas, que lá está passando o filme “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho e mais informações sobre a trama, acesse o site oficial e veja novidades por lá; 
Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] Sem idade e limite para Cora Coralina

Nesta semana o homenageado da vez, será a autora goiana, que teve seu primeiro livro publicado no ano de 1965, quando ela tinha 76 anos, seu nome é Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, mas ela era conhecido como Cora Coralina, era assim que ela assinava seus poemas, textos e livros.

Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

Conheça um pouco esta mulher, que provou que nunca é tarde, para realizar um sonho, basta acreditar nele e ter muita força de vontade. 
Cora Coralina (1889-1985) foi uma poetisa brasileira, responsável por belos poemas, seu nome de batismo era Ana Lins do Guimarães Peixoto Brêtas. Nasceu em Goiás e tornou-se doceira, ofício que exerceu até os últimos dias. Famosos eram os seus doces de abóbora e figo no lugar que morava.
Cora Coralina já escrevia poemas em 1903 e chegou a publicá-los no jornal de poemas femininos “A Rosa”, em 1908. Em 1910, foi publicado o seu conto “Tragédia na Roça” no “Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás”, usando o pseudônimo de Cora Coralina. Em 1911, Fugiu com o advogado divorciado Cantídio Tolentino Brêtas, com quem teve seis filhos. É convidada a participar da Semana de Arte Moderna, mas é impedida pelo seu marido.
Já em São Paulo, em 1934, trabalhou como vendedora de livros na editora José Olimpio,que lança seu primeiro livro em 1965 “O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais”. Em 1976, é lançado o livro “Meu Livro de Cordel” pela editora Goiana. Mas o interesse do grande público é despertado graças aos elogios do poeta Carlos Drummond de Andrade, em 1980.
Cora Coralina recebeu o título de Doutor Honoris Causa da UFG e foi eleita com o Prêmio Juca Pato da União Brasileira dos Escritores, como intelectual do ano de 1983, ela morreu em Goiás Velho, aos 95 anos.
Veja abaixo algumas obras de Cora Coralina:

Estórias da Casa Velha da Ponte (contos)

Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais (poesia)
Meninos Verdes (livro)| Meninos Verdes (infantil)
Meu Livro de Cordel
O Tesouro da Casa Velha
A Moeda de Ouro que o Pato Engoliu (infantil)
Vintém de Cobre
As Cocadas (infantil)