Arquivo da categoria: cantinho da literatura

[Cyber Literário] Wikipedia em versão de livro real

Essa vai para os fãs e ‘fuçadores’ da enciclopédia eletrônica mais completa de toda internet, a Wikipedia, que irá transformar toda suas páginas digitais, em páginas reais, em um livro com mais de mil páginas.
A editora alemão planeja, através de financiamento coletivo, para realizar uma manobra que muitos podem considerar ser impossível: criar uma versão impressa da Wikipedia, a biblioteca online que utiliza a plataforma Wiki de fóruns.

Por isso, a PediPress está querendo arrecadar mais de US$ 50 mil (cerca de R$ 118 mil) para imprimir a versão com todos os artigos na língua inglesa e a previsão da editora é de que todo o conteúdo do site resultaria em mais de mil volumes do livro, com 1,2 mil páginas.
Os R$ 118 mil seriam suficientes para imprimir as versões, fabricar uma estante grande o suficiente para abrigar a criação e transportar o experimento até o Barbican Center, onde acontecerá a Wikimania.
Esta versão impressa da Wikipedia, haverá uma capa dura, impressos em preto e branco e em papel totalmente ecológico. A PediPress, será apresentado em agosto ainda deste ano, durante a feira Wikimania, em Londres, que irá reunir grandes colaboradores da ferramenta.
Introducing the Wikipedia Books Project:

PS: Desculpa pela demora do Cantinho Literário, mas é que esta semana foi meio ‘cheia’ para mim e olha que nem fui pular carnaval, foi trabalhando em casa mesmo, fazendo serviços do lar, mas prometo que isso não irá acontecer mais, pois irei tentar ‘subir’ os textos do cantinho, toda a segunda, que o desta semana, está meio pra ‘Cyber Literário’.Retirado de: O Tempo

[Cantinho Literário] Acadêmia Sueca do Nobel de Literatura informa os candidatos para 2014

Acadêmia Sueca do Nobel de Literatura, informou nestas últimas semanas, que já tem 210 escritores concorrendo à premiação de 2014 e apenas 36 foram nomeados pela primeira vez. Que o anúncio do vencedor será no mês de outubro ainda deste ano.

A lista do ano passado contava com 195 candidatos, da qual saiu a vencedora do prêmio, a canadense Alice Munro, laureada pelo status de “mestre do conto contemporâneo”. Porém o comitê do Nobel de Literatura terá cerca de dois meses para eliminar a metade do número de candidatos, que após passar por várias etapas serão reduzidos a cinco finalistas.
Deste grupo sairá o vencedor, que anualmente costuma ser anunciado no início do mês de outubro, assim como acontece com os demais prêmios de prestígio.
A Academia Sueca envia anualmente, em setembro, entre 600 e 700 cartas a pessoas e instituições qualificadas para indicar candidatos ao prêmio.

Saiba mais sobre o Prêmio Nobel de Literatura:

A premiação é concedida anualmente pela Academia Sueca desde 1901, que é considera normalmente o conjunto da obra de um autor vivo, sempre com um caráter fortemente político o que tem gerado polêmica pela falta de transparência no processo de escolha.

A divulgação do autor premiado é feita geralmente no início de outubro de cada ano. Até hoje apenas José Saramago foi laureado em 1998 como autor de
língua portuguesa.
A contista canadense Alice Munro, 82 anos, foi a vencedora do Nobel de Literatura de 2013 com um prêmio de 1,25 milhões de dólares.
Para conhecer os vencedores de todas as edições anteriores do Prêmio Nobel de Literatura, clique aqui.
Por Priscila Visconti (espero que ganhe uma mulher novamente)

[Cantinho Literário] "O Gosto do Cloro" – Solidão e timidez no interior de uma piscina pública

Com o calor que está fazendo em todo o Brasil, só consigo pensar em água e minha cabeça ‘tá meio travada’ com tanto calorão, por isso que nesta semana aqui no Cantinho Literário será uma super dica do livro “O Gosto do Cloro”. 
Pois além de ter piscina, para tentar afagar o fogo deste verão, também há superação e os anseios de uma paixão tímida, permeada pelos ecos e ruídos da água.
Sinopse: No interior de uma piscina pública, um jovem com problemas na coluna começa a nadar para melhorar a sua saúde. Sem experiência, sofre entre corpos anônimos para conseguir algum progresso no esporte. 

Durante uma de suas tentativas fracassadas de dar algumas braçadas, conhece uma garota que decide ajudá-lo na empreitada, dando dicas para melhorar a sua técnica. Semana após semana, aula após aula, a amizade entre os dois começa a crescer, e o herói não tarda a desenvolver uma afeição que deseja extrapolar as paredes da piscina. 
As inseguranças do nadador desajeitado vão se tornando ao poucos os anseios de uma paixão tímida, permeada pelos ecos e ruídos da água. Através de um roteiro com pinceladas de melancolia e uma bela paleta de azuis, verdes e outras cores lavadas pelo cloro, Bastien Vivés compõem um retrato lírico da solidão e das dúvidas do indivíduo moderno.
Abaixo confira uma resenha do livro, escrita pela Doutora em Letras pela PUC-Rio, Laura Erber, para conhecer mais sobre a história do jovem inibido e tímido do livro, ilustrado por Vives Bastien. 
Um artista francês que usa o silêncio e a individualidade da natação como metáfora para a solidão dos personagens. Com um roteiro, com pinceladas de melancolia e uma bela paleta de azuis, verdes e outras cores lavadas pelo cloro.
“Tudo se passa numa piscina, mas não há nada aqui que evoque a transparência luminosa dos quadros de David Hockney. Também não há, no protagonista, nada que evoque a tragédia do conto “O nadador”, de John Cheever, ou a imagem magnetizante que Burt Lancaster imprime no personagem da versão cinematográfica de Frank Perry.

“O gosto do cloro”, premiado romance gráfico do francês Bastien Vivès, cria uma atmosfera opaca, espécie de clausura aquática onde dois jovens se encontram por pura casualidade. Desengonçado, inábil e tímido, o nadador de Vivès vai à piscina por recomendação do fisioterapeuta. Numa economia de traços, em massas de azuis e verdes carregados de cinza, as imagens configuram um ambiente fechado, o cenário perfeito para um relato breve sobre solidões convergentes. 

Nada de especialmente romântico ou inusitado nessa paisagem típica de uma grande cidade, onde anônimos interrompem sua estressante rotina para se exercitarem. A história é simples e os personagens são retratados no cotidiano de suas vidinhas: duas figuras frequentam raias contíguas de uma piscina pública. 

Um dia começam a conversar, flertam, se questionam sobre passado e futuro, o que é supérfluo e o que amam realmente, marcam um encontro e depois perdem-se de vista. 

Ele é um sedentário em busca de alívio para a coluna estropiada, ela é uma ex-competidora que agora só nada por prazer. 

Ambos parecem viver o momento que precede a vida adulta, ainda informes, sonhadores, sem profissão definida, oscilando entre a aflição e o tédio. Ilustrações sóbrias e elegantes contrastam com texto pouco elaborado 

Com minúcia, mas sem detalhes excessivos, Vivès capta o corpo num traçado delicado e preciso, que retrata as tormentas do protagonista. Ao contrário de muitos autores da sua geração, utiliza com parcimônia a dinâmica de plano e contra-plano apropriada do cinema, prefere a visão de longe, deixando os personagens como que desamparados no espaço. 

O silêncio predomina e, quando a palavra irrompe, é ora na forma de uma interlocução trivial ou no exclamativo “merda!” do protagonista, menos sinal de exaltação do que um tique repetido que traduz bem a economia verbal desses jovens sonhadores. 

Há, no entanto, algo intrigante no forte contraste entre imagem e texto deste livro: enquanto as imagens são sóbrias, elegantemente elaboradas, revelando a maturidade do estilo visual do autor-desenhista — ele tinha 24 anos quando o livro foi lançado —, ao fim fica a sensação de que talvez a história poderia ter sido contada sem palavras, ou que o texto poderia ter sido mais elaborado. 

Pode-se supor que Vivès tenha optado pelo banal para revelar a pobreza expressiva dos personagens, lançando sobre eles um olhar impiedoso, mas essa inflexão crítica é contrariada pela delicadeza das imagens. 

A história dos romances gráficos é recente. Começa no final dos anos 1970 e tem como marco a série “Maus”, em que os ratos, gatos, porcos e cachorros de Art Spiegelmann retratam as desventuras de um prisioneiro judeu nos campos de concentração alemães. A maior parte dos romances gráficos se situa numa zona cinzenta — tributários da história em quadrinhos tanto quanto dos modelos narrativos do romance — e o livro de Vivès não foge à regra. 

Face ao boom editorial e o crescente interesse que o gênero vem ganhando no meio literário, espera-se que os novos autores sejam capazes de articular a força das imagens a textos vigorosos — mesmo quando optarem pelo registro cotidiano desbocado ou por uma linguagem desencantada. Caso contrário, nos deixarão com a sensação de um descompasso não deliberado entre visualidade sofisticada e texto pouco ambicioso.”






O Gosto do Cloro
Editora: Barba Negra
Categoria: Artes / Pintura e Desenho
PS: Na próxima semana terá especial escritor-jornalista, com Stefan Zweig, que escolheu o Brasil, para viver até o final de sua vida, por isso não percam na próxima semana, pois vocês irão se surpreender com a história de Zweig.

[Cantinho Literário] Em março acontece a Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha 2014

No mês de março deste ano, acontece a Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, na Itália, que acontece nos dias 24 a 27/03, terá como país homenageado o Brasil, a exemplo da Feira de Frankfurt, que aconteceu em outubro de 2013.

Esta será uma oportunidade para as editoras fortalecerem suas redes de contatos, fecharem novos negócios com a compra e venda de direitos autorais e conhecerem as tendências do setor.
O projeto Brazilian Publishers (BP), uma parceria da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), estará em Bolonha com 28 editoras associadas  em um espaço coletivo de 192 m².
Acompanhe a programação pelo site, clique aqui
Conheça as editoras participantes de 2014:
Editora Elementar
Editora Dedo de Prosa
Girassol
Companhia das Letras
Edições Escala Educacional/Editora Lafonte
FTD
Pallas
Cosac Naify
Cortez
Dash Editora
Solisluna
Editora Original (Panda Books)
Globo Livros
Jujuba Editora
Edições SM
Editora Ática
Editora Scipione
Editora Positivo
Todolivro Distribuidora
Editora Rideel
Callis Editora
Editora Melhoramentos
Autores Associados
Mar de Ideias
DSOP
Mauricio de Sousa
Fama
Editora Napoleão
Próximo as datas da Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, divulgaremos mais novidades sobre a feira;

[Cantinho Literatura] Última semanas dos eventos literários

Como estamos nas últimas semanas de trabalho aqui em nosso barco, pois semana que vem será as retrospectivas e premiações de O Barquinho Cultural e também, nesta semana serão as últimas que haverá atrações culturais, depois só ano que vem.
Nós da equipe do OBC, decidimos unir o útil ao agradável e colocar alguns eventos literários, que acontecerão nesta, por isso quem quiser ir em alguma celebração, aproveita esta semana, porque quem não for, só em 2014, para se entreter nas diversões e lançamentos da arte da literatura.
Se liga neste eventos, pois semana que vem aqui no OBC será só retrospectiva e premiações…

Nesta segunda-feira (9/12) discutiremos o livro Caturra, do poeta Fuzzil, com entrada gratuita e a roda aberta para que cada um exponha suas percepções, dúvidas e críticas sobre a obra. Ao término, sortearemos uma camiseta Sobrenome Liberdade e um exemplar do livro Caturra.
O “Ninguém Lê” surge de uma conversa e uma preocupação sobre o nosso movimento de saraus e literatura periférica/marginal/independente e afins. 
Acreditamos que esse evento pode fortalecer e trazer muito mais qualidade pra nossa cena nessa cidade em que ninguém lê, pra que as nossas próprias obras se conversem e que a gente conheça melhor o que andamos fazendo.
Já discutimos três livros e agora continuamos com a pulga atrás da orelha achando que Ninguém lê “Caturra”, do poeta Fuzzil. Quem chega junto pra provar o contrário? Existe leitor em SP?

Onde: Galeria Ólido
Endereço: Avenida São João, 473 – São Paulo/SP
Mais informações aqui;
Facebook do poeta Fuzzil
Blog pessoal do poeta
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O Hussardos Clube Literário ocupa o 2º andar de um tradicional prédio do centro de São Paulo, na Rua Araújo, nº. 154. Com acesso fácil, tem ao lado e à frente estacionamentos 24 horas e está a menos de 50 m do Metrô Pça. da República. Qualquer pessoa com interesse em literatura e poesia pode associar-se.
Ao associar-se ao Clube Literário você pode utilizar o espaço como escritório, para criação e produção de seus textos e edições de livros e revistas e fazer uso de um ateliê de impressão, acabamento e encadernação. Tendo auxílio à produção gráfica de livros ou revistas, usufruindo de hardware e softwares específicos para editoração, com a consultoria de editores e designers. 
Além destas vantagens, você também tem descontos na Livraria Hussardos; no Hussardos Café e Bar e cursos de produção gráfica e acabamentos manuais de livros; nas oficinas literárias e também terá preferência na utilização do Clube para lançamentos e apresentação de sua produção. 
O Hussardos Clube Literário abriga:
– Os escritórios e sede dos selos literários Demônio Negro, Edith e Dobra Editorial. 
– A Agência Literária Hussardos, especializada na negociação de autores brasileiros com editoras na Itália. 
– O Hussardos Bar e Café.
– A Oficina Gráfica dos Hussardos, onde o associado do Clube pode solicitar exemplar(es) de um catálogo raríssimo de fac-símiles e edições para colecionadores, montados e encadernados manualmente, com a gravação do seu nome no exemplar, podendo acompanhar pessoalmente o acabamento (Ex.: Un coup de dés, de Stéphane Mallarmé — provas de impressão saídas da prensa de A. Volart, em 1897, revisadas e anotadas pelo autor). 
– Livraria Hussardos, que recebe clientes também até a madrugada. Para as editoras, a Livraria Hussardos trabalha com desconto de 25%, e não 50% e prazo de pagamento de 30 dias e não de 90 dias. Com isso, tem à disposição dos frequentadores e sócios, um catálogo de títulos mais amplo de poesia e literatura contemporâneas, também das pequenas e micro editoras, dispondo aos leitores livros com preços mais baixos. 
Para associar-se, envie seu nome, atividade, RG, endereço e telefone para: hussardos@gmail.com
Mensalidade: R$ 50,00
Semestralidade: R$ 250,00
Anuidade: R$ 400,00 — em São Paulo.
O quê: Inauguração da Livraria Hussardos
Onde: Livraria Hussardos
Endereço: Rua Araujo, 154 – 2º Andar – São Paulo SP
Horas: 19:00 
Dia: 12/12/2013 – Quinta-feira
Mais informações aqui;
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Fruto de ampla pesquisa e uma longa série de entrevistas realizada pela jornalista Ana Maria Ciccacio, a edição conta a história da Casa das Rosas, desde sua origem no processo de formação da avenida Paulista, na década de 1930, como projeto do escritório do arquiteto Ramos de Azevedo, até se tornar o espaço de criação e difusão de literatura com presença marcante no cenário cultural da cidade.
O LIVRO SERÁ DISTRIBUÍDO GRATUITAMENTE AOS 500 PRIMEIROS LEITORES
O quê: Lançamento do livro “O Jardim das Resistências – Uma história da Casa das Rosas”
Onde: Casa Das Rosas
Endereço: Avenida Paulista, 37, 01311-902 São Paulo
Data: 14/Dezembro/2013 – Sábado
Horas: 17:00
Mais informações aqui;
Perfil oficial do Diretor da Casa das Rosas – Frederico Barbosa
Isso ai pessoal, boa semana e bons preparativos para o Natal e até segunda-feira que vem, com mais Cantinho Literário.

[Cantinho Literário] Murillo Teixeira e seu sonho de ser escritor

Finalmente o mês mais sonhado por todos chegou, o mês de dezembro e nele veio junto a solidadriedade do natal, afinal já podemos sentir o espírito natalino no ar e o ano novo, mas próximo do que nunca, que aliás, por falar em novo, esta semana fizemos a entrevista que falamos que iríamos fazer com o escritor do livro “De monstros marinhos e outros medos”, no qual falamos de seu livro e também da promoção do lançamento dele.

Murillo Teixeira é um jovem escritor, formado em audiovisual, porém não quis trabalhar com nesta área, então sem saber o que fazer da vida, parei e vi que a única coisa que eu fazia todos os dias era, escrever e Murillo sempre disse que queria escrever um livro, mas postergava, foi ai que ele começou a escrever Monstros marinhos não existem, então ele viu que tinha um bom conto pra começar o livro.
Confira abaixo a entrevista que o jovem escritor Murillo Teixeira concedeu ao site O Barquinho Cultural:
OBC: Quando começou seu amor pela literatura?
Murillo Teixeira: Acho que sempre tive. O que demorou, foi entender. E isso aconteceu lá pelo fim de 2011.
OBC: De onde vc busca inspiração para escrever?
MT: Em qualquer lugar. Uma história de alguém, uma história minha, uma cena de filme, coisas que existem por dentro… A inspiração se encontra na vida, enfim.
OBC: O que é ser literário para vc?
MT: Ler, escrever e ser lido.
OBC: Quais suas principais influências no mundo literário?
MT: Talvez mais que influências, eu tenha escritores que me impressionaram muito. Seja por tema, seja por estilo. Amós Oz entra na lista, junto com o Roberto Bolaño. Caio Fernando Abreu, também. E mais…
OBC: O livro “De monstros marinhos e outros medos” é sua primeira publicação, ou vc já possuí outras obras publicadas?
MT: A primeira.
OBC: Quais são suas expectativas para o lançamento do livro?
MT: As expectativas são as melhores! Claro.

OBC: O escritor no Brasil é valorizado, ou deveria haver mais incentivo?
MT: Eu acredito que o escritor seja valorizado, sim. Porque talvez, o problema não seja a desvalorização dos nossos escritores, mas a supervalorização de quem é de fora. Como esses livros que são fenômenos mundiais pra mulheres, ou livros de fantasias em série. Talvez eles ofusquem o que é produzido de bom aqui, e que bem provavelmente é muito melhor. Mas enfim.
Contatos:
Mais informações sobre o Murillo Teixeira, acesse o site da Editora Patuá;

[Cantinho Literário] Contos e medos de Murillo Teixeira

Nesta semana, não será especial de autores e nem literaturas de outros países, mas sim, será apenas dicas de livros, afinal faz um tempo que não damos dicas literárias aqui no OBC, com um livro de contos, aliás quem não gosta de ler um bom conto e poesias.

O livro “De monstros marinhos e outros medos”, foi escrito pelo jovem Murillo Teixeira, 25 anos, que vive para escrever, pois esse sempre foi sua vida, apesar de ser formado em audiovisual, Murillo nunca trabalhou na área e viu que sua vocação era escrever contos.
Livro: De monstros marinhos e outros medos
Autor: Murillo Teixeira
Gênero: Contos
Número de Páginas: 120
Por isso a Editora Patuá convida à todos para irem ao lançamento do livro de Murillo Teixeira, “De monstros marinhos e outros medos”, no dia 02/12, a partir das 19 horas, no Bar Sábia, com entrada gratuita.
O livro estará a venda por R$ 30 (pagamento apenas em dinheiro ou cheque), mas já podem ser comprado pelo site da editora e podem desfrutar do livro, antes mesmo do lançamento na próxima semana e ainda autografado pelo próprio autor. Saiba mais sobre o livro e o autor AQUI;

Serviços
Lançamento do livro “De monstros marinhos e outros medos”, de Murillo Teixeira
Data: 02/Dezembro/2013
Local: Bar Sabiá 
Endereço:  Rua Purpurina, 370
São Paulo – SP
Mais informações: http://www.editorapatua.com.br

[Cantinho Literário] A Literatura Alemã Contemporânea

Esta semana, aqui no Cantinho Literário será em homenagem aos 24 anos da queda do muro de Berlim, que aconteceu neste mês de novembro, do dia 9, por isso que nesta semana será especial literatura alemã e para quem não se lembra o que foi esta barreira, vamos dar uma refrescada na memória da nossa tripulação.
A construção do muro de Berlim, na Alemanha foi construída pela República Democrática Alemã durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental.

Mas vamos a literatura e depois destrinchamos sobre a história do muro de Berlim, desde sua construção, até a sua queda no ano de 1989. A literatura alemã, integra as línguas alemã, Suíça e na Áustria, mas existem algumas correntes de literatura influenciadas em maior ou menor grau por dialetos (por exemplo, alemânico). Um desenvolvimento inicial da literatura em alemão ocorreu no período do alto alemão médio no início da idade média.
A literatura moderna em alemão começa com autores do Iluminismo (tais como Herder) e atinge seu formato “clássico” no início do século XVIII com o Classicismo de Weimar (Goethe e Schiller). Mas vamos encurtar a história da literatura alemã, se não ficaremos falando desde o ano de 700 depois de Cristo, por isso, iremos focar mais na literatura contemporânea.
A literatura contemporânea, que começou no século XX é profundamente marcada pela ruptura pela II Guerra Mundial e pelo exílio.”  Boa parte da obra desse autores exilados ficou dispersa por diversos países, e, até hoje, pesquisadores e editores procuram recuperar esses trabalhos bem como a história literária alemã desse período. Entre os autores que ficaram na Europa durante a II Guerra, é recorrente o tema da ruptura causada pela guerra e da necessidade de “reescrever a própria identidade”. 
Por outro lado, a partir da década de 1970, desenvolve-se a chamada literatura intercultural, uma tendência que se desenvolveu inicialmente na Alemanha e, posteriormente, em outros países de língua alemã. Trata-se de uma literatura feita por estrangeiros e inicialmente tratava sobretudo da problemática da imigração, “denunciando a discriminação, registrando o isolamento, o estranhamento, a perda da identidade ou a luta para redefini-la”.
Autores da literatura alemã contemporânea:
Ficção científica, fantasia: Andreas Eschbach, Frank Schätzing, Wolfgang Hohlbein, Peter Schmidt, Andreas Winterer
Literatura Pop: Dietmar Dath, Christian Kracht, Benjamin von Stuckrad-Barre, Rainald Goetz.
Literatura migrante ou intercultural: Feridun Zaimoglu, Wladimir Kaminer, Rafik Schami, Aglaja Veteranyi, Carmine Gino Chiellino
Poesia: Marcel Beyer, Uwe Kolbe, Thomas Kling (1957-2005)
Aforistas: Hans Kruppa
Suspense: Ingrid Noll
Novela: Charlotte Link
Erótica: Charlotte Roche
Para dar um anseio maior na litertura alemã, se liga nesta dica sobre a litertura alemã, escrita pelo autor Otto Carpeaux, que conta a história da arte literária, desde Hegel e Marx, passando pela arte da música, artes plásticas e passando até na literatura da Psicanálise de Freud e Jung.
Confira a sinopse do livro “A História Concisa da Literatura Alemã” – Otto Maria Carpeaux
“A Literatura alemã está na origem de toda a cultura ocidental. Filósofos como Hegel, Marx, Nietzsche, Schopenhauer, Heidegger; A reforma protestante com Luthero; Romancistas e poetas como Kafka e Goethe; e ainda na música, nas artes plásticas, na literatura da Psicanálise com Freud e Jung, enfim, uma influência gigantesca na vida, no pensamento e na forma como vivemos. 
Nesta Obra de Otto Maria Carpeaux você encontra uma síntese dos grandes momentos, livros e autores da literatura alemã, e conta com uma avaliação crítica de sua importância para a cultura e o desenvolvimento do país e sua influência nos principais movimentos culturais do mundo contemporâneo. Uma forma concisa de conhecer a literatura da “Terra dos poetas e pensadores.” 

[Cantinho Literário] Russkaya Literatura

Salve salve tripulação OBC, tudo as maravilha pessoal, porque hoje vamos viajar até a Rússia para conhecer um pouco da arte literária dos russos e antigos soviéticos.
Bom, devido à umas trocas de datas, o Cantinho Literário será nesta semana na terça-feira e o Cyber Cult, foi ontem na segunda-feira, mas isso não altera as ordens dos fatores, pois o que importa é transmissão de informações, para nossa linda tripulação, que nesta semana iremos ir até a Russia, para trazer um pouco de sua literatura e seus principais autores.

A literatura russa é conhecida, entre seus grandes mestres, como Alexander Pushkin, Fiodor Dostoievski, Lev Tolstoi, Anton Tchekhov, Mikhail Lérmontov, entre outros e é variado em vários estilos textuais ao longo de vários anos, dividindo-se em diversas épocas em eras consoantes.
A literatura da Rússia começa com Alexander Pushkin que é considerado o fundador da literatura russa moderna. Mas é no século XIX que a literatura ganha um grande destaque mundial com os autores Leo Tolstoi e Fiodor Dostoievski. Com a URSS, a literatura é condicionada sob o poder comunista e muitos escritores foram exilados para o oeste. Mesmo assim, a literatura russa apaixona leitoras de todo o mundo e de todas as idades sobretudo com a obra-prima de Tolstoi: Guerra e Paz.
Veja abaixo a divisão de épocas da Literatura russa:
Era Antiga
Da era antiga são poucos os autores conhecidos. Grande parte deles eram desconhecidos ou simplesmente anônimos. Baseava-se sobretudo sobre o quotidiano da vida e sobre a fusão entre a religião cristã e as crenças pagãs.
Era pré-Dourada
Esta era coincida com a reforma do alfabeto russo na altura dos czares Pedro I e Catarina I – século XVII. Os autores diversificaram os temas tendo em base os conhecimentos adquiridos em viagens no oeste europeu. Os autores mais conhecidos são Antioch Kantemir, Vasily Trediakovsky e Mikhail Lomonosov.
Era Dourada
Nesta altura é introduzido o romantismo na Rússia e os temas são muito mais diversificados. Do fabuloso ao realismo passando também pelo drama (não texto dramático). Os autores desta época são muitos e destacam-se: Nikolai Gogol, com sua obra-prima Almas Mortas, é considerado o precursor da moderna Literatura Russa, Leon Tolstoi (Guerra e Paz, A Morte de Ivan Ilitch e Anna Karenina), Fiodor Dostoievski (O Idiota, Os Irmãos Karamazov e Crime e Castigo) e Ivan Turgueniev (Pais e Filhos – Livro que já surge o tema do niilismo, de uma forma mais política e revolucionária do que filosófica). 
A era dourada é marcada também pelo sentimento patriótico sobretudo retratado no livro “Guerra e Paz” e este sentimento coincide no estilo musical que vigorava também na altura. Historiadores já estimaram que Abertura 1812 de Tchaikovski é parte da versão musical da Guerra e Paz de Tolstoi. [Fiodor Dostoievski é a maior figura da era dourada da literatura russa em que a sua obra mais conhecida (Irmãos Karamazov) é uma das maiores do mundo e das mais desenvolvidas quer a nível semântico e literário.
Era da Prata
No fim do século XIX e início do século XX, os estilos literários começam a diversificar-se mas é a poesia que marca este curto tempo da literatura russa. Se Dostoiévski é o grande mestre da prosa russa, então Anton Chekhov é aquele que domina este período
Era Soviética
Com a introdução do comunismo na Rússia, as ideias literárias tiveram que ser “filtradas” de modo a não ofender o sistema em vigor na altura. Embora não houvesse uma polícia ou um departamento de estado que analisasse as obras (como a Censura em Portugal), a ideologia comunista estava muito enraizada na mente da maioria das pessoas, sobretudo no início da década de ’30. 
Por exemplo: em Portugal, durante o Estado Novo, se um escritor louvasse o passado histórico “brilhante e maravilhoso” de Portugal este não sofreria qualquer sanção. Na URSS, pelo contrário, aquele que louvasse a história czarista era logo preso pois a era comunista rejeitava aquele período histórico.
De todas as maneiras, muitos escritores continuaram a escrever segundo o estilo da era da prata e da era dourada em clandestinidade e muitos outros tiveram de fugir para o oeste.
Desta época se destacam: Valentin Kataev, Aleksey Nikolayevich Tolstoy e Maximo Gorki. Alguns foram perseguidos pelo regime soviético casos de: Ivan Alekseyevich Bunin (Prêmio Nobel de Literatura em 1933), Alexander Kuprin, Andrey Bely, Marina Tsvetaeva , Vladimir Mayakovsky, Vladimir Nabokov, Boris Pasternak, Prêmio Nobel de Literatura em 1958, Michail Aleksandrovich Sholokhov, Prêmio Nobel de literatura em 1965 e Alexander Soljenitsin (chegou a ser preso em um campo de concentração mantido pelo regime soviético, chamados de Gulag) foi premiado com o Prêmio Nobel de literatura em 1970. Em 1987, a Rússia ganhou aquele que é, até o momento, seu último Prêmio Nobel de Literatura com Joseph Brodsky.
Era Pós-Soviética
Depois da Era Soviética, a literatura do país enfraqueceu: havia poucos escritores como Victor Pelevin e Vladimi Sorokin.No início do Séc XXI, os russos mostraram interesse em novas qualidades de literatura proveniente das províncias. Uma das escritoras é Nina Gorlanova, que descreve o dia a dia das populações nessas zonas tal como na Era Antiga.
O estilo policial também surgiu nesta altura. Darya Dontsova é a escritora mais conceituada neste género, com mais de 50 livros publicados.
Abaixo confira os grandes autores, que marcaram a literatura russa:
Autores de Prosa de Ficção Russa
Sholom Aleichem (1859-1916), o escritor judeu, escreveu em iídiche, viveu na Rússia Imperial
Isaac Babel (1894-1940)
Helena Blavatski (1831-1891)
Mikhail Bulgakov (1891-1940)
Nikolai Leskov (1831-1895)
Ivan Bunin (1870-1953), primeiro vencedor russo do Prêmio Nobel de Literatura
Fiodor Dostoiévski (1821-1881)
Ilya Ehrenburg (1891-1947), romancista
Nicolau Gogol (1809-1852)
Ivan Goncharov (1812-1891)
Máximo Gorki (1868-1936)
Vladimir Nabokov (1899-1977) (radicado nos Estados Unidos)
Nikolai Alekseevich Nekrasov
Boris Pasternak (1890-1960) (desertor), vencedor do Prêmio Nobel de Literatura
Alexander Soljenítsin (b. 1918) (desertor), vencedor do Prêmio Nobel de Literatura
Leon Tolstói (1828-1910)
Yevgeny Zamyatin (1884-1937)
Boris Akunin (1956)
Aleksandr Bek (1902-1972)
Ivan Efremov (1908-1972)
Vladimir Korolenko (1853-1921)
Vladimir Sorokin (1955)
Ivan Turguenev (1818-1883)
Autores de Poesia Russa
Valeri Brainin-Passek (1948)
Joseph Brodsky (1940-1996)
Serguei Iessienin (1895-1925)
Mikhail Lérmontov (1814-1841)
Vladimir Maiakóvski (1893-1930)
Aleksandr Pushkin (1799-1837)
Dramaturgos Russos
Anton Tchekhov (1860-1904)
Ensaístas Russos
Mikhail Bakhtin (1895-1975)
Mikhail Lomonosov (1711-1765)
Ayn Rand (1905-1982) (radicada nos Estados Unidos)
Kornei Tchukóvski (1882-1969)
Por Priscila Visconti (viajando o mundo através da literatura)

[Cantinho Literário] A bibliotecária dos lixões da periferia de Alagoas

Mas uma vez aqui em nossa navegação, estamos divulgando e expandindo mais a cultura literário, como montar bibliotecas, com livros de doações, próprios, ou até mesmo achando em lixões, que pode encontrar diversos livros e até montar uma biblioteca, como fez a catadora de lixo, Babilônia Bezerra. 
Babi, qual é carinhosamente conhecida e chamada entre os moradores, conseguiu resgatar, desde o início deste ano até agora, 1.980 livros jogados nas ruas e montar uma biblioteca particular em sua humilde residência.
“Achar livro nas ruas é tarefa fácil, e o melhor lugar é na beira da linha férrea, onde as pessoas jogam lixo e livros que não querem mais usar”, revela a catadora de materiais recicláveis.

Babi é moradora do Conjunto Valentim, no bairro Canafístula, numa das localidades mais carentes e com altos índices de violência da cidade, ela é casada com um pedreiro e mãe de quatro filhas e no meio de depósitos de lixo espalhados em diferentes bairros de Arapiraca, ela achou diversos livros e montou sua própria biblioteca.
A catadora, que estudou até aos 14 anos e ao menos concluiu o Ensino Funtamental, é considerada uma semi-analfabeta e  revela que o amor e o gosto pela leitura podem ultrapassar barreiras sociais e transformar a vida de toda uma comunidade, para manter o seu ideal, com a coleta de livros perdidos, Babi conta que modificou toda a estrutura de sua casa para armazenar o rico acervo retirado do lixo. Apenas com a ajuda do marido e das filhas, a catadora de materiais recicláveis utilizou catou também no lixo vários guarda-roupas para improvisar a construção da biblioteca e guardar todos os livros.
O espaço reservado aos livros, é administrado por ela mesmo e é visitado por várias pessoas, que algumas preferem levar os livros para a casa, enquanto os outras, aproveitam do espaço para colocar a leitura em dia, porém Babi está sem condições de ampliar a biblioteca e por isso, faz doações de alguns livros para moradores da comunidade onde mora. “A casa começou a ficar pequena. Tivemos de retirar as camas e dormir todo mundo em colchões”, relata.
O acervo de 1.980 livros, a catadora de lixo já entregou 1.400 títulos, ficando em sua casa ainda mais de 500 exemplares dos mais variados gêneros literários.
Babi explica que conseguiu um emprego em uma escola da rede municipal, e agora tem pouco tempo para procurar livros nas ruas da cidade, mas mesmo assim ainda continua achando exemplares jogados nos depósitos de lixo.
Apesar de ter resuzido seu acervo pessoal, fazendo doações da maior parte dos livros encontrados nas ruas de Arapiraca, o grande sonho da catadora é montar uma biblioteca comunitária onde mora, pois depois de anos de experiência, de ter casado aos 14 anos de idade, deixado de estudar, ela comenta.
“Queria ter dinheiro ou ajuda de alguém para bater uma laje e construir um espaço em cima da minha casa para construir uma biblioteca comunitária”. A catadora Babi Bezerra resume os seu amor pelos livros com a seguinte frase: “Você aprende a escrever, mas não escreve sem ler”.
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CURIOSIDADES:
Estudo mostra que brasileiro lê apenas um livro por ano, Segundo a bibliotecária Wilma Nóbrega, uma pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro revela que a média de leitura da população brasileira é de apenas 1,3 livros por ano, percentual abaixo da Colômbia, com 2,4 livros.
Ela diz que esse número é considerado baixo, em comparação com outros países, a exemplo dos Estados Unidos, cuja média anual é de 5,1 livros.
Wilma Nóbrega acrescenta que a França tem uma das maiores médias, com sete livros lidos por ano por pessoa.
Ainda de acordo com a bibliotecária, para incentivar o gosto pela leitura, o Ministério da Cultura em parceria com o Ministério da Educação lançou, no ano de 2006, o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).
“As ações estão sendo desenvolvidas em todo o país, inclusive aqui em Alagoas, que vem registrando uma elevação significativa de projetos e programas de incentivo e estímulo pela leitura”, destaca.
Ela cita como exemplos a realização da Bienal do Livro, em Maceió, e um projeto que está sendo ampliado na cidade de Arapiraca, com as Arapiraquinhas, que são bibliotecas digitais de bairro.
No município já foram implantadas seis unidades, na área urbana e também na zona rural.
“Esta semana, mais dois espaços de incentivo à leitura foram construídos nas comunidades rurais de Vila São José e Bananeiras”, salienta Wilma Nóbrega.
As bibliotecas Arapiraquinhas contam com um espaço multicultural que disponibilizam o acesso à informação através do seu acervo composto por livros, periódicos, CDs, DVDs, mapas, jogos, acervo em braille e à Internet.