[Cantinho Literário] Lygia Fagundes Telles – A escritora dos contos e das mudanças

A estrela da vez aqui em nosso Cantinho Literário, é a escritora paulistana, Lygia Fagundes Telles, que é dona da cadeira 28 da Academia Paulista de Letras, desde 1982 e a cadeira 16 da Academia Brasileira de Letras, desde 1985 e da Academia das Ciências de Lisboa, vaga deixada por Pedro Calmon, tomando posse em 12 de Maio de 1987.
Lygia é a quarta filha do casal Durval de Azevedo e Maria do Rosário Silva Jardim de Moura, que teve seu primeiro livro publicado, dois depois da separação de seus pais, no ano de 1938, o livro de contos, “Porão e sobrado”, na qual teve ajuda de seu pai. No ano seguinte, que ela lançou seu primeiro livro, Lygia termina o curso fundamental no Instituto de Educação Caetano de Campos, na capital paulista e ingressa, em 1940, na Escola Superior de Educação Física e ao mesmo tempo, começa a freqüenta o curso pré-jurídico, preparatório para a Faculdade de Direito do Largo do São Francisco.
Quando a escritora, ingressou na faculdade de direito, no ano de 1941, ela também começou a participar de ativamente nos debates literários, onde conheceria Mário e Oswald de Andrade, Paulo Emílio Salles Gomes, entre outros nomes da cena literária brasileira, foi ai que Lygia entra para a história da Acadêmia de Letras, da faculdade, escrevendo para os jornais Arcádia e A Balança e ao mesmo tempo, trabalhava no Departamento Agrícola do Estado de São Paulo para pagar os estudos e para a sua própria subsistência. No ano de 1941, quando terminou o curso de Educação Física, ela conheceu a também poeta, que se tornaria sua melhor amiga, Hilda Hilst.
No ano de 1944, seu segundo livros de contos é publicado pela editora Martins, “Praia Viva” e no ano seguinte seu pai falace e Lygia participa junto com os colegas da faculdade, uma passeata contra o Estado Novo. Terminado o curso de Direito, em 1946, só três anos depois a escritora publica, pela editora Mérito, seu terceiro livro de contos, “O cacto vermelho”, o volume recebe o Prêmio Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras. 
Casa-se com o jurista Goffredo da Silva Telles Jr., seu professor na Faculdade de Direito que, ano de 1950, ele era deputado federal e mudam  para o Rio de Janeiro, onde funcionava a Câmara Federal e dois anos depois no ano de 1952, quando regressa a São Paulo, Lygia começa a escrever seu primeiro romance, “Ciranda de pedra”, na fazenda Santo Antônio, em Araras, interior de São Paulo, a fazendo era propriedade de sua avó de seu marido, para onde viaja constantemente, escreve várias partes desse romance. Essa fazenda ficou famosa na década de 20, pois lá reuniam-se os escritores e artistas que participaram do movimento modernista, tais como Mário e Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Mafaldi e Heitor Villa-Lobos.
Logo após sua volta a São Paulo, no ano de de 1953, sua mãe falece e ela fica grávida de seu único filho, Goffredo da Silva Telles Neto e também tem seu livro “Ciranda de Pedra”, publicado, nas edições de O Cruzeiro, no Rio de Janeiro. Este livro de contos, hpa histórias do desencontro, é publicado pela editora José Olympio, do Rio de Janeiro, e é premiado pelo Instituto Nacional do Livro, em 1958.
A escritora lançou diversos livros, trabalhando com vários escritores famosos, como o jornalista e literário, Mário de Andrade, na qual lhe deu várias dicas e ensinamentos há ela, pois Lygia fala mais de três idiomas, é renomada em diversas partes no mundo, já participou de feiras do livro, como a Feira do Livro de 
Frankfurt, na Alemanha, em 1994, na qual ela lançou um livro de contos, “A noite escura e mais eu”, que ganhou os prêmios de Melhor livro de contos, concedido pela Biblioteca Nacional, Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro e Prêmio APLUB de Literatura.
Seu livro “Invenção e Memória”, foi agraciado com o Prêmio Jabuti, na categoria ficção, em 2001 e recebe, também, o “Golfinho de Ouro” e o Grande Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte, no ano de 2005, a escritora é condecorada com o prêmio mais importante de literatura, da língua portuguesa, o 
Prêmio Camões.
Lygia além de escrever diversos livros de romance e contos, que são suas habilidades, ela recebeu vários prêmios, desde condecorações na faculdade, até prêmios máximo da literatura, como a Prêmio Camões, que para um literário, é como receber um Oscar, isso significa na arte literária, que a pessoa já está no 
grau mais alto da literatura de língua portuguesa e Lygia Fagundes Telles, aos seus 90 anos, é uma escritora que deve ser lembrada sempre, pois ela começou na carreira literária, em uma época em que mulheres não poderia nem sair de casa e tão pouco fazer faculdade e ser escritora.
Confira a página no Facebook da escritora Lygia Fagundes Telles, que não tem ‘milhões’ de seguidores, mas tem algo que os amantes da literatura, precisam saber, que é o amor pela arte de escrever, criar e de mudanças. A página não é administrada por ela, já que a ela não tem nem site oficial, afinal ela é de outros tempos, a página é administrada por Cristiane Brito, que também administra a comunidade da também escritora Hilda Hilst, mas confiram a página da Lygia, para conhecer um pouco dos poemas, contos e textos da autora.
Abaixo confira as obras de Lygia Fagundes Telles:
Romances
Ciranda de Pedra, 1954
Verão no Aquário, 1964
As Meninas, 1973 (Prêmio Jabuti)
As Horas Nuas, 1989
Livros de Contos
Porão e sobrado, 1938
Praia viva, 1944
O cacto vermelho, 1949
Histórias do desencontro, 1958
Histórias escolhidas, 1964
O Jardim Selvagem, 1965
Antes do Baile Verde, 1970
Seminário dos Ratos, 1977
Filhos pródigos, 1978 (reeditado como A Estrutura da Bolha de Sabão, 1991)
A Disciplina do Amor, 1980
Mistérios, 1981
Venha ver o pôr-do-sol e outros contos, 1987
A noite escura e mais eu, 1995
Oito contos de amor, 1996
Invenção e Memória, 2000 (Prêmio Jabuti)
Durante aquele estranho chá: perdidos e achados, 2002
Biruta, 2004
Conspiração de nuvens, 2007
Passaporte para a China, 2011
O segredo e outras histórias de descoberta, 2012
Antologias
Seleta, 1971 (organização, estudos e notas de Nelly Novaes Coelho)
Lygia Fagundes Telles, 1980 (organização de Leonardo Monteiro)
Os melhores contos de Lygia F. Telles, 1984 (seleção de Eduardo Portella)
Venha ver o pôr-do-sol, 1988 (seleção dos editores – Ática)
A confissão de Leontina e fragmentos, 1996 (seleção de Maura Sardinha)
Oito contos de amor, 1997 (seleção de Pedro Paulo de Sena Madureira)
Pomba enamorada, 1999 (seleção de Léa Masima).
Participações em coletâneas
Gaby, 1964 (novela – in Os sete pecados capitais – Civilização Brasileira)
Trilogia da confissão, 1968 (Verde lagarto amarelo, Apenas um saxofone e Helga – in Os 18 melhores contos do Brasil – Bloch Editores)
Missa do galo, 1977 (in Missa do galo: variações sobre o mesmo tema – Summus)
O muro, 1978 (in Lições de casa – exercícios de imaginação – Cultura)
As formigas, 1978 (in O conto da mulher brasileira – Vertente)
Pomba enamorada, 1979 (in O papel do amor – Cultura)
Negra jogada amarela, 1979 (conto infanto-juvenil – in Criança brinca, não brinca? – Cultura)
As cerejas, 1993 (in As cerejas – Atual)
A caçada, 1994 (in Contos brasileiros contemporâneos – Moderna)
A estrutura da bolha de sabão e As cerejas, s.d. (in O conto brasileiro contemporâneo – Cultrix)
Crônicas publicadas na imprensa
Não vou ceder. Até quando?. O Estado de São Paulo – 6 de Janeiro de 1992
Pindura com um anjo. Jornal da Tarde – 11 de Agosto de 1996
Traduções e adaptações

Para o alemão
Filhos pródigos, 1983
As horas nuas, 1994
Missa do galo, 1994
Para o espanhol:
As meninas, 1973
As horas nuas, 1991
Para o francês
Filhos pródigos, 1986
Antes do baile verde, 1989
As horas nuas, 1996
W. M., 199
As meninas 2005 (Les pensionnaires, Brésil 70, un rêve de liberté)
Para o inglês
As meninas, 1982
Seminário dos ratos, 1986
Ciranda de pedra, 1986
Para o italiano
As pérolas, 1961
As horas nuas, 1993
Para o polaco:
A chave, 1977
Ciranda de pedra, 1990 (traduzido também para o chinês e espanhol).
Para o sueco
As horas nuas, 1991
Para o tcheco:
Antes do baile verde, s.d. (traduzido também para russo)
Edições em Portugal
Antes do baile verde, 1971
A disciplina do amor, 1980
A noite escura e mais eu, 1996
As meninas, s.d.
Para o cinema
Capitu (roteiro); parceria com Paulo Emílio Salles Gomes, 1993 (Siciliano).
As meninas (adaptação), 1996
Para o teatro

As meninas, 1988 e 1998
Para a televisão
O jardim selvagem, 1978 (Caso especial – TV Globo)
Ciranda de pedra, 1981 e 2008 (Novela – TV Globo)
Era uma vez Valdete, 1993 (Retratos de mulher – TV Globo)
Prêmios
Prêmio do Instituto Nacional do Livro (1958)
Prêmio Guimarães Rosa (1972)
Prêmio Coelho Neto, da Academia Brasileira de Letras (1973)
Prêmio Pedro Nava, de Melhor Livro do Ano (1989)
Melhor livro de contos, Biblioteca Nacional
Prêmio APLUB de Literatura
Prêmio Bunge (2005)
Prêmio Jabuti
Prêmio Camões (2005)
É isso aí pessoal, se liguem que semana que vem terá entrevista do escritor e jornalista Nil Marques, que vai lançar seu livro “Europa na Mochila“, no próximo dia 9 de novembro, em São Paulo, confira semana que vem, aqui em nossa embarcação. 
Boa semana e boa leitura a todos

[Cantinho Literário] Prêmio Nobel de Literatura premia escritora canadense

A Fundação Nobel, premiou entre os dias 7 a 14 de outubro, os ganhadores do Prêmio Nobel de 2013, com as condecorações concedidas em seis áreas do conhecimento, Medicina, Física, Química, Literatura, Paz e Ciências Econômicas. O prêmio de Ciências Econômicas se trata da realidade do Banco Central da Suécia em Memória à Alfred Nobel, visto que não havia nenhuma menção a este prêmio no testamento de Alfred Nobel que deu origem à premiação.
Os pesquisadores das áreas deste ano foram, em medicina, J. E. Rothman, R. W. Sheckman e T. C. Südhof pelas descobertas relacionadas à regulação do transporte vesicular, importante processo celular, na área da física, F. Englert e P. W. Higgs, pelas descobertas teóricas do mecanismo que contribui ao entendimento da origem da massa nas partículas subatômicas, na química, Química: M. Karplus, M. Levitt e A. Warshel, pelo desenvolvimento de modelos computacionais para a interação complexa de sistemas químicos.

O prêmio Nobel da paz, foi para a OPAQ (Organização para a Proibição de Armas Químicas), pelo extensivo esforço de eliminação de armas químicas, assunto que voltou aos noticiários devido ao uso deste tipo de armamentos no conflito da Síria, em que deve a presença da jovem Malala Yousafzai, de 16 anos, que parabenizou a OPAQ, por vencer o Prêmio Nobel deste ano, lembrando que a garota foi vítima de um ataque do Talibã no ano passado por defender o direito das mulheres à educação, era uma das mais cotadas para receber o prêmio.

Agora na nossa área da literatura, quem ganhou o Prêmio Nobel de Literatura, do ano de 2013, o prêmio foi a canadense Alice Munro, por suas curtas histórias contemporâneas.

A escritora de 82 anos, ficou encantada e bastante agradecida ao receber ao prêmio, dizendo a seguinte sentença, Em declarações divulgadas pela Penguin House, editora de Alice Munro, a escritor afirma estar encantada e muito grata. “Fico particularmente contente pelo prazer que muitos canadianos terão por eu receber este prémio. Agrada-me também que o prêmio traga maior atenção para a literatura do Canadá”.

Munro, que vive em Cinton, Ontario, tinha anunciado ao The Toronto Globe and Mail que deixaria de escrever após “Amada Vida”, o seu 14.º volume de contos.

O pronunciamento do prêmio Nobel de literatura, foi na manhã de quinta-feira (10), na Cidade de Estocolmo, na Suécia e a escritora ganhou também 8 milhões de coroas suecas (US$ 1,25 milhão).
Segundo o comitê da premiação, Munro é “mestre da narrativa breve contemporânea” e “aclamada por sua narrativa afinada, que é caracterizada pela clareza e pelo realismo psicológico”. Alguns críticos a consideram “a Chekhov canadense”, em referência ao escritor russo Anton Chekhov, por seus contos serem centrados nas fraquezas da condição humana.

“Eu sabia que estava na disputa, sim, mas nunca pensei que venceria”, disse Munro à agência The Canadian Press, em Victoria. Ela disse que sempre considerou a possibilidade de vencer o Nobel como “um sonho impossível, algo que poderia acontecer, mas que provavelmente não ocorreria”. “Estamos no meio da noite aqui e havia esquecido totalmente”, contou.
Confira abaixo a biografia da nova condecorada do Prêmio Nobel de Literatura:

A escritora Alice Munro nasceu em 10 de julho de 1931 em Wingham, no Canadá. Ela é autora de diversos livros de contos, traduzidos para mais de dez idiomas. 

Entre os numerosos prêmios literários recebidos ao longo de sua carreira, destaca-se o Man Booker Prize, em 2009. Entre suas obras mais conhecidas estão “Fugitiva” (2006), “Felicidade demais” (2010) e “O amor de uma boa mulher” (2013).
Ela começou a estudar Jornalismo e Inglês na University of Western Ontario, mas interrompeu os estudos quando se casou em 1951. Junto com seu marido, ela se mudou para Victoria, em British Columbia, onde o casal abriu uma livraria. Seu primeiro livro foi publicado em 1968, com o título “Dance of the happy shades”, que recebeu bastante atenção no Canadá.
Em 1971, Munro publicou uma coleção de histórias chamada “Lives of girls and women”, que os críticos descreveram como um “Bildungsroman”, isto é, um romance de formação. Sua obra “Ódio, Amizade, Namoro, Amor, Casamento” (2001) foi inspiração para o filme “Longe dela” (2006), dirigido por Sarah Polley.

No Brasil, a escritora, lançou três livros de  ainda inéditos no Brasil, que serão lançados em português em 2014 no país. Além da reedição, em dezembro, do livro de contos “Ódio, Amizade, Namoro, Amor, Casamento”, publicado em 2004, a Globo Livros lançará “Selected stories” (1996), “Runaway” (2004) e 

“The View of Castle Rock” (2006) – os dois últimos publicados em Portugal como “Fugas” e “A Vista de Castle Rock – pelo selo Biblioteca Azul.

Alice Munro é a 13ª mulher a ganhar o Nobel de Literatura. Em 2009, a escritora romena Herta Müller recebeu o prêmio. Esta é a primeira vez, em 112 anos, que a academia sueca premia um autor que escreve apenas contos. A cerimônia de entrega acontecerá em Estocolmo, no dia 10 de dezembro, aniversário da morte do fundador do prêmio, Alfred Nobel.

Em 2012, o vencedor do Nobel de Literatura foi o chinês Mo Yan, que já havia ganhado diversos prêmios anteriormente, entre eles o Prêmio Newman para literatura chinesa em 2009 e, em 2011, o Mao Dun, que desde 1982 é entregue a escritores chineses a cada quatro anos.
Veja a lista das mulheres que já receberam o Nobel de Literatura:

2013: Alice Munro (Canadá)
2009: Herta Müller (Alemanha)
2007: Doris Lessing (Grã-Bretanha)
2004: Elfriede Jelinek (Áustria)
1996: Wislawa Szymborska (Polônia)
1993: Toni Morrison (EUA)
1991: Nadine Gordimer (África do Sul)
1966: Nelly Sachs (Suécia)
1945: Gabriela Mistral (Chile)
1938: Pearl Buck (EUA)
1928: Sigrid Undset (Noruega)
1926: Grazia Deledda (Itália)
1909: Selma Lagerlöf (Suécia)
Alguns livros de Alice Munron, serão destaque na Feira Literária de Frankfurt, na Alemanha, logo após a escritora ser nomeada vencedora do Prêmio Nobel de Literatura 2013.

É isso ai pessoal, uma mulher ganhando um prêmio de grande importância para o mundo literário, uma pena não ter ainda uma brasileira nesta lista, mas quem sabe no futuro, a lista de mulheres recebendo o prêmio Nobel aumenta e uma grande escritora é descoberta aqui em nossa país, para que a literatura brasileira, tem sua vez de mostrar ao mundo, suas ricas histórias do cotidiano de cada canto do Brasil.

Boa semana e boa leitura a todos
[estudando pra um dia chegar lá… 
Prêmio Nobel de Literatura, aqui vou eu!]

[Cantinho Literário] Criança na literatura – Isso sim é o futuro!

Salve salve tripulação dos sete mares mais cultural…
Entramos na semana da criança e nós marinheiros do OBC, voltaremos a ser crianças e brincaremos muito aqui em nossa embarcação e nós do Cantinho Literário, vamos dar o ponta pé neste especial da semana do dia das crianças, resgatando um pouco da nossa infância e nossos primeiros passos na arte da literatura, afinal quem todos nós se lembramos do primeiro livro ou gibi que lemos quando éramos ‘pimpolhinhos’.
Eu mesmo, lembro que quando era mais nova, ia para a biblioteca aqui perto da minha, e ficava horas e horas, lendo, criando e imaginando coisas através da leitura, isso quando não ‘cabulava’ aula, só para passar o dia na biblioteca.
Mas vamos ao que interessa e deixar nossas vidas pessoais de lado e partir para ação, afinal não podemos esquecer da nossa infância, mas também temos que viver nossas vidas atuais.

Primeiramente, vamos entender o que é a literatura infantil, que é uma obra de fácil entendimento pelas crianças de dois a 10 anos, que seja por mesma, ou com ajuda das pessoas mais velhas que elas, além de ser também bastante interessante e estimular a crianças.
Os primeiros livros direcionados as crianças foram feitos por professores e pedagogos no final do século XVII, com o objetivo de passar valores e criar hábitos. Atualmente a literatura infantil não tem só este objetivo, hoje também é usada para propiciar uma nova visão da realidade, diversão e lazer.
Os livros são na sua grande maioria coloridos e possuem inúmeras imagens, tanto porque criança está apenas começando a aprender a ler, bem como estimula a criança por mais histórias. Os dedicados a leitores entre quatro a seis anos apresentam maiores grupos de palavras organizados em um texto, sem abrir mão de estímulos visuais mencionados acima, podendo ser incluídos algumas histórias em quadrinhos, como a Turma da Mônica. 
As obras literárias feitas para crianças entre sete a dez anos começam a possuir cada vez menos cores e imagens, e apresentando textos cada vez maiores e fatos cada vez mais complicados e explicativos, uma vez que o jovem leitor, agora já em fase escolar, estimulando a encontrar respostas por ele mesmo o começo da racionalização.
Mas toda obra literária infantil possui algumas características em comum, embora exceções existam: 
* Ausência de temas adultos e/ou não apropriados a crianças. Isto inclui guerras, crimes hediondos e drogas, por exemplo;
* São relativamente curtos – não possuem mais do que 80 a 100 páginas;
* Presença de estímulos visuais (cores, imagens, fotos, etc);
* Escrito em uma linguagem simples, apresentando um fato ou uma história de maneira clara;
* São de caráter didático, ensinando ao jovem leitor regras da sociedade e/ou comportamentos sociais;
* Possuem mais diálogos e diferentes acontecimentos, com poucas descrições;
* Crianças são os principais personagens da história;
* Possuem um final feliz;
Já a literatura juvenil, que é dedicada à leitores de 10 a 15 anos, consiste de fatos de jovens, incluindo conflitos controversas, como sexo, violência, drogas, relacionamentos amorosos e personagens, que apresentam temas interessantes aos adolescentes e que sejam da mesma faixa etária que eles.
As imagens não são necessariamente coloridas e basicamente constituídas em textos, já que eles possuem um nível literário, mas avançado das crianças. Os jovens têm um certo repúdio aos clássicos da literatura, alguns livros mais comerciais, dedicados a adolescentes, se tornaram grandes best-sellersBest-seller mundiais, como Harry Potter e Crepúsculo e este fenômeno, no entanto, pode ser visto como uma boa oportunidade de incentivar o gosto pela literatura nesta difícil faixa etária.
Para celebrar esta semana da criança, no Shopping Iguatemi de Ribeirão Preto, está acontecendo a exposição interativa do livro O Pequeno Príncipe, confira  as informações abaixo e aproveitam que neste sábado é feriado e dá uma pulo no interior paulista para conferir esta exposição. Afinal Ribeirão Preto nem é tão longe da capital paulista e pois sempre tem ônibus saindo da estação rodoviária do Tietê, mas não importa, tentam puxar o papai e mamãe para o interior e conferir esta exposição.
A Exposição Interativa O Pequeno Príncipe no Shopping Iguatemi Ribeirão Preto
Data: De 30 de Setembro a 03 de Novembro
Horário de funcionamento: Domingo à Sexta: Das 12h às 20h
Sábados: 10h às 22h
Entrada Franca
Mais informações acesse o site do Shopping Iguatemi e também no site O Pequeno Príncipe;
Isso ai galerinha, esta semana especial do dia das crianças só está começando, ainda terá muita diversão aqui n’O Barquinho Cultural, porque aqui quem faz nossa embarcação é a tripulação, pois vocês nos estimulam a criar novos temas para nosso barco crescer a cada dia.
PS: Estamos a caça de crianças ou adolescentes escritores, para em breve fazermos uma entrevista ‘da hora’ aqui no OBC, por isso aguarde, porque em breve terá entrevista por aqui no Cantinho Literário;
Boa semana, boa leitura e um Feliz dia das crianças

[Cantinho Literário] Literatura para todos – Jovens do Rio Grande do Norte colocam livros na mochila e levam leitura às famílias da zona rural do Estado

Salve salve, tripulação da embarcação mais cultural na internet, hoje é segunda e como toda as segundas-feira é dia de literatura, no nosso Cantinho Literário, então vamos abrir nossos livros, cadernos e a cabeça e viajar em um mundo fantástico da arte da literatura e nos enriquecer com boas influências com novas palavras, ideias e imaginações.

Nesta semana, vamos falar de algo que está mobilizando diversos jovens e educadores de todo o Brasil, que é de montar bibliotecas ambulantes, para que todos tenham acesso a leitura e o analfabetismo, que na semana passada foi registrado em alta, foi pouco, mas deu uma aumentada no número de analfabeto no país.

Que na verdade a pior coisa do analfabetismo, não é aquele que não sabe ler, mas sim o analfabeto funcional, aquele que sabe ler e não compreende o que leu ou escreveu e este número de pessoas é bem maior.
Foi pensando nisso que o Governo do Rio Grande do Norte, criou o projeto Agentes da Leitura, eles selecionaram alguns jovens para levar literatura à 41 cidades, para que eles tenham o hábito da leitura. Os agentes da leitura circulam entre as zonas rural do Estado, contando histórias e apresentando obras literárias para mais de 15 mil famílias.
Com uma abordagem lúdica, que envolve brincadeiras, saraus, adivinhações e versos, os agentes introduzem as áreas menos desenvolvidas do Rio Grande do Norte a livros infantis, lendas e clássicos como Manuel Bandeira e o potiguar Câmara Cascudo. Para participar do projeto, foram selecionadas famílias beneficiadas pelo Bolsa Família que moram nos municípios com os menores Índices de Desenvolvimento Humano.
O projeto já existe há quatro anos e faz parte dp Mais Cultura, que está previsto para ser desenvolvido em todo o Brasil, porém ainda não entrou em prática em alguns Estados.
Por Priscila Visconti (Pensando em colocar uns livros na mochila e partir pra ação, para levar livros e sonhos à diversas pessoas, que não possuem acesso a leitura)

[Cantinho Literário] A origem do Realismo no Brasil

Nesta semana iremos falar sobre um movimento literário de bastante importância na literatura do Brasil e também com grandes mudanças, que é o realismo, que oficialmente chega ao país em 1881, com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, do autor célebre, Machado de Assis.
A introdução do estilo realista, assim como do naturalismo, o romance do Brasil, desenvolve em sua ficção uma análise psicológica e universal e sela, gerando a independência literária do país. O Brasil, ganhou um novo alcance, a observação. Começou-se a escrever buscando a verdade, 
e não mais para ocupar os ócios dos leitores.

No Brasil do Segundo reinado (de 1840 a 1889), impera o conhecido “parlamentarismo às avessas”, quando o Imperador D. Pedro II escolhe o senador ou o deputado para o cargo de primeiro-ministro, com a complacência do Partido Liberal e do Partido Conservador, que se revezavam no poder, sempre segundo os interesses da oligarquia agrária.
No campo da economia, o Brasil, na metade do século XIX, ainda mantinha uma estrutura baseada no latifúndio, na monocultura de exportação com mão-de-obra escrava voltada para o mercado cafeeiro.
Por volta da década de 1870, no entanto, as oligarquias agrárias, que até então “davam as cartas” na economia e na política do país, sofrem pressões internacionais para o desenvolvimento do capitalismo industrial no Brasil, no sentido de um processo de modernização que se dá lentamente. Inicialmente, pela proibição do tráfico negreiro. 
Com isso cresce a mão-de-obra imigrante, desenvolve-se a indústria cafeeira no interior do estado de São Paulo e ferrovias são construídas. Ao longo dos trilhos, concentram-se as fábricas que dão origem à classe média urbana, que se não satisfaz com a falta de representatividade política.
Essa classe, apóia-se no Exército e aceita a liderança dos cafeicultores paulistas, responsáveis pelos trabalhadores assalariados no país e defensores de mudanças estruturais, como a substituição da Monarquia, já desgastada e reacionária, pela República.
A Proclamação se dá em 1889, porém, a República não atenderia as ambições da classe média e dos militares. Então, representantes das oligarquias de São Paulo e Minas Gerais passam a controlar o Estado brasileiro, por meio de uma aliança entre seus governadores que ficou conhecida como “Política do café-com-leite”.
O Brasil da época é um país com idéias liberais, republicanas, “modernas”, no entanto, tem que conviver com uma estrutura político-econômica oligárquica, agrária, 
latifundiária e coronelista.
Da Europa foram trazidas algumas idéias, entre elas o positivismo de Auguste Comte, o determinismo histórico de Taine, o socialismo utópico de Proudhon e o socialismo científico de Karl Marx, o evolucionismo de Darwin e a negação do Cristianismo de Renan.
Os principais autores do Realismo no Brasil, estão Raul Pompéia, Visconde de Taunay e o principal deles, Machado de Assis. 
Entre as obras de Raul Pompéia, O Ateneu é, sobretudo, um exemplo impressionista na literatura brasileira, também considerada uma obra Naturalista. Visconde de Taunay destaca-se na literatura regionalista. Sua obra-prima, Inocência, é transitória entre Romantismo e Realismo.
Machado de Assis contribuiu com grandes obras, como a introdutória do estilo Memórias Póstumas de Brás Cubas, sucedida por Quincas Borba e Dom Casmurro. 
As três envolvem adultério e apresentam inúmeros temas sob uma ótica crítica e irônica, característica do autor. As obras Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro destacam-se por serem narradas em primeira pessoa, característica incomum no romance realista. Esaú e Jacó e Memorial de Aires figuram na fase filosófica e madura do autor, sendo, também, obras realistas.