[Total Flex] Diário de um peregrino na JMJ Rio 2013


Canoinhas-SC – Bem, coube a mim escrever um pouco sobre a experiência na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no Rio de Janeiro. Então vamos lá!

Saímos de Canoinhas às 18 horas de quinta-feira, 25, e chegamos ao Rio de Janeiro às 11h30 de sexta-feira, 26. Na paróquia Nossa Senhora de Fátima e São João de Deus, no bairro Realengo, nosso grupo chegou apenas às 14h. Depois, seguimos ao bairro Santa Cruz. Lá, uma fila de mais de três horas para pegar o kit peregrino, que continha mochila, ticket restaurante, vale transporte, camiseta, boné, livros e um crucifixo. O clima entre os peregrinos era de cansaço e estresse, principalmente por causa da viagem de quase 20 horas. Como o grupo todo foi para Santa Cruz, ninguém conseguiu chegar a Copacabana para a via-sacra prevista para sexta-feira, 26.

Decidimos nos separar em pequenos grupos. Juntei-me a mais seis jovens: Daniele Moreschi, Cristiano Gonçalves Fernandes, Luciane Moreira, Liliane Dziado, Leandro dos Santos e Kelvin dos Santos. Saímos perto das 8 horas de sábado, 27, em direção à igreja Nossa Senhora da Conceição, ainda no Realengo, para pegar o kit de café da manhã.

Com a alimentação em mãos, esperamos o ônibus da linha 393, que passava por ali e chegava até a Estação Central. O ônibus estava lotado de pessoas vestindo camisetas nas cores da JMJ: azul, amarelo, verde e branco. Muita gente. A alegria, no entanto, não foi abalada. Logo começaram a cantar músicas católicas e a fazer brincadeiras com os diversos sotaques dali.

No centro, uma multidão seguia cantando, dançando e aplaudindo. Bandeiras de todos os Estados, de vários países e de vários grupos de jovens. Todos seguiam para Copacabana. Alguns jovens se juntaram em uma barreira de policiais, em uma esquina transversal, para conseguir enxergar o papa Francisco, saindo do Teatro Municipal. Foi rápido. Continuamos seguindo com a multidão.

Juntamo-nos a milhares de jovens que esperavam para pegar o kit da vigília, que daria direito à alimentação da noite de sábado e para a manhã de domingo. A fila era enorme. Comemos um pouco do que tinha no kit do café da manhã – era muita coisa – e seguimos para a Estação de Metrô da Glória. Descemos na Estação Siqueira de Campos, que, depois, saberíamos ser a última estação em Copacabana. Passamos o restante da tarde na praia de Copacabana, ensaiando o flash mob para apresentar ao papa no domingo e com shows católicos de diversos países. Quando a noite chegou, a expectativa maior era a chegada do papa. Quem conseguiu, ficou perto das grades para ver de perto o santo padre. Eram aplausos, gritos, choros, bandeiras sendo jogadas para o papa e crianças tentando chegar até ele.

As danças da vigília não chamaram tanta atenção dos peregrinos quanto os testemunhos dados. Apenas as palavras do papa Francisco eram mais interessantes que isso. Por não saber como o metrô ficaria após a vigília, decidimos sair da praia às 21h30. Era a metade da vigília, no momento do silêncio pedido pelo papa. Tudo parou. Só se ouvia as ondas do mar quebrando perto da praia. Um local lotado e uma serenidade jamais sentida.

No dia seguinte, saímos da paróquia perto das 8 horas. Pegamos um ônibus direto para a Estação Central e, de lá, usamos o metrô. Centenas de jovens andavam na mesma direção. Os voluntários pediam para que a multidão andasse mais rápido, para que todos conseguissem chegar a tempo na missa de envio. Chegamos ao lado do Copacabana Palace às 9h55. A missa começou cerca de 20 minutos depois. Aqueles milhares de jovens dançaram todos juntos para o papa Francisco, em uma coreografia ensaiada por todos, quase sem espaço para todos os movimentos.

Quando o papa anunciou o local da próxima JMJ, de 2016, todos se uniram aos aplausos e gritos de felicidade. Os peregrinos saíram da missa pensando na viagem para Cracóvia, na Polônia, para a 29ª edição da JMJ.

Os peregrinos encontraram dificuldades para retirar os kits. Na sexta-feira, 26, a fila foi de mais de três horas, sem contar que eram apenas dois pontos de entrega em toda a cidade, aumentando ainda mais o fluxo. No sábado, 27, quem pegou o kit da vigília também ficou horas na fila, assim como para usar os banheiros químicos. A estrutura de Copacabana não estava preparada para comportar os jovens. De acordo com uma moradora do bairro Guaratiba, onde seria a vigília e a missa de envio, o terreno escolhido era um pântano, que foi aterrado sem sucesso.


[TOTAL FLEX] SEMANA SANTA

A Semana Santa é considerada pelos católicos um período de reflexão sobre a paixão e morte de Jesus Cristo. Segundo o cristianismo estamos nos aproximando da Páscoa do Senhor que vem após a celebração da paixão e morte de Cristo.

A Semana considerada Santa se inicia no domingo que antecede a Páscoa, o chamado Domingo de Ramos, onde os cristãos católicos fazem uma celebração com ramos de oliveira recordando a entrada de Jesus em Jerusalém. Outros momentos marcantes da semana Santa é a terça-feira Santa onde ocorrem procissões pelo Brasil inteiro, geralmente são procissões vindas de dois pontos da cidade, de um lado os fieis acompanham a imagem de Jesus Cristo e do outro lado à imagem de Maria representada por Nossa Senhora das Dores, as duas procissões se encontram em um determinado ponto da cidade e é chamada procissão do Encontro onde Maria encontra se com seu filho que caminha com a cruz rumo ao calvário. A quinta- feira Santa é também um dia marcante para os cristãos, pois celebra o dia em que Jesus institui o Sacramento da Eucaristia, em que segundo os relatos Bíblicos Jesus ao se reunir com seus apóstolos na Santa Ceia se doa em corpo e sangue para a humanidade, o Cristo utiliza na Santa Ceia o pão para a representação do seu corpo e o vinho para representar o sangue e até os tempos atuais os católicos celebram este momento em memória de Jesus Cristo, a quinta-feira Santa é a última noite de Jesus, antecede a sua paixão e morte que acontece na Sexta-feira Santa, na sexta- feira não acontecem as típicas celebrações as chamadas “missas”, ocorre apenas um momento de reflexão as 15h onde é recordado o momento do calvário do Cristo até a crucificação, neste dia também os católicos em jejum não se alimentam de carne vermelha.

No sábado de aleluia a igreja volta em festa celebrando a vida, se alegram por que o Cristo esta vivo. A celebração é cheia de cânticos, e geralmente se inicia no escuro e o padre celebrante adentra se ao templo segurando Círio Pascal, que é uma vela acesa que representa que Jesus Cristo vive. No Domingo de Páscoa a igreja volta a se alegrar porque Jesus Cristo vive e as famílias geralmente se reúnem para almoçarem, trocarem chocolates e voltam a se alimentar de carne, alimento que ficou bem restito devido aos jejuns feitos nos 40 dias do período da Quaresma.