[Cabine da Pipoca] O Sal da Terra – A história do fotográfo Sebastião Salgado

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Já era para termos publicado, mas a falta de tempo e a correria do dia-a-dia, nos empacava no caminho, mas aqui estamos, falando do documentário de grande fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, que estreou no mês de março, nos cinemas em todo o Brasil.

O Sal da Terra, foi dirigido pelo seu filho Juliano Salgado e Wim Wender, que também fez a produção do documentário, junto com Lélia Wanick Salgado, David Rosier, Julia de Abreu, Fakhrya Fakhry, Andrea Gambetta e Christine Ponelle.

10392507_392542804240664_3682901735076140090_nO documentário trata da história de Sebastião Salgado e de suas aventuras fotográficas, viajando ao redor do mundo, seus passos de uma humanidade sempre em mutação e testemunhando alguns dos principais eventos da nossa história recente, conflitos internacionais, a fome e o êxodo. Ele agora embarca na descoberta de territórios imaculados, da flora e da fauna selvagem e de paisagens grandiosas como parte de um enorme projeto fotográfico. Uma homenagem à beleza do planeta.

Antes de Wenders ingressar na equipe do documentário, Juliano, já havia feito algumas cenas de seu pai em ação, registrando várias imagens da jornada do fotógrafo.

Com a chegada do cineasta alemão, o documentário passou a ter um olhar mais pessoal e profundo, embora as sequências filmadas por Juliano, também foram bastante importantes, mas Wenders buscou mais ligação com a obra do fotógrafo, pois focou em tomadas preto e branco, já que Salgado, prefere fazer suas fotos assim também,
mas ele também retratou ambientes de trabalho, colhendo depoimentos com a câmera em close.

O filme não possui um formato quadrado, pois tem uma narração de Wenders, outra mais discreta de Juliano e ainda os depoimentos, que são tão longos e reflexivos que acabam assumindo também a forma de narração.

Assista abaixo o trailer do documentário “O Sal da Terra”:

Mais informações sobre o documentário:

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O Sal da Terra (The Salt of the Earth)
Ano: 2014
Duração: 110 min

Estrelando
Sebastião Salgado

Direção
Wim Wenders
Juliano Ribeiro Salgado

Produção
Wim Wenders
Lélia Wanick Salgado
David Rosier
Julia de Abreu
Fakhrya Fakhry
Andrea Gambetta
Christine Ponelle

Roteiro
Wim Wenders
Juliano Ribeiro Salgado
David Rosier

Produzido
David Rosier

Música
Laurent Petitgand

Lançamento
França – 15 de Outubro de 2014
Brasil – 12 de Março de 2015

Prêmios
Prêmio Especial na mostra Un Certain Regard no Festival de Cannes 2014

Mais informações
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Por Priscila Visconti

[Cabine da Pipoca] Azizam apresenta um Irã distinto e poético, do que aquele mostrado pela mídia Ocidental

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O Irã ou “Irã de Persis” – “terra dos persas”, como os historiadores o chamava, devido aos escritos históricos por eles mesmos.

Uma terra que já foi o principal poder cultural e político dominante na região, além de apresentar ao mundo durante a Idade de Ouro Islâmica diversos cientistas, acadêmicos, artistas e pensadores influentes.

Já hoje é uma potência média e regional, possuindo uma relevante influência na segurança energética internacional e na economia mundial através de suas reservas fósseis, além de ter a maior oferta de gás natural e a quarta maior reserva petrolífera no mundo.

O país é altamente multicultural e inclui grupos éticos e linguísticos por todo o país, e também na região islâmica.

Visando em toda essa evolução, mas pensando no lado poético, as diretoras de cinema Andrea Mendonça e Mirelli Fernandes projetaram o documentário, “Azizam Filme”, retratando essa pluralidade na visão de duas brasileiras (Andrea Mendonça e Mirelli Fernandes Rosa) e duas iranianas (Roya Fallahi e Sara Najar), mostrando outro lado que a grande mídia ocidental não pauta, desmistificando alguns conceitos e expressando um novo olhar ao continente.

Pois, assim como no ocidente, as mulheres islâmicas são livres e independentes para ir e vir quando bem entendem, independente dos costumes e vestimentas que usem. Apenas retrata a uma visão cultural, que para o mundo ocidental é um pouco estranho e distante, mas é extremamente normal no Oriente Médio.

Todavia, a equipe tem um empecilho para dar continuidade na produção, principalmente por ser independente e não conter verbas federais, estaduais ou municipais. Então, eles contam com o apoio das mentes abertas e distintas, que vivem fora da caixa que nos empurra para a alienação.

Para saber mais sobre o projeto acesse a página oficial do projeto, onde há mais informações sobre o documentários e também sobre recompensas para os futuros apoiadores.

Assista abaixo o teaser do longa-metragem:

Mais info: Facebook

Por: Patrícia Visconti

[Cabine da Pipoca] Nome: O ego e a solidão nunca estiveram tão presentes!

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A vida de um jornalista nem sempre é linda como muitos pensam ser, principalmente aquele típico personagem das redações, onde convive com vaidade, poder, socialização, solidão e fantasia. Uma rotina árdua e de perseverança diária, para não enlouquecer e cair desta luta.

Baseado nisso, o jornalista e diretor, Franthiesco Ballerini, roteirou a trama “Nome”. Um curta-metragem que traz um jornalista e crítico de música erudita, que alimenta sua vaidade em suas matérias publicadas, e desde então é considerado um grande nome entre os críticos, mas que em alguns momentos sua autoestima é acobertada, fazendo-o com que ele olhe ao redor e conheça uma nova e insuportável realidade.

No elenco, a presença do ator Germano Pereira  como protagonista do curta, como personagem ‘Nome’.

Uma realidade tão plausível no meio jornalístico, que muitos podem não acreditar, mas com a rotina íngreme a mente humana acaba deslumbrando-se no ego e invocar na solidão.

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Para conhecer mais sobre esse projeto de Franthiesco e também ajudar a apoia-lo, acesse a fanpage do curta no Facebook e confira o teaser abaixo.


O projeto será filmado no final de abril e teremos cinco meses para finalização, estando pronto por volta de agosto.

Por: Patrícia Visconti

[Cabine da Pipoca] Memorial da América Latina exibe premiados filmes latinos neste fim de semana

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O Cineclube Latino-Americano, no Memorial da América encerra a semana com um clico de animações, longas históricos, e também um espaço para o o debate sobre “A História do Cinema do Ponto de Vista do Público”. abordando a história do cinema a partir da influência que o público exerceu sobre a revolução da linguagem, da arte, do espetáculo cinematográfico.

As sessões acontecem no Pavilhão da Criatividade, entrada pelos portões 8 e 9, as apresentações serão mediadas pelo pesquisador de história do cinema da Universidade de Montreal (CA) e militante cineclubista, Felipe Machado, e os debates são coordenados por Frank Ferreira, um experiente cineclubista, presidente do Cineclube Latino-Americano e animador do Cineclube Darcy Ribeiro, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

A entrada custa apenas uma taxa de cinco reais por sessão, todavia aos que frequentarem o ciclo da história do cinema haverá desconto de 20%. Os que tiverem pelo menos 75% de presença receberão ao final certificado relativo à sua participação em cada etapa. Da mesma forma, completado o ciclo, receberão o respectivo certificado final.

Confira abaixo as sinopses e horários dos filmes e debates:

Dia 20, Sexta- Feira, 20h – Ciclo animação

Maria y yo: Filme que explora o autismo por meio de um caso real. Maria, uma jovem autista, viaja para passar férias com Miguel, seu pai. Os desenhos tornaram-se um bom meio de comunicação entre ambos, apesar dos problemas de convívio. Relata a relação de afeto entre pai e filha apesar das barreiras existentes.

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Cena do filme “Pachamama”, de Javier Fuentes-León.

Dia 21, Sábado, 19h – Ciclo Carretera Latina

Pachamama: O documentário faz uma viagem ao coração aberto da América do Sul, através da floresta brasileira em direção ao Peru e à Bolívia, onde encontra a realidade de povos historicamente excluídos do processo político de seus países e que pela primeira vez na história buscam uma participação efetiva na construção do seu próprio destino.

Dia 22, domingo, 15h – Ciclo História do cinema do ponto de vista do público

A institucionalização do cinema: Curtas do Cineclube Cinema do Povo – 1913/14, filmes ingleses das Workers film Leagues, além do francês Germinal, de Albert Capellani

SERVIÇO

Cineclube Latino-Americano no Memorial da América Latina
Datas e horários: 20 (às 20h), 21 (às 19h) e 22 (às 15h) de março de 2015
Local:Memorial da América Latina: Cineclube Latino-Americano (Pavilhão da Criatividade Darcy Ribeiro)
End: Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Barra Funda/ SP Acesso pelos portões 8 e 9 do Memorial.
Entrada: R$ 5,00.
Mais info: cineclubelatinoamericano@google-groups.com

Por: Patrícia Visconti

[Cabine da Pipoca] Os 70 anos de Jason Voorhees!

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Bem, como essa semana teremos uma sexta-feira 13, então nada mais justo do que falarmos sobre ele, o aniversariante do dia, Jason Voorhees.

Nascido em 13 de julho de 1945, apesar de ser um personagem fictício, é o principal personagem dos filmes de terror da franquia Sexta-Feira 13. O assassino Jason é filho de Pamela Voorhees e Elias Voorhees, Jason também tem uma irmã (Diana Kimble) só por parte de pai.

Jason-voorhees-003Mas, esse número 13 não é só porque ele nasceu neste dia, mas coincidentemente ele também faleceu num dia 13, mas em junho de 1958, em Crystal Lake por negligência dos monitores que cuidavam das crianças acampadas ao redor do lago.

A causa da morte do jovem Jason, ocorreu porque não tinha adultos olhando as crianças enquanto eles brincavam, e isso fez com que uma das crianças, se afogasse e morresse no acampamento, porque os instrutores davam preferência pelos seus apetites sexuais, ao invés de administrar seu trabalho. Muita negligência!

Pamela, sua mãe, era a cozinheira do acampamento, mas Jason voltou dos mortos para vingar a morte de sua mãe. Muito alto e bastante forte, ele pesa mais de 110 quilos e tinha um pouco mais de 1,90. A máscara que ele utiliza é pra esconder as marcas terríveis que ficaram em seu rosto, após sua morte.

Sua arma favorita é o facão ou o machado, e algumas vezes ele mata com suas próprias mãos, dando um grande abraço  de urso, até imobilizar e matar as vítimas, Jason também costuma usar um tipo de golpe esmaga crânios, onde ele põe suas mãos na cabeça de uma pessoa e aperta até que seja literalmente esmagada.

Em outros casos, Jason quebra o pescoço de suas vítimas virando a cabeça de uma pessoa para trás em 180° graus com suas próprias mãos. Outro golpe que Jason Voorhees prefere usar é penetrar o braço em suas vítimas, sendo severamente atravessada.

107325354Ele nunca ataca crianças, simplesmente não faz nada quando vê uma na sua frente. Seu alvo favorito são jovens monitores de acampamento.

Jason nunca amou ninguém, apenas sua mãe, que após ter sido decapitada, ele ainda guarda a cabeça dela em seu barraco,  onde ele só costuma sair nas noites de sexta-feira 13.

Um jovem rapaz que sofreu bullying na infância e na adolescência, que foi negligenciado por cuidados, e acabou morrendo, no mesmo local onde a mãe foi brutalmente morta e que ele prometeu se vingar de todos que o ignorou quando ele mais precisou.

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Confira abaixo uma entrevista exclusiva que Jason Voorhees concedeu para o Arsenio Hall Show. Sempre calado e bastante observador.

Por: Patrícia Visconti