[Cabine da Pipoca] Especial Iron Man 3

Esta semana começamos o especial “Homem de Ferro”,  afinal o terceiro filme da saga estreia na próxima sexta-feira (26), que nós prometemos encerrar este especial com muito rigor e glamour, como Tony Stark.

Tony é presidente das “Indústrias Stark” que constrói uma armadura superpoderosa e se torna um super-herói tecnologicamente avançado, o Homem de Ferro. Gwyneth Paltrow interpreta a sua assistente pessoal, Pepper Potts, Terrence Howard interpreta o comandante militar James Rhodes e Jeff Bridges interpreta o executivo das Indústrias Stark Obadiah Stane.
Homem de Ferro 3 é um futuro filme de ação estadunidense, produzido pela Marvel Studios e distribuído pela Walt Disney Studios Motion Pictures, baseado no personagem fictício Homem de Ferro da Marvel Comics. Será a continuação de Homem de Ferro e Homem de Ferro 2, e o sétimo no Universo Marvel Cinematográfico, sendo o primeiro grande lançamento da franquia desde que o filme Os Vingadores foi lançado.
Shane Black foi definido para dirigir um roteiro que ele co-escreveu junto com Drew Pearce, do qual foi baseado no arco de histórias “Extremis” escrito por Warren Ellis. Jon Favreau, que dirigiu os dois primeiros filmes da trilogia Iro Man, esta agora como produtor executivo, juntamente com Kevin Feige, Robert Downey Jr reprisa seu papel como o personagem-título, com Gwyneth  Paltrow, Don Cheadle e Jon Favreau reprisando seus papéis como Pepper Potts, James Rhodes e Happy Hogan, respectivamente, Guy Pearce, Rebecca Hall, Stephanie Szostak, James Badge Dale e Ben Kingsley completam o elenco principal do filme.
Assista abaixo o trailer do terceiro filme do “Homem de Ferro 3”:

Por: Priscila Visconti (ansiosa pela estreia de Iron Man 3)

[Cabine da Pipoca] O festival que aproxima a França do Brasil

Para os cinéfilos de plantão, principalmente para os apreciadores da sétima arte francesa, irão curtir o festival que chega no próximo mês ao Brasil.

Acontece do dia 1º a 16 de maio em 45 salas, somando em 33 cidades brasileiras, contando com 17 filmes em exibição, o Festival Varilux de Cinema Francês 2013, apresentará ao público brasileiro uma nova edição mais ambiciosa do que nunca, visando ultrapassar o sucesso das edições passadas e ampliar ainda mais cultura cinematográfica francesa no Brasil.

E para os apreciadores de cinema de São Paulo e do Rio de Janeiro, ainda irão receber delegações de artistas franceses e encontros com profissionais da área cinematográfica, propagando o intercâmbio experimental entre as culturas brasileira e francesa.

O festival é produzido pela Bonfilm Audiovisual, com a realização da Unifrance Film International com apoio da Embaixada da França e da Aliança Francesa, presente em todo o país.

É ai vai perder?

Confira no site oficial a programação do festival para cada estado participante.

Serviço

 Festival Varilux de Cinema Francês 2013
1 a 16/maio
Site: www.variluxcinefrances.com
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Em breve iremos publicar novidades sobre o festival.
Aguardem!

Até a próxima com mais uma dica, matéria ou entrevista exclusiva aos nossos navegantes cinéfilos de plantão.

[Cabine da Pipoca] Nerds mais vivos do que mortos

Vocês já imaginaram unir zombies e nerds em uma única tela, em uma única série?

Apesar, tanto zombie quanto nerd atualmente está na “moda” e atrai milhares de fãs em todo mundo.

Mas não foi muito bem pensando nisso que o Nerd of  the Dead foi criado, muito pelo contrário, já que o diretor Chris Tex nem fã de zombie é, mas por inspirações e por vontade de mostrar um outro desses mortos vivos, ele resolveu dar vida a uma websérie, que mistura comédia com ação e desmistifica toda a lenda de terror que outras séries e livros já transmitiram.

Confira a entrevista que Chris concedeu ao Barquinho Cultural, a primeira da nossa Cabine da Pipoca de 2013, e conheçam mais sobre esse projeto sem data de estreia, mas que promete ser bastante divertido.

1- Como surgiu a ideia de criar uma websérie sobre zombies nerds?

A ideia surgiu no set de filmagem do nosso último curta–metragem, “John Feldman e a Moto”, que foi filmado há 9 meses. O conceito partiu de uma conversa entre eu, o Rodrigo, produtor da série, e meu assistente de direção, Dante Vescio, que pensávamos em fazer um longa- metragem chamado “Carnival of the Dead” – três histórias, cada uma dirigida por um de nós. Mas a ideia era muito ambiciosa. No entanto, ainda existia o desejo de fazer algo inspirado nessas ideias. Sendo assim, escrevi o roteiro de “Nerd of the Dead” junto com o Rafael Baliú e arriscamos em fazer um conteúdo de boa qualidade para a internet.

2- Quando e onde vocês se conheceram? Foi através de testes para a série, ou vocês já se conheciam muito antes disso?

A maioria das pessoas da equipe foi durante a faculdade de cinema. Os atores com exceção do Rodrigo foi no curso de teatro.

3- O que influenciou vocês a criar a série? E por quê?

Eu nunca fui muito fã de zumbi, por isso queria fazer essa série para tentar retratar os zumbis de outra forma, menos voltada na sobrevivência e mais na liberdade social diante de um apocalipse. Minhas grandes referências sempre foram, desde o meu primeiro curta-metragem, o Edgar Wright, de “Shaun of the Dead” e principalmente a estilização dos animes e mangás. Também tive como base o filme “Old Boy” do Chan-Wook Park e o diretor Zack Snyder e o filme Kick-ass. Foi um processo interessante, porque tive que mergulhar fundo no universo zumbi. Assisti as obras do Romero, na qual descobri “Day of the Dead” que é uma obra prima. Já tinha interesse pela série “The Walking Dead” e o que mais me surpreendeu recentemente foi “Juan de los Muertos”, uma excelente comédia cubana sobre zumbis. Após termos filmado algumas partes da série, assisti “Zombieland”, que me despertou várias ideias. Quem sabe em uma segunda temporada, se tudo der certo.

4- Quantos episódios serão exibidos?

Serão 4 episódios de aproximadamente 20 minutos cada.

5- Vocês pensam em transformá-la em um longa ou curta metragem?

A série é totalmente cinematográfica. Possui planos complicados e foi filmada com a RED, uma das novas câmeras do cinema digital, o que me possibilita tirar um formato em 4k para passar nas telas do cinema. No entanto, a estrutura da série não é de um longa, por mais que a primeira temporada tenha quase a duração de um longa-metragem. Não sei como isso seria resolvido na montagem. Cada episódio é praticamente um curta. Acho que se fosse fazer algo, com certeza seria um longa-metragem com o material que temos em nossas mãos.

6- Vocês tem algum apoio promocional, financeiros para divulgar e dar continuidade ao projeto? Como vocês fazem para bancar a série?

Não temos nada. Somos os únicos investidores da série. Eu gastava todo meu salário durante esse último ano pra fazer a série e ainda gasto. Espero que em breve essas coisas mudem rs.

A equipe do NOTD estão com o projeto no Catarse para finalizar a quarta temporada da série, portanto quem puder colaborar, basta acessar o link do projeto e contribuir para que a produção não pare, e eles possam lançar em breve a série.

7- Os vídeos serão postados no Youtube, certo? Mas como será a divulgação dos capítulos da série? Compartilhamentos, virais, hotsite…

Serão postados no Youtube e provavelmente no canal do omelete nossa parceira na divulgação. Nossa maior arma são os meios virtuais como Facebook, Twitter, blogs e etc. Não são tão fortes como a TV, mas com certeza causa um barulho se for bem divulgado nas mídias sociais.

8- Vocês já pensam em expandir a série para versões em outras regiões, como NOTD – RJ ou MG…? Já que a série foi toda gravada em SP, certo?

Com certeza. Se der tudo certo as outras temporadas vão se passar em outros lugares do Brasil.

9- A série já têm data de estreia? Quando?

Ainda não. Mas provavelmente  meio ou fim de abril.

10- O que vocês planejam para o futuro do Nerds of the Dead?

Esperamos que as pessoas entendam nossos esforços, que é uma série independente e que seja uma sucesso para podermos dar continuidade a um projeto ambicioso e inédito no Brasil. 
Ficha Técnica

FOTOGRAFIA: César Ishikawa 
ARTE: Pedro Catellani & Luisa Doria
DIRETOR DE SOM: Maurício Zani
FIGURINO: Abílio Dias
MONTAGEM: Daniel Weber & Chris Tex
PRODUÇÃO DE SET: Guilherme Ricci
TRILHA SONORA ORIGINAL: Cabíria Áudio
MOTION DESIGNER: Francis Girard
EFEITOS VISUAIS: Caio Zilli
FINALIZAÇÃO: Daniel Weber
ASSISTENCIA DE DIREÇÃO: Dante Vescio
ROTEIRO: Rafael Baliú & Chris Tex
PRODUÇÃO: Rodrigo Gasparini
DIREÇÃO: Chris Tex
ELENCO: PEDRO CARVALHO, DAIANE BUGATTI ,RODRIGO GASPARINI e GUILHERME LOPES.
Contato
É isso ai, pessoal até semana que vem com alguma dica, com estreia ou até mesmo uma entrevista sobre a sétima arte.

[Cabine da Pipoca] Quadro a quadro, dando vida ao movimento

Hoje não vamos indicar filmes, nem falar de gêneros cinematográficos que marcaram épocas, mas sim de um estilo na forma de fazer filme, sem ser em película ou digital.

A pauta de hoje é bem simples, mas ao mesmo tempo bem trabalhosa, já que iremos falar sobre Stop Motion.

Por acaso vocês sabem o que e como se faz isso? Pois bem, iremos te explicar agorinha mesmo, portanto, peguem as pipocas e se segurem frente ao PC, pois a Cabine da Pipoca está montada.

Sabe quando você vê aquelas animações feitas através de fotogramas, massinha de modelar ou utilizando-se de mecanismos articuláveis, como bonecos ou aparatos para captar movimentos humanos se utilizando por câmeras de filmar ou fotografar, até mesmo através de software de computadores.

Basicamente, Stop Motion é a técnica que utiliza a disposição sequencial de fotografias em diferente posições do mesmo objeto inanimado, simulando assim o seu movimento, ou seja, o efeito de parar, mexer, fotografar e mudar o passo na hora da filmagem. Um filme produzido segundo a segundo, movimento por movimento, quadro a quadro, dando a ideia de movimento.

A história do Stop Motion remete-se a um mágico e ilusionista francês, George Mélies, que viu através dessa arte uma ótima maneira para dar sequência à seus truques de mágica que encantavam a todos. Então, a partir de experimentos Mélies iniciou sua carreira cinematográfica com o filme “Viagem à Lua“, de 1902, onde ele captava a chegada do homem à Lua, partindo dessa técnica.

Depois dai, no decorrer do século XX a técnica foi se aprimorando e ganhando outras formas, vindo de diversos diretores de cinema, e por durante muitos anos essa foi a base para efeitos especiais em filmes de robôs e monstros, já que a tecnologia no início do século era bem inferior a que temos hoje, onde se é capaz de criar uma imagem a partir de um computador.

O cinema também se utiliza muito desses efeitos, e com certeza você assistir algum longa produzido por esse recurso, já que alguns filmes emplacaram bilheteria e foram até ao Oscar. Entre eles alguns exemplos estão, O Estranho Mundo de Jack (1993), de Henry Selick, A Fuga das Galinhas, A Noiva Cadáver, Wallace e Gromit, Coraline e o Mundo Secreto, O Fantastico Sr. Raposo (2009), de Wes Anderson, A Festa do Monstro Maluco (1967) e Frankenweenie (2012), mas pode ser um longa caseiro, nem tão glamouroso quão as grandes produções das companhias cinematográficas, como a Disney.

Outras companhias que se utiliza bastante desse recurso são as produtoras de filmes publicitários e também, produtores de videoclipe. Já que este é um método relativamente barato e você só precisa de uma câmera para registrar e muitas ideias na cabeça.

Confira esse filme Her Morning Elegance, produzido por Oren Lavie, de 2009:

Por: Patrícia Visconti

[Cabine da Pipoca] Cinema Marginal Brasileiro


Nesta semana, a pauta será sobre o cinema marginal brasileiro, que começou nos anos de 1968 a 1973, foi uma arte de origem paulistana, na região central da cidade, Santa Ifigênia, ou então chamada de Boca do Lixo, assim chamado pela crônica policial dos anos 20, devido à promiscuidade existente nas proximidades da Estação da Luz e Júlio Prestes.
O cinema marginal recebeu várias denominações, entre as quais ‘udigrudi’ (avacalhação do underground americano inventado por Glauber Rocha), cinema marginalizado, cinema de poesia, cinema de invenção, experimental, alternativo, marcando épocas tensas de uma ditadura militar, rígida  severa e que não tinha liberdade nem de andar pela rua e menos ainda, se expressar de forma social e humanitária.
Eram essas atitudes que os diretores, na época, frente às duras amarras da censura sobre qualquer meio de expressão, principalmente a artística, realizavam seus filmes qualquer preço, indiferente dos rumos que cada diretor dava a sua carreira, mas esta geração de cineastas foi uma a sua importante e criativa contribuição para o cinema nacional, mesmo diante das dificuldades do mercado de exibição na época.
Por isso que o cinema marginal, ou underground, é uma arte do cinema, bastante forte nas grandes metrópoles, pois seus temas, roteiros, cenários e coisas afins, tem um “Q”, que remetendo a vida suburbana de todos os moradores de capitais como São Paulo ou Rio de Janeiro, que vivem em grandes centros, mas frenquenta lugares onde grandes mídias não pautariam e se fosse pautar, iriam perder a essência do alternativo e o glamour simples desta arte e esta arte, pode ser encontrada a cada esquina das ruas e avenidas suburbanas, pois ela está mais viva do que nunca, afinal por atrás das pessoas simples e a sempre atitudes inovadas e que mostra o mundo de uma forma diferente do comum.
Mas é isso ai, o Cinema Marginal é o caminho eficiente para realizar e despreocupar as tradicionais, bem-comportadas fórmulas narrativas e estética, com pouco recurso, mas com muitos anseios.
Trailer do vídeo de lançamento da COLEÇÃO CINEMA MARGINAL BRASILEIRO em DVD:

Por: Priscila Visconti