Cabine da Pipoca

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Não teve iPhone 5 que garantisse sozinho seu lugar na pauta da semana. A estreia do The Hobbit – Uma Jornada Inesperada no Brasil, hoje, foi comentada desde o início da semana e discussões já foram fomentadas.

O filme é uma adaptação dividida em três partes do livro homônimo publicado originalmente em 1937, de autoria do britânico J.R.R. Tolkien. A primeira parte foi lançada hoje, 14 e foi dirigida por Peter Jackson, que também produziu-o e o coescreveu. As demais partes serão lançadas nos próximos dois anos, 2013 e 2014. A filmagem da primeira parte do Hobbit foi dirigida por Peter Jackson, que também produziu e coescreveu-o.

Peter tem se destacado não somente pelo seu trabalho, mas pela polêmica discussão que gerou após a nova tecnologia aplicada neste longa. Fugindo do convencional 3D rodado a 24 fps (fotometragem por segundo, quantidade de imagens capturadas pela câmera no tempo de um segundo), o diretor de The Hobbit I propôs uma rodagem de 48 fps, com duas câmeras digitais. O novo efeito dá a sensação de que as imagens estão rodando com mais velocidade, o que pode gerar desconforto aos espectadores acostumados à rodagem mais lenta.

The Hobbit é um dos filmes mais esperados do mês e essa novidade é mais uma boa razão para conferi-lo.


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Site Halabja – As Crianças Perdidas

São Paulo recebeu, nesta semana, uma mostra de cinema do Oriente Médio. Sua programação trouxe longas, curta-metragens e documentários que impulsionam reflexões acerca dos conflitos envolvendo os países da região.

Um dos filmes exibidos na mostra, Halabja – As Crianças Perdidas, de Akram Hidou, fala da desestruturação das famílias consequentes dos conflitos de guerra. Em 1988, Halabja sofreu um bombardeio de gás venenoso ordenado pelo regime de Saddam Hussein, conhecido por “limpeza étnica”, que matou 5.000 pessoas, entre mulheres e crianças. Na tentativa de escapar, crianças foram separadas de suas famílias e consta que mais ou menos 400 crianças ainda estão desaparecidas. Ali é uma dessas.

Vinte e um anos após o ataque, ele volta do Irã para sua cidade natal, no Curdistão Iraquiano, Halabja, e vê uma lápide escrita com seu nome. Ele está em busca de seus familiares, mas o processo se torna mais difícil quando cinco famílias distintas especulam que ele é o filho perdido de cada uma delas. Nesse meio tempo, Ali encontra pessoas que lhe darão informações sobre seu passado, logo após o bombardeio de Hussein.

Essa é uma situação recorrente nos países do Oriente Médio, na qual crianças são separadas de seus pais, famílias são destruídas por conta dos conflitos e pouco se sabe do paradeiro de cada um. Halabja – As Crianças Perdidas parte de um momento específico e nos remete a um cotidiano que vemos nos jornais diversas vezes.

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Folha Ilustrada/Divulgação

O último contato mais conhecido que a juventude teve com vampiros foi há mais ou menos dez anos, com a novela global O Beijo do Vampiro. Aliás, seria, se não fosse a saga que Stephenie Mayer idealizou em livros e em seguida serviu de base para os filmes correspondentes a cada livro.

Na última quinta-feira (15), Amanhecer Parte 2 estreou e finalizou a história vampiresca mais polêmica e comentada dos últimos quatro anos. Uma mocinha sem sal, um vampiro que brilha, um homem-lobo, um triângulo amoroso extremamente incomum e um romance tão doce que por diversas vezes fora posta em pauta a sexualidade da personagem central do filme.

A Saga Crepúsculo, cujo primeiro filme recebe o mesmo nome, é composta por quatro livros e cinco filmes homônimos: Crepúsculo (2008), Lua Nova (2009), Eclipse (2010) e Amanhecer Parte 1 (2011). As personagens são as mesmas, assim como são seus intérpretes.

O sucesso – e seu reflexo em números – foi ascendendo à medida que novos filmes iam sendo lançados. Tendo inicialmente 1,8 milhão de espectadores, com apenas um dia em cartaz, no Brasil, Amanhecer – parte 2 já atraiu um milhão de espectadores e pode previamente ser considerado o longa mais popular no país.

+ Cabine da Pipoca pra você!

No ano do centenário de Luiz Gonzaga do Nascimento, mais conhecido como o Gonzagão, estreou neste segundo semestre o filme que conta a história não só do pai, mas do filho também.

Gonzagão e Gonzaguinha, um cearense do sertão nordestino, e outro carioca do Morro de São Carlos, um de direita, outro de esquerda, mas uma paixão pela música que venceu qualquer medo ou preconceito, ultrapassando barreiras e resistindo ao tempo.

Sinopse 
Decidido a mudar seu destino, Gonzaga sai de casa jovem e segue para cidade grande em busca de novos horizontes e para apagar uma tristeza amorosa. Lá, ele conhece uma bela mulher, Odaléia (Nanda Costa), por quem se encanta. Após o nascimento do filho e complicações de saúde da esposa, ele decide voltar para a estrada para garantir os estudos e um futuro melhor para o herdeiro. Para isso, deixa o pequeno aos cuidados de amigos no Rio de Janeiro e sai pelo Brasil afora. Só não imaginava que essa distância entre eles faria crescer uma complicada relação, potencializada pelas personalidades fortes de ambos. Baseada em conversas realizadas entre pai e filho, essa é a história do cantor e sanfoneiro Luiz Gonzaga, também conhecido como O Rei do Baião ou Gonzagão, e de seu filho, popularmente chamado de Gonzaguinha.

Para quem estava sem ideia para o fim de semana, um cineminha nacional pode ser a pedida, ainda mais conhecer melhor um pouco mais da cultura nordestina e desse grande astro que foi Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, e seu filho Gonzaguinha. E não se esquecendo que na segunda, dia 12 de novembro tem desconto do cinema nacional em toda a rede Cinemark, por apenas R$ 3.

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Depois de Harry Potter, tem se tornado comum a produção de sagas e/ou filmes cuja história é continuada de forma subsequente. Geralmente, o tempo entre uma estreia e outra é de, no mínimo, um ou dois anos. Cass Warner, produtora de cinema, quer fazer diferente. Setenta anos após a estreia de Casablanca, a neta de um dos fundadores da Warner Bros encontrou o roteiro de uma continuação da obra protagonizada por Humphrey Bogart (Rick Blaine) e Ingrid Bergman (Ilsa Lund) e tem planos de rodar a sequência do filme.

Cass encontrou o roteiro de tal obra em sua casa, em Woodstock. Escrito há 30 anos por Howard Koch, um dos três escritores ganhadores do Oscar pelo roteiro original, a sequência do filme traz um filho de Rick com Ilsa, resultado de uma noite em que passaram juntos após reatar seu romance em Casablanca, e a busca do rapaz pelo seu pai, que desapareceu durante a guerra. Uma das razões que motivam Cass a trabalhar no roteiro recém-descoberto é encontrar um cineasta interessado em produzi-lo.

Particularmente, torço para que a continuação seja desenvolvida, produzida e lançada. E que este filme seja tão bom quanto o primeiro, indicado ao oscar de melhor ator, ator coadjuvante, fotografia, edição, trilha sonora, diretor, roteiro adaptado e filme, ganhando os três últimos.