Cabine da Pipoca

Sonhos todos nós temos, dos mais simples até os mais inusitados, temos que correr atrás deles, para que não se tornem meras frustrações em nossas vidas, e o que nós queremos mostrar hoje na nossa Cabine da Pipoca é que por mais impossível que seja nossos sonhos, nunca podemos desistir, ainda mais se tivermos amigos para compartilhar esses momentos.

Essa foi uma pequena introdução para relatarmos sobre o filme Colegas, vencedor do Festival de Cinema de Gramado 2012.
O longa traz a história de três amigos com Síndrome de Down, abordando da forma mais simples e poética as realizações desses jovens, que só queriam buscar a felicidade e curtir a vida.

Conversamos com o diretor do filme, Marcelo Galvão, que nos contou um pouco sobre a história do filme, entre outras coisinhas mais.
Se liga abaixo, na entrevista que ele nos concedeu a O Barquinho:

1- Como foi e quanto tempo demorou a gravação do filme?

A filmagem do Colegas foi um processo incrível e poderá ser conferido pelo público quando lançarmos o documentário “Três Vidas e um Sonho”. Foram 12 semanas de muito trabalho e dedicação: ficamos 10 semanas na região de Paulínia (SP), uma semana no sul do Brasil e uma semana na Argentina.

2- O elenco pelo que estávamos lendo no blog do filme, é bastante interligado e conectado entre si, certo?! Como foi a reação da equipe ao ganhar o prêmio de Melhor filme do 40ª edição do Festival Cinema de Gramado?

A turma do Colegas é muito unida, somos uma família, este filme criou laços profundos de amizade entre muitas pessoas da produção e do elenco. Quanto ao Festival de Gramado, foi emocionante e inesquecível o momento em que Colegas foi anunciado como Melhor Longa Metragem Brasileiro. Depois de sete anos de muito trabalho e dedicação, vencer um prêmio tão importante como este foi um coroamento maravilhoso.

3- Sobre a captação de recursos, veio de empresas privadas, do próprio bolso ou do governo? Vocês acham que o Min. da Cultura tem investido no cinema e na cultura em geral no país, ou precisa se formar melhor e investir mais neste nicho?

Colegas é meu quinto longa-metragem, mas foi o primeiro que fiz com recursos de leis de incentivo provenientes de empresas e também do governo. Quanto ao Ministério da Cultura, acho que eles têm investido de maneira significativa em cinema, contribuindo muito para a evolução deste setor no Brasil, inclusive com nova lei e ações que fomentam os negócios das produtoras independentes. Posso dizer que somos privilegiados em relação ao demais países, pois o Brasil é o único lugar do mundo onde existem leis de incentivo à cultura.

4- Vocês tiveram algum tipo de preconceito, pelo filme se tratar de pessoas com Síndrome de Down e algumas empresas não quiserem associar sua marca ao filme? Como vocês reverteram essa situação para agregar outras empresas patrocinando ao filme?

Sim, enfrentamos muito preconceito na captação de patrocínios. Muitas empresas alegavam não ter interesse em associar a marca a um projeto com pessoas com síndrome de Down, sem perceber que o filme é muito maior do que isso. Colegas é um filme sobre sonhos, coragem, superação, amizade, amor, temas estes que são universais e atemporais. Além disto, o grande barato do Colegas acontece quando você esquece que os atores são Down – a partir daí, a gente se envolve com os protagonistas, se emociona, ri, torce por eles. Felizmente, conseguimos captar patrocínio junto aos que viram o filme como um incrível projeto de inclusão social e valorização da diversidade através do cinema e fizeram nosso sonho se tornar realidade. São eles: Sabesp, Prefeitura Municipal de Paulínia, Petrobras, Neoenergia, AkzoNobel, KSB, Libbs, NET, Locaweb, CVC, Docol e Senac.

5- O filme é um retrato para mostrar a sociedade de que as pessoas com Síndrome de Down podem sim terem uma vida normal como qualquer outra pessoa?

Antes de mais nada, o filme mostra que não existem limites para os sonhos. Quando você percebe o exemplo dado por três jovens Down que saíram em busca de seus sonhos, surge a reflexão “o que acontece na vida da gente quando vamos em busca dos nossos maiores sonhos?”. Colegas vai desmistificar o tema “Síndrome de Down”, mostrando a surpreendente capacidade desses jovens. Com isso, esperamos quebrar paradigmas e ajudar a combater o preconceito.

6- Agora que vocês já ganharam o Kikito de 2012, quais as próximas artimanhas que vocês pretendem almejar, perante ao filme?

Queremos percorrer vários festivais de cinema no Brasil e exterior e lançar o filme no circuito comercial das salas de cinema do Brasil em 9 de novembro de 2012. Até lá, criamos um projeto de crowdfunding no site Catarse para levantar recursos para estarmos no maior número possível de salas de cinema no país. Quem quiser ajudar, visite: www.catarse.me/colegas. Há recompensas bem interessantes para quem investir no filme.

7- Para finalizar, conte-nos um pouco sobre a estreia oficial e como vocês pretendem promover o filme na semana de lançamento?

Como falei, a estreia está confirmada para 9 de novembro de 2012 através da Europa Filmes. Prevemos diversas ações na mídia para dar visibilidade ao lançamento nacional, bem como participação em eventos ligados à inclusão social. Acabamos de participar do I Seminário Nacional sobre Síndrome de Down de Vitória da Conquista (BA) e nossa ideia é marcar presença em muitos debates do gênero.

Trailer:

Mais informações:BlogFacebook

Por: Patricia Visconti

Cabine da Pipoca

por Estela Marques

Paris no filme A Invenção de Hugo Cabret.
Foto: Divulgação

Por vezes tentava entender por que as pessoas cobiçavam tanto Paris. Por vezes eu resistia em não querer visitar a cidade, tentando não me render a esse clichê. Esta semana, fui tomada pelo cenário épico e romântico da capital francesa ao assistir A Invenção de Hugo Cabret, vencedor de cinco categorias das onze às quais fora indicado ao Oscar 2012.

Desconfio que meu interesse por Paris tenha se dado, principalmente, pela época em que é rodado Hugo. Tenho um certo apreço pelos anos 1930, pela comportamento da sociedade e pelo que viviam os franceses naquele período. As construções locais, a forma que elas foram exploradas e a montagem das cenas unindo na mesma fotografia as belezas natural e construídas pelo homem somaram-se às minhas preferências anteriormente citadas e derrubaram as barreiras que me separavam do senso comum.

Compactuando do mesmo cenário, Moulin Rouge (2001) é encantador a seu modo. O filme traz a Paris dos anos 1889, caracterizada pela época em que a sociedade francesa comemorava um período de otimismo causado pelo crescimento industrial e valorização da sua cultura. No musical, o escritor Christian se apaixona pela cortesã mais desejada do famoso cabaré, Satine, e acaba se envolvendo numa relação de ciúmes, perigo e paixão, propondo um triângulo amoroso com o rico e possessivo Duque.

No que respeita o romance característico de Paris, podemos falar de um filme que representa muito bem esse estigma. Quem não se lembra do Corcunda de Notre Dame? A animação do mundo Disney encanta crianças e adultos com sua história e com as ruas da capital francesa. O filme centraliza-se numa das mais conhecidas construções do local, a catedral de Notre Dame, e este espaço torna-se palco de uma bonita e verdadeira história de amor.

Posso perfeitamente compreender o que motiva  Paris a ser um dos destinos mais desejados do mundo. As obras cinematográficas conseguem aproveitar a cidade em seus romances explorando suas belezas e projetando em nosso consciente a vontade inconsciente de viver uma história de amor tão bonita, forte e sincera como são representadas nas montagens que a têm como cenário. Vários outros filmes foram rodados na cidade mais importante da França e eis uma oportunidade difícil de se descartar para conhecer a cidade mais romântica do mundo.

Deixe-se apaixonar por Paris também!

[Plantão OBC] Jack Sparrow está de volta!

A saga de Piratas do Caribe pode ter de volta o astro Johnny Depp, pois produtores do filme lhe ofereceram uma proposta de cerca de R$ 192 milhões para o papel do capitão Jack Sparrow.

Porém Depp quer ser cauteloso em participar de muitos filmes, pois ele não quer arruinar sua carreira por superexposição, como fizeram John Travolta e Nicolas Cage.
Agora só resta aguardar as gravações de Piratas do Caribe começarem e conferir se Johnny Depp será o incrivel e inesquecível Jack Sparrow, que é um grande marco na história
da saga.
É isso ai e até o próximo breaknews ou então até segunda com o Cantinho Literário

[Plantão OBC] Nova versão de a Bela e a Fera

Emma Watson está confirmada como protagonista de A Bela e a Fera

A atriz só aceitou o papel, após exigir que Guillermo Del Toro fosse diretor do filme. “Eu fui até ele e disse que a Warner me deu um roteiro de A Bela e a Fera, mas que a única maneira de realmente querer fazê-la era se ele estivesse envolvido. E então, milagrosamente, ele disse ‘Oh, curiosamente é meu conto de fadas favorito, não posso deixar ninguém mais fazer isso! Vou começar a colocar minha equipe pra trabalhar'”
As gravações começam ano que vem, por isso confira novidades sobre o filme aqui n’ O Barquinho, pois assim que as gravações começarem, nos manteremos todos da tripulação informados sobre essa nova versão da Bela e a Fera.


Por: Priscila Visconti

Cabine da Pipoca

por Estela Marques

Cinépolis JK Iguatemi, em São Paulo. Foto: Divulgação

Há alguns anos – não sei dizer com precisão a quantidade, mas eu sei que eu era pequena ainda -, estreou Sharkboy e Lavagirl em 3D. Era a sensação. Todas as crianças estavam indo aos cinemas pra assistir ao filme e isso só fazia minha vontade crescer. Acabei não indo por uma razão ou outra, não me recordo o porquê. De qualquer modo, quando paro pra relacionar o tempo com o desenvolvimento tecnológico, percebo como as coisas têm acontecido rapidamente. 
Tão rápidas que nos dias atuais já é possível assistir aos filmes como se estivéssemos acompanhando cada cena numa janela que separa o mundo real do mundo imaginário, sofrendo impactos sensoriais, como o frio, aroma, umidade, entre outros, além da sincronia entre as luzes e cadeiras da sala com as cenas do filme.  Para tanto, as salas que dispõem desse efeito são equipadas com duchas, máquinas de fumaça, ventiladores e poltronas especiais para o chacoalho. 
Até o ano passado, a novidade existia apenas no Alpen Park, localizado em Canelas, na Serra Gaúcha. Neste ano, mais três salas contam com a tecnologia: em São Paulo, no shopping JK Iguatemi; em Curitiba, no shopping Pátio Batel; e em Salvador, no shopping Bela Vista. 
A Rede Cinépolis é quem traz o 4D para o Brasil. Com a credibilidade de quarta operadora de cinemas do mundo e a maior na América Latina, a empresa opera mais de 2500 salas de cinema espalhadas pelo México, Colômbia, Guatemala, Costa Rica, Panamá, Honduras, Peru, El Salvador, Índia, Estados Unidos e, recentemente, Brasil.