OBC Awards 2012

Mais um ano chega ao fim, com alegria e realizações, perdas e tristezas, assim resume-se 2012.

Ano de surpresas e novidades, perdas de personalidades que deixarão saudades, e na previsão apocalíptica não amedrontou nenhuma idade.

Aos livros que lemos, aos filmes que assistimos, remete-se a tudo que vivemos e aos amores que tivemos.
E neste ano que nos despede, guardamos apenas as boas lembranças, com carinho, afeto e esperança, de 2013 possamos brindar com alegria e bravura, mas nunca deixando a ternura.

Visando aos momentos retrospectivos de 2012, a equipe de O Barquinho Cultural escolheu os melhores deste ano. Os hits, as leituras, as personalidades, etc.

Então se liga, que segue abaixo a segunda edição do ‘OBC Awards’:

Livro: 50 Tons de Cinza – E L James
Autor: Maurício de Souza
Novidades: Tecnológicas: Samsung Galaxy SIIIO

Atriz: Kristen Stewart
Ator: Andrew Garfield
Filme: As Vantagens de Ser Invisível
Programa de TV: Carrossel

Parceria Musical: Rihanna e Chris Brown
Banda: One Direction

Show do Ano: Rolling Stones 50 Years
Álbum: Tudo Tanto – Tulipa Ruiz
DVD: Diogo Nogueira ao vivo em Cuba
Cantora: Gaby Amarantos
Cantor: Justin Bieber


Hit na Web: Gangnam Style – Psy
Música do Ano: Ai Seu Eu te Pego – Michel Teló


E no próximo ano, continuamos mais cult, mais pop, mais perto de você, aproximando o mundo cultural da sociedade da razão.
Feliz Ano Novo à todos os navegantes e amigos do OBC e até 2013!
Staff
O Barquinho Cultural

Cabine da Pipoca

A menos de uma semana de 2013, você já pôde perceber que a equipe do Barquinho Cultural está em clima de retrospectiva, trazendo o que mais agitou e tornou-se notado neste ano que se encerra. Não diferente, o Cabine da Pipoca encerra a última postagem do ano com a mesma proposta. Trago, então, o TOP 4 das publicações mais acessadas da editoria.
Em quarto lugar está o longa iraniano A Separação (The Separation). Fugindo aos padrões hollywoodianos, a trama conquistou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro de 2011 e o Globo de Ouro na mesma categoria. Ainda, conquistou o prêmio Urso de Ouro de melhor filme e nas categorias melhor ator e atriz. A história gira em torno da separação entre o casal iraniano Simin e Nader, devido à vontade da esposa em viajar com  sua filha Termeh. 
 Diferente do que estamos acostumados aqui no Cabine da Pipoca, propus um especial, tendo em vista que essa editoria é a única que se aproxima do teatro brasileiro. Não pude deixar passar a oportunidade de sugeri-los Namíbia, não!, nossa terceira colocada.  A peça de Aldri Anunciação (que também atua na montagem) traz uma hipótese um tanto curiosa, não menos pertinente ou de fácil imaginação. Imagine se, de repente, a União resolve que todos os descendentes de negros oriundos da África devam voltar ao seu lugar de origem, como sendo uma medida reparadora por terem vindo à força ao Brasil. A partir daí, a peça se desenvolve e prende por completo a atenção do espectador, trazendo uma reflexão muito presente na contemporaneidade. Namíbia, não! recebeu o Prêmio Braskem e o R7 de melhor texto e está em cartaz no evento Nova Dramaturgia da Melanina Acentuada, no Teatro de Arena – SP, até 17 de fevereiro de 2013. 
Voltando ao mundo dos cinemas, preciso assumir que poucas animações despertam em mim a vontade de assisti-las. Recentemente, consegui assistir àquela que incitou minha curiosidade e esta foi a segunda publicação mais acessada do ano. Hotel Transilvânia é a animação mais gostosa de assistir de todos os tempos. Para início de conversa, já começa pela tribo – se assim posso chamar – em torno da qual gira a história: uma família de vampiros, com amigos monstros, daqueles arrepiantes de halloween. O filme é feito pra criança, o que é facilmente notável pelos diálogos simples, pelas piadas da história, pelo comportamento das personagens e, principalmente, pela moral da história. Boa dica para o descanso dos pimpolhos no fim da tarde. 
Por fim, ganhando a medalha Tripulante de Ouro, estão Emma Watson, Ezra Muller e Logan Lerman em As Vantagens de Ser Invisível. Recém-saída de Harry Potter, a queridinha de Hogwarts estrela junto a dois garotos a adaptação do livro homônimo de Stephen Chbosky. No longa, a personagem de Lerman, Charlie, é transferido pra uma nova escola e lá ele tem dificuldade de interagir com seus colegas por causa da timidez. Comum entre a camada infanto-juvenil da sociedade, os conflitos não param por aí. 
Com todo esse sol, é difícil ficar em casa ou ir a qualquer outro lugar que não seja praia. No entanto, caso queira mudar os planos do dia, você já sabe o que fazer. 
Até a volta, feliz ano novo!

Cabine da Pipoca


Final de ano chegando e tão certo quanto o especial de Roberto Carlos numa das organizações de Roberto Marinho é transmissão de determinados filmes na telinha. Ouvi dizer dia desses que algo só se torna tradição quando é cultuado por mais ou menos cinquenta anos, no entanto, ouso-me a dizer que também se torna tradição aquilo que marca gerações (não apenas uma, sim).

Não são poucos os filmes que marcaram infâncias, natais, finais de ano e ainda hoje são sucesso, apesar de repetitivos. Por exemplo, quem nunca associou o natal ao Esqueceram de Mim x? Pus a incógnita porque desde 1990, quando o primeiro longa foi lançado, outros três vieram em seguida com a mesma temática.

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Kevin, personagem de Macaulay Caulkin, é deixado sozinho em casa quando sua família foi curtir as férias de natal. Criança de apenas oito anos, desajeitado e tímido, vê-se obrigado a virar o homem da casa e passa a levar uma vida de gente grande, principalmente quando dois bandidos entram em sua casa para roubá-la. Divertidíssimo, o filme de Chris Columbus geralmente passa nas tardes de natal (ou 24 ou 25/12) e consegue arrancar gargalhadas dos telespectadores, independente de sua idade.

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Em contrapartida no que respeita seu sentido, O Grinch (2000) busca responder qual o verdadeiro significado do natal. Jim Carrey se maquia o suficiente pra estar irreconhecível na pele duma criatura verde, mesquinha e odiadora do espírito natalino. Traumas de infância fizeram com que o Grinch detestasse o natal e resolvesse estragar a festa da cidade de Who-ville, com a ajuda do seu cachorro Max. Nesse tempo, o caminho de Grinch se cruza com o de Cindy Lou, moradora de Who-ville, que tenta incessantemente descobrir o sentido do natal sob a observação do comportamento dos seus vizinhos interessados apenas em presentes, compras e enfeites. O melhor é que juntos eles descobrirão o real significado do natal, o porquê dessa festa e o que no fundo, no fundo as pessoas esperam desta época.
Fique ligado na tv, é uma boa oportunidade de você deliciar-se novamente, mais um ano, com esses dois longas que têm gosto de infância!

Cabine da Pipoca

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Não teve iPhone 5 que garantisse sozinho seu lugar na pauta da semana. A estreia do The Hobbit – Uma Jornada Inesperada no Brasil, hoje, foi comentada desde o início da semana e discussões já foram fomentadas.

O filme é uma adaptação dividida em três partes do livro homônimo publicado originalmente em 1937, de autoria do britânico J.R.R. Tolkien. A primeira parte foi lançada hoje, 14 e foi dirigida por Peter Jackson, que também produziu-o e o coescreveu. As demais partes serão lançadas nos próximos dois anos, 2013 e 2014. A filmagem da primeira parte do Hobbit foi dirigida por Peter Jackson, que também produziu e coescreveu-o.

Peter tem se destacado não somente pelo seu trabalho, mas pela polêmica discussão que gerou após a nova tecnologia aplicada neste longa. Fugindo do convencional 3D rodado a 24 fps (fotometragem por segundo, quantidade de imagens capturadas pela câmera no tempo de um segundo), o diretor de The Hobbit I propôs uma rodagem de 48 fps, com duas câmeras digitais. O novo efeito dá a sensação de que as imagens estão rodando com mais velocidade, o que pode gerar desconforto aos espectadores acostumados à rodagem mais lenta.

The Hobbit é um dos filmes mais esperados do mês e essa novidade é mais uma boa razão para conferi-lo.


Cabine da Pipoca

Site Halabja – As Crianças Perdidas

São Paulo recebeu, nesta semana, uma mostra de cinema do Oriente Médio. Sua programação trouxe longas, curta-metragens e documentários que impulsionam reflexões acerca dos conflitos envolvendo os países da região.

Um dos filmes exibidos na mostra, Halabja – As Crianças Perdidas, de Akram Hidou, fala da desestruturação das famílias consequentes dos conflitos de guerra. Em 1988, Halabja sofreu um bombardeio de gás venenoso ordenado pelo regime de Saddam Hussein, conhecido por “limpeza étnica”, que matou 5.000 pessoas, entre mulheres e crianças. Na tentativa de escapar, crianças foram separadas de suas famílias e consta que mais ou menos 400 crianças ainda estão desaparecidas. Ali é uma dessas.

Vinte e um anos após o ataque, ele volta do Irã para sua cidade natal, no Curdistão Iraquiano, Halabja, e vê uma lápide escrita com seu nome. Ele está em busca de seus familiares, mas o processo se torna mais difícil quando cinco famílias distintas especulam que ele é o filho perdido de cada uma delas. Nesse meio tempo, Ali encontra pessoas que lhe darão informações sobre seu passado, logo após o bombardeio de Hussein.

Essa é uma situação recorrente nos países do Oriente Médio, na qual crianças são separadas de seus pais, famílias são destruídas por conta dos conflitos e pouco se sabe do paradeiro de cada um. Halabja – As Crianças Perdidas parte de um momento específico e nos remete a um cotidiano que vemos nos jornais diversas vezes.