Cantinho Literário entrevista Jaime Matos

E aí tripulação, estão prontos para mais uma saga de entrevistas aqui n’O Barquinho Cultural, pois 
hoje é tem entrevista em nossa embarcação e o entrevistado da vez é do paulistano de Capão Redondo, que é poeta, músico e um com uma extensa carreira na área cultural, ele é Jaime Matos, filho de um baiano e uma paulista.
Teu perfume
Tem muito feromônio
Até meus anjos estão flertando
Seus demônios
Por: Jaime Matos
Vamos conhecer um pouco desse literário que tem muita cultura para repassar a todos os seres humanos…

1. O que significa arte literária pra você?

A literatura pra mim é uma grande fonte de informações. Sempre é mágica na sua essência quanto mais livros leio, aprendo todo dia.
O corpo precisa de um alimento, o celebro também precisa de informações pra melhorar o seu conhecimento. Quando dormimos também nos alimentamos, a literatura do sono é o sonho. A literatura pra minha é o alimento do conhecimento, o grande passaporte pro mundo.

2. Música e poesia para você é…

Na pizza da cultura e da arte, se eu fosse um pizzaiolo minha pizza seria meio a meio, metade Poesia e metade Musica. Ambas andam juntas. Sou compositor quando minhas musicas são cantadas, e são poesias minhas musicas quando são lidas.
3. Qual seu estilo literário favorito?

Não tenho definição, mas gosto de Fernando Pessoa, Zê da Luz, Carlos Drummond , Castro Alves , Jose de Alencar e muitos outros.
4. um músico favorito… João Bosco
6. um autor favorito… Jose Saramago
7. Sarau pra você é…

Pra mim o sarau é a maior rede social de poetas em comum. É o encontro de pessoas que comungam a palavra, mostrando as suas manifestações pela voz, pelo texto, no conteúdo das suas experiências pelas suas vivencias. Os poetas põem sempre a alma no papel. 
Todas as pessoas que vão a um sarau querem mostrar os seus trabalhos e ver obras de outros poetas ou artistas que participam do grupo.
As pessoas pensam que redes sociais são facebook, twitter e outras formas de comunicação.
Na realidade as redes sociais são “ferramentas de comunicação” Exemplo: Um tipo de rede social é um Sarau dentre muitas , a verdadeira rede de pessoas.
8. Jaime por Jaime…

A vida é um grande palco onde atuamos sempre, aprendendo, rindo, chorando, vivendo da melhor maneira, usando sempre o bom senso e boa vontade, procurar nunca prejudicar os outros e a si mesmo.
9. Jaime o mundo literário…

Talvez hoje o Sarau pela literatura seja uma moda, enquanto ela existe vamos aproveitar pra sugar toda sua melhor essência. Muitos aparecem poucos resistem e se mantêm.
10. Promova-se… Conte-nos um pouco de suas histórias, idéias, projetos, da sua
vida literária e onde podemos encontrá-las?
Nascido no capão redondo, criado na Bela Vista, meu pai um bom baiano, minha mãe uma linda paulista. Antigamente quando fazia uma letra de musica assinava com Jaime Borbagato, era uma maneira de ser lembrado usava um chapéu na cabeça e morava na região da zona sul. Hoje já não
assino como borbagato, assino como Jaime Matos.
Sou formado “em marketing, compositor, musico e Personal Dance – Fui bolsista da Academia Jaime Aroxa”, trabalho como representante comercial e divulgador cultural. 
Já Participe de uma coletânea com dois textos chamada “Poetas do Sarau Suburbano” Ritmo e Poesia, organizado por Alessandro Buzo. Participei também de áudio book chamado “Play na Poesia “.
11. Deixe seus contatos:
Twitter: @jaimeborbagato
Facebook: Jaime Matos
Jaime Matos é um grande exemplo em cultura, poesia e sarau e para quer gosta deste estilo livre de literatura, não pode deixar de frequentar pelo menos uma vez na vida a um sarau.
Esta arte literária, de estrutura simples, mas com conteúdo nobre, que mostra a cultura de país, estado, cidade, bairro ou rua, como ela é, sem interrupções de nada, pois o verdadeiro promotor cultural, é aquele que não se importa de organizar uma grande festa, com famosos e muitos holofotes ou então organizar uma roda literária para poucas pessoas em um cômodo de sua casa.
Pois ser um divulgador da cultura pop, pois a cultura pop não é só Lady Gaga, Beyonce e Britney Spears, cultura pop é a banda de rock que ensaia na garagem todos os dias, a menina ensaiando alguns passos de dança na pracinha do bairro e também os grupos de ‘rappers‘ que se encontram em lugares estratégico da cidade para mostrar seu ‘beat box‘ em uma competição com muito hip-hop e diversão.
Isso é promover a cultura pop, sem destrinchar uma parte dela e levá-lo para o público que não gosta só de efeitos, imensos lugares e preços altos.
Já que abrimos esta entrevista com uma sentença, nada mais digno de encerra o Cantinho Literário com uma frase do poeta, então fiquem com Jaime Matos abaixo.
Boa semana a todos e até a próxima, que aliás,  semana que vem não haverá entrevista, pois terá especial semana de Natal aqui no Cantinho Literário.
Até mais…
Por: Priscila Visconti (mostrando a cultura pop como um diamante não lapidado pelo homem)

[TOTAL FLEX] O MUNDO MÁGICO DAS MÁSCARAS

Meu caro leitor iniciaremos o nosso TOTAL FLEX com algumas dicas do que há de melhor em eventos nas Minas Gerais e para contribuir com a nossa série de matérias sobre o que é a cultura, vamos sugerir um passeio que é considerada uma das formas mais populares de contribuição ao desenvolvimento cultural das pessoas no Brasil e no mundo. Até o dia 25 de novembro o público de Venda Nova em BH terá a possibilidade de apreciar a peça “Naquele Bairro Encatando”, peça apresentada pelo grupo de teatros Público.

Confira a programação:
Caminhadas e atividades cotidianas pelas ruas de Venda NovaEpisódio II –
Ensaio para uma Serenata
Sextas – 16, e 23 Horário: 20h às 22h
Local: Inicia na Praça Fernando Monteiro Lara, próximo à quadra Gol a Gol na Rua Santa Cruz, próximo à regional Venda Nova. Serenatas pelas ruas de Venda Nova; Episódio III – Jogo da velha Sábados e Domingos: 17 e 18, 24 e 25
Horário: 19h Local: Rua Alcídes Lins, 188, atrás da Regional Venda Nova.

Na verdade a peça vem sendo apresentada desde o dia 2 de novembro, mas como ainda esta em cartaz da tempo de dar aquela conferida. O interessante é que a instalação cênica em que o público é convidado a adentrar a casa dos mascarados e conhecer mais de sua intimidade. Para mais detalhes sobre a peça e as atividades desenvolvidas acesse o site: www.soubh.com.br.

Daqui a pouco eu volto trazendo mais novidades e dicas de cultural, além é claro da nossa super matéria sobre o desbravamento cultural no Brasil.
Conexão com o mundo e é claro para se conectar com o mundo fique ligado aqui no Barquinho Cultural.
Márcia Martins

[Total Flex] Nosso jeito cultural de ser gente!

O crescimento das mídias tem possibilitado um acesso a um novo mundo de informações, as diversas formas de pesquisa que chegaram até o consumidor tem se confundido com a forma na qual o publico tem recebido essas informações.

Geralmente pensaríamos que quanto mais informação, maior seria o grau de conhecimento e capacidade de discussões das pessoas, tanto em suas relações interpessoais quanto em maneiras de discussões para resolver situações referentes ao trabalho e também ao âmbito familiar, porém não é o que se tem notado.

Mas o que será que vem acontecendo com nossa sociedade?

Será que a falta de acesso a outras formas de cultura como de visitação a exposições, apreciações de peças teatrais, oportunidades de ir ao cinema tem causado algum reverso no que diz respeito ao que é de fato conhecimento adquirido? Será que o grande acesso de massa as novas tecnologias tem impossibilitado o publico de realmente ter acesso ao que é cultural? Mas afinal o que julgamos como cultura?

Nas próximas semanas iremos publicar aqui no “Barquinho” qual é o real pensamento das pessoas sobre a cultura, quais são as fontes exploradas para a busca pelo conhecimento, o que a população tem definido como cultural, e o que tem achado da interferência das novas mídias no meio cultural.

Em nossa entrevista de hoje contamos com a participação de jovens que demonstram seus diversos pontos de vista sobre o que é a cultural e qual o seu contexto nas sociedades. O acesso a cultura é um direito garantido constitucionalmente, sabemos que uma lei é a maneira pela qual nossas comunidades são organizadas, garantindo assim os direitos e deveres de cada cidadão.

O jovem Márcio Antônio Souza, de 32 anos, motorista se posicionou quanto à questão cultural, ele relata que cultura é tudo o que nos diz do passado e do presente de uma comunidade em geral, como as manifestações dos povos indígenas, e relata que; “Hoje não me encontro em contato com cultural, tenho trabalhado muito e não tenho tido tempo de ler os livros que estão disponíveis no mercado, acredito que os principais meios de acesso a cultura, e por meio da leitura, bem também como os telejornais e programas de televisão. Hoje em dia a pessoa que não tiver acesso à internet estará totalmente desligada do que acontece na sociedade em geral”.

Mas será que a nossa vivencia no trabalho não é também uma forma de vivenciar a cultura?

Pois em nossas empresas cada profissional trás de sua casa, cidade, família, vivencia o seu modo de se vestir, falar, interpretar, jeito, pensamento, cada qual trás consigo sua história seus valores, logo ao unificarmos todos esses quesitos de cada um podemos chegar a um dos conceitos que temos sobre o que é realmente cultura. Concluímos então que a mistura, mais precisamente o que nos tempos atuais chamamos de diversidade é o que faz com que a cultura aconteça.

Por hoje é isso pessoal, começamos a conhecer hoje um pouquinho dos conceitos que temos sobre as manifestações culturais, fechando nossa matéria de hoje o nosso pensamento é que a cultura também pode ser manifestada e encontrada nas organizações.

Semana que vem tem mais, então não percam.
Ah! E a conexão com o mundo continua, só que agora um pouquinho mais no lado cultural.
Márcia Martins

[Fotografia] Ponto de todas as tribos

Durante esse final de semana, na Livraria Cultura, rolou a gravação de um vídeo para o movimento de arte criado por alunos de publicidade do SENAC, chamado ‘ArteVício’. Alguns desses alunos, produziram o vídeo, que mostra a diversidade cultural que uma livraria pode proporcionar. As gravações se desenvolveram entre as lojas do Shopping Morumbi e da Av. Paulista, além de algumas filmagens externas.
Por participar da produção, aproveitei para fazer alguns cliques de Making Of. A Livraria permite um olhar mais amplo, pois é ponto de encontro dos mais diversos grupos e tribos.  O trabalho ficou muito bacana e resolvi compartilhá-lo aqui.

Postado por Gustavo Salgado

O palácio de Salvador

Fachada do Palácio Rio Branco

Passei algumas vezes pela Praça Tomé de Souza, em Salvador, e percebi um casarão branco, bonito, não tão bem pintado como deveria estar, mas nem por isso perde seu destaque e importância. Por vezes me perguntava o que seria aquilo até que disseram-me ser o Palácio Rio Branco. 

Visitei o monumento nesta semana e quão longe não foi minha imaginação ao estar no centro de um dos salões e numa espécie de varanda voltada para Baía de Todos os Santos. O palácio foi construído há mais ou menos cinco séculos para sediar o trabalho dos administradores portugueses na recém-encontrada terra e hospedou importantes personalidades da alta sociedade, como Governadores Gerais, Imperadores, Governadores do Estado Republicano e Presidentes de Províncias. Há trinta anos foi desativado como centro do poder executivo e hoje é ocupado pela Fundação Pedro Calmon e pela Fundação Cultural. 

Além das ampliações posteriores à sua construção, o palácio passou por algumas reformas. A mais notável ocorreu depois do bombardeio que alguns pontos da cidade sofreram a mando do então presidente da república Hermes da Fonseca, em 1912. Após a reconstrução, o Rio Branco foi reinaugurado em 1919 e recebeu este nome em homenagem a um dos maiores estadistas do país, o Barão de Rio Branco – figura importante na história brasileira por consolidar as fronteiras do Brasil, por meio de processos arbitrários ou de negociações. 

Em 1984, o prédio passou por outra restauração devido ao péssimo estado de conservação que se encontrava e hoje é considerado um bom destino para os turistas ou cidadãos da cidade que desejam apreciar um pouco mais a Baía de Todos os Santos ou conhecer a história da Bahia de todos nós.

Além das fundações culturais, o Palácio Rio Branco abriga o Memorial dos Governadores. No espaço estão reunidas peças, objetos e documentos dos governadores do estado, como livros, uniformes, espadas, louças, medalhas e prêmios. O local está aberto para visitação de terça a sexta-feira, das 10h às 18h, e sábado e domingo, das 9h às 13h. A entrada é franca e a saída é carregada de riqueza cultural. 

Originalmente publicado em http://www.upsobretudo.blogspot.com
Por Estela Marques