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‘Ultraje’ Vai Invadir às Telonas!

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Quem nasceu ou cresceu na década de 1980, sem dúvida tem Ultraje a Rigor como trilha sonora para a sua vida, mesmo que na época você não entendia muito o que as canções da banda diziam, mas pelo jeito irreverente e contagiante, já valia a festa e a diversão era plena. Continuar lendo ‘Ultraje’ Vai Invadir às Telonas!

[Cabine da Pipoca] 24 horas em Sampa!

Quantas histórias somariam em um vídeo em um único vídeo?
É isso que alguns alunos do curso dos alunos de Rádio e TV, da Universidade Anhembi Morumbi pensou quando desenvolveu a ideia do trabalho de conclusão de curso, o temível TCC, no projeto SP24.

A ideia é unir várias histórias, vivência, conhecimentos e experiências em 24h dos moradores da cidade de São Paulo, que poderão pegar sua câmera que pode ser uma profissional, digital ou até mesmo a do celular, e gravar a sua ida ao trabalho, a convivência com a família, a noite em uma festa, a sua arte, ideologias, enfim, o que você quiser compartilhar do período de vinte e quatro horas e julgar mais importante ou interessante.
Após a seleção das imagens, o grupo irá fazer uma montagem diferenciada, intercalando vídeos produzidos pelos habitantes da metrópole, valorizando as várias maneiras de como moradores da cidade, sem restrição de sexo, idade, cor, religião ou classe social, vivem as vinte e quatro horas do dia e visando o valor social de uma população que enfrenta constantes desafios, mas que se motiva pela admiração de onde vive.
Sinopse do projeto:
SP24 é um documentário experimental que mostra vinte e quatro horas da cidade de São Paulo pela visão de seus moradores. Com vídeos enviados pelos participantes através do website do projeto, a equipe faz uma montagem paralela exibindo em vinte e quatro minutos, as horas de uma sexta feira, passando por madrugada, manhã, tarde e noite. Durante a montagem, os participantes, pessoas reais e diversificadas, passam por pontos em comum, respondendo perguntas determinadas pelos diretores. Assim, tornando-se o protagonista do SP24 o participante tem a oportunidade de mostrar a sua individualidade em meio ao coletivo turbulento da cidade, mostrando variações pessoais e parte da rica miscigenação paulistana.
Organizadores do projeto:
A Ómega Produções é formada por alunos do último semestre de Rádio e TV da Universidade Anhembi Morumbi. O projeto em questão, o SP24, está sendo desenvolvido para o Trabalho de Conclusão Curso do ano de 2013.
E aí, curte documentário e principalmente adora a cidade em que vive, então coloca a cachola pra funcionar, pega sua câmera e manda bala nas ideias, pois os vídeos escolhidos estarão na conclusão final do trabalho e também irão ser remunerados pela equipe do projeto.
Para mais informações acesse o site SP24 ou envie um e-mail, e vamos fazer juntos um filme bem interativo retratando a nossa querida Sampa. Mas, os interessados devem ser rápidos, pois os vídeos devem ser enviados até o dia 3 de novembro.

[Cabine da Pipoca] Ao redor de uma vela, o começo

Sabe quando comecei a escrever pensei, vou falar sobre um dos filmes franceses que adoro, Albergue Espanhol ou Bonecas Russas, mas me deu vontade de mudar tudo e falar de filosofia em francês.
Calma, num é bem assim, precisamente é um desafio e ao mesmo tempo uma delícia de ver, vou falar logo vai: “Ce n’est qu’un début” ou em português, “É apenas o começo” é um documentário que tive a sorte de ver no Canal Futura. Foi meio assim do nada, zapeando mesmo, e parei vendo simplesmente crianças de 3 a 4 anos debatendo na escola temas como amor, morte, cidadania, liberdade.

Parei pra vê-los, com a maior segurança, e animação, falando que bem o amor, um de cara bem ‘ bolachuda’ diz convicto: “É quando meu papa e mi mama se amam, e quando eles não se amam eles não conversam”.
A aparente simplicidade das respostas, ou suposta facilidade de se filosofar ou praticar o ato de pensar aos 3 ou 4 anos, cai por terra. A professora precisa conter a dispersão de um, o bocejo de outro, todos falando ao mesmo tempo, as brigas entre meninos e meninas sobre seus, digamos, direitos.
Foram 2 anos de filmagem, acompanhamento com os pais, numa escola pública, com um contingente em sua maioria de crianças imigrantes, africanos, chineses, albaneses e por aí afora.
Esse jardim da infância tem seus protagonistas, sempre os que se destacam, se posicionam mais, e nisso já fazem seu exercício de filosofar, são os “pensadores”: o agitado Azouaou Abderhamene, sua debatedora que lembra um estilo Queen Katiffa total: Louise, Shana, Kyria e Yanis.
Vou contar o filme, porque mesmo que eu fale e fale, só vendo mesmo expressões, risos, interrupções bizarras, eles são demais mesmo, impagável!
Bem, a escola é a Jacques Prévert, a professora (santa, fofa de plantão e com uma habilidade para controlar o público) Pascaline, faz as crianças sentarem num círculo ao redor de uma vela acesa.
Nessa fase, tudo tem um ritual, um momento para começar e acabar. Se continuássemos assim a vida toda, saberíamos melhor nossos limites, anyway, vamos às crianças. 
Bem, imagine a cena: uma classe dessa, toda correndo, bagunçando, e aí a professora diz que é a hora de debatermos, mas que a equipe de filmagem também está chegando.
É o fim de qualquer controle não? Câmeras, crianças e filosofia, hein?
Bem francês isso, mas deu certo, e olha que ao terminarem o projeto e as filmagens, eles ficaram tristes, disseram assim: “É….., no começo era chato, mas a professora era legal, e a gente podia falar de tudo, eu vou ter saudades, e agora? Não vamos mais vê-la, não podemos mais conversar?!” Quando tudo termina, os alunos já estão com 5 anos, e as ideias e ideais começam aos poucos a se cristalizar. Ah, que pena!
Mas sabemos que isso nunca acaba, então vamos às histórias…
Um dos professores, Pierre Barougier conta que quando o carro de filmagem chegava  as crianças diziam “olha, olha esta é a filosofia, a filosofia aqui!
Nossa, câmeras viraram sinônimo de filosofia e as crianças queriam sim sua presença! Contavam os maiores deslizes de seus pais, preconceitos, brigas, uma chinesinha falou suavemente que os pais passaram e fingiram não olhar para uma senhora de rua que pedia comida. “ Eu até falei, mamãe olha essa senhora no chão, mas nem deu tempo, eles nem olharam.”
Outro se diz mais na “democracia” e “melhor aceito” quando viajou com a família para a África do que na França, e olha que ele é bem enfático viu! Claro, deixou seu depoimento lacônico, mas perfeito, “o amor é um código”, assim como se fosse super simples definir algo que ninguém até hoje conseguiu, mas para ele era assim e a professora deu continuidade.
Muitas vezes ou eu me matava de rir, outras não queria estar no lugar da professora, e agora o que falar? Como explicar ou seria melhor não explicar e deixa-los vivenciar?
E se você pensa que os pais ficaram de fora, não neste filme, eles participam, e ouviam e viram suas vidas sendo desveladas num instante na sala de aula. Um menino toma seu sorvete e o pai pergunta, mas você fez isso mesmo, você brigou por que? E ele num ar nonsense “ Não lembro…”, e repetiu isso umas duas vezes pelo menos, no que o pai se deu por vencido, por hora.
Gente, pode parecer uma série de situações comuns, de crianças sinceras, em sua ingenuidade e tal, mas está longe disso, claro, ri muito, é muito bom vê-los dizendo sabe toda aquela verdade que você quer dizer às vezes, não?!
O filme revelou comportamentos e atitudes entre os alunos que mostram claramente que eles entram em um processo de reflexão crítica . Os pais, “não podia acreditar que seus filhos eram assim tão inteligentes!“; conta Isabelle Duflocq.
É o que sempre penso, digo humildemente, isso…vai lá subestimar seu leitor, seu espectador pra você ver, ele te dá uma olé, seu filme é um fracasso, seu artigo uma chatice, imagina se o tal mantiver essa alma crítica, alimentada desde os 3 anos.
É apenas o começo não é só um filme, um documentário, como quiserem chamar, é um projeto que fica pela vida, que envolve a família (algo raro no ambiente escolar, e sabemos bem disso), e demonstra que gostamos de pensar sim, que buscamos o debate junto ao grupo e queremos uma vela acesa, seja um líder, um professor que marcou sua vida, um amor, um ideal.
E, acreditem, essa vela nunca apaga, porque assim como as crianças disseram ao final, nós sentimos falta, e queremos sempre mais, mais isso é o bom, porque toda experiência está sempre começando!

Ascenda sua vela e ouça a música tema de Ce n’est qu’un début, a autoria é do tunisiano Anouar Brahem, cuja inspiração está no estilo instrumental árabe, está no ábum Astrakan Café:
Direção: Jean-Pierre Pozzi, Pierre Barougier
Produção: Ciel de Paris Productions
Duração: 1h 35 min
Produzido em: 2010

[Caixa de Pipoca] Música e Cinema nunca estiveram tão interligados

Em 2009 o IN-EDIT BRASIL criou o primeiro festival dedicado exclusivamente ao gênero do documentário musical no país.

Com o propósito de propagar obras inéditas e resgatar outras históricas, a partir da estava formado o festival, estimulando a produção e a circulação de longas marcantes, desenvolvendo e difundindo o mercado audiovisual brasileiro.

Mostrando o quão a produção no Brasil cresce ano a ano, no quesito quantidade e qualidade, constituindo assim, um acervo bastante valioso a mostra, além de democratizar o acesso ao acervo e investe na formação de público, com sessões e atividades gratuitas. Promovendo um intercâmbio entre a cultura musical e a cinematográfica no país, gerando encontros, parcerias e criando uma troca de informações entre essas linguagens distintas e ao mesmo tempo, semelhantes.

E neste ano, a 5ª edição nacional do Festival Internacional do Documentário Musical acontece entre os dias 3 a 12 de maio, em São Paulo, ocupando cinco salas da cidade, e depois o festival segue para Salvador, e fica por lá dos dias 17 a 23 de maio.

O melhor são os ingressos, variam de R$ 0 a R$ 10, no entanto não há desculpa de dizer que está sem dinheiro e não pode curtir e apreciar um pouco de cinema com música.

Confira a programação no site oficial do festival.

São Paulo
Salvador

Para quem se interessou, e curte cinema e música, é uma ótima pedida para aproveitar o fim de semana que se aproxima, basta escolher seu filme favorito e a sala mais próxima à você. Em São Paulo, a edição será apresentada no Cine Olido, Cinemateca Brasileira, Cine Sesc, Matilha Cultural e no MIS-SP.

Enquanto isso os soteropolitanos já podem se planejar para o dia 17, quando o festival desembarca na Bahia, com grandes documentários no Museu Rodin e na Sala de Arte.

[Dica Cultural] Michael Jackson no CineSesc da Consolação

E falando em cinema ainda… 
No Cine Sesc da Consolação estreia no dia 13 de Outubro o documentário “Michael Jackson BAD 25 anos” e os  ingresso pode ser adquirido nas bilheterias do Cine Sesc.
Confira abaixo uma sinopse e o vídeo clipe de Bad, já que não encontramos o trailer do documentário.


Sinopse:

(Bad 25) de Spike Lee:  Com Michael Jackson, Martin Scorsese, Joe Pytka. Estados Unidos, 2012. 131min. Em 2012, o álbum Bad de Michael Jackson completa 25 anos de lançamento.
Registros das gravações de canções do disco e imagens de arquivo filmadas por Jackson e nunca antes vistas pelo público mostram o perfeccionismo do artista no seu processo criativo.
Depoimentos de pessoas diretamente envolvidas com Michael, como Martin Scorcese, que dirigiu o videoclipe de Bad, e Sheryl Crow, que cantava com Michael, se unem a nomes da nova geração, como Kanye West e Cee Lo Green, para avaliar a influência que Michael ainda exerce no cenário pop atual. Festivais de Veneza e Toronto 2012.
Assista abaixo, o vídeo clipe de Bad, do eterno rei do pop.
CINE SESC – No dia 13/10/12 – às 19h00
Valor do ingresso: R$ 12,00 e meia entrada é R$ 6,00
Endereço: Rua Augusta, 2075 – Cerqueira César – São Paulo
Obs.: Fica próximo a estação do METRÔ CONSOLAÇÃO (linha verde), ou seja, a 5 minutos da estação (Aprox. 450 metros).

Neste fim de semana está recheado de lançamentos, por isso não há desculpas de ficar em casa morcegando pessoal.
Bom divertimento…

Cabine da Pipoca

A viagem de hoje vai além do cenário hollywoodiano ou estrangeiro. O filme, mais precisamente um documentário, busca uma função maior na sociedade: inspirar mudanças no mundo através de histórias que deram certo. 

Mara Mourão, diretora do filme, apresenta diversas histórias positivas de empreendedorismo social, contando como elas foram produzidas e desenvolvidas e como estão mudando o mundo. Os principais empreendedores sociais, distribuídos em 7 países diferentes do planeta, contaram em seus depoimentos para o documentário como seus trabalhos são feitos. 
Veja o trailer, se interesse, se inspire!