[Cabine da Pipoca] Marco Dutra: A nova cara do cinema brasileiro

Temos cinema feito por mãos jovens, com família e mulheres inspiradoras e um quê de thriller fantástico 

 Isso tudo é o cineasta brasileiro Marco Dutra. E aí, preparados? 
Foto de: Caetano Gotardo

Marco Dutra é roteirista, cineasta e paulistano. Provavelmente você já viram ou conhecem alguma das obras dele, já que ele escreve a série “Alice” (2008), de Karin Aïnouz e Sérgio Machado, exibida pela HBO no Brasil.

Formado em cinema pela ECA [Escola de Comunicação e Artes] na USP, e desde então trabalha com a diretora Juliana Rojas.  Aliás, foi ao lado dela que fez o curta metragem “O lençol branco” ( 2004) selecionado, simplesmente, para a mostra Cinéfondation do Festival de Cannes,  especialmente voltada a filmes de escola.

Em 2011, Dutra começa a produzir seu primeiro longa metragem “Trabalhar Cansa”, premiado no Festival de Paulínea em 2011 (Prêmio Especial).

Atualmente, com o roteiro escrito junto com Gabriela Amaral Almeida, o cineasta trabalha na finalização de seu mais recente longa, “Quando eu era vivo“, ainda em finalização.

Abaixo segue a entrevista que Dutra concedeu ao O Barquinho Cultural, onde ele contou sobre sua carreira, projetos, inspirações, entre outras coisas mais que os cinéfilos de plantão têm que conferir.

Pessoas e Artistas – Você já esteve ao lado de artistas conhecidos e reconhecidos em festivais e premiações, penso eu,  BC :  como sente que os festivais e seus organizadores observam o cinema brasileiro, poderia citar uma conversa que tenha lhe marcado com algum autor, artista sobre esta temática?

Dutra: Os festivais, tanto brasileiros quanto os internacionais, refletem na seleção de filmes a linha da curadoria e o gosto pessoal dos curadores. O número de bons festivais brasileiros é grande (como a Janela de Cinema do Recife, a Mostra de Tiradentes, a Jornada de Cinema Silencioso…). Os festivais internacionais (como Cannes, Locarno, Sundance) têm prestado atenção aos nossos filmes e costumam contar com curtas interessantes na seleção quase sempre, assim como um ou outro longa que acaba ganhando destaque em mostras ao redor do mundo. Sinto que há ainda muito espaço a conquistar fora do país, inclusive comercialmente, mas muitos curadores e distribuidores estão dispostos a ver nosso trabalho.

Uma virada – Mesmo vendo que seus filmes possuem este ar thriller, a questão da família e das relações pessoais, o fantástico, de alguma forma me remete a um Ariano Suassuna, ou uma base literária mais épica como a de Guimarães Rosa em ” Grande Sertão Veredas”.

BC: Você gostaria de adaptar algo épico desta forma, incluiria este tom de humor em seus roteiros, ou está totalmente fora de seus planos?

Dutra: Sim. Tenho a impressão de que nossa literatura foi bem mais longe que nosso cinema em suas estratégias de criação de mundo mágico, em sua mitologia, no fantástico em geral. Não penso em adaptar um romance deste calibre por ora, mas talvez no futuro eu me jogue num desafio assim. Acabo de trabalhar na adaptação de um livro do Lourenço Mutarelli; foi um trabalho muito bom, feito em parceria com Gabriela Amaral Almeida.

Família – Em ambos os filmes, as mulheres, a dona de casa que rompe seu papel, e a mãe que assombra o filho são personas de peso, que criem a ‘angústia’ das cenas, BC: se tivesse que associá-las a algum tipo de arquétipo, quem elas seriam?

Dutra: A figura da mãe aparece em diversos trabalhos meus como uma presença absoluta, poderosa para o bem ou para o mal. Tenho uma relação muito boa com a minha família, mas algo me impulsiona a escrever sobre ambientes íntimos e domésticos como se estes fossem palco para encenações de lutas simbólicas entre bem e mal, sagrado e profano.

BC: A música e a sonoplastia de Dutra – Você citou numa entrevista que em “Quando eu era vivo”, a música é do universo da casa, a sonoplastia é marcante em seus filmes. Uma casa thriller ideal teria qual trilha sonora?

Dutra: A música pode atrapalhar um filme, por isso sempre tive receio em usar trilhas muito presentes. Estou trabalhando uma trilha completa para o filme novo, e aprendendo muito no processo. Tento fazer com que a música brote dos personagens e da ação dramática. É como se ela fosse o som da respiração deles. Tendo a preferir (inclusive como compositor) melodias bem desenhadas, e não “música de clima”.

BC:  Comente um pouco sobre seu gosto musical e como ele lhe inspira? Vi de Caetano, passando por Tom Zé, e Barbra Streisand, o que você anda ouvindo?

Dutra: Ouço de tudo, tudo mesmo! Toco piano e componho um pouco, o que me ajuda ao longo dos processos de criação em geral. Mas tenho, é claro, certas obsessões: Stephen Sondheim e trilhas de filmes da Disney (em especial as compostas pelos irmãos Sherman) estão sempre tocando por aqui. Tom Zé, Dolores Duran e Marlene também. E talvez minha cantora preferida seja Fiona Apple.

Inspirações – BC: Stephen King, um ator do porte de Marat Descartes sempre presente e Juliana Rojas, como eles aguçam seus roteiro e a inspiração em sua trajetória cinematográfica?

Dutra: As parcerias são parte muito importante do meu processo criativo, e isso inclui os 15 anos de trabalho em dupla com a Juliana – estamos sempre metidos nos filmes um do outro. Cito também Caetano Gotardo, Daniel Turini, Sérgio Silva e João Marcos de Almeida entre os parceiros de vida e trabalho. O Marat, a Helena Albergaria, a Gilda Nomacce e a Clarissa Kiste estão entre atores com quem sempre trabalhamos e com quem pretendemos voltar a trabalhar. Stephen King mora na minha cabeceira desde que tenho doze anos de idade. O primeiro que li foi Misery (Angústia, no Brasil). O último foi Joyland. O universo de King é infinito e ele transita por cada beco com um prazer que não se esgota e que contamina a leitura. Me sinto apaixonado por ele, de certa forma. Há amor envolvido no gesto de ler um livro dele. E sua escrita só melhora com os anos.

Trajetória – BC: Até a adaptação do literário “A Arte de Produzir Efeito sem Causa”, de Lutarelli, para seu roteiro cinematográfico foram cinco anos após a leitura. Como foi esse período de “assimilação”, digamos assim ?  E depois um até curto tempo para a escrita do roteiro. Percebe-se um certo respeito seu, não só pelo seu ritmo como pelo da obra em si, é isso mesmo?

Dutra: Eu li o livro enquanto pesquisava para outro projeto, em 2008. Mas o convite para dirigir a adaptação veio do produtor Rodrigo Teixeira em 2011. O tempo de espera foi providencial, e também natural. Foi bom ter feito esse filme depois do “Trabalhar Cansa”.


Estilo –  BC:  Horror psicológico ou “Horror fantasy”, comparado até ao “O Iluminado” (década de 80), este parece ser o estilo que você imprimiu em seus dois últimos filmes, o que lhe atrai nesta estética? Sua leitura de Stephen King, convive com roteiros que de alguma forma falam da família. De comportamentos familiares, sejam de rompimento e mudança em “Trabalhar Cansa” ou de ‘ claustrofobia’ em ” Quando eu era vivo”. Você quer este rótulo ou não é rótulo…para seus filmes, horror psicológico, este tema familiar ainda terá desdobramentos em outros filmes ou roteiros que possamos esperar? Ou vem alguma, não programada, mas talvez uma virada de estética sua? Você pensa nisso?

Dutra: Eu gosto muito de diversos gêneros, em especial o horror e o musical. Pretendo seguir trabalhando dentro deles, e não me incomoda nem um pouco que os filmes sejam classificados, catalogados, separados em gêneros ou prateleiras. Eu mesmo sempre convivi com isso na época áurea da video locadora. O que me incomoda é que um filme tido como difícil de classificar seja considerado menor ou ruim por conta dessa
dificuldade. Acredito que uma mistura de gêneros é possível, e pode também ser comercial. E acredito que não dá pra remover o humor, qualquer que seja o gênero do trabalho. Como levar as coisas a sério demais? “As Boas Maneiras”, um dos meus próximos filmes com Juliana, retoma diversos dos nossos temas anteriores.

Cenário – BC: Há um certo ar ‘ barroco’, é a iluminação ou a falta dela na casa, são anjos, bustos e rostos, um colorido do quarto da inquilina mas em ‘ retalhos’, como essa estrutura da casa foi ganhando vida no seu roteiro?? É isso mesmo, um barroco? (aqui me refiro somente, claro, a ” Quando eu era Vivo”) .

Dutra: Como o filme ainda está em finalização, me limito a dizer que a casa do filme passa por algumas grandes transformações – assim como o protagonista.
O que eu vi e humildemente comento e pergunto – Assisti Carnage, (O Deus da Carnificina) de Polanski, e é sobre relações entre casais, filhos, raiva, e há a claustrofobia, que chega a ser cômica no ‘surto’ durante as discussões dos casais, você gostou deste filme, não há thriller exatamente, mas angústia e
um ritmo entre altos e baixos.

BC: Além de ser uma adaptação, desta vez de uma peça, o que você acredita que o público, de modo geral, reflete ou que eles assimilam de todos estes ‘ sentimentos e detalhes’ que um diretor, como você por exemplo, ou Polanski, tentam imprimir em suas obras? 

Dutra: Eu li a peça Carnage porque admiro o trabalho da dramaturga Yasmina Reza. Li há anos, antes de ver o filme. Gosto muito do texto, mas acredito que é um texto muito complicado de encenar e que a versão do Polanski é certamente muito boa e acertada. Ainda assim, me parece algo pensado para o palco, e que talvez encontre sua potência máxima lá. Ressalvas pontuais feitas, me divirto imensamente com o filme. E acredito que “Deus está nos detalhes”. Tudo conta. Um diretor como Polanski, por exemplo, sabe disso, e inunda o filme, os atores, o cenário, de pequenos comentários, gestos, objetos, cores, mudanças de luz. Quando assistimos a um filme não paramos para pensar em cada detalhe. Mas eles estão lá, e narram, e essa sensação de riqueza narrativa é compreendida pelo nosso corpo em muitos níveis.

Por Fabíola Mello

[Cabine da Pipoca] Nerds mais vivos do que mortos

Vocês já imaginaram unir zombies e nerds em uma única tela, em uma única série?

Apesar, tanto zombie quanto nerd atualmente está na “moda” e atrai milhares de fãs em todo mundo.

Mas não foi muito bem pensando nisso que o Nerd of  the Dead foi criado, muito pelo contrário, já que o diretor Chris Tex nem fã de zombie é, mas por inspirações e por vontade de mostrar um outro desses mortos vivos, ele resolveu dar vida a uma websérie, que mistura comédia com ação e desmistifica toda a lenda de terror que outras séries e livros já transmitiram.

Confira a entrevista que Chris concedeu ao Barquinho Cultural, a primeira da nossa Cabine da Pipoca de 2013, e conheçam mais sobre esse projeto sem data de estreia, mas que promete ser bastante divertido.

1- Como surgiu a ideia de criar uma websérie sobre zombies nerds?

A ideia surgiu no set de filmagem do nosso último curta–metragem, “John Feldman e a Moto”, que foi filmado há 9 meses. O conceito partiu de uma conversa entre eu, o Rodrigo, produtor da série, e meu assistente de direção, Dante Vescio, que pensávamos em fazer um longa- metragem chamado “Carnival of the Dead” – três histórias, cada uma dirigida por um de nós. Mas a ideia era muito ambiciosa. No entanto, ainda existia o desejo de fazer algo inspirado nessas ideias. Sendo assim, escrevi o roteiro de “Nerd of the Dead” junto com o Rafael Baliú e arriscamos em fazer um conteúdo de boa qualidade para a internet.

2- Quando e onde vocês se conheceram? Foi através de testes para a série, ou vocês já se conheciam muito antes disso?

A maioria das pessoas da equipe foi durante a faculdade de cinema. Os atores com exceção do Rodrigo foi no curso de teatro.

3- O que influenciou vocês a criar a série? E por quê?

Eu nunca fui muito fã de zumbi, por isso queria fazer essa série para tentar retratar os zumbis de outra forma, menos voltada na sobrevivência e mais na liberdade social diante de um apocalipse. Minhas grandes referências sempre foram, desde o meu primeiro curta-metragem, o Edgar Wright, de “Shaun of the Dead” e principalmente a estilização dos animes e mangás. Também tive como base o filme “Old Boy” do Chan-Wook Park e o diretor Zack Snyder e o filme Kick-ass. Foi um processo interessante, porque tive que mergulhar fundo no universo zumbi. Assisti as obras do Romero, na qual descobri “Day of the Dead” que é uma obra prima. Já tinha interesse pela série “The Walking Dead” e o que mais me surpreendeu recentemente foi “Juan de los Muertos”, uma excelente comédia cubana sobre zumbis. Após termos filmado algumas partes da série, assisti “Zombieland”, que me despertou várias ideias. Quem sabe em uma segunda temporada, se tudo der certo.

4- Quantos episódios serão exibidos?

Serão 4 episódios de aproximadamente 20 minutos cada.

5- Vocês pensam em transformá-la em um longa ou curta metragem?

A série é totalmente cinematográfica. Possui planos complicados e foi filmada com a RED, uma das novas câmeras do cinema digital, o que me possibilita tirar um formato em 4k para passar nas telas do cinema. No entanto, a estrutura da série não é de um longa, por mais que a primeira temporada tenha quase a duração de um longa-metragem. Não sei como isso seria resolvido na montagem. Cada episódio é praticamente um curta. Acho que se fosse fazer algo, com certeza seria um longa-metragem com o material que temos em nossas mãos.

6- Vocês tem algum apoio promocional, financeiros para divulgar e dar continuidade ao projeto? Como vocês fazem para bancar a série?

Não temos nada. Somos os únicos investidores da série. Eu gastava todo meu salário durante esse último ano pra fazer a série e ainda gasto. Espero que em breve essas coisas mudem rs.

A equipe do NOTD estão com o projeto no Catarse para finalizar a quarta temporada da série, portanto quem puder colaborar, basta acessar o link do projeto e contribuir para que a produção não pare, e eles possam lançar em breve a série.

7- Os vídeos serão postados no Youtube, certo? Mas como será a divulgação dos capítulos da série? Compartilhamentos, virais, hotsite…

Serão postados no Youtube e provavelmente no canal do omelete nossa parceira na divulgação. Nossa maior arma são os meios virtuais como Facebook, Twitter, blogs e etc. Não são tão fortes como a TV, mas com certeza causa um barulho se for bem divulgado nas mídias sociais.

8- Vocês já pensam em expandir a série para versões em outras regiões, como NOTD – RJ ou MG…? Já que a série foi toda gravada em SP, certo?

Com certeza. Se der tudo certo as outras temporadas vão se passar em outros lugares do Brasil.

9- A série já têm data de estreia? Quando?

Ainda não. Mas provavelmente  meio ou fim de abril.

10- O que vocês planejam para o futuro do Nerds of the Dead?

Esperamos que as pessoas entendam nossos esforços, que é uma série independente e que seja uma sucesso para podermos dar continuidade a um projeto ambicioso e inédito no Brasil. 
Ficha Técnica

FOTOGRAFIA: César Ishikawa 
ARTE: Pedro Catellani & Luisa Doria
DIRETOR DE SOM: Maurício Zani
FIGURINO: Abílio Dias
MONTAGEM: Daniel Weber & Chris Tex
PRODUÇÃO DE SET: Guilherme Ricci
TRILHA SONORA ORIGINAL: Cabíria Áudio
MOTION DESIGNER: Francis Girard
EFEITOS VISUAIS: Caio Zilli
FINALIZAÇÃO: Daniel Weber
ASSISTENCIA DE DIREÇÃO: Dante Vescio
ROTEIRO: Rafael Baliú & Chris Tex
PRODUÇÃO: Rodrigo Gasparini
DIREÇÃO: Chris Tex
ELENCO: PEDRO CARVALHO, DAIANE BUGATTI ,RODRIGO GASPARINI e GUILHERME LOPES.
Contato
É isso ai, pessoal até semana que vem com alguma dica, com estreia ou até mesmo uma entrevista sobre a sétima arte.

Cantinho Literário entrevista o escritor Sylvio Panza

A páscoa passou, o carnaval já ficou para trás e hoje estreia a primeira entrevista de 2013 aqui n’O Barquinho Cultural, com uma literatura totalmente para o público infantil, já que neste mês se celebra o dia da literatura infantil no dia 18 de abril.
Não pense que só terá esta entrevista, para comemorar o dia da literatura infantil, nós estamos com diversas ideias para toda tripulação do OBC, afinal, queremos o melhor para todos e por isso que tentamos resgatar tudo que existe de bom no mundo cultural.
Mas sem mais delongas, fiquem com a entrevista do escritor infantil, Sylvio Panza, que foi bastante atencioso em aceitar a responder algumas ‘perguntinhas’ sobre o mundo mágico da literatura infanto-juvenil.
So let’s go to children’s literature…

1. O que é arte literária para você?
A arte literária vai além de colocar ideias no papel. É um ato de passar e formar pensamentos.
E isso é uma grande responsabilidade, pois o livro depois de editado segue por caminhos que o autor não tem mais controle. Vejam que, mesmo quando o escritor morre a sua obra continua contando o que ele escreveu. Na literatura infantil, na qual atuo, esta responsabilidade é ainda maior, pois as crianças têm o impulso natural de achar que o que está escrito nos livros é inquestionável.
2. Qual seu estilo literário favorito?
Sem dúvidas, a literatura infantil. Gosto muito também de ficção.
3. Por quê escrever para o público infanto-juvenil?
No meu caso aconteceu de ser uma linguagem natural em minha escrita.
Mesmo quando escrevo para adultos e adolescentes tenho que me policiar para que o texto não fique muito lúdico e pedagógico, pois cada faixa etária tem seus gostos e interesses característicos. Também tenho um forte empatia com as crianças e o seu universo, o que facilita na criação de histórias infantis. 
4. Você acredita que incentiva os jovens a se interessarem por literatura, através de seus projetos, ideias, e seus livros? 
Percebo que sim, ao ouvir os comentários das crianças, dos educadores e dos pais nas escolas que visito.
Isto é muito gratificante e fico bastante atento aos resultados destes meus trabalhos, pois o objetivo principal é exatamente o de estimular o gosto pela leitura.
5. Qual seu livro favorito?
Em função da minha profissão eu leio muitos livros, tanto para “abastecer” meu cérebro com ideias, quanto em pesquisas enquanto estou escrevendo um livro. Por conta disto não tenho um livro específico para citar como favorito. Um livro é bom quando marca a sua vida de alguma maneira, pela emoção ou pelo aprendizado.
6. Qual seu autor favorito?
Meu primeiro autor favorito foi Monteiro Lobato, que pude ler muito quando era criança, ao
ganhar uma coleção muito bonita com seus livros. De lá para cá são muitos os escritores que passei a admirar.
Para citar os que estou apreciando com mais atenção atualmente vou destacar o Mia Couto (escritor africano) e o sempre genial Veríssimo. 
7. Uma música que te faz inspirar, na hora que você está escrevendo?
Na verdade quando estou escrevendo eu prefiro o silêncio. Desligo o som e a tv.
O que me ajuda a inspirar são os sons da natureza: o canto dos pássaros, o vento, etc.
8. Promova-se… Conte-nos um pouco de sua ideias, projetos, livros, de sua vida literária e onde podemos encontrar suas obras?
Tenho me dedicado às visitas e palestras nas escolas, para falar sobre o processo de criação literária e para que as crianças possam conhecer um escritor pessoalmente.
No meu site ( www.futurosleitores.com.br ) tem um pouco sobre o meu trabalho, minha bibliografia e outras informações. 
9. Deixe um depoimento para os leitores e seguidores do site e também uma frase que te traz inspiração para sua vida…
Há quinze anos, quando o meu primeiro livro ainda estava para ser publicado, o editor me perguntou se eu já havia feito a revisão conceitual do meu texto. Como eu não tinha a mínima ideia do que era esta revisão, ele me ensinou algo que tem sido útil até os dias de hoje, não apenas no universo literário: revisão conceitual é a avaliação do quanto se está sendo útil, dos possíveis efeitos, enfim,  do impacto que será gerado com o que se está fazendo.  Não vou deixar uma frase, mas uma ideia, a da revisão conceitual em nossas vidas.     
10. Deixe seus contatos, para que os leitores do site, possa conhecer mais suas obras…
Quero agradecer a atenção dada à literatura e mandar um grande abraço à todos.
Meus contatos são:
Mídias Sociais: Facebook | Twitter 
Fone: (11) 96767-0658
Por: Priscila Visconti (trazendo o melhor da literatura para toda tripulação d’O Barquinho Cultural)

[Caixa de Som] Atitude e trabalho faz a identidade da banda

A Venice Brasil pode ser novata aos ouvidos da população, mas eles já estão na estrada da música há alguns anos, claro, cada um em sua área e bandas distintas, que através dessa paixão pela música fez com que esses fluminenses do Rio de Janeiro se conhecessem e formassem a banda. Além de outros gostos em comum entre eles, como praia, tatuagens, skates e se divertir.

Na última sexta-feira (15/março), encontrei com o Pedro (baterista) e a Camila (vocalista) lá na Rua Augusta, em São Paulo e batemos um super papo sobre a banda, influências, shows, discos, projetos, ideias  entre outras coisas que os amantes do bom e velho Rock and Roll alternativo não podem deixar de conferir.

Apesar do cansaço, já que eles haviam chegado naquele mesmo dia do Rio, e foram direto para uma entrevista em uma webTV no ABC paulista, os dois foram super simpáticos e amigáveis, a conversa acabou rolando dentro de uma padaria, já que não havia nenhum outro lugarzinho vago em algum bar e na rua os carros e as buzinas não nos deixariam conversar, mas rolou tudo perfeito. Se liga nessa entrevista que fiz com o pessoal, tirando apenas o filé mignon das respostas da Camila e do Pedro.

O nome da banda surgiu depois que um dos integrantes voltou de uma viagem a Venice Beach, um distrito localizado a oeste de Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos, que influenciou muito pelo jeito de agir e pensar do grupo.

A Venice ingressou oficialmente no cenário do pop rock em 2012, – Camila Vieira • Vocal; Pedro Sullivan • Bateria; Léo Mariante • Guitarra; Sérgio Joselli • Guitarra; Thiago Abdallah • Baixo –  com muito trabalho e determinação, o pessoal apenas quer se divertir e correr atrás de seu espaço na cena do rock brasileiro, e porque não mundial, mas claro sempre mantendo os pés no chão e conscientes de que o sucesso não vem da noite para o dia, eles vão dando um passo de cada vez, almejando e saboreando cada conquista.

Neste um ano e meio que a banda com essa formação, eles já conquistaram de EP a webclipe, além de diversas composições escrita pelos próprios integrantes, letras essas que estarão no primeiro álbum da Venice, sem data para lançar, mas todo roteirado e planejado, pronto para gravar.

Confiança e personalidade são as identidades marcantes da Venice, além de carisma, simpatia e amor, muito amor pela música, visando conquistar mais que o infinito, aspirando seus sonhos e quem sabe em um futuro próximo não verem suas canções sendo tocadas nas rádios de todo o país, além de ver uma galera cantando em seus shows e apresentações, transmitindo a essência pop-rock aos quatros cantos do mundo.

Assista abaixo o primeiro webclipe da banda, “Versos Secretos“:


Contato:

Facebook: www.facebook.com/VeniceBrasil
Twitter: @VeniceBrasil
E-mail: venicecontato@gmail.com
Contato para shows: (21) 7273-7074

É isso ai, pessoal…
Para conferir mais sobre a Venice acesse o Facebook oficial da banda e confira a agenda , fotos, vídeos, etc, pois com certeza em breve todos irão ouvir falar muito dessa galera.

Cantinho Literário entrevista Jaime Matos

E aí tripulação, estão prontos para mais uma saga de entrevistas aqui n’O Barquinho Cultural, pois 
hoje é tem entrevista em nossa embarcação e o entrevistado da vez é do paulistano de Capão Redondo, que é poeta, músico e um com uma extensa carreira na área cultural, ele é Jaime Matos, filho de um baiano e uma paulista.
Teu perfume
Tem muito feromônio
Até meus anjos estão flertando
Seus demônios
Por: Jaime Matos
Vamos conhecer um pouco desse literário que tem muita cultura para repassar a todos os seres humanos…

1. O que significa arte literária pra você?

A literatura pra mim é uma grande fonte de informações. Sempre é mágica na sua essência quanto mais livros leio, aprendo todo dia.
O corpo precisa de um alimento, o celebro também precisa de informações pra melhorar o seu conhecimento. Quando dormimos também nos alimentamos, a literatura do sono é o sonho. A literatura pra minha é o alimento do conhecimento, o grande passaporte pro mundo.

2. Música e poesia para você é…

Na pizza da cultura e da arte, se eu fosse um pizzaiolo minha pizza seria meio a meio, metade Poesia e metade Musica. Ambas andam juntas. Sou compositor quando minhas musicas são cantadas, e são poesias minhas musicas quando são lidas.
3. Qual seu estilo literário favorito?

Não tenho definição, mas gosto de Fernando Pessoa, Zê da Luz, Carlos Drummond , Castro Alves , Jose de Alencar e muitos outros.
4. um músico favorito… João Bosco
6. um autor favorito… Jose Saramago
7. Sarau pra você é…

Pra mim o sarau é a maior rede social de poetas em comum. É o encontro de pessoas que comungam a palavra, mostrando as suas manifestações pela voz, pelo texto, no conteúdo das suas experiências pelas suas vivencias. Os poetas põem sempre a alma no papel. 
Todas as pessoas que vão a um sarau querem mostrar os seus trabalhos e ver obras de outros poetas ou artistas que participam do grupo.
As pessoas pensam que redes sociais são facebook, twitter e outras formas de comunicação.
Na realidade as redes sociais são “ferramentas de comunicação” Exemplo: Um tipo de rede social é um Sarau dentre muitas , a verdadeira rede de pessoas.
8. Jaime por Jaime…

A vida é um grande palco onde atuamos sempre, aprendendo, rindo, chorando, vivendo da melhor maneira, usando sempre o bom senso e boa vontade, procurar nunca prejudicar os outros e a si mesmo.
9. Jaime o mundo literário…

Talvez hoje o Sarau pela literatura seja uma moda, enquanto ela existe vamos aproveitar pra sugar toda sua melhor essência. Muitos aparecem poucos resistem e se mantêm.
10. Promova-se… Conte-nos um pouco de suas histórias, idéias, projetos, da sua
vida literária e onde podemos encontrá-las?
Nascido no capão redondo, criado na Bela Vista, meu pai um bom baiano, minha mãe uma linda paulista. Antigamente quando fazia uma letra de musica assinava com Jaime Borbagato, era uma maneira de ser lembrado usava um chapéu na cabeça e morava na região da zona sul. Hoje já não
assino como borbagato, assino como Jaime Matos.
Sou formado “em marketing, compositor, musico e Personal Dance – Fui bolsista da Academia Jaime Aroxa”, trabalho como representante comercial e divulgador cultural. 
Já Participe de uma coletânea com dois textos chamada “Poetas do Sarau Suburbano” Ritmo e Poesia, organizado por Alessandro Buzo. Participei também de áudio book chamado “Play na Poesia “.
11. Deixe seus contatos:
Twitter: @jaimeborbagato
Facebook: Jaime Matos
Jaime Matos é um grande exemplo em cultura, poesia e sarau e para quer gosta deste estilo livre de literatura, não pode deixar de frequentar pelo menos uma vez na vida a um sarau.
Esta arte literária, de estrutura simples, mas com conteúdo nobre, que mostra a cultura de país, estado, cidade, bairro ou rua, como ela é, sem interrupções de nada, pois o verdadeiro promotor cultural, é aquele que não se importa de organizar uma grande festa, com famosos e muitos holofotes ou então organizar uma roda literária para poucas pessoas em um cômodo de sua casa.
Pois ser um divulgador da cultura pop, pois a cultura pop não é só Lady Gaga, Beyonce e Britney Spears, cultura pop é a banda de rock que ensaia na garagem todos os dias, a menina ensaiando alguns passos de dança na pracinha do bairro e também os grupos de ‘rappers‘ que se encontram em lugares estratégico da cidade para mostrar seu ‘beat box‘ em uma competição com muito hip-hop e diversão.
Isso é promover a cultura pop, sem destrinchar uma parte dela e levá-lo para o público que não gosta só de efeitos, imensos lugares e preços altos.
Já que abrimos esta entrevista com uma sentença, nada mais digno de encerra o Cantinho Literário com uma frase do poeta, então fiquem com Jaime Matos abaixo.
Boa semana a todos e até a próxima, que aliás,  semana que vem não haverá entrevista, pois terá especial semana de Natal aqui no Cantinho Literário.
Até mais…
Por: Priscila Visconti (mostrando a cultura pop como um diamante não lapidado pelo homem)