Cantinho Literário na onda das crianças

Salve salve tripulação… 
Depois da ressaca de eleição, nós d’O Barquinho temos um super especial de dia das crianças por aqui.
Sim sim… Nesta semana, a nossa embarcação será tomada pela criançada e cada dia terá um texto novo para as crianças e também para quem ainda mantem o espírito infantil, afinal, quem deixa a criança interior ir embora, é porque não teve uma infância saudável e verdadeira.
Mas começando esta semana ‘fuzaca’, vamos invadir o mundo literário com o grande mestre da literatura infanto-juvenil, ele é o pai do pequeno Menino Maluquinho, um aprendiz de uma professora muito maluquinha e anda com a Turma do Pererê, o especial semana da criança aqui no nosso Cantinho Literário, é com ele o grande Ziraldo. 
Ziraldo Alves Pinto de Caratinga, 24 de outubro de 1932, é um cartunista, chargista, pintor, dramaturgo, caricaturista, escritor, cronista, desenhista, humorista, colunista e jornalista brasileiro. É o criador de personagens famosos, como o Menino Maluquinho, e atualmente, um dos mais conhecidos e aclamados escritores infantis do Brasil. Ziraldo é irmão do também desenhista, cartunista, jornalista e escritor Zélio Alves Pinto e também de Ziralzi Alves Pinto e pai da cineasta Daniela Thomas e do compositor Antonio Pinto.
O escritor e jornalista, se formou em Direito, no ano de 1957, mas suas veias jornalísticas já se manisfestavam com apenas seis anos de idade, quando teve um desenho publicado na Folha de Minas.
Ziraldo já trabalhou em diversos veículos de comunicação como, a Folha de Minas (1954) com uma coluna dedicada ao humor, na revista O Cruzeiro (1957), Jornal do Brasil (1963), entre outras mídias.
No ano de 1960, lançou a primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor, Turma do Pererê, que também foi a primeira história em quadrinhos a cores totalmente produzida no Brasil, embora tenha alcançado uma das maiores tiragens da época, Turma do Pererê foi cancelada em 1964, logo após o início do regime militar no Brasil. Nos anos 70, a Editora Abril relançou a revista, desta vez, porém, sem o sucesso inicial.
Em 1969, Ziraldo recebeu o “Nobel” Internacional de Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas e também o prêmio Merghantealler, principal premiação da imprensa livre da América Latina.
Foi fundador e posteriormente diretor do periódico O Pasquim, tabloide de oposição ao regime militar, uma das prováveis razões de sua prisão, ocorrida um dia após a promulgação do AI-5.
Em 1980, lançou o livro “O Menino Maluquinho”, seu maior sucesso editorial, o qual foi mais tarde adaptado na televisão e no cinema.
Incansável, Ziraldo ainda colabora em diversas publicações, e está sempre envolvido em novas iniciativas. Uma das mais recentes foi a “Revista Bundas”, uma publicação de humor sobre o cotidiano que faz uma brincadeira com a revista “Caras”, esta, voltada para o dia a dia de festas e ostentação da elite brasileira. Ziraldo foi também o fundador da revista “A Palavra” em 1999.
Ilustrações de Ziraldo já figuraram em publicações internacionais como as revistas Private Eye da Inglaterra, Plexus da França e Mad, dos Estados Unidos.
Desde o ano de 2000 participa da “Oficina do Texto”, maior iniciativa de coautoria de livros do Mundo, Criada por Samuel Ferrari Lago então diretor do Portal Educacional, onde já ilustrou histórias que ganharam textos de alunos de escolas do Brasil todo, totalizando aproximadamente 1 milhão de diferentes obras editadas em coautoria com igual número de crianças.
E aí curtiram um pouco da história de Ziraldo? Esperamos que sim, pois com certeza ele foi ou é uma grande inspiração para muitas pessoas, seja na área de humor, jornalismo, desenhos ou então por sua imaginação inacreditável que contagia adultos e crianças.
Para mais informações sobre o Ziraldo, acesse seus endereços da WEB e veja suas maravilhosas e criativas ideias.
Mas é isso ai tripulação, a semana da criança aqui n’O Barquinho, só está começando, então não percam este especial, pois a cada dia terá algo incrível e mágico por aqui, pois o nosso barco nesta semana terá muita imaginação e magia, então bom divertimento a todos…
Boa semana e até a segunda-feira que vem com mais Cantinho Literário

[NOTA] "Especial Hebe Camargo"

Havíamos feito um artigo especial em condolências a morte da apresentadora Hebe Camargo, mas infelizmente no servidor “deu zica” e acabou deletando a reportagem. Porém, para suprir essa falha e também mostrar o quão importante Hebe foi para a TV brasileira, republicaremos essa semana o “Especial Hebe Camargo” aqui em O Barquinho Cultural.
Desculpa-nos pelo transtorno.
Staff @obarquinho

[Cantinho Literário] Tatiana Belinky: A rainha da literatura infantil

Nós d’O Barquinho Cultural, já fizemos diversas homenagens aqui no Cantinho Literário, como Machado de Assis, que é rei dos tributos por aqui, mas também teve, Nelson Rodrigues, Jorge Amado, uma semana só com jornalistas literários, especiais de datas marcantes da área literária, como a Semana de 22, entre outras homenagens.
Para não perder a pauta da semana passada a qual publicamos até o vídeo dos alunos do colégio São Francisco Xavier, nos iremos dar continuidade na onda das crianças que homenageou a escritora com uma singela homenagem na 22ª edição da Bienal do Livro de São Paulo, e colocar a Tatiana, no ‘hall’ das homenagens aqui em nossa embarcação. (clique aqui para ver o vídeo das crianças)
Então sem mais delongas, vamos pegar o barco e entrar em alto mar com mais um especial literário aqui em nosso Cantinho.

Tatiana Belinky, nasceu em São Petersburgo, Rússia, no dia 18 de março de 1919, mas chegou com a família ao Brasil aos dez anos de idade, fugindo das guerras civis que assolavam a então União Soviética, nesta altura, Tatiana já falava russo, alemão e letão.
Aos dezoito anos, após concluir um curso preparatório, começou a trabalhar como secretária-correspondente bilíngue, nos idiomas português e inglês.
Aos vinte ingressou no curso de Filosofia da Faculdade São Bento, mas abandonou, mas logo em seguida se casou com o médico e educador Júlio Gouveia, em 1940, tendo dois filhos.
No ano de 1948, começa a trabalhar em adaptações, traduções e criações de peças infantis para a prefeitura de São Paulo em parceria com o marido. Em 1952 encenam “Os Três Ursos” em pedido da TV Tupi, que atinge grande sucesso, o êxito deste trabalho foi definitivo para a carreira da escritora iniciante.
O casal é convidado a ter um programa fixo na emissora,  Tatiana e Júlio fazem a primeira adaptação de o “Sítio do Picapau Amarelo”, de Monteiro Lobato. O trabalho do casal na Tupi seguiria até 1966. Neste ínterim, Tatiana Belinky recebe seus primeiros prêmios como escritora, além de tornar-se presidente da CET (Comissão Estadual de Teatro de São Paulo).
Em 1972 passa a trabalhar na TV Cultura e em grandes jornais do estado de São Paulo, como a Folha de São Paulo, o Jornal da Tarde e O Estado de São Paulo, escrevendo artigos, crônicas e crítica de literatura infantil.
Finalmente, em 1985, Tatiana Belinky desponta como escritora de livros, colaborando em uma série infanto-juvenil. Em 1987 publica o primeiro livro: “Limeriques”, pela editora FTD, baseando-se nos limericks irlandeses. A partir desta publicação, Tatiana passa a trabalhar fervorosamente sobre novas criações, chegando a escrever mais de cem obras. Suas publicações são acompanhadas por vários prêmios literários, entre eles o célebre Prêmio Jabuti, recebido em 1989.
De sua vasta obra, destacam-se “Coral dos Bichos”, “Limeriques”, “O Grande Rabanete”, “Di-versos russos”, “Limerique das Coisas Boas”, entre outros, nestes últimos anos, Tatiana Belinky tem também publicado livros de crônicas e memórias.
Em 2010, no dia 15 de abril ocorreu a sessão de posse da Academia Paulista de Letras, passando a ocupar a cadeira 25 e tendo sido recebida pelo Acadêmico Francisco Marins.
Confira abaixo um vídeo do pessoal do Quintal da Cultura, contando O caso do Bolinha, da Tatiana Belinky.

E ai curtiram o especial literário de dessa semana… Esperamos que sim, pois estamos preparando muitas surpresas para os próximos Cantinho Literário, porque o que aqui cultura, informação e diversão, vocês encontram de monte em nossa embarcação.Boa semana e boa leitura a todos os navegantes…Até semana que vem com mais literatura aqui em nossa embarcação…Priscila Visconti

[Caixa de Som] Elvis não morreu!!!

A exatos 35 anos, no dia 16 de Agosto de 1977, o rei do rock Elvis Presley falecia de um colapso fulminante, associado à disfunção cardíaca, em sua casa em Memphis, deixando fãs e admiradores muito triste, unindo o maior número de pessoas em frente a sua mansão.

As linhas telefônicas de Memphis estavam tão congestionadas que a companhia telefônica pediu aos residentes para não usarem o telefone a não ser em caso de emergência. As floriculturas venderam todas as flores em estoque. 
O velório aconteceu no dia 17. Alguns, dos milhares de fãs, puderam ver o caixão por aproximadamente 4 horas e o sepultamento ocorreu as 3 horas da tarde, do dia seguinte, 18/Agosto,   somente para familiares e amigos sendo realizada, com canções gospel cantadas pelos “Stamps” (Grupo vocal gospel) e pela cantora Kathy Westmoreland, ambos fizeram parte do grupo musical de Elvis na década de 1970.
Mas pós sua morte, Elvis ainda é lembrado como grande inovador da música, por isso que recebeu o título de rei do rock, porque ele inovou o rock, popularizando para todos, não apenas para um grupo seleto, como era antes dele, em que existia músicas de brancos e negros, com a chegada de Elvis isso mudou, pois ele trouxe o rock and roll e batida da música gospel para todos os povos, unindo a todos.
Por isso que Elvis é o rei do rock and roll, pois para ele não existia preconceitos entre raças e classes sociais diferentes uma das outras, pois o que ele que repassar a todos era sua música e seu jeito de rock and roll de viver.

Elvis não morreu, ele se multiplicou nos corações de todos… #Elviseternity

É isso ai pessoal, muito rock and roll para todos…
e até a próxima!
Priscila Visconti (não sou a Presley, mas também sou doida pelo Elvis)

[Cyber Cult] Especial: 40 anos do Atari

Hoje dia 27 de junho, o pai dos video-games completou 40 anos, para quem mais de 30 anos ou então está chegando, deve lembrar do Atari, pois com certeza ou ganhou ou herdou do irmão, pai, tio ou afins, então sabe o que é jogar Enduro, River Raid e o famoso Pac Man.

A história do Atari, começa nos anos 70, se destacou ao produzir dezenas de jogos para arcade. Tempo depois, Nolan Bushnell vendeu a empresa para a Warner, que tinha feito uma oferta irrecusável. Com o passar do tempo, houve um certo “choque” entre a nova direção e Nolan Bushnell por causa do modo diferente dele administrar a empresa, e também irritando os magnatas que tinham comprado a compainha. Isso culminou com Nolan Bushnell sendo despedido.
O primeiro console foi o Atari VCS (Video Computer System), produzido em 1977. Seu preço era alto demais (em torno de 200 dólares), e uma sucessão de novos consoles foi lançado para tentar estabelecer uma fonte de renda segura, até que, em 1978, lançou o Atari 2600, de longe seu maior sucesso (e posteriormente o ícone da empresa). Novos consoles com mais recursos foram lançados posteriormente (como o Atari 5200, o portátil Lynx, e o mais recente Jaguar), mas nenhum chegou perto das marcas de venda alcançadas pelo 2600 durante os anos 80. Havia centenas de empresas produzindo jogos (que chegavam aos milhares de títulos) para o 2600, entre elas a SEGA, a Coleco, e a Nintendo. As vendas começaram a cair nos Estados Unidos entre 1983 e 1984.

No Brasil foi lançado em 1983 pela Gradiente e continuou como o vídeo game mais popular até o final da década, quando a SEGA entrou no mercado com o Master System. Ainda assim, é possível encontrar até hoje programadores e pequenas empresas produzindo novos jogos compatíveis com esse console.

O insucesso frente às grandes marcas surgidas a partir da “terceira geração” de video games de 8 bits causou problemas financeiros na Atari. No início dos anos 90, a companhia investiu no portátil Lynx, que não teve a mesma aceitação que o concorrente Game Boy, da Nintendo. Em 1993 lançou, em parceria com a IBM, o Jaguar, console de 64 bits, e o mais avançado de seu tempo. Mas a carência de jogos e o alto preço do aparelho fez com que as vendas nunca decolassem, sendo mais tarde eclipsado pela Nintendo com o Nintendo 64, bem como pela Sony, com o seu primeiro console, o PlayStation.

Ao longo dos anos 90, a inabilidade da Atari em acompanhar o mercado de consoles culminou com a venda de suas divisões para diversas empresas de informática, terminando com a venda da própria marca para a Infogrames em 2001. Desde então, esta empresa usa o nome e o logotipo original da Atari em seus produtos, e assim produziu jogos de sucesso, como a série Civilization.

Confira um  comercial  do game de 1978, protagonizado pelo Rei Pelé…

Parabéns Atari por seus 40 anos, pois você já tem uma história eternizada no mundo dos games.