[Cantinho Literário] Criança na literatura – Isso sim é o futuro!

Salve salve tripulação dos sete mares mais cultural…
Entramos na semana da criança e nós marinheiros do OBC, voltaremos a ser crianças e brincaremos muito aqui em nossa embarcação e nós do Cantinho Literário, vamos dar o ponta pé neste especial da semana do dia das crianças, resgatando um pouco da nossa infância e nossos primeiros passos na arte da literatura, afinal quem todos nós se lembramos do primeiro livro ou gibi que lemos quando éramos ‘pimpolhinhos’.
Eu mesmo, lembro que quando era mais nova, ia para a biblioteca aqui perto da minha, e ficava horas e horas, lendo, criando e imaginando coisas através da leitura, isso quando não ‘cabulava’ aula, só para passar o dia na biblioteca.
Mas vamos ao que interessa e deixar nossas vidas pessoais de lado e partir para ação, afinal não podemos esquecer da nossa infância, mas também temos que viver nossas vidas atuais.

Primeiramente, vamos entender o que é a literatura infantil, que é uma obra de fácil entendimento pelas crianças de dois a 10 anos, que seja por mesma, ou com ajuda das pessoas mais velhas que elas, além de ser também bastante interessante e estimular a crianças.
Os primeiros livros direcionados as crianças foram feitos por professores e pedagogos no final do século XVII, com o objetivo de passar valores e criar hábitos. Atualmente a literatura infantil não tem só este objetivo, hoje também é usada para propiciar uma nova visão da realidade, diversão e lazer.
Os livros são na sua grande maioria coloridos e possuem inúmeras imagens, tanto porque criança está apenas começando a aprender a ler, bem como estimula a criança por mais histórias. Os dedicados a leitores entre quatro a seis anos apresentam maiores grupos de palavras organizados em um texto, sem abrir mão de estímulos visuais mencionados acima, podendo ser incluídos algumas histórias em quadrinhos, como a Turma da Mônica. 
As obras literárias feitas para crianças entre sete a dez anos começam a possuir cada vez menos cores e imagens, e apresentando textos cada vez maiores e fatos cada vez mais complicados e explicativos, uma vez que o jovem leitor, agora já em fase escolar, estimulando a encontrar respostas por ele mesmo o começo da racionalização.
Mas toda obra literária infantil possui algumas características em comum, embora exceções existam: 
* Ausência de temas adultos e/ou não apropriados a crianças. Isto inclui guerras, crimes hediondos e drogas, por exemplo;
* São relativamente curtos – não possuem mais do que 80 a 100 páginas;
* Presença de estímulos visuais (cores, imagens, fotos, etc);
* Escrito em uma linguagem simples, apresentando um fato ou uma história de maneira clara;
* São de caráter didático, ensinando ao jovem leitor regras da sociedade e/ou comportamentos sociais;
* Possuem mais diálogos e diferentes acontecimentos, com poucas descrições;
* Crianças são os principais personagens da história;
* Possuem um final feliz;
Já a literatura juvenil, que é dedicada à leitores de 10 a 15 anos, consiste de fatos de jovens, incluindo conflitos controversas, como sexo, violência, drogas, relacionamentos amorosos e personagens, que apresentam temas interessantes aos adolescentes e que sejam da mesma faixa etária que eles.
As imagens não são necessariamente coloridas e basicamente constituídas em textos, já que eles possuem um nível literário, mas avançado das crianças. Os jovens têm um certo repúdio aos clássicos da literatura, alguns livros mais comerciais, dedicados a adolescentes, se tornaram grandes best-sellersBest-seller mundiais, como Harry Potter e Crepúsculo e este fenômeno, no entanto, pode ser visto como uma boa oportunidade de incentivar o gosto pela literatura nesta difícil faixa etária.
Para celebrar esta semana da criança, no Shopping Iguatemi de Ribeirão Preto, está acontecendo a exposição interativa do livro O Pequeno Príncipe, confira  as informações abaixo e aproveitam que neste sábado é feriado e dá uma pulo no interior paulista para conferir esta exposição. Afinal Ribeirão Preto nem é tão longe da capital paulista e pois sempre tem ônibus saindo da estação rodoviária do Tietê, mas não importa, tentam puxar o papai e mamãe para o interior e conferir esta exposição.
A Exposição Interativa O Pequeno Príncipe no Shopping Iguatemi Ribeirão Preto
Data: De 30 de Setembro a 03 de Novembro
Horário de funcionamento: Domingo à Sexta: Das 12h às 20h
Sábados: 10h às 22h
Entrada Franca
Mais informações acesse o site do Shopping Iguatemi e também no site O Pequeno Príncipe;
Isso ai galerinha, esta semana especial do dia das crianças só está começando, ainda terá muita diversão aqui n’O Barquinho Cultural, porque aqui quem faz nossa embarcação é a tripulação, pois vocês nos estimulam a criar novos temas para nosso barco crescer a cada dia.
PS: Estamos a caça de crianças ou adolescentes escritores, para em breve fazermos uma entrevista ‘da hora’ aqui no OBC, por isso aguarde, porque em breve terá entrevista por aqui no Cantinho Literário;
Boa semana, boa leitura e um Feliz dia das crianças

[Cabine da Pipoca] 25 anos sem o Rei Seu Madruga

Esta semana no Cabine da Pipoca, não terá nenhum filme em destaque, como lançamento, recorde de bilheteria ou então, apresentação de atores de Hollywood ou então, longas-metragens super ‘high-tech’ e com alta evolução em tecnologia e efeitos visuais e sonoras.
Nesta semana será uma homenagem ao grande ator mexicano, que mesmo nunca vindo ao Brasil, conseguiu atrair muitos fãs, sendo eternizado como o rei do humor, Don Ramón Valdés, ou mais conhecido como Seu Madruga.

Ramón foi um ator e comediante mexicano, célebre por interpretar o personagem Don Ramón (Seu Madruga, no Brasil) na série de televisão El Chavo del Ocho, além de ter atuado nos mais diversos papéis em outras produções do escritor Roberto Gomez Bolaños, tais como El Chapulín Colorado e Chespirito.
Sua carreira teve início na Era de Ouro do Cinema Mexicano, junto com seus irmãos Manuel “El Loco” Valdés e Germán Valdés Tin Tán. Seu personagem alcançou o status de ícone da cultura popular em grande parte da América Latina.
Inicialmente, ele, Roberto Gómez Bolaños (Chaves) e María Antonieta de las Nieves (Chiquinha) começaram com o programa ” Los supergenios de la mesa cuadrada”, durando até 1970, quando iniciaram as filmagens de Chapolin Colorado e, finalmente em 1972, Chaves.

Ao final da década de 70, Ramón deixou o programa e diversos rumores a respeito do motivo surgiram, nenhum sendo confirmado até que seu filho, Estebán Valdés, declarou que o pai havia abandonado o seriado devido Florinda Meza, a Dona Florinda e mulher de Roberto Bolaños, querer controlar o programa, então foi nessa época que Valdés e Carlos Villagrán (Quico) viajaram

apresentando o programa Frederico, em que Ramón representava o dono de uma loja.
Já na década de 80 foi descoberto um tumor maligno no estômago, fazendo com que fosse internado, passando a maior parte de seus últimos dias sedado até que em 9 de agosto de 1988, após 7 anos lutando contra o câncer, Ramón Valdés faleceu, mas seu legado resiste até hoje, sendo assistido e adorado inclusive pelas gerações mais recentes.
Relembre abaixo os famosos bordões, do grande e eterno rei Madruga:
A virtude do bem viver está nos princípios morais.
Tinha que ser o Chaves (mesmo/de novo) (depois que Chaves o dá uma bofetada acidentalmente)
Não existe trabalho ruim, o ruim é ter que trabalhar.
Segure isso aqui. (quando pede para Chaves segurar alguma coisa dele antes de bater)
Toma! (quando bate em Chaves)
Eu posso explicar (Quando o Seu Madruga quer explicar para a Dona Florinda antes dela bater nele, mas ela sempre bate nele sem deixá-lo explicar)
Só não te dou outra porque… (depois que bate em Chaves e o garoto começa a chorar. Às vezes, ao fim dessa frase, ele fala algo sobre sua vozinha, que é anteriormente citada por Chaves, em consequência de algum fato que ocorreu após apanhar de Dona Florinda)
Digo… digo… (dito para Dona Clotilde, quando ele a chama de bruxa acidentalmente ou ao Sr. Barriga, quando ele erra o seu nome)
Chiquinha, vá já pra casa!
Chiquinha, cale a boca! (geralmente quando Chiquinha o interrompe quando ele está conversando com alguém)
Dá licencinha pro Madruguinha ou Uma licencinha pro Madruguinha que vai tomar um cafezinho/uma aguinha
Que que foi, que que foi, que que há?/Que que foi, que que foi, que que isso!?
Francamente, Francamente!
A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena.
As pessoas boas devem amar seus inimigos.
Desculpe… atores conhecemos, costumes não sabemos. (frase dita ao querer emprestar seu macaco para Héctor Bonilla consertar seu carro)
Escute, aqui minha senhora… (Quando Dona Florinda está brigando com Seu Madruga)
Não há nada mais trabalhoso que viver sem trabalhar!
E tudo por culpa de quem? (Referindo-se ao Chaves, após apanhar de Dona Florinda, porque na maioria das vezes a culpa é dele)
Diga ao seu Barriga que eu fui cortar o cabelo do Kojak. (tentando fugir do aluguel)
Um momentinho, um momentinho.
Não chame a srta. Clotilde de bruxa.
Não se pode dormir aqui com tanta criança, com tanta bruxa! (tentando dormir por causa da insônia)
Já te dou uma cacetada!
E é com o rei Madruga que nos despedimos, aliás não queremos ser acordadas às 11 da madrugada, como o Rei e por isso, a gente vai saindo, mas voltamos na semana que vem, com mais Cabine da Pipoca.
Bons sonhos para toda a tripulação d’O Barquinho Cultural e principalmente para o rei Madruga, que dorme com um bebê, mesmo chegando as 4:30 da madrugada.
Por Priscila Visconti (sou apenas uma súdita do reino Madruga)

[Cabine da Pipoca] Especial Heróis da Marvel

Nesta sexta-feira será 3 em 1, já que na semana passada não teve o Cabine da Pipoca, por motivos de forças maiores, mas não se preocupem pois nesta semana será uma espécie de ‘Especial Marvel’, já que hoje dia 26/julho, lançou o novo filme do Wolverine nos cinemas, sobre reunião segunda geração de X-Men no cinema e o teaser de O Espetacular Homem-Aranha 2.

Vamos começar do lançamento é claro… O diretor do filme, James Mangold contou que neste filme encontramos Wolverine em um ponto em que se retirou de todo o contato com outros seres humanos.
Jackman também afirmou que o novo filme permitirá ao público entender melhor a relação do personagem com Jean Grey.
Lembrado novamente do feito de estar caminhando para seu sétimo filme como Wolverine (com “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”), Jackman diz se considerar sortudo. “Foi o primeiro filme que fiz nos Estados Unidos e abriu muitas portas. E continua sendo uma jornada incrível”.
Assista o trailer do filme Wolverine Imortal:


Os atores da trilogia original de X-Men se reuniram com o elenco da versão mais recente da franquia no cinema, “X-Men: Primeira Classe”, em San Diego Comic-Con, para anunciar a volta dos mutantes de todos eles às telas em “Dias de um Futuro Esquecido”, novo filme da série e todos concordaram que foi divertido voltar a vestir o uniforme dos mutantes da Marvel.
Liderados pelo diretor Bryan Singer, o responsável por dar vida na tela aos X-Men há 14 anos, participaram do painel Ian McKellen, Patrick Stewart, Halle Berry, Anna Paquin, Shawn Ashmore, Hugh Jackman, Jennifer Lawrence, Michael Fassbender, James McAvoy, Ellen Page, Evan Peters, Nicholas Hoult, Omar Sy e Peter Dinklage. 

Por fim, ficamos com o teaser de O Espetacular Homem Aranha, estrelado por Andrew Garfield (Homem-Aranha/ Peter Parker) e Emma Stone (Gwen Stacy). A estreia acontece em 1º de maio de 2014, no Brasil.
O atorJamie Foxx foi visto em abril filmando seu papel de Electro para O Espetacular Homem-Aranha 2 e agora imagens dele como o vilão estrearam na Comic Con. Na cena, Electro (ou o engenheiro Maxwell Dillon) está ligado a uma máquina complexa.
Teaser de O Espetacular Homem-Aranha 2 mostra o vilão Electro:

E por aqui encerramos nossas transmissões e já preparando novas ideias para a próxima semana, que esperamos estar bem menos fria que nesta, que está tão gelada quanto o clima na Sibéria.
Bom fim de semana à todos e até semana que vem, com mais cinema aqui no OBCPor Priscila Visconti

[Cabine da Pipoca] Jason é Rock n’ Roll!!!

Salve salve tripulação roqueira do site mais cultural das profundezas dos sete mares, hoje é dia de ROCK baby e para celebrar este dia tão importante para os roqueiros de todo mundo, vamos fazer algo diferente aqui no O Barquinho Cultural, para não cairmos no clichê de falarmos de filmes com temas do rock n’ roll, como diversos sites e programas e Tvs já fazem isso à anos.

Vamos ser diferente e inovar, pois o rock n’ roll de verdade, é ser original, autêntico e com muita diversidade cultural, como juntar a música com o cinema.

Como imortalizar ícones do cinema de terror, como Jason Voorhees, que por coincidência nasceu no dia 13 de Julho, do ano de 1946, apesar do dia ser reconhecido apenas 39 anos, como o Dia Mundial do Rock, que é uma data celebrada anualmente e foi escolhida em homenagem ao Live Aid, megaevento que aconteceu nesse dia em 1985. A celebração é uma referência a um desejo expressado por Phil Collins, participante do evento, que gostaria que aquele fosse considerado o “dia mundial do rock”.
Jason, foi e é um personagem fictício, principal personagem dos filmes de terror da franquia Sexta-Feira 13, o assassino Jason é filho de Pamela Voorhees e Elias Voorhees.
Sua principal característica é a utilização de uma máscara de hóquei para não expor a terceiros seu horrível rosto (detalhe: ele não usa a máscara em algumas edições da série, como o segundo filme, pois ainda não a tinha encontrado, usando antes uma fronha de travesseiro branco ). 
Além disso, sempre utiliza uma faca machete, embora, saiba manusear com habilidade qualquer arma branca que esteja ao seu alcance, (como machado, machadinha, cutelo, faca, lança, arpão, forcado, entre outros). Entretanto, jamais usou algum tipo de arma de fogo.
Jason Voorhees supostamente se afogara no lago do amor, próximo ao acampamento Crystal Lake por negligência dos monitores que no momento estavam ocupados. Pamela, sua mãe, era a cozinheira do acampamento. A 13 de junho de 1958, à noite, a sra. Pamela Voorhees, em um ato de vingança, executou os dois conselheiros (Claudette e Barry) e mais sete monitores. Assim, no primeiro filme da série Sexta feira 13, quem matava as pessoas não era Jason e sim Pamela. 
Porém, uma das monitoras conseguiu decapitar a mãe de Jason enquanto lutava contra ela. Supostamente, Jason encontrou sua mãe decapitada e voltou para aniquilar todos que cruzam seu caminho. Já o remake de 2009 mostra claramente que ele viu mesmo a mãe sendo morta e foi isso que provocou sua revolta. Desde então, mata todos aqueles que cruzam seu caminho.
Conheça abaixo um pouco quem é Jason Voorhees:
Matou 285 pessoas;
Pendurou 85 de seus cadáveres em tetos ou árvores;
Levou cerca de 435 tiros, foi esfaqueado 106 vezes, foi cortado muitas vezes por Freddy Krueger, levou 20 machadadas, foi atingido por um mastro de bandeira, foi atropelado por um trator e um carro, soterrado por um telhado, foi atingido por vasos, um sofá, pedaços de madeira, dois torpedos, duas cadeiras, livros, uma estante, uma televisão, quebrou o pescoço no bote de Crystal Lake, teve um machado cravado no crânio (parte 3), foram fincados ao longo do seu corpo 15 barras de metal, foi atingido por uma barra de metal diversas vezes, ficou muito tempo embaixo do lago preso por uma pedra e uma corrente em seu pescoço, foi arremessado junto a Freddy por um carro de mina, foi parcialmente queimado (por gasolina em Freddy vs. Jason), levou 25 socos no rosto (parte 8), foi chutado por Freddy, levou pedradas no rosto (parte 6), perdeu 4 dedos da mão direita, teve os dois olhos furados, foi afogado em água e lixo tóxico, foi explodido, foi

criogenizado, foi enforcado, foi decepado, foi eletrocutado (por um fio de poste, um painel destruído e em um trilho de metrô), sua cabeça foi furada por Freddy, foi arremessado contra andaimes cerca de 15 vezes (Freddy vs. Jason), foi esmagado, perdeu a perna, teve metade de sua cabeça estourada por uma hélice de barco, foi obrigado a se bater em uma parede de metal várias vezes por Freddy, ficou no espaço sem ar e em baixas temperaturas, sofreu entrada brusca na atmosfera em uma temperatura de 300°C e sobreviveu.

Esse cara conhecido por usa uma máscara de Hóquei, para não mostrar seu rosto horrível, em alguns filmes ele não a usa, ele a encontrou em uma espécie de galpão, depois de ter assassinado um drogado. Ele tem um grande habilidade com armas que não sejam de fogo (Armas Brancas) como por exemplo: Arco e flexa, Facão, Machado etc… Mas sua arma preferida é um facão gigante.
Gostaram de conhecer este ícone dos filmes e séries do terror? Que aliás, tem tudo haver com este dia mundial do rock, pois ele realmente é o personagem ideal para representar este dia tão especial em todo o MUNDO.

Este é um tributo para e filho, Pamela e Jason Voorhees, de todos os filmes Sexta-Feira 13!!!

Yeaaaaaah baby, let’s go to Rock n’ Roll and Congrats Jason Voorhees!!!
Por Priscila Visconti (devota de Jason Voorhees e feliz por nascer na década mais rock n’ roll no mundo)

[Cantinho Literário] Especial FLIP 2013- Graciliano Ramos

Essa semana como será especial FLIP 2013 por aqui no Cantinho Literário, nada mais justo do que fazermos um especial do autor homenageado da festa, que é o alagoano Graciliano Ramos, que assim como todos que já receberam homenagens na festa, terá seus poemas, livros e histórias de sua vida, espalhada pelas ruas históricas de Paraty, que é uma cidade que respira literatura não só nestas épocas, mas também ao decorrer do ano.

Mas voltando ao Graciliano Ramos, que nasceu em Quebrangulo, interior do Alagoas, no dia 27 de outubro de 1892, primogênito de uma família de classe média do sertão nordestino, ele viveu os primeiros anos em diversas cidades do Nordeste brasileiro, como Buíque (PE), Viçosa e Maceió (AL) e terminou o segundo grau em Maceió e depois seguiu para o Rio de Janeiro, onde passou um tempo trabalhando como jornalista, mesmo não cursando faculdade.
Mas em setembro de 1915, Graciliano regressa ao nordeste, motivado pela morte de seus irmãos Otacília, Leonor e Clodoaldo e do sobrinho Heleno, vitimados pela epidemia de peste bubônica, volta para o Nordeste, fixando-se junto ao pai, que era comerciante em Palmeira dos Índios, Alagoas. Neste mesmo ano casou-se com Maria Augusta de Barros, que morreu em 1920, 
deixando-lhe quatro filhos.
Graciliano Ramos estreou na literatura em 1933 com o romance “Caetés”. Nessa época mantinha contato com José Lins do Rego, Raquel de Queiros e Jorge Amado. 
Em 1934 publicou o romance “São Bernardo” e em 1936 publicou “Angustia”. Nesse mesmo ano, ainda no cargo de Diretor da Imprensa Oficial e da Instrução Pública do Estado, foi preso sob acusação de participar do movimento de esquerda. Após sofrer humilhações e percorrer vários presídios, foi libertado em janeiro de 1937. 
Essas experiências pessoais e dolorosas de sua vida, foram retratadas no livro “Memórias do Cárcere”, publicado após sua morte. O romance “Vidas secas”, escrito em 1938 é a sua obra mais importante.
Graciliano Ramos seguiu para o Rio de Janeiro, onde fixou residência e foi trabalhar como Inspetor Federal de Ensino. Em 1945 ingressou no partido comunista brasileiro. Em 1951 foi eleito presidente da Associação Brasileira de Escritores. Em 1952 viajou para os países socialistas do Leste Europeu, experiência descrita na obra “Viagem”, publicada em 1954, após sua morte.
Confira abaixo as obras literárias de Graciliano Ramos:
Caetés, romance, 1933
São Bernardo, romance, 1934
Angústia, romance, 1936
Vidas Secas, romance, 1938
A Terra dos Meninos Pelados, literatura juvenil, 1942
História de Alexandre, literatura juvenil, 1944
Dois Dedos, literatura infantil, 1945
Infância, memórias, 1945
Histórias Incompletas, literatura infantil, 1946
Insônia, contos, 1947
Memórias do Cárcere, memórias, 1953
Viagem, memórias, 1954
Linhas Tortas, crônicas, 1962
Viventes das Alagoas, costumes do Nordeste, 1962
Abaixo veja a sinopse da obra mais popular de Graciliano Ramos, que é bastante lida para vestibulares, cursinhos e Ensino Médio de todo o Brasil, que o romance “Vida Secas”, que foi escrito entre 1937 e 1938, publicado originalmente em 1938.
VIDAS SECAS é o livro em que Graciliano, visto como antipoético e anti-sonhador por excelência, consegue atingir, com o rigor do texto que tanto prezava, um estado maior de poesia.
“O que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de meios de sobrevivência e um futuro. Apesar desse sentimento de transbordante solidariedade e compaixão com que a narrativa acompanha a miúda saga do vaqueiro Fabiano e sua gente, o autor contou: “Procurei auscultar a alma do ser rude e quase primitivo que mora na zona mais recuada do sertão… os meus personagens são quase selvagens… pesquisa que os escritores regionalistas não fazem e nem mesmo podem fazer …porque comumente não são familiares com o ambiente que descrevem…
Fiz o livrinho sem paisagens, sem diálogos. E sem amor. A minha gente, quase muda, vive numa casa velha de fazenda. As pessoas adultas, preocupadas com o estômago, não tem tempo de abraçar-se. Até a cachorra [Baleia] é uma criatura decente, porque na vizinhança não existem galãs caninos”. 
Boa semana à todos e até o próximo Cantinho Literário