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[Total Flex] Projeto Via Brasil fomenta o intercâmbio da cultura brasileira

2014 será o ano do Brasil, além dos eventos que acontecerão aqui em nosso país, que somará visibilidade por todo o Planeta, o país ainda será homenageado em outros países no mundo, como por exemplo, o intercâmbio da cultura brasileira, que acontecerá ao longo deste ano no Wexner Center, galeria de arte contemporânea da Universidade de Ohio (Estados Unidos), que está realizando uma iniciativa interdisciplinar intitulada Via Brasil.

O projeto visa apresentar a diversidade cultural da nação brasileira, promovendo uma troca internacional da universidade com a arte e cultura do Brasil. Além do mais, o Wexner Center há uma gama integrada que abrange diversos nichos da nossa cultural, como exposições, filmes, vídeos, educação, juntamente com programações complementares do departamento de artes cênicas, tendo por fim, promover a compreensão e apreciação da arte contemporânea brasileira.
A mostra exposta ao projeto é um resultado de quase três anos de pesquisa e viagens de curadores da universidade, passando pelas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Belo Horizonte, entre outros lugares, conhecendo o trabalho de artistas, curadores e críticos brasileiros. Uma investigação da cultura brasileira atual, através de uma perspectiva de costumes, mostrando uma ampla e vasta programação cultural no Brasil.
Para mais informações acesse o site do Ministério da Cultura, e confira os editais a serem apresentados durante o projeto.

[Cabine da Pipoca] Feriado é isso, filminho, descanso….feriado de quê mesmo hein?

Bem que eu queria começar dizendo que encontrei uma série de filmes que contam, com orgulho e seriedade, algo sobre ou exatamente retratam a independência do Brasil. Pois é, mas, salvo por favor  – aqui  – qualquer injustiça minha, eu não achei nada muito sério ou que são fosse uma sátira sobre período imperial e independência.


Calma, eu adorei ver “Carlota Joaquina”, princesa do Brasil, interpretada pela, graças a Deus,  maravilhosa, Marieta Severo, dirigido sob muita acuidade e persistência por Carla Camuratti.

É de uma maestria e você até esquece mesmo onde ela está, a sim no Brasil, e foca sua atenção naquela figura marcante que é a esposa de D. João VI, aliás vivido por Marco Nanini ( sim eles também são um casal na comédia em série, A Grande Família).
Confira o making of do longa abaixo:
Mas, críticas à parte sobre repetir casais que deram certo em cena e voltando para a questão ‘Brasil ‘, acredito que essa risada toda sobre nossa independência e sobre o que ‘passamos’ antes dela, é uma reação na telona de como nossos cineastas meio que protestam ou dizem, “ foi uma história feia, que nos deixou marcas até hoje”.
É bem verdade afinal, tivemos um grupo de exilados que nos conduziu durante o império, uma família real foragida de Napoleão e finalmente imperadores no mínimo estranhos. Mas puxa vida, continuei pensando, mas e os norte-americanos e os ingleses? Todo mundo sabe a história da Rainha Elizabeth II, a era de ouro do grande império inglês, e olha que sou fã de Cate Blanchett e de Geffrey Rush. Este último também majestoso como o médico, em “O Discurso do Rei“, sobre o rei inglês George e sua gagueira.
Então….ninguém nem se lembra que os ingleses tinham seus piratas, eram um império avassalador no século…. ou mesmo que tiveram reis malucos, gagos, não….tudo fica sob uma névoa de nobreza e para nós brasileiros o que restou a retratar no cinema?
Temos nossa independência de outra forma, tardia de novo, diferente de novo, mas vem através do retrato dos jovens que pensaram um Brasil melhor, que nos fizeram cantar “Que País é esse”, como no retrato do surgimento da banda Legião Urbana, no filme de Antônio Carlos da Fontoura “Somos tão jovens”.
Assista o trailer oficial:
Somos mesmo, talvez a música dessa geração, os artistas que aprenderemos ainda a admirar, os cineastas nacionais que vamos valorizar porque fazem arte com parcos recursos, somos jovens em muitas coisas e ainda podemos rir de nossa história. Podemos reinterpretá-la, só direi que se somos um pouco de Oscar, um pouco É tudo verdade. Somos mistura, nos deixamos aportuguesar ou dar um Google, porque há tanto de pluralidade nesse Brasil, que por mais que o cinema tenha a sátira, há um drama, um romance com a miséria, o medo do futuro, o país do futebol também faz arte, e no bom sentido.

Quando na década de 80, assisti Fernandinha Torres fazer “Inocência” (1983), baseado na obra do romancista regionalista Visconde de Taunay, achei aquele filme tão taciturno, seus poucos diálogos, e um ar sem explicação e eu queria a conclusão. Mas eu achava que não havia, como talvez hoje não vejamos algo de nossa independência, seu processo, como é próprio de quem constrói uma identidade, tanto por fazer. Irônico pensar que Visconde de Taunay foi senador na época imperial, mas como escritor romântico seu foco era destacar a beleza do Brasil, vai entender…

Muito mais de 100 anos depois do nascimento deste escritor, você vai rir com Fernanda Torres amadurecida em Os Normais 1, 2, talvez até permita-se comemorar este feriado vendo um bom filme nacional, critique, fale mal, comente por aí, fale bem, mas veja sua língua, seu dia, aquele olhar familiar, que vem de algum lugar chamado país, e isso é parte da sua história também, por mais estranho que possa parecer!

Por: Fabíola Mello

[Cabine da Pipoca] No escurinho da Virada Cultural 2013

Salve salve tripulação mais cultural de toda internet, falta poucas horas para começar o evento mais cultural de toda capital paulistana, a Virada Cultural 2013 e como na sexta-feira (17), não deu tempo de subirmos o especial da Virada por aqui. 

Pois tivemos compromissos lá na PQP (ponte que partiu) e quando chegamos a única coisa que queríamos era tomar banho e cama, pois o lugar que fomos era ‘loooooooooooooonge pra caramba’, mas não vamos entrar em detalhes e vamos focar no especial da Virada, afinal é isso que vocês vem buscar por aqui n’O Barquinho, cultura, entretenimento, novidades e muita diversão.
Para quem for a Virada 2013 e curte cinema, não pode deixar de ir a Galeria Olido, que terá longas de terror inéditos, no MIS (Museu da Imagem e Som), que está acontecendo a 17º Cultura Inglesa Festival e nos diversos Sesc de São Paulo, que terão filmes para todos os estilos, gêneros e idade, para público algum se queixar de nada e melhor tudo de grátis, ou seja, é diversão sem por a mão no bolso, que isso dá mais animo à todos.

Segue abaixo a programação de onde terá cinema na Virada Cultural 2013, bom divertimento e bom evento à todos:

A Galeria Olido trouxe para Virada Cultural, filmes de terror inédito do underground cinematográfico.

Sábado 18

18h “Santa Sangre”
20h “Thriller, a Cruel Picture”
22h “De Repente a Escuridão” (inédito)
24h “Emanuelle na América” (inédito)
Domingo 19
2h “A Noite do Terror Cego” (inédito)
4h “Visitor Q”
6h “Rock n’Roll High School”
8h “Fascinação” (inédito)
10h “Confissões de um Comissário de Polícia”
12h “Terror nas Trevas” (inédito)
14h “Cartas de Amor de uma Freira Portuguesa” (inédito)
16h “Banho de Sangue”

Galeria Olido
Endereço: Av. São João, 473 – República, São Paulo
Telefone:(11) 3331-8399
Estação: Lgo. Paissandu

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O MIS recebe parte da programação do 17º Cultura Inglesa Festival, na mostra de cinema Cultura de Rua.

17º Cultura Inglesa Festival

17 e 23.05 – 20h
Exit Through the Gift Shop (dir. Banksy, Reino Unido, 87 min, 2010, livre, cor, documentário, DVD).
Esta é a historia por trás dos bastidores da Arte de Rua – um relato brutal e revelador do que acontece quando fama, dinheiro e vandalismo colidem. Um dos filmes mais provocativos já feitos sobre arte, Exit Through the Gift Shop é um fascinante estudo sobre crimes leves, camaradagem e incompetência. Alternando o choque, o humor e o absurdo, este é um cativante conto de fadas moderno… com alicates!
18, 19 e 22.05 – 20h
Cola de Farinha.Doc (dir. MaicknucleaR, Brasil, 2012, 20 min, livre, documentário, DVD) .
O documentário trata sobre os chamados “lambe-lambe”, uma vertente da arte de rua que utiliza cartazes como intervenção urbana com intuitos que vão desde a simples transmissão de ideia, divulgação de arte até protestos elaborados através de imagens e textos. Entrevistas com alguns dos artistas que estão construindo a cena artística de rua e o registro de suas ações em uma das maiores cidades do planeta. Dos cartazes zen com textos ao protesto elaborado e arte, este é o Cola de Farinha.
PIXO (roteiro João Wainer e Roberto T. Oliveira, 2009, 61 min, 12 anos, documentário, DVD).
O impacto da pichação como fenômeno cultural na cidade de São Paulo e sua influência internacional como uma das principais correntes da Street Art. O filme participou da exposição Né dans La Rue (Nascido na Rua), da Fondation Cartier poul’Art Contemporain, em Paris. O documentário mostra a realidade dos pichadores, acompanha algumas ações, os conflitos com a polícia e mostra um outro olhar sobre algumas intervenções já muito exploradas pela mídia. O filme não traz respostas, mas fornece argumentos para o debate: pichação éarte ou é crime?
19.05, 18h e 21.05 – 20h
Bomb It (dir. Jon Reiss, EUA, 2007, 95 min, livre, documentário, DVD).
Através de entrevistas e filmagens de “guerrilha” de grafiteiros em ação em cinco continentes, Bomb It conta a história do grafite desde suas origens pré-históricas, nas pinturas em cavernas, até sua notória explosão na cidade de Nova York durante os anos 1970 e 1980, seguindo seu rastro pelo resto do mundo. Apresenta lendas e jovens grafiteiros como Take 183, Cornbread, Stay High 149, T-Kid, Cope 2, Zephyr, Revs, Os Gemeos, Ket, Chino, Shepard Fairey, Revok, e Mear One. Este documentário acompanha os mais inovadores e pervasivos artistas de rua da atualidade, enquanto eles lutam pelo controle da paisagem visual urbana.


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Acesse o site oficial do Sesc e confira os filmes que estão passando em todos os Sesc da capital paulista, para esta Virada Cultural.
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Isso ai galerinha esperamos que todos que forem à Virada Cultural 2013, se divirtam e absorva muita cultura no dia a dia, pois cultura é vida e não podemos desperdiça-la em nenhum momento, por isso, viva intensamente sempre visando os bons frutos para o futuro, para que o mundo cultural permaneça sempre em nossas vidas.
Para conferir as outras atrações da Virada Cultural 2013, veja as editorias do Cantinho Literário, Cyber Cult, Total Flex e Caixa de Som e crie sua programação para o evento. Boa Virada à todos e até semana que vem com mais Cabine da Pipoca.

Cabine da Pipoca

Divulgação

Manhã de sábado, estava com sono, tinha acabado de fazer minha parte da faxina de casa até que alguém brinca no facebook que o Niemeyer tava se mostrando imortal, já que até a Hebe Camargo tinha morrido e ele não. De pronto me assustei com a informação: como assim a Hebe morreu?

Procurei em portais de notícia, na busca do twitter e nada de encontrar algo consistente. Achei que era brincadeira até que um desses jornais tradicionais informaram, por meio de um tweet, a morte da comunicadora e que em breve traria mais informações. Depois de um, dois, três, quatro, até que todos os jornais e revistas conhecidos publicaram a mesma coisa, ainda que sem muitas informações. Até aí, eu achava que não passava de uma brincadeira, logo iriam desmentir isso. Quando os grandes veículos noticiaram o falecimento de Hebe Camargo e até o Jornal Hoje anunciou… Bom, pensei: é verdade.

A televisão brasileira deu adeus a uma das mais queridas e carismáticas personalidades do mundo da comunicação. Hebe tinha muitos talentos, foi apresentadora de televisão, cantora, atriz e humorista. Uma das suas primeiras encenações foi em 1970, na telenovela da TV Record As Pupilas do Senhor Reitor, como Magali. Oito anos depois, em 1978, gravou uma participação em O Profeta, telenovela da Rede Tupi. Em 1980, participou de Cavalo Amarelo, telenovela da Rede Bandeirantes, durante a cena do enterro de um dos personagens. Finalizando sua atuação em novelas, Hebe participou, em 2009, de Amigas e Rivais, telenovela do SBT, emissora pela qual estava contratada nesse período.

No cinema, Hebe atuou em Zé do Periquito, filme de 1960, dirigido por Mazzaroppi. Neste, ela explorou seu lado cantora e encenou alguns números musicais. Emprestou sua voz para uma personagem de Dinossauro (2000), a Baylene; atuou em Coisas de Mulher (2005) e em 2009 contracenou com Xuxa, Luciano Szafir, Sasha Meneghel, Angélica, Luciano Huck e Fafi Siqueira em Xuxa em O Mistério de Feiurinha, como a Rainha-mãe.

Hebe deixará saudade, mas, como dizem, quem é rainha nunca perde a majestade.
(08/03/29 – 29/09/12)

Cabine da Pipoca

por Estela Marques

Foto: Divulgação

Tem um lugar por onde quase sempre passo que é cheio de mato e evito ficar muito tempo em volta pra não correr o risco de me deparar com qualquer tipo de animal, principalmente ratos. Nem todos são simpáticos e fofos como o Stuart, O Pequeno Stuart Little.

Ah, quem não conhece o primogênito no cinema contemporâneo da família dos roedores? Sagacidade, inteligência e sensibilidade fizeram do ratinho branco um sucesso, conquistando crianças e adultos com seu instinto aventureiro e altruísta. Questiono-me até hoje como alguém pôde, um dia, conseguiu resistir aos encantos daquela fofura.

Outra emoção levada aos espectadores pelo mundo animal foi com Marley e Eu. Particularmente, não me emocionei tanto quanto outras pessoas que também assistiram ao filme, mas respeito e transmito o ponto de vista dos demais pra vocês (parei de assisti-lo na metade, não tive paciência para as peripécias do animal). Justifico esse sensacionalismo todo por causa da forte ligação que as pessoas têm com os cachorros, sendo eles o animal de estimação da grande maioria.

Como as histórias nessa vida têm no mínimo dois lado, nem sempre as obras cinematográficas trazem os animais de forma fraternal, como nos filmes citados há pouco. Geralmente, aqueles que trazem consigo, em subjetividade, o pavor, medo, apreensão e tensão protagonizam filmes mais horrorosos, tais como: Orca, a baleia assassina, Jurassic Park 1,2,3,4, Tubarão de Malibu, entre outros semelhantes.

Havemos de concordar que filmes seguidores dessa linha devem ter valorização à parte. Não deve ser fácil contracenar com um animal, colocá-lo na posição em que lhe é necessária ou domá-lo para que ele aja de acordo com o script. E isso, com sua particularidade, os diretores têm conseguido com primazia.