[Cyber Cult] Impressão em 3D já é viável

Segundo Joshua Pearce, depois da computação pessoal, agora chegou a vez da “produção pessoal”.

“Para o consumidor norte-americano médio, a impressão 3D está pronta,” ele defende que estamos na: Quarta Revolução Industrial, ou a “A Era das Máquinas Livres”.

Logo após ter começado com o esforço de alguns poucos aficionados, a impressão 3D está tomando uma proporção bem maior, com vários fabricantes de equipamentos e “faça você mesmo”.

Para demonstrar seus argumentos, Pearce e seus colegas fizeram um análise econômica do ciclo de vida da impressão 3D tomando por base uma família média norte-americana.

Segundo ele, a razão para o sucesso da impressão 3D é financeira: uma família típica já pode economizar uma grande quantidade de dinheiro fazendo as coisas com uma impressora 3D, em vez de comprá-las nas lojas.

Ciclo de vida da impressão 3D

No estudo, foram escolhidos 20 itens domésticos comuns, para os quais existem projetos gratuitos disponíveis no site Thingiverse.
O grupo usou o Google Shopping para determinar o custo máximo e mínimo de comprar esses 20 itens pela internet, excluindo taxas de envio e frete.
Em seguida, eles calcularam o custo de fazer os mesmos itens com uma impressora 3D.

A diferença é dramática: o consumidor gastaria de US$ 312 (preço mínimo) a US$ 1.944 (preço máximo) para comprar os 20 objetos, contra US$ 18 em custo de material para fabricá-los em casa usando a “fábrica doméstica”.
Pearce afirma que a suposição de que uma família só iria fabricar 20 itens por ano é muito conservadora mas, mesmo com esse cálculo, os resultados indicam que uma impressora 3D se pagaria muito rapidamente.
Impressoras 3D de código aberto para uso doméstico têm preços que variam hoje de US$ 350 a US$ 2.000.

Mas existem também projetos gratuitos, como a RepRap, que pode ser montada pelo próprio usuário.

Fonte:Life-Cycle Economic Analysis of Distributed Manufacturing with Open-Source 3-D PrintersB. T. Wittbrodt, A. G. Glover, J. Laureto, G. C. Anzalone, D. Oppliger, J. L. Irwin, Joshua M. PearceMechatronics Vol.: 23, Issue 6, September 2013, Pages 713-726

[Cyber Cult] Impressoras 3D – Imprimindo para o bem

Apesar da recente popularização das impressoras 3D, por causa do preço mais acessível das Makebots essa tecnologia já tem 33 anos, foi no ano de 1981 que o pesquisador Hideo Kodama do Instituto de Pesquisas de Nagoya, no Japão imprimiu o modelo sólido em 3D.

Depois que o Hideo Kodama imprimiu seu primeiro modelo sólido em 3D a produção dos itens em 3 dimensões tem sido aprimorado e resultou no desenvolvimento de impressoras mais baratas e melhores. Bom não que $1,199.00 dólares (veja aqui) seja algo barato, mas hoje temos smartphones muito mais caros que isso, e no caso das impressoras 3d permitem imprimir objetos que podem ser usados em escolas, hospitais, pequenas e médias empresas e é claro nas residências de entusiastas.
E, como acontece com grande parte das coisas, ao chegar às mãos de mais gente, novos e criativos usos foram surgindo, em iniciativas que tem surpreendido pela rápida solução de problemas. Em contrapartida, também apareceram questões éticas que não existiam até então, como a impressão de itens de uso controlado como armas de fogo, que, mesmo sendo feitas com materiais plásticos, continuam capazes de machucar.

Imprimindo para o bem

A alguns dias atrás vi algumas notícias falando como a impressão 3D salvou a vida do pequeno Kaiba Gionfriddo que nasceu sua traqueia não era capaz de se manter firme o suficiente para que o ar passasse e permitisse sua respiração, ajuda veio da equipe médica que imprimiu um soporte customizado para o Kaiba, imitando o caminho de sua traqueia e brônquios, ajudando-o a respirar enquanto seu organismo se fortalecia para que a cavidade fosse mantida e permitisse a passagem do ar.
Outro caso emocionante é a do Robohand, iniciativa que cria mãos robóticas para quem nasceu com problemas congênitos que impediram ou mal-formaram esse membro, ou para pessoas que tenham sofrido algum tipo de acidente.
Usando uma impressora MakerBot, o carpinteiro Richard Van As, que perdeu 4 dedos da mão em um acidente de trabalho, e o designer Ivan Owen criaram um modelo de mãos robóticas que agarram objetos.
Os dedos todos se movem de acordo com um comando dado pelo pulso do usuário da prótese. Caso seja dobrado para ‘fora’, os dedos se abrem; fechando o pulso para dentro, os dedos se fecham, segurando objetos e transformando a vida de crianças como Liam, de 5 anos, que nasceu sem os dedos da mão direita.