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[Cantinho Literário] Russkaya Literatura

Salve salve tripulação OBC, tudo as maravilha pessoal, porque hoje vamos viajar até a Rússia para conhecer um pouco da arte literária dos russos e antigos soviéticos.
Bom, devido à umas trocas de datas, o Cantinho Literário será nesta semana na terça-feira e o Cyber Cult, foi ontem na segunda-feira, mas isso não altera as ordens dos fatores, pois o que importa é transmissão de informações, para nossa linda tripulação, que nesta semana iremos ir até a Russia, para trazer um pouco de sua literatura e seus principais autores.

A literatura russa é conhecida, entre seus grandes mestres, como Alexander Pushkin, Fiodor Dostoievski, Lev Tolstoi, Anton Tchekhov, Mikhail Lérmontov, entre outros e é variado em vários estilos textuais ao longo de vários anos, dividindo-se em diversas épocas em eras consoantes.
A literatura da Rússia começa com Alexander Pushkin que é considerado o fundador da literatura russa moderna. Mas é no século XIX que a literatura ganha um grande destaque mundial com os autores Leo Tolstoi e Fiodor Dostoievski. Com a URSS, a literatura é condicionada sob o poder comunista e muitos escritores foram exilados para o oeste. Mesmo assim, a literatura russa apaixona leitoras de todo o mundo e de todas as idades sobretudo com a obra-prima de Tolstoi: Guerra e Paz.
Veja abaixo a divisão de épocas da Literatura russa:
Era Antiga
Da era antiga são poucos os autores conhecidos. Grande parte deles eram desconhecidos ou simplesmente anônimos. Baseava-se sobretudo sobre o quotidiano da vida e sobre a fusão entre a religião cristã e as crenças pagãs.
Era pré-Dourada
Esta era coincida com a reforma do alfabeto russo na altura dos czares Pedro I e Catarina I – século XVII. Os autores diversificaram os temas tendo em base os conhecimentos adquiridos em viagens no oeste europeu. Os autores mais conhecidos são Antioch Kantemir, Vasily Trediakovsky e Mikhail Lomonosov.
Era Dourada
Nesta altura é introduzido o romantismo na Rússia e os temas são muito mais diversificados. Do fabuloso ao realismo passando também pelo drama (não texto dramático). Os autores desta época são muitos e destacam-se: Nikolai Gogol, com sua obra-prima Almas Mortas, é considerado o precursor da moderna Literatura Russa, Leon Tolstoi (Guerra e Paz, A Morte de Ivan Ilitch e Anna Karenina), Fiodor Dostoievski (O Idiota, Os Irmãos Karamazov e Crime e Castigo) e Ivan Turgueniev (Pais e Filhos – Livro que já surge o tema do niilismo, de uma forma mais política e revolucionária do que filosófica). 
A era dourada é marcada também pelo sentimento patriótico sobretudo retratado no livro “Guerra e Paz” e este sentimento coincide no estilo musical que vigorava também na altura. Historiadores já estimaram que Abertura 1812 de Tchaikovski é parte da versão musical da Guerra e Paz de Tolstoi. [Fiodor Dostoievski é a maior figura da era dourada da literatura russa em que a sua obra mais conhecida (Irmãos Karamazov) é uma das maiores do mundo e das mais desenvolvidas quer a nível semântico e literário.
Era da Prata
No fim do século XIX e início do século XX, os estilos literários começam a diversificar-se mas é a poesia que marca este curto tempo da literatura russa. Se Dostoiévski é o grande mestre da prosa russa, então Anton Chekhov é aquele que domina este período
Era Soviética
Com a introdução do comunismo na Rússia, as ideias literárias tiveram que ser “filtradas” de modo a não ofender o sistema em vigor na altura. Embora não houvesse uma polícia ou um departamento de estado que analisasse as obras (como a Censura em Portugal), a ideologia comunista estava muito enraizada na mente da maioria das pessoas, sobretudo no início da década de ’30. 
Por exemplo: em Portugal, durante o Estado Novo, se um escritor louvasse o passado histórico “brilhante e maravilhoso” de Portugal este não sofreria qualquer sanção. Na URSS, pelo contrário, aquele que louvasse a história czarista era logo preso pois a era comunista rejeitava aquele período histórico.
De todas as maneiras, muitos escritores continuaram a escrever segundo o estilo da era da prata e da era dourada em clandestinidade e muitos outros tiveram de fugir para o oeste.
Desta época se destacam: Valentin Kataev, Aleksey Nikolayevich Tolstoy e Maximo Gorki. Alguns foram perseguidos pelo regime soviético casos de: Ivan Alekseyevich Bunin (Prêmio Nobel de Literatura em 1933), Alexander Kuprin, Andrey Bely, Marina Tsvetaeva , Vladimir Mayakovsky, Vladimir Nabokov, Boris Pasternak, Prêmio Nobel de Literatura em 1958, Michail Aleksandrovich Sholokhov, Prêmio Nobel de literatura em 1965 e Alexander Soljenitsin (chegou a ser preso em um campo de concentração mantido pelo regime soviético, chamados de Gulag) foi premiado com o Prêmio Nobel de literatura em 1970. Em 1987, a Rússia ganhou aquele que é, até o momento, seu último Prêmio Nobel de Literatura com Joseph Brodsky.
Era Pós-Soviética
Depois da Era Soviética, a literatura do país enfraqueceu: havia poucos escritores como Victor Pelevin e Vladimi Sorokin.No início do Séc XXI, os russos mostraram interesse em novas qualidades de literatura proveniente das províncias. Uma das escritoras é Nina Gorlanova, que descreve o dia a dia das populações nessas zonas tal como na Era Antiga.
O estilo policial também surgiu nesta altura. Darya Dontsova é a escritora mais conceituada neste género, com mais de 50 livros publicados.
Abaixo confira os grandes autores, que marcaram a literatura russa:
Autores de Prosa de Ficção Russa
Sholom Aleichem (1859-1916), o escritor judeu, escreveu em iídiche, viveu na Rússia Imperial
Isaac Babel (1894-1940)
Helena Blavatski (1831-1891)
Mikhail Bulgakov (1891-1940)
Nikolai Leskov (1831-1895)
Ivan Bunin (1870-1953), primeiro vencedor russo do Prêmio Nobel de Literatura
Fiodor Dostoiévski (1821-1881)
Ilya Ehrenburg (1891-1947), romancista
Nicolau Gogol (1809-1852)
Ivan Goncharov (1812-1891)
Máximo Gorki (1868-1936)
Vladimir Nabokov (1899-1977) (radicado nos Estados Unidos)
Nikolai Alekseevich Nekrasov
Boris Pasternak (1890-1960) (desertor), vencedor do Prêmio Nobel de Literatura
Alexander Soljenítsin (b. 1918) (desertor), vencedor do Prêmio Nobel de Literatura
Leon Tolstói (1828-1910)
Yevgeny Zamyatin (1884-1937)
Boris Akunin (1956)
Aleksandr Bek (1902-1972)
Ivan Efremov (1908-1972)
Vladimir Korolenko (1853-1921)
Vladimir Sorokin (1955)
Ivan Turguenev (1818-1883)
Autores de Poesia Russa
Valeri Brainin-Passek (1948)
Joseph Brodsky (1940-1996)
Serguei Iessienin (1895-1925)
Mikhail Lérmontov (1814-1841)
Vladimir Maiakóvski (1893-1930)
Aleksandr Pushkin (1799-1837)
Dramaturgos Russos
Anton Tchekhov (1860-1904)
Ensaístas Russos
Mikhail Bakhtin (1895-1975)
Mikhail Lomonosov (1711-1765)
Ayn Rand (1905-1982) (radicada nos Estados Unidos)
Kornei Tchukóvski (1882-1969)
Por Priscila Visconti (viajando o mundo através da literatura)

[Cantinho Literário] A origem do Realismo no Brasil

Nesta semana iremos falar sobre um movimento literário de bastante importância na literatura do Brasil e também com grandes mudanças, que é o realismo, que oficialmente chega ao país em 1881, com a publicação de Memórias Póstumas de Brás Cubas, do autor célebre, Machado de Assis.
A introdução do estilo realista, assim como do naturalismo, o romance do Brasil, desenvolve em sua ficção uma análise psicológica e universal e sela, gerando a independência literária do país. O Brasil, ganhou um novo alcance, a observação. Começou-se a escrever buscando a verdade, 
e não mais para ocupar os ócios dos leitores.

No Brasil do Segundo reinado (de 1840 a 1889), impera o conhecido “parlamentarismo às avessas”, quando o Imperador D. Pedro II escolhe o senador ou o deputado para o cargo de primeiro-ministro, com a complacência do Partido Liberal e do Partido Conservador, que se revezavam no poder, sempre segundo os interesses da oligarquia agrária.
No campo da economia, o Brasil, na metade do século XIX, ainda mantinha uma estrutura baseada no latifúndio, na monocultura de exportação com mão-de-obra escrava voltada para o mercado cafeeiro.
Por volta da década de 1870, no entanto, as oligarquias agrárias, que até então “davam as cartas” na economia e na política do país, sofrem pressões internacionais para o desenvolvimento do capitalismo industrial no Brasil, no sentido de um processo de modernização que se dá lentamente. Inicialmente, pela proibição do tráfico negreiro. 
Com isso cresce a mão-de-obra imigrante, desenvolve-se a indústria cafeeira no interior do estado de São Paulo e ferrovias são construídas. Ao longo dos trilhos, concentram-se as fábricas que dão origem à classe média urbana, que se não satisfaz com a falta de representatividade política.
Essa classe, apóia-se no Exército e aceita a liderança dos cafeicultores paulistas, responsáveis pelos trabalhadores assalariados no país e defensores de mudanças estruturais, como a substituição da Monarquia, já desgastada e reacionária, pela República.
A Proclamação se dá em 1889, porém, a República não atenderia as ambições da classe média e dos militares. Então, representantes das oligarquias de São Paulo e Minas Gerais passam a controlar o Estado brasileiro, por meio de uma aliança entre seus governadores que ficou conhecida como “Política do café-com-leite”.
O Brasil da época é um país com idéias liberais, republicanas, “modernas”, no entanto, tem que conviver com uma estrutura político-econômica oligárquica, agrária, 
latifundiária e coronelista.
Da Europa foram trazidas algumas idéias, entre elas o positivismo de Auguste Comte, o determinismo histórico de Taine, o socialismo utópico de Proudhon e o socialismo científico de Karl Marx, o evolucionismo de Darwin e a negação do Cristianismo de Renan.
Os principais autores do Realismo no Brasil, estão Raul Pompéia, Visconde de Taunay e o principal deles, Machado de Assis. 
Entre as obras de Raul Pompéia, O Ateneu é, sobretudo, um exemplo impressionista na literatura brasileira, também considerada uma obra Naturalista. Visconde de Taunay destaca-se na literatura regionalista. Sua obra-prima, Inocência, é transitória entre Romantismo e Realismo.
Machado de Assis contribuiu com grandes obras, como a introdutória do estilo Memórias Póstumas de Brás Cubas, sucedida por Quincas Borba e Dom Casmurro. 
As três envolvem adultério e apresentam inúmeros temas sob uma ótica crítica e irônica, característica do autor. As obras Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro destacam-se por serem narradas em primeira pessoa, característica incomum no romance realista. Esaú e Jacó e Memorial de Aires figuram na fase filosófica e madura do autor, sendo, também, obras realistas.

[Cantinho Literário] XVI Bienal do Livro Rio 2013

A Bienal do Livro do Rio de Janeiro, é um dos maiores eventos literários do Brasil, pois é um encontro de principais autores com seus leitores, pois é uma oportunidade de ambos se encontrarem para transformar o Riocentro, local onde será a feira, durante os 11 dias, em uma grande festa da literatura e da educação, atraindo diversas pessoas e tendo diversão para toda a família.

A Bienal do Livro Rio 2013 contará com a participação de mais de 100 escritores, grandioso time do qual farão parte nomes dos mais variados segmentos da literatura nacional, que se distribuirão em espaços de bate-papos e interação com o público como Café Literário, Mulher e Ponto, Conexão Jovem, Encontro com Autores e os inéditos Placar Literário e Acampamento na Bienal.
Com 950 expositores, a Bienal ocupará três pavilhões em uma área de 55 mil m² do Riocentro. Ao longo de 11 dias, o evento espera receber 600 mil pessoas, sendo 170 mil estudantes e com 28 autores estrangeiros já confirmado, além dos autores nacionais e uma delegação de 11 escritores da Alemanha, pois será o país homenageado, que completam o elenco internacional desta edição.
Para mais informações acesse o site da Bienal do Livro Rio;
Serviço
XVI Bienal Internacional do Livro Rio
Dias: 29 de Agosto a 08 de Setembro de 2013
Local: Riocentro
Av. Salvador Allende, 6555 – Barra da Tijuca 
Rio de Janeiro – RJ
Twitter @bienaldolivro
Página de evento [Facebook] 
Mas para quem não for do Rio de Janeiro, ou então não puder ir à Bienal do Livro deste ano, já tem data para a edição de São Paulo, que será dos 22 a 31 de agosto de 2014, vejam o banner promocional da Bienal do Livro de São Paulo.
Mais informações, confira os endereços da Bienal Internacional do Livro de São Paulo;

Bienal do Livro – SP
Site http://www.bienaldolivrosp.com.br/
Twitter @bienaldolivrosp
Facebook https://www.facebook.com/Bienaldolivrosp

[Cantinho Literário] Paraty respira literatura na 11ª Flip

Depois de um turbilhão de Cabine da Pipoca, agora sim chegou a vez do Cantinho Literário, afinal toda segunda-feira é dia de literatura aqui no O Barquinho Cultural e não podemos desapontar nossa tripulação sem dar satisfação sobre o mundo da literatura. 
Para começar, vamos falar e coisa boa, vamos falar da Flip 2013, que acontecer na última quarta-feira (3) e foi até neste domingo (7), na cidade de Paraty, no Rio de Janeiro, que teve como homenageado o autor alagoano Graciliano Ramos.

Mas passaram pelo evento diversos autores, cineastas, músicos, literários, amantes da literatura e turistas que foram para conhecer a cidade e também a festa literária de Paraty, porém na edição deste ano teve três cancelamentos de convidados estrangeiros de última hora, que foi o poeta e cientista político egípcio-palestino Tamim al-Barghouti informou que não chegaria a tempo de participar da mesa “Literatura e Revolução”, uma das mais aguardadas.
Sua participação era uma dúvida desde a última quarta-feira, quando um golpe de estado derrubou o presidente egípcio Mohammed Mursi. Apesar de ter deixado o Cairo, Al-Barghouti ficou retido em Londres, onde pegaria um voo para o Brasil. 
Segundo os organizadores da Festa Literária, o poeta não conseguiu embarcar em razão do extravio de seu passaporte. Residente dos Estados Unidos, Al-Barghouti estava no Egito nos últimos dias, quando começaram uma nova série de protestos.
Os autores convidados que participam da Flip não recebem cachê e com os cancelamentos, a organização precisa remarcar mesas, desmarcar passagens e hospedagens, mas não há nenhum tipo de multa ao desistente.
Por mais que a festa literária não paga cachê aos convidados, o músico Giberto Gil, que participou fazendo o show de abertura da Flip 2013, foi ao evento com um cachê de R$ 55 mil e também participou da mesa aberta “Culturas locais e globais”, junto com o músico Luiz Perequê, falando da militância da política local de Paraty.
O diretor-presidente da Associação Casa Azul, entidade que promove a Flip, comemorou a integração da literatura com outras artes e a inclusão da arquitetura como assunto de uma mesa na festa, destacando a qualidade “Das Medidas da História”, junto com com Paul Goldberger e Eduardo Souto de Moura, “Estou muito feliz com essa Flip por causa dessa integração. Este ano teve uma coisa muito interessante, que é a introdução da arquitetura como mais uma arte, no sentido de ela não ser um assunto de especialistas”.
Munhoz também citou alguns nomes para homenageados da Flip do próximo ano, citando Lima Barreto, Mário de Andrade e Rubem Braga, como possibilidades para 12ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que devido a Copa do Mundo, será no mês de agosto.
O recital de Maria Bethânia lendo Fernando Pessoa, a projeção de imagens da obra Guernica feita por T. J. Clark e a entrevista com o documentarista Eduardo Coutinho que, na opinião de Conde foi uma das melhores mesas do evento, destacou o Conde.
Assista abaixo Maria Bethânia lendo Pessoa à beira-mar, que foi uma das mesas mais comentadas em todo o evento:
Para mais informações sobre a Flip 2013, vejo aiaxo os links oficiais do evento:
Boa semana à todos e até segunda-feira que vem com mais literatura no O Barquinho Cultural!

[Cantinho Literário] O mundo feminino na literatura

Nesta segunda-feira em nosso Cantinho Literário, será especial mulheres, pois depois de publicar diversos autores homens e pouquíssimas mulheres, nós como feministas assumidas e que levantamos a bandeira em prol as mulheres, defendendo os direitos iguais para todos, não poderíamos deixar de nos homenagearmos.

Afinal as mulheres que produziram literatura, que combinavam palavras e mostravam mundos, estiveram sempre presentes, e, embora sem contar com muitos estímulos para prosseguir, prosseguiram, para a nossa sorte e felicidade, pois nesses mundos contados nos vimos várias vezes e tivemos companhia para a nossa solidão.
Pois historiografia literária no Ocidente sempre foi uma atividade reconhecidamente masculina, mas isso não impediu que as mulheres escrevessem. Elas apenas não eram lidas, no entanto conseguiam furar o cerco fazendo uso dos pseudônimos. 
Quem poderia imaginar que George Sand era o nome de Amandine-Aurore-Lucile Dupin ou que George Eliot era o nome de Mary Ann Evans, pois sempre foi difícil aceitar na academia os estudos feministas como análise literária, apesar de grandes clássicos da literatura terem mulheres em seus romances, como Lucíola, Senhora e Diva de José Alencar, que era só assim, que a mulher era vista no meio literário.

Mas atualmente a critica feminina tem sido responsável pelos estudos de produções de mulheres do século XIX, tendo reconhecimento de que elas escreviam, pela reedição de livros raros e por um crítica que possa dar conta de explicar as questões do universo das mulheres, sendo responsável por tornar o esforço de muitas mulheres reconhecido por pessoas posteriores à sua época.

Assista abaixo um especial exibido pela Tv Cultural, sobre Mulheres na Literatura:

Abaixo escolhemos cinco mulheres que enfrentaram tudo e todos e conseguiram ter seus livros publicados e terem o devido reconhecimento merecido, transformando momentos seus dias de dor e solidão se transformando em momentos de prazeres e abrindo caminhos para novas mulheres que sonham em serem escritoras. 
Rachel de Queiroz foi uma tradutora, romancista, escritora, jornalista, cronista prolífica e importante dramaturga brasileira. Autora de destaque na ficção social nordestina. Foi primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras.
Clarice Lispector, nascida Haia Pinkhasovna Lispector foi uma escritora e jornalista nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira. Quanto ao estado pertencente, Clarice se declarava pernambucana. 

Cecília Benevides de Carvalho Meireles, conhecido também como Cecília Meireles, foi uma poetisa, pintora, professora e jornalista brasileira. É considerada uma das vozes líricas mais importantes das literaturas de língua portuguesa. 
Joanne Rowling, OBE, FRSL, também conhecida como J. K. Rowling, nome com o qual assina as suas obras, ou pelo seu nome de casada, Joanne Murray, é uma escritora britânica de ficção. 
Jane Austen foi uma proeminente escritora inglesa. A ironia que utiliza para descrever as personagens de seus romances a coloca entre os clássicos, haja vista sua aceitação, inclusive na atualidade. 
É isso ai pessoal, a literatura feita por mulheres, pois seu jeito peculiar, impulsionada pelo desejo de ser expressar, defender direitos, fazer-se ouvir. 
Seja como personagem, seja como autora, elas escreveram seus nomes na história e vamos continuar levando essa essência para toda eternidade, pois sem as mulheres não haveria literatura, porque são as mulheres que dão vida a todo este universo literário. 
Por Priscila Visconti  (futura escritora)

Cantinho Literário entrevista Jaime Matos

E aí tripulação, estão prontos para mais uma saga de entrevistas aqui n’O Barquinho Cultural, pois 
hoje é tem entrevista em nossa embarcação e o entrevistado da vez é do paulistano de Capão Redondo, que é poeta, músico e um com uma extensa carreira na área cultural, ele é Jaime Matos, filho de um baiano e uma paulista.
Teu perfume
Tem muito feromônio
Até meus anjos estão flertando
Seus demônios
Por: Jaime Matos
Vamos conhecer um pouco desse literário que tem muita cultura para repassar a todos os seres humanos…

1. O que significa arte literária pra você?

A literatura pra mim é uma grande fonte de informações. Sempre é mágica na sua essência quanto mais livros leio, aprendo todo dia.
O corpo precisa de um alimento, o celebro também precisa de informações pra melhorar o seu conhecimento. Quando dormimos também nos alimentamos, a literatura do sono é o sonho. A literatura pra minha é o alimento do conhecimento, o grande passaporte pro mundo.

2. Música e poesia para você é…

Na pizza da cultura e da arte, se eu fosse um pizzaiolo minha pizza seria meio a meio, metade Poesia e metade Musica. Ambas andam juntas. Sou compositor quando minhas musicas são cantadas, e são poesias minhas musicas quando são lidas.
3. Qual seu estilo literário favorito?

Não tenho definição, mas gosto de Fernando Pessoa, Zê da Luz, Carlos Drummond , Castro Alves , Jose de Alencar e muitos outros.
4. um músico favorito… João Bosco
6. um autor favorito… Jose Saramago
7. Sarau pra você é…

Pra mim o sarau é a maior rede social de poetas em comum. É o encontro de pessoas que comungam a palavra, mostrando as suas manifestações pela voz, pelo texto, no conteúdo das suas experiências pelas suas vivencias. Os poetas põem sempre a alma no papel. 
Todas as pessoas que vão a um sarau querem mostrar os seus trabalhos e ver obras de outros poetas ou artistas que participam do grupo.
As pessoas pensam que redes sociais são facebook, twitter e outras formas de comunicação.
Na realidade as redes sociais são “ferramentas de comunicação” Exemplo: Um tipo de rede social é um Sarau dentre muitas , a verdadeira rede de pessoas.
8. Jaime por Jaime…

A vida é um grande palco onde atuamos sempre, aprendendo, rindo, chorando, vivendo da melhor maneira, usando sempre o bom senso e boa vontade, procurar nunca prejudicar os outros e a si mesmo.
9. Jaime o mundo literário…

Talvez hoje o Sarau pela literatura seja uma moda, enquanto ela existe vamos aproveitar pra sugar toda sua melhor essência. Muitos aparecem poucos resistem e se mantêm.
10. Promova-se… Conte-nos um pouco de suas histórias, idéias, projetos, da sua
vida literária e onde podemos encontrá-las?
Nascido no capão redondo, criado na Bela Vista, meu pai um bom baiano, minha mãe uma linda paulista. Antigamente quando fazia uma letra de musica assinava com Jaime Borbagato, era uma maneira de ser lembrado usava um chapéu na cabeça e morava na região da zona sul. Hoje já não
assino como borbagato, assino como Jaime Matos.
Sou formado “em marketing, compositor, musico e Personal Dance – Fui bolsista da Academia Jaime Aroxa”, trabalho como representante comercial e divulgador cultural. 
Já Participe de uma coletânea com dois textos chamada “Poetas do Sarau Suburbano” Ritmo e Poesia, organizado por Alessandro Buzo. Participei também de áudio book chamado “Play na Poesia “.
11. Deixe seus contatos:
Twitter: @jaimeborbagato
Facebook: Jaime Matos
Jaime Matos é um grande exemplo em cultura, poesia e sarau e para quer gosta deste estilo livre de literatura, não pode deixar de frequentar pelo menos uma vez na vida a um sarau.
Esta arte literária, de estrutura simples, mas com conteúdo nobre, que mostra a cultura de país, estado, cidade, bairro ou rua, como ela é, sem interrupções de nada, pois o verdadeiro promotor cultural, é aquele que não se importa de organizar uma grande festa, com famosos e muitos holofotes ou então organizar uma roda literária para poucas pessoas em um cômodo de sua casa.
Pois ser um divulgador da cultura pop, pois a cultura pop não é só Lady Gaga, Beyonce e Britney Spears, cultura pop é a banda de rock que ensaia na garagem todos os dias, a menina ensaiando alguns passos de dança na pracinha do bairro e também os grupos de ‘rappers‘ que se encontram em lugares estratégico da cidade para mostrar seu ‘beat box‘ em uma competição com muito hip-hop e diversão.
Isso é promover a cultura pop, sem destrinchar uma parte dela e levá-lo para o público que não gosta só de efeitos, imensos lugares e preços altos.
Já que abrimos esta entrevista com uma sentença, nada mais digno de encerra o Cantinho Literário com uma frase do poeta, então fiquem com Jaime Matos abaixo.
Boa semana a todos e até a próxima, que aliás,  semana que vem não haverá entrevista, pois terá especial semana de Natal aqui no Cantinho Literário.
Até mais…
Por: Priscila Visconti (mostrando a cultura pop como um diamante não lapidado pelo homem)