[Cantinho Literário] Ethernia – Legend of Raython Livro I, de Kamila Zöldyek

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Salve salve tripulação, hoje é segunda-feira, então é dia de literatura aqui no O Barquinho Cultural, trazendo novidades e também novas caras da arte da escrita e literária.

Nesta semana, vamos entrar no mundo dos mangás, com o lançamento do livro da escritora Kamila Zöldyek, que já está com esse pronto desde o ano de 2008, mas só agora ela teve a oportunidade de lançá-lo para o público, já que lançar uma publicação não é barato e exige tempo e claro, o mais importante, dinheiro.

Por isso, estamos aqui para promover e divulgar não só o lançamento, mas também a sua autora, que com apenas 22 anos, a jovem Kamila consegue passar a noite sem piscar vendo Doctor Who.

Passa metade do dia desenhando e a outra metade imaginando o que vai desenhar, pois ela é apaixonada por mangás e animes, por isso suas histórias são baseado nesse segmento.

Então não custa nada ajudar uma jovem escritora, realizar seu sonho de publicar um livro, para assim vir outras sagas, para agradar e fazer com todos se apaixone com essa história com personagens carismáticos, e com batalhas incríveis. Com os elementos clássicos da literatura fantástica, como elfos, magos e um cenário medieval, a obra se diferencia das demais no gênero por sua linguagem e verossimilhança dos diálogos.

Os protagonistas são adolescentes e, diferente do que comumente encontramos em histórias como esta, falam como adolescentes, pensam como adolescentes e agem como adolescentes.

Sinopse:
Você acredita em destino? Acredita que duas pessoas que nasceram e cresceram em condições e lugares inversos podem ser destinadas a encontrar e mudar a ordem de todas as coisas? A história de Raikou e Elektra começa assim. Ela, princesa entediada. Ele, escrivão do imperador inimigo. Duas vidas que corriam em direções opostas e aparentemente intangíveis. Elektra resolveu sumir de Raython depois de uma das comuns brigas com seu pai, porém não imaginou que cairia no território de Ethernia, império que está em guerra contra o seu há séculos. Muito menos imaginou que encontraria Raikou, o insolente de olhos azuis, que se dispôs a ajudá-la, por motivos que ela queria descobrir. Seu encontro foi apenas o começo dos fatos que mais tarde foram cantados sob o nome de “A lenda de Raython”, ou Legend of Raython na língua local, e Ethernia é o primeiro volume de sua narrativa. Pronto para começar a acreditar em destino?

Assista abaixo o vídeo da campanha de crowdfunding do livro Ethernia, de Kamila Zöldyek:

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Mais informações:
Faça sua contribuição em: http://catarse.me/pt/ethernia
Blog: http://thundersempire.blogspot.com.br/
Fanpage: https://www.facebook.com/legendraython
Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/175171-ethernia

Contatos:
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Twitter: https://twitter.com/kokyonoticias
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Skoob: http://www.skoob.com.br/usuario/296448-kamila-zoldyek

Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] Lançamento de Desolada, de Agatha de Assis

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Já era para ter subido este lançamento faz um tempo, mas com a correria e falta de tempo do dia-a-dia, acabamos esquecendo, mas não somos tão malvadas assim, pois mesmo que já passou o lançamento oficial do livro, estamos aqui para promover e divulgar este livro, para quem gosta de uma leitura com muitos mistérios, sedução e porque não dizer um pouco de drama e um romance sobrenatural.

Este é o novo livro da escritora Agatha de Assis, que lançou no último dia 19 de julho, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro o livro “Desolada”, mas para quem não conseguiu ir no laçamento ou é de outro estado, não tem problema, pois os livros estarão nas livrarias após a Bienal do Livro, em São Paulo,  que acontece nos dias 22 a 31 de Agosto.

Porém quem é da cidade do Rio de Janeiro, pode encontrar em qualquer livraria da praça, pois por já está sendo comercializado o manuscrito da Agatha pela povoação.

Mas também, pode garantir pelo site da Editora Deuses ou então com a com a própria autora, por inbox pelo Facebook, ou por e-mail, para garantir o livro, que pode ser que venha autografado, já que nas primeiras semanas que lançou a Agatha envia o livro para seus leitores, com uma dedicatória, mas basta entrar em contato e perguntar à ela se quem compra diretamente com ela, ainda ganha esses mimos literários.

Mas para quem gosta de uma boa leitura e um livro com história e um enredo legal, é uma ótima pedida este livro da escritora Agatha, pois a leitura não é cansativa e você consegue de interagir com os personagens, quase que adentrando no livro e se a pessoal ainda gostar de um romance sobrenatural, com um pouco de drama, vai adorar “Desolada”.

Para quem for a Bienal do Livro em São Paulo, a escritora não estará nesta edição da feira, por isso quem quiser conversar com ela, basta escrever à ela através das redes sociais, que ela responderá as dúvidas, perguntas e elogios sobre o “Desolada” e também de suas outras obras.

Sinopse:
“Na Primeira Guerra Mundial um anjo seduziu uma misteriosa e inocente ruiva chamada Paola. Com isso, Dakota acordou convicta de que esteve no passado,  o pesadelo mudou sua vida. Perseguida pelo mal, cercada por mistérios que envolvem a sua linhagem, o passado humano e a queda dos anjos, tenta decifrar o oculto, sendo mera fantoche. E sua vida é indispensável ao mal real vivo e não só em seus pesadelos.

Este livro é uma história de mudança, superação, e mesmo quando o medo domina o âmago do ser humano de uma forma horripilante, mesmo quando perdemos o controle de nossas emoções, habitando no vácuo em nós, tornando-nos uma vazão ao mal que nos rouba a voz, nossa vontade, nossas vidas, mesmo assim é preciso ter fé e acreditarmos em nós mesmos, como termos a certeza de uma Força Maior.

Este livro é uma viagem pelo tempo, trazendo-nos respostas profundas, repleto de sabedoria e do poder do amor, de um doce amor, e, mesmo no fim, ensina que o amor ainda continua. Intenso, envolvente e carismático. Seja desolado do início ao fim.”

Assista o book-trailer do livro “Desolada”, feito por Sales Rodrigues:

 

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Informações do livros:

Editora Deuses: http://www.editoradeuses.com.br
Skoob: http://www.skoob.com.br/livro/362678-desolada
E-mail: livrosdeagathadeassis@gmail.com
Facebook (fanpage) “Desolada”: https://www.facebook.com/desoladaagathadeassis

Contato da escritora Agatha de Assis:
Facebook: http://www.facebook.com.br/ag.deassis
Facebook: https://www.facebook.com/escritoraagathadeassis (fanpage)
Twitter: @AgathaMPdeAssis
Instagram: http://instagram.com/agathadeassis
Site: http://www.agathadeassis.com.br/
Skoob: http://www.skoob.com.br/usuario/626802-agatha-de-assis
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PS: Nós da equipe d’O Barquinho Cultural, queremos um exemplar autografado, viu dna Agatha!!! hehehe

Até semana que vem e até a próxima com mais literatura aqui em nossa embarcação.

Por Priscila Visconti (correndo atrás de novas caras da literatura brasileira)

[CANTINHO LITERÁRIO] 12ª edição da Flip 2014

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Nesta semana começa a festa literária mais badalada de todo o mundo, que é a FLIP – Feira Literária Internacional de Paraty, que empeçar nessa quarta-feira (30) e vai

até domingo (03), realizando a sua 12ª edição com a tradição literária, trazendo grandes autores e homenageando escritores e poetas, que já se foi, mas que  deixaram suas obras para continuar eternizada na terra, como os autores Ubaldo Ribeiro, Rubem Alves e Ariano Suassuna, que já foram homenageado em outras edições da Flip e provavelmente terá uma celebração à eles, em alguma mesa ou espaço da feira.

Mas a festa este ano conta com mais de 40 convidados inéditos em sua história e show de abertura gratuito da cantora Gal Costa. Entre os diversos recortes da programação estão humor, arquitetura, ciência, pensamento indígena e crítica ao poder, característica do homenageado Millôr Fernandes.

Além da presença de autores mundialmente respeitados, como Julian Barnes, Don DeLillo, Eric Hobsbawm e Hanif Kureishi, a primeira Festa Literária Internacional de Paraty, realizada em 2003, inseriu o Brasil no circuito dos festivais internacionais de literatura. Ao longo de suas edições seguintes, a Flip ficou conhecida como um dos principais festivais literários do mundo, caracterizada não só pela qualidade dos autores convidados, mas também pelo entusiasmo do público e pela hospitalidade da cidade.

Nos cinco dias de festa, a Flip realiza cerca de 200 eventos, que incluem debates, shows, exposições, oficinas, exibições de filmes e
apresentações de escolas, entre outros, distribuídos em Flip . A programação principal, como FlipMais, FlipZona e Flipinha.

Flip 2014 – Festa Literária Internacional de Paraty
Dias: 30 de julho a 3 de agosto de 2014
Onde: Paraty/RJ

Mais informações:
Autores convidados: www.flip.org.br/flip2014.php?opcao=Autores
Programação principal: www.flip.org.br/flip2014.php?opcao=mesas_literarias
Informações de ingressos: www.flip.org.br/ingressos2014.php

Contatos:
E-mail: flip@flip.org.br
Website: http://www.flip.org.br
Facebook: https://www.facebook.com/flip.paraty
Twitter: https://twitter.com/flip_se

Por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] A ABL está ficando cada dia mais vazia…

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Assim como no post passado, nesta semana nossa embarcação está de luto, pois no último dia 23 de julho mais um mestre da literatura nos deixou.

b1553d206bcabe60dc69692e63b5dd5d457Ariano Suassuna, um grande preeminente defensor da cultura nordestina brasileira, além de ser um idealizador do Movimento Armorial e autor de obras icônicas nacionais, como Auto da Compadecida e O Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta.

Paraibano de nascimento, mas pernambucano de coração, já que o escritor se mudou ainda criança para Recife com sua família, e foi na infância que assistiu suas primeiras peças de mamulengo e a um desafio de viola, qual o influenciou muito em seu jeito de escrever e improvisar, sendo umas de suas marcas registradas em suas obras produzidas posteriormente.

No final da década de 1940, ingressou a Faculdade de Direito, onde conheceu Hermilo Borba Filho, com quem fundou o Teatro Estudante de Pernambuco, lugar que escreveu sua primeira peça, Uma Mulher Vestida de Sol, e desde então foram uma peça por ano, entre elas Cantam as Harpas de Sião (ou O Desertor de Princesa) foi montada pelo Teatro do Estudante de Pernambuco. Os Homens de Barro foi montada no ano seguinte.
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Formou-se na faculdade em 1950, e também recebeu o Prêmio Martins Pena, pelo Auto de João da Cruz, regressou à Taperoá – interior da Paraíba, qual o escritor viveu sua adolescência até início da fase adulta – para curar-se de uma doença pulmonar. Durante sua volta, escreveu montou a peça Tortura de um Coração (1951), e no ano seguinte não se conteve e voltou a morar em Recife.

A partir deste ano dedicou sua vida a advogar, mas sem abandonar da literatura, das artes e do teatro. Foi nesta época que foram criadas as obras, O Castigo da Soberba (1953), O Rico Avarento (1954) e o Auto da Compadecida (1955), peça que o projetou em todo o país e que seria considerada, em 1962, por Sábato Magaldi “o texto mais popular do moderno teatro brasileiro”.

ariano-suassuna-microfoneFoi professor na de Estética na Universidade Federal de Pernambuco, e durante este período foi encenada a sua peça O Casamento Suspeitoso, em São Paulo, pela Cia. Sérgio Cardoso, e O Santo e a Porca, foi encenada a sua peça O Homem da Vaca e o Poder da Fortuna, A Pena e a Lei, premiada dez anos depois no Festival Latino-Americano de Teatro.

Sua parceria com Hermilo Borba Filho era tão forte, que juntos fundaram o Teatro Popular do Nordeste, e na montaram as peças, Farsa da Boa Preguiça e A Caseira e a Catarina. No início da década de 1960 interrompe sua carreira de dramaturgo, e dedica-se plenamente às aulas na UFPE. Onde defende a tese de livre-docência A Onça Castanha e a Ilha Brasil: Uma Reflexão sobre a Cultura Brasileira. Aposenta-se como professor em 1994.Ariano Suassuna, escritor e Secretario da Cultura de Pernambuco

Foi membro fundador do Conselho Federal de Cultura (1967), nomeado pelo Reitor Murilo Guimarães, diretor do Departamento de Extensão Cultural da UFPE (1969). Ligado diretamente à cultura, iniciou em 1970, em Recife, o “Movimento Armorial”, interessado no desenvolvimento e no conhecimento das formas de expressão populares tradicionais. Convocou nomes expressivos da música para procurarem uma música erudita nordestina que viesse juntar-se ao movimento, lançado em Recife, em 18 de outubro de 1970, com o concerto “Três Séculos de Música Nordestina – do Barroco ao Armorial” e com uma exposição de gravura, pintura e escultura. Secretário de Cultura do Estado de Pernambuco, no Governo Miguel Arraes (1994-1998).

Ariano_Suassuna1Escreveu prosas de ficção, entre elas o Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971) e História d’O Rei Degolado nas Caatingas do Sertão / Ao Sol da Onça Caetana (1976), classificados por ele de “romance armorial-popular brasileiro”.

No início de 1990, Suassuna ingressou ao seleto grupo dos membros da Academia Brasileira de Letras e também, à Academia Pernambucana de Letras, em 2000 assumiu a cadeira 35 na Academia Paraibana de Letras, além de ser nomeado como Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
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Homenageado em diversos nichos da arte, Ariano Suassuna sempre honrou sua nacionalidade e defendendo com unhas e dentes as produções nacionais, mostrando que o Brasil é sim refujo de bons artistas e boas obras, só precisa se pôr no mesmo patamar das peças estrangeiras, visada a cultura brasileira e principalmente a nordestina, o sertão a riqueza mais custoso a ser propagado, por isso ele utilizava-se bastante deste cenário em suas produções.

Viveu 87 anos, sendo que no mínimo 70 dedicados plenamente a literatura, respirando a arte de produzir e escrever até mesmo após sua aposentadoria.

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Mas, como ninguém está aqui para viver eternamente, no dia 23 de julho de 2014 um Acidente Vascular Cerebral (AVC), causou a morte do escritor e dramaturgo, fazendo com que sua matéria corporal fosse embora, mas sua obra e o que ele deixou em vida, permanece para sempre na literatura nacional, e também em todos os países que suas obras já foram levadas.

Por: Patrícia Visconti

[CANTINHO LITERÁRIO] LUTO NA LITERATURA BRASILEIRA

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A literatura brasileira perdeu dois grandes escritores da literatura brasileira, este final de semana, os autores Ubaldo Ribeiro e Rubem Alves.

O escritor baiano, mais que morava à tempos no Rio de Janeiro, Ubaldo Ribeiro, que tinha 73 anos,  faleceu na madrugada de sexta-feira (18), vítima de uma embolia pulmonar.

Ubaldo Ribeiro era membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), desde 1994 e ocupava a cadeira 34, na qual era de Carlos Castello Branco. O escritor era Jornalista e Cientista Político e tem mais de 20 livros publicados em cerca de 16 países.

suas principais obras estão Sargento Getúlio (1971), Viva o Povo Brasileiro (1984) e O Sorriso do Lagarto (1989). João Ubaldo Ribeiro recebeu, em 2008, o Prêmio Camões, concedido pelos governos de Portugal e do Brasil, para autores que contribuem para o enriquecimento da língua portuguesa.

Ribeiro também venceu, por duas vezes, o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro. Em 1972, conquistou o Jabuti de Melhor Autor, por Sargento Getúlio.  Em 1984, venceu na categoria Melhor Romance, por Viva o Povo Brasileiro.

No mesmo final de semana, no domingo (20), morreu o filósofo e pedagogo, Rubem Alves, vítima de uma pneumonia, em Campinas, interior de São Paulo. Alves era de uma família de protestante, estudou teologia no seminário Presbiteriano do Sul, tendo sido pastor de uma comunidade presbiteriana no interior de Minas.

Era cronista, pedagogo, poeta, filósofo, contador de histórias, ensaísta, teólogo, acadêmico, autor de livros infantis e até psicanalista.

Vítima de perseguição durante a ditadura militar,exilou-se então com a família e foi estudar para a Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, onde se doutorou.

A sua tese foi publicada em 1969 com o título “‘A Theology of Human Hope” (“Teologia da Esperança Humana”), foi autor de diversas obras infantis como “A volta do pássaro encantado” e “A pipa e a flor”.

Rubem é autor de “Tempus fugit”, “O quarto do mistério”, “A alegria de ensinar”, “Por uma educação romântica” e “Filosofia da ciência” e um texto biográfico inserido no seu site oficial, e mencionado pela Globo, pode ler-se o que pensaria da morte: “Eu achava que a religião não era para garantir o céu depois da morte, mas para tornar esse mundo melhor, enquanto estamos vivos”.

Por Priscila Visconti