[Cyber Literário] Wikipedia em versão de livro real

Essa vai para os fãs e ‘fuçadores’ da enciclopédia eletrônica mais completa de toda internet, a Wikipedia, que irá transformar toda suas páginas digitais, em páginas reais, em um livro com mais de mil páginas.
A editora alemão planeja, através de financiamento coletivo, para realizar uma manobra que muitos podem considerar ser impossível: criar uma versão impressa da Wikipedia, a biblioteca online que utiliza a plataforma Wiki de fóruns.

Por isso, a PediPress está querendo arrecadar mais de US$ 50 mil (cerca de R$ 118 mil) para imprimir a versão com todos os artigos na língua inglesa e a previsão da editora é de que todo o conteúdo do site resultaria em mais de mil volumes do livro, com 1,2 mil páginas.
Os R$ 118 mil seriam suficientes para imprimir as versões, fabricar uma estante grande o suficiente para abrigar a criação e transportar o experimento até o Barbican Center, onde acontecerá a Wikimania.
Esta versão impressa da Wikipedia, haverá uma capa dura, impressos em preto e branco e em papel totalmente ecológico. A PediPress, será apresentado em agosto ainda deste ano, durante a feira Wikimania, em Londres, que irá reunir grandes colaboradores da ferramenta.
Introducing the Wikipedia Books Project:

PS: Desculpa pela demora do Cantinho Literário, mas é que esta semana foi meio ‘cheia’ para mim e olha que nem fui pular carnaval, foi trabalhando em casa mesmo, fazendo serviços do lar, mas prometo que isso não irá acontecer mais, pois irei tentar ‘subir’ os textos do cantinho, toda a segunda, que o desta semana, está meio pra ‘Cyber Literário’.Retirado de: O Tempo

[Cantinho Literário] Acadêmia Sueca do Nobel de Literatura informa os candidatos para 2014

Acadêmia Sueca do Nobel de Literatura, informou nestas últimas semanas, que já tem 210 escritores concorrendo à premiação de 2014 e apenas 36 foram nomeados pela primeira vez. Que o anúncio do vencedor será no mês de outubro ainda deste ano.

A lista do ano passado contava com 195 candidatos, da qual saiu a vencedora do prêmio, a canadense Alice Munro, laureada pelo status de “mestre do conto contemporâneo”. Porém o comitê do Nobel de Literatura terá cerca de dois meses para eliminar a metade do número de candidatos, que após passar por várias etapas serão reduzidos a cinco finalistas.
Deste grupo sairá o vencedor, que anualmente costuma ser anunciado no início do mês de outubro, assim como acontece com os demais prêmios de prestígio.
A Academia Sueca envia anualmente, em setembro, entre 600 e 700 cartas a pessoas e instituições qualificadas para indicar candidatos ao prêmio.

Saiba mais sobre o Prêmio Nobel de Literatura:

A premiação é concedida anualmente pela Academia Sueca desde 1901, que é considera normalmente o conjunto da obra de um autor vivo, sempre com um caráter fortemente político o que tem gerado polêmica pela falta de transparência no processo de escolha.

A divulgação do autor premiado é feita geralmente no início de outubro de cada ano. Até hoje apenas José Saramago foi laureado em 1998 como autor de
língua portuguesa.
A contista canadense Alice Munro, 82 anos, foi a vencedora do Nobel de Literatura de 2013 com um prêmio de 1,25 milhões de dólares.
Para conhecer os vencedores de todas as edições anteriores do Prêmio Nobel de Literatura, clique aqui.
Por Priscila Visconti (espero que ganhe uma mulher novamente)

[Cantinho Literário] "O Gosto do Cloro" – Solidão e timidez no interior de uma piscina pública

Com o calor que está fazendo em todo o Brasil, só consigo pensar em água e minha cabeça ‘tá meio travada’ com tanto calorão, por isso que nesta semana aqui no Cantinho Literário será uma super dica do livro “O Gosto do Cloro”. 
Pois além de ter piscina, para tentar afagar o fogo deste verão, também há superação e os anseios de uma paixão tímida, permeada pelos ecos e ruídos da água.
Sinopse: No interior de uma piscina pública, um jovem com problemas na coluna começa a nadar para melhorar a sua saúde. Sem experiência, sofre entre corpos anônimos para conseguir algum progresso no esporte. 

Durante uma de suas tentativas fracassadas de dar algumas braçadas, conhece uma garota que decide ajudá-lo na empreitada, dando dicas para melhorar a sua técnica. Semana após semana, aula após aula, a amizade entre os dois começa a crescer, e o herói não tarda a desenvolver uma afeição que deseja extrapolar as paredes da piscina. 
As inseguranças do nadador desajeitado vão se tornando ao poucos os anseios de uma paixão tímida, permeada pelos ecos e ruídos da água. Através de um roteiro com pinceladas de melancolia e uma bela paleta de azuis, verdes e outras cores lavadas pelo cloro, Bastien Vivés compõem um retrato lírico da solidão e das dúvidas do indivíduo moderno.
Abaixo confira uma resenha do livro, escrita pela Doutora em Letras pela PUC-Rio, Laura Erber, para conhecer mais sobre a história do jovem inibido e tímido do livro, ilustrado por Vives Bastien. 
Um artista francês que usa o silêncio e a individualidade da natação como metáfora para a solidão dos personagens. Com um roteiro, com pinceladas de melancolia e uma bela paleta de azuis, verdes e outras cores lavadas pelo cloro.
“Tudo se passa numa piscina, mas não há nada aqui que evoque a transparência luminosa dos quadros de David Hockney. Também não há, no protagonista, nada que evoque a tragédia do conto “O nadador”, de John Cheever, ou a imagem magnetizante que Burt Lancaster imprime no personagem da versão cinematográfica de Frank Perry.

“O gosto do cloro”, premiado romance gráfico do francês Bastien Vivès, cria uma atmosfera opaca, espécie de clausura aquática onde dois jovens se encontram por pura casualidade. Desengonçado, inábil e tímido, o nadador de Vivès vai à piscina por recomendação do fisioterapeuta. Numa economia de traços, em massas de azuis e verdes carregados de cinza, as imagens configuram um ambiente fechado, o cenário perfeito para um relato breve sobre solidões convergentes. 

Nada de especialmente romântico ou inusitado nessa paisagem típica de uma grande cidade, onde anônimos interrompem sua estressante rotina para se exercitarem. A história é simples e os personagens são retratados no cotidiano de suas vidinhas: duas figuras frequentam raias contíguas de uma piscina pública. 

Um dia começam a conversar, flertam, se questionam sobre passado e futuro, o que é supérfluo e o que amam realmente, marcam um encontro e depois perdem-se de vista. 

Ele é um sedentário em busca de alívio para a coluna estropiada, ela é uma ex-competidora que agora só nada por prazer. 

Ambos parecem viver o momento que precede a vida adulta, ainda informes, sonhadores, sem profissão definida, oscilando entre a aflição e o tédio. Ilustrações sóbrias e elegantes contrastam com texto pouco elaborado 

Com minúcia, mas sem detalhes excessivos, Vivès capta o corpo num traçado delicado e preciso, que retrata as tormentas do protagonista. Ao contrário de muitos autores da sua geração, utiliza com parcimônia a dinâmica de plano e contra-plano apropriada do cinema, prefere a visão de longe, deixando os personagens como que desamparados no espaço. 

O silêncio predomina e, quando a palavra irrompe, é ora na forma de uma interlocução trivial ou no exclamativo “merda!” do protagonista, menos sinal de exaltação do que um tique repetido que traduz bem a economia verbal desses jovens sonhadores. 

Há, no entanto, algo intrigante no forte contraste entre imagem e texto deste livro: enquanto as imagens são sóbrias, elegantemente elaboradas, revelando a maturidade do estilo visual do autor-desenhista — ele tinha 24 anos quando o livro foi lançado —, ao fim fica a sensação de que talvez a história poderia ter sido contada sem palavras, ou que o texto poderia ter sido mais elaborado. 

Pode-se supor que Vivès tenha optado pelo banal para revelar a pobreza expressiva dos personagens, lançando sobre eles um olhar impiedoso, mas essa inflexão crítica é contrariada pela delicadeza das imagens. 

A história dos romances gráficos é recente. Começa no final dos anos 1970 e tem como marco a série “Maus”, em que os ratos, gatos, porcos e cachorros de Art Spiegelmann retratam as desventuras de um prisioneiro judeu nos campos de concentração alemães. A maior parte dos romances gráficos se situa numa zona cinzenta — tributários da história em quadrinhos tanto quanto dos modelos narrativos do romance — e o livro de Vivès não foge à regra. 

Face ao boom editorial e o crescente interesse que o gênero vem ganhando no meio literário, espera-se que os novos autores sejam capazes de articular a força das imagens a textos vigorosos — mesmo quando optarem pelo registro cotidiano desbocado ou por uma linguagem desencantada. Caso contrário, nos deixarão com a sensação de um descompasso não deliberado entre visualidade sofisticada e texto pouco ambicioso.”






O Gosto do Cloro
Editora: Barba Negra
Categoria: Artes / Pintura e Desenho
PS: Na próxima semana terá especial escritor-jornalista, com Stefan Zweig, que escolheu o Brasil, para viver até o final de sua vida, por isso não percam na próxima semana, pois vocês irão se surpreender com a história de Zweig.

[Cantinho Literário] Em março acontece a Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha 2014

No mês de março deste ano, acontece a Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, na Itália, que acontece nos dias 24 a 27/03, terá como país homenageado o Brasil, a exemplo da Feira de Frankfurt, que aconteceu em outubro de 2013.

Esta será uma oportunidade para as editoras fortalecerem suas redes de contatos, fecharem novos negócios com a compra e venda de direitos autorais e conhecerem as tendências do setor.
O projeto Brazilian Publishers (BP), uma parceria da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), estará em Bolonha com 28 editoras associadas  em um espaço coletivo de 192 m².
Acompanhe a programação pelo site, clique aqui
Conheça as editoras participantes de 2014:
Editora Elementar
Editora Dedo de Prosa
Girassol
Companhia das Letras
Edições Escala Educacional/Editora Lafonte
FTD
Pallas
Cosac Naify
Cortez
Dash Editora
Solisluna
Editora Original (Panda Books)
Globo Livros
Jujuba Editora
Edições SM
Editora Ática
Editora Scipione
Editora Positivo
Todolivro Distribuidora
Editora Rideel
Callis Editora
Editora Melhoramentos
Autores Associados
Mar de Ideias
DSOP
Mauricio de Sousa
Fama
Editora Napoleão
Próximo as datas da Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, divulgaremos mais novidades sobre a feira;

[Cabine da Pipoca] A Menina Que Roubava Livros chega aos cinemas

Nesta sexta-feira, 31 de janeiro, estreou nos cinemas, um best-seller da literatura internacional, “A Menina que Roubava Livro”, que é um dos livros mais admirados do mundo juvenil, que teve sua adaptação para as telas da sétima arte.
As gravações começaram no mês de fevereiro, do ano passado (2013) e no elenco já definido temos alguns nomes de peso, como Geoffrey Rush e Emily Watson. Ao que parece o clássico drama retratado no livro de Markus Zusak receberá uma grande produção para conquistar todos nas salas de cinema pelo mundo e a trilha sonora, conta com a criação de John Williams.

A Menina que Roubava Livros conta a história, narrada por uma voz sombria, de Liesel que precisa 
ir morar com uma nova família na Alemanha da Segunda Guerra após sua mãe ser acusada de comunismo, aprendendo a cada dia a amar e ser amada, vive de seus sonhos e da vivência dos que tem ao seu redor. Uma longa lista de vidas se misturam com a dela e, desafiando quem já viu as maiores barbáries do planeta e trabalhou para os mais diversos vilões da história mundial, contagia, mostrando que a vida pode, deve e merece ser vivida dia após dia.
A jovem atriz Sophie Nélisse ganhou um dos papéis mais concorridos dos últimos anos. Com uma 
sensibilidade de gente grande, transforma cada olhar em palavra conduzindo o público brilhantemente para as profundezas da razão e emoção contidos em cada parágrafo 
dessa bela história.
O livro é infinitamente mais detalhista, tanto em relação à história dos personagens quanto a todo o contexto mundial, tendo os nazistas em evidência. Mas isso não quer dizer que esse trabalho deixa muito a desejar. A Menina que Roubava Livros é um belo filme, onde a tática do feijão com arroz adotada deu certo. O diretor seguiu o máximo que pôde todas as linhas e idéias de Markus Zusak e transportou para as telonas, principalmente, a emoção o que amarra a história e prende a atenção do espectador do começo ao fim.
Veja abaixo a equipe do filme, “A Menina que Roubava Livros” abaixo:

Diretor – Brian Percival

Atores e atrizes

Geoffrey Rush
Personagem: Hans Hubermann

Emily Watson
Personagem: Rosa Hubermann

Sophie Nélisse
Personagem: Liesel Meminger

Ben Schnetzer
Personagem: Max Vanderburg

Nico Liersch
Personagem: Rudy Steiner

Heike Makatsch
Personagem: Liesels Mutter

Gotthard Lange
Personagem: Gravedigger

Carina N. Wiese
Personagem: Barbara Steiner

Roger Allam
Personagem: Erzähler/Tod

Rainer Bock
Personagem: Bürgermeister Hermann

Barbara Auer
Personagem: Ilsa Hermann

Roteiro – Michael Petroni

Autor da obra original – Markus Zusak

Equipe técnica

Compositor – John Williams

Co-produção – Studio Babelsberg

Produção – Fox 2000 Pictures

Distribuidor brasileiro (Lançamento) – FOX FILMES

Produção – Sunswept Entertainment

Distribuidor no exterior (Lançamento) – Fox

Sinopse: A Menina Que Roubava Livros conta a história de Liesel, uma garotinha extraordinária e corajosa, que foi viver com uma família adotiva durante a Segunda Guerra, na Alemanha. Ela aprende a ler, encorajada por sua nova família, e Max, um refugiado judeu, que elas escondem embaixo da escada. 

Para Liesel e Max, o poder das palavras e da imaginação se tornam a única escapatória do caos que está acontecendo em volta deles. 

A Menina Que Roubava Livros é uma história sobre a capacidade de sobrevivência e resistência do espírito humano.

Assista o trailer de “A Menina que Roubava Livros”:

PS: Desculpa a demora em subir o Cabine da Pipoca, mas nestes dois últimos dias, tivemos alguns problemas técnicos pra resolver… hehe

Por Priscila Visconti (ansiosa pra assistir este best-seller da literatura mundial)