[Total Flex] Música, arte e literatura estarão reunidos no 1° Sarau da Amizade

Que tal misturarmos fotografia, literatura, artes, cultura, gente bonita, boas conversas, além de bebidas e petiscos tudo junto em um mesmo lugar?

Acontece nesta sexta-feira (6), o I Sarau da Amizade. Evento realizado pela apresentadora e produtora cultural, apresentadora Eliana Toscano, que nos convidou para apresentar a mostra em seu 1º Sarau da Amizade.
Um evento com diversas apresentações musicais e artísticas, onde você poderá adquirir as obras consigo e levar para casa, em um bazar mega cultural, em uma casa extremamente charmosa e artística.
SERVIÇO
I Sarau da Amizade
Data: 06/Dezembro/2013
Horário: 20h
Local: Empório Santa Edwiges
Endereço: Rua Dr. João Pedro Perotti, 10 
(atrás do Banco do Brasil da Av. Vicente Rao, esquina da Av. Washington Luis).
ENTRADA: R$ 30,00 (OPEN BAR)
Estacionamento no local e gratuito.

[Cantinho Literário] Murillo Teixeira e seu sonho de ser escritor

Finalmente o mês mais sonhado por todos chegou, o mês de dezembro e nele veio junto a solidadriedade do natal, afinal já podemos sentir o espírito natalino no ar e o ano novo, mas próximo do que nunca, que aliás, por falar em novo, esta semana fizemos a entrevista que falamos que iríamos fazer com o escritor do livro “De monstros marinhos e outros medos”, no qual falamos de seu livro e também da promoção do lançamento dele.

Murillo Teixeira é um jovem escritor, formado em audiovisual, porém não quis trabalhar com nesta área, então sem saber o que fazer da vida, parei e vi que a única coisa que eu fazia todos os dias era, escrever e Murillo sempre disse que queria escrever um livro, mas postergava, foi ai que ele começou a escrever Monstros marinhos não existem, então ele viu que tinha um bom conto pra começar o livro.
Confira abaixo a entrevista que o jovem escritor Murillo Teixeira concedeu ao site O Barquinho Cultural:
OBC: Quando começou seu amor pela literatura?
Murillo Teixeira: Acho que sempre tive. O que demorou, foi entender. E isso aconteceu lá pelo fim de 2011.
OBC: De onde vc busca inspiração para escrever?
MT: Em qualquer lugar. Uma história de alguém, uma história minha, uma cena de filme, coisas que existem por dentro… A inspiração se encontra na vida, enfim.
OBC: O que é ser literário para vc?
MT: Ler, escrever e ser lido.
OBC: Quais suas principais influências no mundo literário?
MT: Talvez mais que influências, eu tenha escritores que me impressionaram muito. Seja por tema, seja por estilo. Amós Oz entra na lista, junto com o Roberto Bolaño. Caio Fernando Abreu, também. E mais…
OBC: O livro “De monstros marinhos e outros medos” é sua primeira publicação, ou vc já possuí outras obras publicadas?
MT: A primeira.
OBC: Quais são suas expectativas para o lançamento do livro?
MT: As expectativas são as melhores! Claro.

OBC: O escritor no Brasil é valorizado, ou deveria haver mais incentivo?
MT: Eu acredito que o escritor seja valorizado, sim. Porque talvez, o problema não seja a desvalorização dos nossos escritores, mas a supervalorização de quem é de fora. Como esses livros que são fenômenos mundiais pra mulheres, ou livros de fantasias em série. Talvez eles ofusquem o que é produzido de bom aqui, e que bem provavelmente é muito melhor. Mas enfim.
Contatos:
Mais informações sobre o Murillo Teixeira, acesse o site da Editora Patuá;

[Cantinho Literário] A Literatura Alemã Contemporânea

Esta semana, aqui no Cantinho Literário será em homenagem aos 24 anos da queda do muro de Berlim, que aconteceu neste mês de novembro, do dia 9, por isso que nesta semana será especial literatura alemã e para quem não se lembra o que foi esta barreira, vamos dar uma refrescada na memória da nossa tripulação.
A construção do muro de Berlim, na Alemanha foi construída pela República Democrática Alemã durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental.

Mas vamos a literatura e depois destrinchamos sobre a história do muro de Berlim, desde sua construção, até a sua queda no ano de 1989. A literatura alemã, integra as línguas alemã, Suíça e na Áustria, mas existem algumas correntes de literatura influenciadas em maior ou menor grau por dialetos (por exemplo, alemânico). Um desenvolvimento inicial da literatura em alemão ocorreu no período do alto alemão médio no início da idade média.
A literatura moderna em alemão começa com autores do Iluminismo (tais como Herder) e atinge seu formato “clássico” no início do século XVIII com o Classicismo de Weimar (Goethe e Schiller). Mas vamos encurtar a história da literatura alemã, se não ficaremos falando desde o ano de 700 depois de Cristo, por isso, iremos focar mais na literatura contemporânea.
A literatura contemporânea, que começou no século XX é profundamente marcada pela ruptura pela II Guerra Mundial e pelo exílio.”  Boa parte da obra desse autores exilados ficou dispersa por diversos países, e, até hoje, pesquisadores e editores procuram recuperar esses trabalhos bem como a história literária alemã desse período. Entre os autores que ficaram na Europa durante a II Guerra, é recorrente o tema da ruptura causada pela guerra e da necessidade de “reescrever a própria identidade”. 
Por outro lado, a partir da década de 1970, desenvolve-se a chamada literatura intercultural, uma tendência que se desenvolveu inicialmente na Alemanha e, posteriormente, em outros países de língua alemã. Trata-se de uma literatura feita por estrangeiros e inicialmente tratava sobretudo da problemática da imigração, “denunciando a discriminação, registrando o isolamento, o estranhamento, a perda da identidade ou a luta para redefini-la”.
Autores da literatura alemã contemporânea:
Ficção científica, fantasia: Andreas Eschbach, Frank Schätzing, Wolfgang Hohlbein, Peter Schmidt, Andreas Winterer
Literatura Pop: Dietmar Dath, Christian Kracht, Benjamin von Stuckrad-Barre, Rainald Goetz.
Literatura migrante ou intercultural: Feridun Zaimoglu, Wladimir Kaminer, Rafik Schami, Aglaja Veteranyi, Carmine Gino Chiellino
Poesia: Marcel Beyer, Uwe Kolbe, Thomas Kling (1957-2005)
Aforistas: Hans Kruppa
Suspense: Ingrid Noll
Novela: Charlotte Link
Erótica: Charlotte Roche
Para dar um anseio maior na litertura alemã, se liga nesta dica sobre a litertura alemã, escrita pelo autor Otto Carpeaux, que conta a história da arte literária, desde Hegel e Marx, passando pela arte da música, artes plásticas e passando até na literatura da Psicanálise de Freud e Jung.
Confira a sinopse do livro “A História Concisa da Literatura Alemã” – Otto Maria Carpeaux
“A Literatura alemã está na origem de toda a cultura ocidental. Filósofos como Hegel, Marx, Nietzsche, Schopenhauer, Heidegger; A reforma protestante com Luthero; Romancistas e poetas como Kafka e Goethe; e ainda na música, nas artes plásticas, na literatura da Psicanálise com Freud e Jung, enfim, uma influência gigantesca na vida, no pensamento e na forma como vivemos. 
Nesta Obra de Otto Maria Carpeaux você encontra uma síntese dos grandes momentos, livros e autores da literatura alemã, e conta com uma avaliação crítica de sua importância para a cultura e o desenvolvimento do país e sua influência nos principais movimentos culturais do mundo contemporâneo. Uma forma concisa de conhecer a literatura da “Terra dos poetas e pensadores.” 

[Cantinho Literário] Russkaya Literatura

Salve salve tripulação OBC, tudo as maravilha pessoal, porque hoje vamos viajar até a Rússia para conhecer um pouco da arte literária dos russos e antigos soviéticos.
Bom, devido à umas trocas de datas, o Cantinho Literário será nesta semana na terça-feira e o Cyber Cult, foi ontem na segunda-feira, mas isso não altera as ordens dos fatores, pois o que importa é transmissão de informações, para nossa linda tripulação, que nesta semana iremos ir até a Russia, para trazer um pouco de sua literatura e seus principais autores.

A literatura russa é conhecida, entre seus grandes mestres, como Alexander Pushkin, Fiodor Dostoievski, Lev Tolstoi, Anton Tchekhov, Mikhail Lérmontov, entre outros e é variado em vários estilos textuais ao longo de vários anos, dividindo-se em diversas épocas em eras consoantes.
A literatura da Rússia começa com Alexander Pushkin que é considerado o fundador da literatura russa moderna. Mas é no século XIX que a literatura ganha um grande destaque mundial com os autores Leo Tolstoi e Fiodor Dostoievski. Com a URSS, a literatura é condicionada sob o poder comunista e muitos escritores foram exilados para o oeste. Mesmo assim, a literatura russa apaixona leitoras de todo o mundo e de todas as idades sobretudo com a obra-prima de Tolstoi: Guerra e Paz.
Veja abaixo a divisão de épocas da Literatura russa:
Era Antiga
Da era antiga são poucos os autores conhecidos. Grande parte deles eram desconhecidos ou simplesmente anônimos. Baseava-se sobretudo sobre o quotidiano da vida e sobre a fusão entre a religião cristã e as crenças pagãs.
Era pré-Dourada
Esta era coincida com a reforma do alfabeto russo na altura dos czares Pedro I e Catarina I – século XVII. Os autores diversificaram os temas tendo em base os conhecimentos adquiridos em viagens no oeste europeu. Os autores mais conhecidos são Antioch Kantemir, Vasily Trediakovsky e Mikhail Lomonosov.
Era Dourada
Nesta altura é introduzido o romantismo na Rússia e os temas são muito mais diversificados. Do fabuloso ao realismo passando também pelo drama (não texto dramático). Os autores desta época são muitos e destacam-se: Nikolai Gogol, com sua obra-prima Almas Mortas, é considerado o precursor da moderna Literatura Russa, Leon Tolstoi (Guerra e Paz, A Morte de Ivan Ilitch e Anna Karenina), Fiodor Dostoievski (O Idiota, Os Irmãos Karamazov e Crime e Castigo) e Ivan Turgueniev (Pais e Filhos – Livro que já surge o tema do niilismo, de uma forma mais política e revolucionária do que filosófica). 
A era dourada é marcada também pelo sentimento patriótico sobretudo retratado no livro “Guerra e Paz” e este sentimento coincide no estilo musical que vigorava também na altura. Historiadores já estimaram que Abertura 1812 de Tchaikovski é parte da versão musical da Guerra e Paz de Tolstoi. [Fiodor Dostoievski é a maior figura da era dourada da literatura russa em que a sua obra mais conhecida (Irmãos Karamazov) é uma das maiores do mundo e das mais desenvolvidas quer a nível semântico e literário.
Era da Prata
No fim do século XIX e início do século XX, os estilos literários começam a diversificar-se mas é a poesia que marca este curto tempo da literatura russa. Se Dostoiévski é o grande mestre da prosa russa, então Anton Chekhov é aquele que domina este período
Era Soviética
Com a introdução do comunismo na Rússia, as ideias literárias tiveram que ser “filtradas” de modo a não ofender o sistema em vigor na altura. Embora não houvesse uma polícia ou um departamento de estado que analisasse as obras (como a Censura em Portugal), a ideologia comunista estava muito enraizada na mente da maioria das pessoas, sobretudo no início da década de ’30. 
Por exemplo: em Portugal, durante o Estado Novo, se um escritor louvasse o passado histórico “brilhante e maravilhoso” de Portugal este não sofreria qualquer sanção. Na URSS, pelo contrário, aquele que louvasse a história czarista era logo preso pois a era comunista rejeitava aquele período histórico.
De todas as maneiras, muitos escritores continuaram a escrever segundo o estilo da era da prata e da era dourada em clandestinidade e muitos outros tiveram de fugir para o oeste.
Desta época se destacam: Valentin Kataev, Aleksey Nikolayevich Tolstoy e Maximo Gorki. Alguns foram perseguidos pelo regime soviético casos de: Ivan Alekseyevich Bunin (Prêmio Nobel de Literatura em 1933), Alexander Kuprin, Andrey Bely, Marina Tsvetaeva , Vladimir Mayakovsky, Vladimir Nabokov, Boris Pasternak, Prêmio Nobel de Literatura em 1958, Michail Aleksandrovich Sholokhov, Prêmio Nobel de literatura em 1965 e Alexander Soljenitsin (chegou a ser preso em um campo de concentração mantido pelo regime soviético, chamados de Gulag) foi premiado com o Prêmio Nobel de literatura em 1970. Em 1987, a Rússia ganhou aquele que é, até o momento, seu último Prêmio Nobel de Literatura com Joseph Brodsky.
Era Pós-Soviética
Depois da Era Soviética, a literatura do país enfraqueceu: havia poucos escritores como Victor Pelevin e Vladimi Sorokin.No início do Séc XXI, os russos mostraram interesse em novas qualidades de literatura proveniente das províncias. Uma das escritoras é Nina Gorlanova, que descreve o dia a dia das populações nessas zonas tal como na Era Antiga.
O estilo policial também surgiu nesta altura. Darya Dontsova é a escritora mais conceituada neste género, com mais de 50 livros publicados.
Abaixo confira os grandes autores, que marcaram a literatura russa:
Autores de Prosa de Ficção Russa
Sholom Aleichem (1859-1916), o escritor judeu, escreveu em iídiche, viveu na Rússia Imperial
Isaac Babel (1894-1940)
Helena Blavatski (1831-1891)
Mikhail Bulgakov (1891-1940)
Nikolai Leskov (1831-1895)
Ivan Bunin (1870-1953), primeiro vencedor russo do Prêmio Nobel de Literatura
Fiodor Dostoiévski (1821-1881)
Ilya Ehrenburg (1891-1947), romancista
Nicolau Gogol (1809-1852)
Ivan Goncharov (1812-1891)
Máximo Gorki (1868-1936)
Vladimir Nabokov (1899-1977) (radicado nos Estados Unidos)
Nikolai Alekseevich Nekrasov
Boris Pasternak (1890-1960) (desertor), vencedor do Prêmio Nobel de Literatura
Alexander Soljenítsin (b. 1918) (desertor), vencedor do Prêmio Nobel de Literatura
Leon Tolstói (1828-1910)
Yevgeny Zamyatin (1884-1937)
Boris Akunin (1956)
Aleksandr Bek (1902-1972)
Ivan Efremov (1908-1972)
Vladimir Korolenko (1853-1921)
Vladimir Sorokin (1955)
Ivan Turguenev (1818-1883)
Autores de Poesia Russa
Valeri Brainin-Passek (1948)
Joseph Brodsky (1940-1996)
Serguei Iessienin (1895-1925)
Mikhail Lérmontov (1814-1841)
Vladimir Maiakóvski (1893-1930)
Aleksandr Pushkin (1799-1837)
Dramaturgos Russos
Anton Tchekhov (1860-1904)
Ensaístas Russos
Mikhail Bakhtin (1895-1975)
Mikhail Lomonosov (1711-1765)
Ayn Rand (1905-1982) (radicada nos Estados Unidos)
Kornei Tchukóvski (1882-1969)
Por Priscila Visconti (viajando o mundo através da literatura)

[Cantinho Literário] A bibliotecária dos lixões da periferia de Alagoas

Mas uma vez aqui em nossa navegação, estamos divulgando e expandindo mais a cultura literário, como montar bibliotecas, com livros de doações, próprios, ou até mesmo achando em lixões, que pode encontrar diversos livros e até montar uma biblioteca, como fez a catadora de lixo, Babilônia Bezerra. 
Babi, qual é carinhosamente conhecida e chamada entre os moradores, conseguiu resgatar, desde o início deste ano até agora, 1.980 livros jogados nas ruas e montar uma biblioteca particular em sua humilde residência.
“Achar livro nas ruas é tarefa fácil, e o melhor lugar é na beira da linha férrea, onde as pessoas jogam lixo e livros que não querem mais usar”, revela a catadora de materiais recicláveis.

Babi é moradora do Conjunto Valentim, no bairro Canafístula, numa das localidades mais carentes e com altos índices de violência da cidade, ela é casada com um pedreiro e mãe de quatro filhas e no meio de depósitos de lixo espalhados em diferentes bairros de Arapiraca, ela achou diversos livros e montou sua própria biblioteca.
A catadora, que estudou até aos 14 anos e ao menos concluiu o Ensino Funtamental, é considerada uma semi-analfabeta e  revela que o amor e o gosto pela leitura podem ultrapassar barreiras sociais e transformar a vida de toda uma comunidade, para manter o seu ideal, com a coleta de livros perdidos, Babi conta que modificou toda a estrutura de sua casa para armazenar o rico acervo retirado do lixo. Apenas com a ajuda do marido e das filhas, a catadora de materiais recicláveis utilizou catou também no lixo vários guarda-roupas para improvisar a construção da biblioteca e guardar todos os livros.
O espaço reservado aos livros, é administrado por ela mesmo e é visitado por várias pessoas, que algumas preferem levar os livros para a casa, enquanto os outras, aproveitam do espaço para colocar a leitura em dia, porém Babi está sem condições de ampliar a biblioteca e por isso, faz doações de alguns livros para moradores da comunidade onde mora. “A casa começou a ficar pequena. Tivemos de retirar as camas e dormir todo mundo em colchões”, relata.
O acervo de 1.980 livros, a catadora de lixo já entregou 1.400 títulos, ficando em sua casa ainda mais de 500 exemplares dos mais variados gêneros literários.
Babi explica que conseguiu um emprego em uma escola da rede municipal, e agora tem pouco tempo para procurar livros nas ruas da cidade, mas mesmo assim ainda continua achando exemplares jogados nos depósitos de lixo.
Apesar de ter resuzido seu acervo pessoal, fazendo doações da maior parte dos livros encontrados nas ruas de Arapiraca, o grande sonho da catadora é montar uma biblioteca comunitária onde mora, pois depois de anos de experiência, de ter casado aos 14 anos de idade, deixado de estudar, ela comenta.
“Queria ter dinheiro ou ajuda de alguém para bater uma laje e construir um espaço em cima da minha casa para construir uma biblioteca comunitária”. A catadora Babi Bezerra resume os seu amor pelos livros com a seguinte frase: “Você aprende a escrever, mas não escreve sem ler”.
Clique aqui e veja o perfil de Babi Bezerra no Sonico.com.br; 
CURIOSIDADES:
Estudo mostra que brasileiro lê apenas um livro por ano, Segundo a bibliotecária Wilma Nóbrega, uma pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro revela que a média de leitura da população brasileira é de apenas 1,3 livros por ano, percentual abaixo da Colômbia, com 2,4 livros.
Ela diz que esse número é considerado baixo, em comparação com outros países, a exemplo dos Estados Unidos, cuja média anual é de 5,1 livros.
Wilma Nóbrega acrescenta que a França tem uma das maiores médias, com sete livros lidos por ano por pessoa.
Ainda de acordo com a bibliotecária, para incentivar o gosto pela leitura, o Ministério da Cultura em parceria com o Ministério da Educação lançou, no ano de 2006, o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).
“As ações estão sendo desenvolvidas em todo o país, inclusive aqui em Alagoas, que vem registrando uma elevação significativa de projetos e programas de incentivo e estímulo pela leitura”, destaca.
Ela cita como exemplos a realização da Bienal do Livro, em Maceió, e um projeto que está sendo ampliado na cidade de Arapiraca, com as Arapiraquinhas, que são bibliotecas digitais de bairro.
No município já foram implantadas seis unidades, na área urbana e também na zona rural.
“Esta semana, mais dois espaços de incentivo à leitura foram construídos nas comunidades rurais de Vila São José e Bananeiras”, salienta Wilma Nóbrega.
As bibliotecas Arapiraquinhas contam com um espaço multicultural que disponibilizam o acesso à informação através do seu acervo composto por livros, periódicos, CDs, DVDs, mapas, jogos, acervo em braille e à Internet.