[Cantinho Literário] Literatura para todos – Jovens do Rio Grande do Norte colocam livros na mochila e levam leitura às famílias da zona rural do Estado

Salve salve, tripulação da embarcação mais cultural na internet, hoje é segunda e como toda as segundas-feira é dia de literatura, no nosso Cantinho Literário, então vamos abrir nossos livros, cadernos e a cabeça e viajar em um mundo fantástico da arte da literatura e nos enriquecer com boas influências com novas palavras, ideias e imaginações.

Nesta semana, vamos falar de algo que está mobilizando diversos jovens e educadores de todo o Brasil, que é de montar bibliotecas ambulantes, para que todos tenham acesso a leitura e o analfabetismo, que na semana passada foi registrado em alta, foi pouco, mas deu uma aumentada no número de analfabeto no país.

Que na verdade a pior coisa do analfabetismo, não é aquele que não sabe ler, mas sim o analfabeto funcional, aquele que sabe ler e não compreende o que leu ou escreveu e este número de pessoas é bem maior.
Foi pensando nisso que o Governo do Rio Grande do Norte, criou o projeto Agentes da Leitura, eles selecionaram alguns jovens para levar literatura à 41 cidades, para que eles tenham o hábito da leitura. Os agentes da leitura circulam entre as zonas rural do Estado, contando histórias e apresentando obras literárias para mais de 15 mil famílias.
Com uma abordagem lúdica, que envolve brincadeiras, saraus, adivinhações e versos, os agentes introduzem as áreas menos desenvolvidas do Rio Grande do Norte a livros infantis, lendas e clássicos como Manuel Bandeira e o potiguar Câmara Cascudo. Para participar do projeto, foram selecionadas famílias beneficiadas pelo Bolsa Família que moram nos municípios com os menores Índices de Desenvolvimento Humano.
O projeto já existe há quatro anos e faz parte dp Mais Cultura, que está previsto para ser desenvolvido em todo o Brasil, porém ainda não entrou em prática em alguns Estados.
Por Priscila Visconti (Pensando em colocar uns livros na mochila e partir pra ação, para levar livros e sonhos à diversas pessoas, que não possuem acesso a leitura)

[Cantinho do Som] As Memórias do Choro Paulista

Nesta segunda-feira iremos dar um novo foco no nosso Cantinho Literário, iremos unir música e literatura em uma única pauta, afinal música também é pesquisa, é arte e cultura, assim como a literatura e o choro.
Um dos primeiros estilos musicais cosmopolita nacional, que tem como característica exclusiva um ritmo específico, mas pela maneira solta e sincopada de tocar, repleta de ornamentos e improvisações, dando ao estilo uma vasta variações do gênero, entre os principais podemos citar,  o maxixe, o samba, a polca e a valsa, dando origem, assim, ao ‘’samba-choro’’, à ‘’polca-choro’’ e à ‘’valsa-choro’’ (com relação ao maxixe, não é utilizada a expressão “maxixe-choro”, mas apenas ‘’maxixe’’). Além disso, há choros de andamento rápido e choros mais lentos (apelidados “varandões”).

Baseado nesse estilo musical, o professor universitário na área de ciências sociais, economista, pós-graduado em Sociologia e mestre em políticas de educação, José de Almeida Amaral Júnior publicou o livro “Chorando na Garoa – Memórias Musicais de São Paulo“. Contendo duas partes básicas, a publicação traz em seu primeiro instante uma pesquisa bibliográfica narrando o contexto histórico socioeconômico e cultural qual formou-se o choro. Além de haver verbetes sobre personagens, desde seu início, em meados do século 19 até os primórdios do século 20, período qual foi consolidado e chegou em solo brasileiro, relatando também a chegada no gênero em São Paulo.
Na segunda parte do livro, traz 40 entrevistas com músicos, pesquisadores e personagens participantes das rodas de choro em diversos pontos da cidade, com o propósito de envolver memórias do início do século passado à diferentes gerações, expondo de forma sistemática depoimentos pessoais sobre suas vidas, carreira, experiências, locais e aspectos do choro de São Paulo, metrópole cosmopolita que abriga influências de todo o país e do mundo.
Uma obra que resultou quatro anos de pesquisa, totalizando 532 páginas, tendo o prefácio do produtor e diretor Fernando Faro. Valorizando a cultura popular brasileira e apoiando a educação musical nas escolas.

Chorando na Garoa – Memórias Musicais de São Paulo” encontra-se disponível pela Editora Livro Novo, com distribuição pela Livraria Cultura; – [e-mail] – O lançamento oficial da obra será no dia 29 de setembro, na Praça das Artes, região central de São Paulo.

Aguarde que em breve realizaremos uma entrevista com o autor do livro “Chorando na Garoa – Memórias Musicais de São Paulo“, o professor universitário José de Almeida Amaral Júnior.

E por falar em aguardar e em choro, também no próximo domingo, 29, acontecerá o “Praça do Choro“, em comemoração aos 60 anos de carreira de Izaías Bueno de Almeida. Com shows de Quintal Brasileiro, Lulinha de Alencar, Proveta e Toninho Carrasqueira, além do próprio músico homenageado.

Izaías de Almeida conquistou essas seis décadas com muito êxito e mostrando no carioca Jaboc do Bandolim um digno representante do choro paulista, uma forte influência italiana, com uma “pegada” mais sentimental de tocar, origens do bandolim napolitano, além de frases e improvisos arrebatadoras.

O músico têm o grupo mais tradicional em atividade do gênero em São Paulo, obtendo como referência por seu refinamento e qualidade musical, agregando inúmeras apresentações tanto no Brasil quanto no exterior.

Conjunto  Atlântico  de  Antônio  Dauria é o grupo de Izaías, que têm como seus fundadores, o próprio no bandolim e seu irmão Israel  Bueno  de  Almeida, o Israel 7 Cordas (violão),  que  o  criaram  com  o  objetivo  de  preservar  o gênero,  conservando suas  raízes.  A  formação  atual  conta  ainda  com Marco Bailão (violão  de  6  cordas), Getúlio Ribeiro (cavaquinho) e Tigrão (pandeiro).

SERVIÇO

“Praça do Choro”

60 ANOS DE IZAÍAS E SEUS CHORÕES

Shows: Izaías e Seus Chorões, Quintal Brasileiro, Lulinha de Alencar, Proveta e Toninho Carrasqueira.
Lançamento do Livro: Chorando na Garoa – Memórias Musicais de São Paulo
Local: Praça das Artes
Endereço: Avenida São João, 281 – Centro – São Paulo.
Dia: 29 de setembro (domingo)
Horário: a partir das 16h,
ENTRADA FRANCA

[Fotografia] Lançamento do livro "Literatura de Quintal" na Casa das Rosas

Na última quarta-feira (4), o jornalista e escritor Thiago Sogayar Bechara lançou seu mais novo livro de poesias intitulado, “Literatura de Quintal”, pela Editora Patuá, na casa mais literária de São Paulo, a Casa das Rosas.
Confira alguns cliques registrados pela nossa equipe:

Na próxima segunda-feira (9), traremos mais detalhes desse evento e também do novo livro de poesia do Thiago.
Aguardem!!!

[Cantinho Literário] Paulo Leminski o poeta dos breves trocadilhos

Nesta semana o escritor da vez é Paulo Leminski, que sempre chamou de todos por sua intelectualidade, cultura e genialidade, era filho do polonês Paulo Leminski II e Áurea Pereira Mendes, nasceu em Curitiba, Paraná e inventou seu jeito próprio de escrever poesia, preferindo poemas breves, muitas vezes haicais, trocadilhos, ou poesias que brincava com ditados franceses.

Com 14 anos Leminski foi para o Mosteiro de São Bento em São Paulo e por lá ficou durante todo o ano (1958), ele participou do I Congresso Brasileiro de Poesia de Vanguarda em Belo Horizonte onde conheceu Haroldo de Campos, amigo e parceiro em várias obras, Paulo se casou cedo, aos 16 anos, ele se casou com a desenhista e artista plástica Neiva Maria de Sousa, mas separou em 1968, e no mesmo ano casou-se com a poetisa Alice Ruiz, com quem viveu durante 20 anos.
No ano de 1964 ele lançou cinco poemas na revista Invenção e também começou a dar aulas de judô, no ano de 1966, foi primeiro lugar no II Concurso Popular de Poesia Moderna.
De 1969 a 1970 decidiu morar no Rio de Janeiro, retornando a Curitiba para se tornar diretor de criação e redator publicitário.
Dentre suas atividades, criou habilidade de letrista e músico. Verdura, de 1981, foi gravada por Caetano Veloso no disco Outras Palavras. A própria bossa nova resulta, em partes iguais, da evolução normal da MPB e do feliz acidente de ter o modernismo criado uma linguagem poética, capaz de se associar com suas letras mais maleáveis e enganadoramente ingênuas às tendências de então da música popular internacional. 
A jovem guarda e o tropicalismo, à sua maneira, atualizariam esse processo ao operar com outras correntes musicais e poéticas. Por sua formação intelectual, Leminski é visto por muitos como um poeta de vanguarda, todavia por ter aderido à contracultura e ter publicado em revistas alternativas, muitos o aproximam da geração de poetas marginais, embora ele jamais tenha sido próximo de poetas como Francisco Alvim, Ana Cristina César ou Cacaso. Por sua vez, em muitas ocasiões declarou sua admiração por Torquato Neto, poeta tropicalista e que antecipou muito da estética da década de 1970.
Na década de 1970, teve poemas e textos publicados em diversas revistas – como Corpo Estranho, Muda Código (editadas por Régis Bonvicino) e Raposa. Em 1975 e lançou o seu ousado Catatau, que denominou “prosa experimental”, em edição particular. Além de poeta e prosista, Leminski era também tradutor (traduziu para o castelhano e o inglês alguns trechos de sua obra Catatau, a qual foi traduzida na íntegra para o castelhano). Na poesia de Paulo Leminski, por exemplo, a influência da MPB é tão clara que o poeta paranaense só poderia mesmo tê-la reconhecido escrevendo belas letras de música, como Verdura.
Em seus últimos anos de (1987 a 1989), Leminski, trabalhou como colunista do jornal Vanguarda que era apresentado por Doris Giessi, na Rede Bandeirantes, no dia 7 junho de 1989, por consequência do agravamento de uma cirrose hepática que o acompanhou por vários anos, Paulo Leminski, faleceu em Curitiba, aos 44 anos de idade.
Leminski fez grandes parcerias como Caetano Veloso, o grupo A Cor do Som e o a banda de punk rock Beijo AA Força4 entre 1970 e 1989. Teve influência da poesia de Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos, convivência com Régis Bonvicino, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Moraes Moreira, Itamar Assumpção, José Miguel Wisnik, Arnaldo Antunes, Wally Salomão, Antônio Cícero, Antonio Risério, Julio Plaza, Reinaldo Jardim, Regina Silveira, Helena Kolody, Turiba, Ivo Rodrigues. A música estava ligada às obras de Paulo Leminski, uma de suas paixões, proporcionando uma discografia rica e variada.
Veja abaixo as grandes obras publicadas de Paulo Leminski:
Obra poética
Quarenta clics em Curitiba. Poesia e fotografia, com o fotógrafo Jack Pires.
Curitiba, Etecetera, 1976. (2ª edição Secretaria de Estado Cultura, Curitiba, 1990.) n.p.
Polonaises. Curitiba, Ed. do Autor, 1980. n.p.
Não fosse isso e era menos/ não fosse tanto e era quase. Curitiba, Zap, 1980. n.p.
Tripas. Curitiba, Ed. do Autor, 1980.
Caprichos e relaxos. São Paulo, Brasiliense, 1983. 154p.
e Ruiz, Alice. Hai Tropikais. Ouro Preto, Fundo Cultural de Ouro Preto, 1985. n.p.
Um milhão de coisas. São Paulo, Brasiliense, 1985. 6p.
Caprichos e relaxos. São Paulo, Círculo do Livro, 1987. 154p.
Distraídos Venceremos. São Paulo, Brasiliense, 1987. 133p. (5ª edição 1995)
La vie en close. São Paulo, Brasiliense, 1991.
Winterverno (com desenhos de João Virmond). Fundação Cultural de Curitiba, Curitiba, 1994. (2ª edição publicada pela Iluminuras, 2001. 80p.)
Szórakozott Gyozelmunk (Nossa Senhora Distraída) – Distraídos venceremos, tradução de Zoltán Egressy, Coletânea organizada por Pál Ferenc. Hungria, ed. Kráter, 1994. n.p.
O ex-estranho. Iluminuras, São Paulo, 1996.
Melhores poemas de Paulo Leminski. (seleção Fréd Góes) Global, São Paulo, 1996.
Aviso aos náufragos. Coletânea organizada e traduzida por Rodolfo Mata. Coyoacán – México, Eldorado Ediciones, 1997. n.p.
Toda poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. – Primeira edição de suas poesias completas, que chegou a vender mais de 20 mil exemplares em um mês e meio5 .
Obra em prosa
Catatau (prosa experimental). Curitiba, Ed. do Autor, 1975. 213p.
Agora é que são elas (romance). São Paulo, Brasiliense, 1984.1 63p.
Catatau. 2ª ed. Porto Alegre, Sulina, 1989. 230p.
Metaformose, uma viagem pelo imaginário grego (prosa poética/ensaio). Iluminuras, São Paulo, 1994. (Prêmio Jabuti de poesia , 1995)
Descartes com lentes (conto). Col. Buquinista, Fundação Cultural de Curitiba, Curitiba, 1995.
Agora é que são elas (romance). 2ª ed. Brasiliense / Fundação Cultural de Curitiba, 1999.
Catatau. São Paulo, Iluminuras, 2010. 256p.
Biografias e ensaios
Cruz e Souza. São Paulo, Brasiliense. Coleção “Encanto Radical”, n° 24, 1985. 78p.
Matsuó Bashô. São Paulo, Brasiliense, 1983. 78p.
Jesus. São Paulo, Brasiliense, 1984, 119p.
Trotski: a paixão segundo a revolução. São Paulo, Brasiliense, 1986.
Vida (biografias: Cruz e Souza, Bashô, Jesus e Trótski). Sulina, Porto Alegre, 1990. (2ª edição 1998)
Ensaios
POE, Edgar Allan. O corvo. São Paulo, Expressão, 1986. 80p. (apêndice)
Poesia: a paixão da linguagem. Conferência incluída em “Os Sentidos da paixão”. São Paulo: Companhia das Letras, 1987. p. 283-306.
Nossa linguagem. In: Revista Leite Quente. Ensaio e direção. Curitiba, Fundação Cultural de Curitiba, v.1, n.1, mar.1989.
Anseios crípticos (anseios teóricos): peripécias de um investigador dos sentido no torvelinho das formas e das idéias. Curitiba, Criar, 1986. 143p.
Metaformose, uma viagem pelo imaginário grego (prosa poética/ensaio). Iluminuras, São Paulo, 1994. (Prêmio Jabuti de poesia , 1995) •
Ensaios e anseios crípticos. Curitiba, Pólo Editorial, 1997. n.p.
Traduções
FANTE, John. Pergunte ao pó. São Paulo, Brasiliense, 1984.
FERLINGHETTI, Lawrence. Vida sem fim (com Nelson Ascher e outros tradutores). São Paulo, Brasiliense, 1984. n.p.
JARRY, Alfred. O supermacho; romance moderno. São Paulo, Brasiliense, 1985. 135p. lndição editorial, posfácio e tradução do francês.
JOYCE, James. Giacomo Joyce. São Paulo, Brasiliense, 1985. 94p. Edição bilingüe, tradução e posfácio.
LENNON, John. Um atrapalho no trabalho. São Paulo, Brasiliense, 1985.
MISHIMA, Yukio. Sol e aço. São Paulo, Brasiliense, 1985.
PETRONIO. Satyricon. São Paulo, Brasiliense, 1985.191 p. Traducão do latim.
BECKETT, Samuel. Malone Morre. São Paulo, Brasiliense, 1986.16Op. lndicação editorial, posfácio e traduções do francês e inglês.
Fogo e água na terra dos deuses. Poesia egípcia antiga. São Paulo, Expresão, 1987. n.p.
Produção musical
1981- Verdura – Caetano Veloso no disco Outras palavras
1981- Mudança de estação -A cor do Som no disco Mudança de estação
1981- Valeu – Paulinho Boca de Cantor no disco Valeu
1982- Se houver céu – Paulinho Boca de Cantor no disco Prazer de viver
1982- Razão – A Cor do Som no disco Magia tropical
1990- Verdura – Blindagem no disco Blindagem
1990- Se houver céu – Blindagem no disco Blindagem
1993- Mãos ao alto – Edvaldo Santana no disco Lobo solitário
1994- Luzes – Susana Sales no disco Susana Sales
1996- Mudança de estação – A cor do Som no disco Ao vivo no circo
Gravações em parceria (Letras de Paulo Leminski e música dos parceiros)[editar]
1976- Festa Feira – com Celso Loch no disco MAPA – Movimento de Atuação Paiol
1982- Promessas demais – com Moraes Moreira e Zeca Barreto, gravação por Ney Matogrosso
1982- Baile no meu coração – com Moraes Moreira no disco COISA ACESA
1982- Decote Pronunciado – com Moraes Moreira e Pepeu Gomes no disco COISA ACESA
1982- Pernambuco Meu – com Moraes Moreira no disco COISA ACESA
1983- Sempre Ângela – com Moraes Moreira e Fred Góes no disco SEMPRE ANGÊLA de Ângela Maria
1983- Teu Cabelo – com Moraes Moreira no disco PINTANDO O 8
1983- Oxalá – com Moraes Moreira no disco PINTANDO O 8
1984- Mancha de Dendê não sai – com Moraes Moreira no disco MANCHA DE DENDÊ NÃO SAI
1984- Milongueira da Serra Pelada, O Prazer do Poder, Circo Pirado, Xixi nas estrelas, Cadê Vocês?, Coração de Vidro, Frevo Palhaço, Viva a Vitamina com Guilherme Arantes no disco PIRLIMPIMPIM 2
1985- Alma de Guitarra – com Moraes Moreira no disco TOCANDO A VIDA
1985- Vamos Nessa – com Itamar Assumpção no disco SAMPA MIDNIGHT
1986- Desejos Manifestos – com Moraes Moreira e Zeca Barreto no disco MESTIÇO É ISSO
1986- Morena Absoluta – com Moraes Moreira no disco MESTIÇO É ISSO
1987- Adolescência – com Detrito Federal no disco Vítimas do Milagre
1988- UTI – com Arnaldo Antunes, gravado por Clínica no disco CLÍNICA
1990- Oração de um Suicida -com Pedro Leminski, Blindagem no disco BLINDAGEM
1990- Sou legal eu sei – com Ivo Rodrigues no disco BLINDAGEM
1990- Não posso ver – com Ivo Rodrigues no disco BLINDAGEM
1990- Palavras – com Ivo Rodrigues no disco BLINDAGEM
1990- Hoje – com Ivo Rodrigues no disco BLINDAGEM
1990- Marinheiro – com Ivo Rodrigues no disco BLINDAGEM
1990- Quanto tempo mais – com Ivo Rodrigues no disco BLINDAGEM
1990- Legião de anjos – com Ivo Rodrigues no disco BLINDAGEM
1991- Lêda – com Moraes Moreira no disco CIDADÃO
1991- Morena Absoluta – com Moraes Moreira no disco OPTIMUN IN HABBEAS COPPUS
1992- Polonaise – com José Miguel Wisnik no disco JOSÉ MIGUEL WISNIK
1992- Subir Mais – com José Miguel Wisnik no disco JOSÉ MIGUEL WISNIK
1993- Alles Plastik – com Carlos Careqa no disco TODOS OS HOMENS SÃO IGUAIS
1993- Freguês Distinto – com Edvaldo Santana no disco LOBO SOLITÁRIO
1993- Custa nada sonhar – com Itamar Assumpção no disco BICHO DE 7 CABEÇAS
1994- Polonaise – com José Miguel Wisnik na trilha sonora do filme ED MORT
1995- O Deus – com Edvaldo Santana e Ademir Assunção no disco TÁ ASSUSTADO? de Edvaldo Santana
1996- Filho de Santa Maria – com Itamar Assumpção, gravado por Zizi Possi no disco MAIS SIMPLES
1997- Lua no Cinema – com Eliakin Rufino no disco SANSARA da Sansara
1997- Lêda – com Moraes Moreira no disco 50 CARNAVAIS
1997- Mancha de dendê não sai – com Moraes Moreira no disco 50 CARNAVAIS
1997- Parece que foi ontem – com Bernardo Pelegrini no disco QUERO SEU ENDEREÇO da banda Bernardo ellegrini e o bando do cão sem dono.
1997- Filho de Santa Maria – com Itamar Assunção no disco QUERO SEU ENDEREÇO da banda Bernardo Pellegrini e o bando do cão sem dono.
1998- Legião de Anjos – com Ivo Rodrigues no disco DIAS INCERTOS
1998- Rapidamente – com Ivo Rodrigues no disco DIAS INCERTOS
1995- Filho de Santa Maria – com Itamar Assumpção,Banda Beco no disco BECO
1995- V. de Viagem – com Banda Beco no disco BECO
1995- Peso da Lua – com Banda Beco no disco BECO
1998- Coisas – com Celso Loch no disco VERFREMDUNGSEFFEKT BLUES
1998- Além Alma – com Arnaldo Antunes no disco UM SOM
1998- Dor Elegante – com Itamar Assumpção no disco PRETOBRÁS
1999- Perdendo Tempo – com Antonio Thadeu Wojciechowski / Roberto Prado / Walmor Douglas na trilha sonora do filme BAR BABEL da banda Maxixe Machine
2001- Polonaise II – com Anna Toledo no CD Viva!
2001- A palmeira estremece – com Guca Domenico no disco TE VEJO
2004- Isto – com Carlos Careqa no CD Não sou filho de ninguém
2007 – Além Alma – com Cassyano Correr, pela banda Escola de Robô no disco “um mais um mais”
Literatura infanto-juvenil
Guerra dentro da gente. São Paulo, Scipione, 1986. 64p.
A lua foi ao cinema. São Paulo, Pau Brasil, 1989. n.p.
Biografias sobre Leminski
Toninho Vaz. Paulo Leminski – O Bandido Que Sabia Latim. Record, 2001. 378p.
Documentários sobre Leminski
Werner Schumann. Paulo Leminski – Ervilha da Fantasia (1985) – Documentário de Werner Schumann, com Paulo Leminski, é o mais importante trabalho realizado sobre o poeta. No filme, Leminski fala sobre poesia, cinema, literatura, psicanálise e apresenta a sua obra. Quatro anos depois, ele viria falecer em Curitiba. O documentário está disponível na íntegra no YouTube (29 minutos).
REDE MINAS. Programa Diverso. Especial sobre Paulo Leminski, exibido em 23-10-2012. Disponível no YouTube.
Estudos sobre a obra de Leminski
CARVALHO, Tida. O Catatau de Paulo Leminski: descordenadas cartesianas. Cone Sul, 2000.
LIMA NETO, Manoel Ricardo de. “Entre percurso e vanguarda – alguma poesia de Paulo Leminski”. São Paulo: editora Annablume, 2002.
MARQUES, Fabrício. Aço em flor: a poesia de Paulo Leminski. Autêntica Editora, 2001. 135p.
MELO, Marcelo de. Leminski e a Cidade: Poesia, Urbanização e Identidade Cultural. Monografia apresentada ao Curso de História da Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 1996. 61p.
MENDONÇA, Maurício Arruda. O Romance-idéia Catatau de Paulo Leminski – uma Abordagem Literária e Filosófica – Londrina : Universidade Estadual de Londrina – Centro de Letras e Ciências Humanas, 2009. Dissertação de Mestrado.
MOREIRA, Paula Renata. Massa para o biscoito e biscoito para a massa: tensões entre expressão e construção na poética leminskiana. Fortaleza: UFC, 2006. Dissertação de mestrado.
NOVAIS, Carlos Augusto. O rigor da vida e o vigor do verso: o haikai na poética de Paulo Leminski. Belo Horizonte: UFMG, 1999. Dissertação de mestrado.
NOVAIS, Carlos Augusto. As trapaças de Occam: montagem, palavra-valise e alegoria no Catatau. Belo Horizonte: UFMG, 2008. Tese de doutorado.
OLIVEIRA, Fátima Maria de. Correspondência e vida de Paulo Leminski: f(r)icção de (tr)aços ou essa fúria que quer seja lá o que for. Rio de Janeiro: PUC-Rio, 2004. Tese de doutorado.
REBUZZI, Solange. Leminski, guerreiro da Linguagem. Letras
SALVINO, Romulo Valle. Catatau: Meditações da Incerteza. São Paulo : Educ Fapesp, 2000.
SANDMANN, Marcelo. (org.) A pau a pedra a fogo a pique: dez estudos sobre a obra de Paulo Leminski. Curitiba: Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, 2010.
SANTANA, Ivan Justen. Paulo Leminski, intersemiose e carnavalização na tradução. São Paulo: USP, 2002. Dissertação de mestrado.
TECA, William Crusoé de Oliveira. A Carnavalização de Descartes no Catatau de Paulo Leminski. Curitiba: UFPR, 2005. Dissertação de mestrado.
Para conferir os poemas e textos de Paulo Leminski, acesse alguns meios por aqui na WEB:
Boa semana à todos e até semana que vem com mais literatura aqui na embarcação

[Cantinho Literário] Dos meus olhos, no meu jardim

Fabrício Cunha


As crianças da rua da minha casa parecem não cansar. A todo momento, pelo menos nos momentos em que as vejo, estão correndo, brincando, gritando. São assim. Ligadas em 220 volts. É o que há de mais belo nesse período da vida. Ser feliz, apenas se preocupando em ganhar algum jogo, em fazer a lição de casa ou, no máximo, lavar a louça do almoço.


A beleza está nos olhos de quem vê, de quem já passou por esse período, de quem deseja voltar a ser criança. A beleza que só os corações ainda puros conseguem perceber de cara. A beleza que qualquer um consegue observar, se dedicar um tempo a isso.
No jardim dos meus sonhos, as flores são reais. Delicadas, suaves, em um tom de roxo diferente, mais vivo, mais bêbado. No jardim com o qual sonho, sinto cheiro de terra. Sinto o sabor do barro na sola do sapato e o cheiro do mato verde esquentado pelo sol.

No jardim com o qual sonho, enxergo a mim mesmo. Enxergo um futuro desconhecido, sem detalhes, sem algo formado. Enxergo beleza no que faço, mas é só. Não identifico formas, palavras, imagens claras ou suspeitas de movimentos. Apenas sei que escrevo. E, para mim, isso basta. Isso é belo, nesse exato período da minha vida e no futuro, creio. A beleza que procuro nos outros, nas coisas, nas cores, é a beleza que desejo traduzir em texto. Sem imaginações ou cenas construídas, mas com traduções da vida real.

No jardim dos meus sonhos, não desejo enxergar tristezas, mas sei que será inevitável. Às vezes, a dor também é bela porque faz crescer, faz ser. Ser alguém melhor, com uma visão melhor e caráter de gente. Caráter de gente que escreve para gente histórias de gente. A beleza está nos olhos de quem vê, mas é preciso saber enxergar. É preciso querer enxergar.

Por Fábio Rodrigues