[Cantinho Literário] Flip em quadrinhos

Fábio Moon e Gabriel Bá trabalhando em uma nova criação
Hoje é dia de literatura aqui no O Barquinho Cultural como já havia dito que haveria outras publicações sobre a Flip 2013 e para ver as outros textos da Flip 2013 clique nos links ao lado 1 |  |  | 4

Neste dia chuvoso, griposo e Paposo, já que o Papa chegou nesta segunda-feira (22) ao Brasil, queremos mostrar a tripulação mais cultural de todos mares literários, uma homenagem que o 

quadrinista Fábio Moon fez a Flip em uma tirinha para o jornal Folha de S. Paulo.
Veja a tirinha abaixo:
Para conhecer mais o trabalho de Fábio Moon, acesse seu blog em parecia com seu irmão Gabriel Bá clicando aqui.
Por Priscila Visconti [Se liga que ainda tem mais novidades do que rolou na Flip 2013, vamos publicando ao decorrer das nossas transmissões, intercalando com as outras noticias do mundo literário.]

[Total Flex] Amor em dose dupla


Ele sai do trabalho preocupado com a reportagem na qual trabalha.
Ele espera os últimos alunos saírem.


Ele para em frente à escola e espera.
Ele sai apressado do prédio.

Ele chega em casa depois de muitos minutos em silêncio.
Ele chega em casa e se joga no sofá.

Ele abre a geladeira e pega um guaraná.
Ele liga a TV em um programa de danças.

Ele vai para a sala e acompanha o que está passando na TV, sem entender direito, ainda focado no trabalho.
Ele sorri, empolgado com cada movimento dos bailarinos.

Ele se perde nos pensamentos.
Ele observa.

Ele chega junto.
Ele sente a respiração bem próxima.

Ele avança.
Ele avança.

Os dois se amam, do jeito que são, desde o primeiro dia.

[Cantinho Literário] I Semana do Livro Nacional com escritores do Vale do Paraíba

A Livraria Maxsigma, no Vale Sul Shopping em São José dos Campos, irá reunir escritores do Vale do Paraíba, para valorizaro movimento nacional da literatura na I Semana do Livro Nacional – Letras do Vale, que irá acontecer de 20 a 28 de julho e as atividades acontecerão a partir das 19 horas durante toda semana e aos fins de semana, a partir das 15 horas.

Serão nove dias de programação diversificada, entre palestras, contações de histórias, lançamentos, bate-papos, sarau, dentre outros, tendo a literatura nacional e os artistas regionais como protagonistas.
A Semana do Livro Nacional em São José, será gratuito e destinado ao público geral, tendo algumas atividades que haverá vagas limitadas sendo necessário realizar através do site Letras do Vale Paraíba.
É importante lembrar que é necessário fazer a pré inscrição no Blog do evento para garantir lugar em algumas das programações devido ao espaço físico ser limitado. A mesma poderá ser feita no blog do evento Letras do Vale Paraiba – blog.
E você também pode ver mais informações sobre o evento no Facebook clicando aqui;
Serviços:
I Semana do Livro Nacional – São José dos Campos-SP
Data: 20 de julho às 15:00 até 28 de julho 
Horas: 19:00
Livraria Maxsigma, Vale Sul Shopping
Local: AV.ANDRÔMEDA, 227 – SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SP
Telefone: 12 39330942 / 12 39330958
Capturado por Priscila Visconti

[Cantinho Literário] Paraty respira literatura na 11ª Flip

Depois de um turbilhão de Cabine da Pipoca, agora sim chegou a vez do Cantinho Literário, afinal toda segunda-feira é dia de literatura aqui no O Barquinho Cultural e não podemos desapontar nossa tripulação sem dar satisfação sobre o mundo da literatura. 
Para começar, vamos falar e coisa boa, vamos falar da Flip 2013, que acontecer na última quarta-feira (3) e foi até neste domingo (7), na cidade de Paraty, no Rio de Janeiro, que teve como homenageado o autor alagoano Graciliano Ramos.

Mas passaram pelo evento diversos autores, cineastas, músicos, literários, amantes da literatura e turistas que foram para conhecer a cidade e também a festa literária de Paraty, porém na edição deste ano teve três cancelamentos de convidados estrangeiros de última hora, que foi o poeta e cientista político egípcio-palestino Tamim al-Barghouti informou que não chegaria a tempo de participar da mesa “Literatura e Revolução”, uma das mais aguardadas.
Sua participação era uma dúvida desde a última quarta-feira, quando um golpe de estado derrubou o presidente egípcio Mohammed Mursi. Apesar de ter deixado o Cairo, Al-Barghouti ficou retido em Londres, onde pegaria um voo para o Brasil. 
Segundo os organizadores da Festa Literária, o poeta não conseguiu embarcar em razão do extravio de seu passaporte. Residente dos Estados Unidos, Al-Barghouti estava no Egito nos últimos dias, quando começaram uma nova série de protestos.
Os autores convidados que participam da Flip não recebem cachê e com os cancelamentos, a organização precisa remarcar mesas, desmarcar passagens e hospedagens, mas não há nenhum tipo de multa ao desistente.
Por mais que a festa literária não paga cachê aos convidados, o músico Giberto Gil, que participou fazendo o show de abertura da Flip 2013, foi ao evento com um cachê de R$ 55 mil e também participou da mesa aberta “Culturas locais e globais”, junto com o músico Luiz Perequê, falando da militância da política local de Paraty.
O diretor-presidente da Associação Casa Azul, entidade que promove a Flip, comemorou a integração da literatura com outras artes e a inclusão da arquitetura como assunto de uma mesa na festa, destacando a qualidade “Das Medidas da História”, junto com com Paul Goldberger e Eduardo Souto de Moura, “Estou muito feliz com essa Flip por causa dessa integração. Este ano teve uma coisa muito interessante, que é a introdução da arquitetura como mais uma arte, no sentido de ela não ser um assunto de especialistas”.
Munhoz também citou alguns nomes para homenageados da Flip do próximo ano, citando Lima Barreto, Mário de Andrade e Rubem Braga, como possibilidades para 12ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que devido a Copa do Mundo, será no mês de agosto.
O recital de Maria Bethânia lendo Fernando Pessoa, a projeção de imagens da obra Guernica feita por T. J. Clark e a entrevista com o documentarista Eduardo Coutinho que, na opinião de Conde foi uma das melhores mesas do evento, destacou o Conde.
Assista abaixo Maria Bethânia lendo Pessoa à beira-mar, que foi uma das mesas mais comentadas em todo o evento:
Para mais informações sobre a Flip 2013, vejo aiaxo os links oficiais do evento:
Boa semana à todos e até segunda-feira que vem com mais literatura no O Barquinho Cultural!

[Cantinho Literário] Especial FLIP 2013- Graciliano Ramos

Essa semana como será especial FLIP 2013 por aqui no Cantinho Literário, nada mais justo do que fazermos um especial do autor homenageado da festa, que é o alagoano Graciliano Ramos, que assim como todos que já receberam homenagens na festa, terá seus poemas, livros e histórias de sua vida, espalhada pelas ruas históricas de Paraty, que é uma cidade que respira literatura não só nestas épocas, mas também ao decorrer do ano.

Mas voltando ao Graciliano Ramos, que nasceu em Quebrangulo, interior do Alagoas, no dia 27 de outubro de 1892, primogênito de uma família de classe média do sertão nordestino, ele viveu os primeiros anos em diversas cidades do Nordeste brasileiro, como Buíque (PE), Viçosa e Maceió (AL) e terminou o segundo grau em Maceió e depois seguiu para o Rio de Janeiro, onde passou um tempo trabalhando como jornalista, mesmo não cursando faculdade.
Mas em setembro de 1915, Graciliano regressa ao nordeste, motivado pela morte de seus irmãos Otacília, Leonor e Clodoaldo e do sobrinho Heleno, vitimados pela epidemia de peste bubônica, volta para o Nordeste, fixando-se junto ao pai, que era comerciante em Palmeira dos Índios, Alagoas. Neste mesmo ano casou-se com Maria Augusta de Barros, que morreu em 1920, 
deixando-lhe quatro filhos.
Graciliano Ramos estreou na literatura em 1933 com o romance “Caetés”. Nessa época mantinha contato com José Lins do Rego, Raquel de Queiros e Jorge Amado. 
Em 1934 publicou o romance “São Bernardo” e em 1936 publicou “Angustia”. Nesse mesmo ano, ainda no cargo de Diretor da Imprensa Oficial e da Instrução Pública do Estado, foi preso sob acusação de participar do movimento de esquerda. Após sofrer humilhações e percorrer vários presídios, foi libertado em janeiro de 1937. 
Essas experiências pessoais e dolorosas de sua vida, foram retratadas no livro “Memórias do Cárcere”, publicado após sua morte. O romance “Vidas secas”, escrito em 1938 é a sua obra mais importante.
Graciliano Ramos seguiu para o Rio de Janeiro, onde fixou residência e foi trabalhar como Inspetor Federal de Ensino. Em 1945 ingressou no partido comunista brasileiro. Em 1951 foi eleito presidente da Associação Brasileira de Escritores. Em 1952 viajou para os países socialistas do Leste Europeu, experiência descrita na obra “Viagem”, publicada em 1954, após sua morte.
Confira abaixo as obras literárias de Graciliano Ramos:
Caetés, romance, 1933
São Bernardo, romance, 1934
Angústia, romance, 1936
Vidas Secas, romance, 1938
A Terra dos Meninos Pelados, literatura juvenil, 1942
História de Alexandre, literatura juvenil, 1944
Dois Dedos, literatura infantil, 1945
Infância, memórias, 1945
Histórias Incompletas, literatura infantil, 1946
Insônia, contos, 1947
Memórias do Cárcere, memórias, 1953
Viagem, memórias, 1954
Linhas Tortas, crônicas, 1962
Viventes das Alagoas, costumes do Nordeste, 1962
Abaixo veja a sinopse da obra mais popular de Graciliano Ramos, que é bastante lida para vestibulares, cursinhos e Ensino Médio de todo o Brasil, que o romance “Vida Secas”, que foi escrito entre 1937 e 1938, publicado originalmente em 1938.
VIDAS SECAS é o livro em que Graciliano, visto como antipoético e anti-sonhador por excelência, consegue atingir, com o rigor do texto que tanto prezava, um estado maior de poesia.
“O que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de meios de sobrevivência e um futuro. Apesar desse sentimento de transbordante solidariedade e compaixão com que a narrativa acompanha a miúda saga do vaqueiro Fabiano e sua gente, o autor contou: “Procurei auscultar a alma do ser rude e quase primitivo que mora na zona mais recuada do sertão… os meus personagens são quase selvagens… pesquisa que os escritores regionalistas não fazem e nem mesmo podem fazer …porque comumente não são familiares com o ambiente que descrevem…
Fiz o livrinho sem paisagens, sem diálogos. E sem amor. A minha gente, quase muda, vive numa casa velha de fazenda. As pessoas adultas, preocupadas com o estômago, não tem tempo de abraçar-se. Até a cachorra [Baleia] é uma criatura decente, porque na vizinhança não existem galãs caninos”. 
Boa semana à todos e até o próximo Cantinho Literário