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[Cantinho Literário] Homenagem ao Eça de Queiróz

Tripulação d’ O Barquinho Cultural, queremos pedir desculpa por não postarmos nada nesta semana, mas estava um caos aqui na redação e na quarta e quinta-feira, não tínhamos nem mesa para produzirmos os textos.
Mas como somos repórteres sérias, bem influentes e não gostamos de ficar paradas, enquanto rolava o caos por aqui, nossas mentes não parava um segundo se quer, pois buscávamos e criávamos pautas para suprir essa perda de semana, então se liguem nesta embarcação, porque terá textos incríveis em OBC.
Como em nosso Cantinho Literário, que homenagearemos o grande escritor francês – português,  Eça Queiróz, que nesta semana completou 113 anos de sua morte.

Neste sexta-feira dia 16 de agosto, completou 113 anos da morte do romancista, contista e porque não dizer jornalista, Eça de Queiróz, ele faleceu no ano de 1900, em sua casa de Neuilly-sur-Seine, perto de Paris, tendo funeral de Estado e ele está sepultado em Santa Cruz do Douro.
Aos 40 anos casou com Emília de Castro, com quem teve 4 filhos: Alberto, António, José Maria e Maria. Eça escreveu diversas obras do gênero romantismo/realismo português, como “Os Maias”, “O Primo Basílio”, “O crime do padre Amaro”, entre outros.
Seu último livro foi “A Ilustre Casa de Ramires”, é sobre um fidalgo do século XIX com problemas para se reconciliar com a grandeza de sua linhagem. É um romance imaginativo, entremeado com capítulos de uma aventura de vingança bárbara que se passa no século XII, escrita por Gonçalo Mendes Ramires, o protagonista.
Trata-se de uma novela chamada A Torre de D. Ramires, em que antepassados de Gonçalo são retratados como torres de honra sanguínea, que contrastam com a lassidão moral e intelectual do rapaz.Foi também o autor da Correspondência de Fradique Mendes e A Capital, obra cuja elaboração foi concluída pelo filho e publicada, postumamente, em 1925.
Fradique Mendes, aventureiro fictício imaginado por Eça e Ramalho Ortigão, aparece também no Mistério da Estrada de Sintra. Seus trabalhos foram traduzidos em aproximadamente vinte línguas.

Cronologia sumária

Obras

O mistério da estrada de Sintra (1870)
O Crime do Padre Amaro (1875)
A Tragédia da Rua das Flores (1877-78)
O Primo Basílio (1878)
O Mandarim (1880) (eBook)
As Minas de Salomão (1885) (tradução)
A Relíquia (1887)
Os Maias (1888)
Uma Campanha Alegre (1890-91)
O Tesouro (1893)
A Aia (1894)
Adão e Eva no paraíso (1897)
Correspondência de Fradique Mendes (1900)
A Ilustre Casa de Ramires (1900)
A Cidade e as Serras (1901, póstumo)
Contos (1902, póstumo)
Prosas bárbaras (1903, póstumo)
Cartas de Inglaterra (1905, póstumo)
Ecos de Paris (1905, póstumo)
Cartas familiares e bilhetes de Paris (1907, póstumo)
Notas contemporâneas (1909, póstumo)
Últimas páginas (1912, póstumo)
A Capital (1925, póstumo)
O conde de Abranhos (1925, póstumo)
Alves & Companhia (1925, póstumo)
Correspondência (1925, póstumo)
O Egipto (1926, póstumo)
Cartas inéditas de Fradique Mendes (1929, póstumo)
Eça de Queiróz entre os seus – Cartas íntimas (1949, póstumo)
O “Primo Basílio”, fez tanto sucesso, que no ano de 2007,  o diretor Daniel Filho, transformou a obra de Eça de Queiróz em um longa-metragem, com personagens já conhecido pela população desta década.
Mas alguns anos antes, esta mesma obra, já foi adaptada nas telas do cinema, por Georges Pallu, no ano de 1922, sendo uma obra homônima e com artistas da época, como Amélia Rey Colaço como Luísa, Raul de Carvalho como Jorge e Robles Monteiro como Basílio.
Confira o trailer abaixo, do ano de 2007, pois não encontramos esta versão cinematográfica de 1922:

Bom leitura à todos e até semana que vem, com mais literatura aqui em nossa Cantinho da Literatura.Por Priscila Visconti

[NOTA] "Especial Hebe Camargo"

Havíamos feito um artigo especial em condolências a morte da apresentadora Hebe Camargo, mas infelizmente no servidor “deu zica” e acabou deletando a reportagem. Porém, para suprir essa falha e também mostrar o quão importante Hebe foi para a TV brasileira, republicaremos essa semana o “Especial Hebe Camargo” aqui em O Barquinho Cultural.
Desculpa-nos pelo transtorno.
Staff @obarquinho

[Caixa de Som] 3 anos sem nosso rei!

A três anos atrás (25/ junho), o nosso eterno rei do pop nos deixava órfãos. 
Michael Joseph Jackson ou simplesmente nosso querido Michael.
Percursor do gênero pop que escutamos hoje em dia, cantor, compositor, dançarino, produtor, empresário, arranjador vocal, filantrópico e claro, o Rei da música pop mundial.
Começou a cantar ainda criança, junto com seus irmãos no grupo Jackson Five, mas o pequeno prodígio ganhou destaque e inciou uma carreira solo e progenitora da pop music. Um detalhe, naquela época o grande ápice na música era o rock.
Na década de 80, Michael consolidou sua carreira, emplacando sucesso após sucesso nos hit parades, sendo que foi ele foi o primeiro artista afro-descendente a emplacar singles na jovem emissora recém inaugurada, MTV.
Sua dança também contagiou muita gente, principalmente o consagradíssimo passo do Moonwalk, em que muita gente tentou imitá-lo, junto com seus gritinhos estridentes no início ou ao final de casa canção.
Um homem que tinha problemas pessoais como qualquer pessoa, mas antes de tudo, Michael tinha amor e compaixão para compartilhar ao próximo, tanto que MJ criou uma fundação para ajudar pessoas com vitiligo, doença que também afetou ao rei do pop, gerando controvérsias sobre sua imagem pública.
E por falar em sua imagem pública fora dos palcos, Michael foi a maior vítima de acusações e difamações contra sua pessoa, mas a música sempre falou mais alto e sua coroa sempre estava no alto de sua cabeça.
Pai de três filhos, Prince Michael, Paris Katherine e Blanket. Michael sempre zelou pela imagem deles, não deixavam que a imprensa os fotografassem, como todo pai protetor que priva da intimidade de sua cria.
Anos antes de sua morte Michael Jackson aparentemente abatido, se mudou para Irlanda para gravar seu décimo terceiro álbum, em 2006. Dois anos depois um de seus álbuns de maior êxito completaria 25 anos, “Triller”, e então sua gravadora propôs uma edição especial deste compacto, “Triller 25th”, seu álbum mais conhecido. E no mesmo ano, Michael comemorava 50 anos, e uma compilação de hits do cantor, escolhida pelos próprios deu a origem de King of Pop, a primeira coletânea interativa da história da SonyBMG.
No ano seguinte, Jackson ensaiava para sua reestreia aos palcos, para uma série de apresentações, This is It, seriam 50 shows que foi interrompida pela sua morte. Uma morte brutal e precoce, em que milhões de pessoas ficaram órfãos, pela a perda de seu rei.
Porém, um presente foi dado aos seus súditos, os ensaios do concerto, infelizmente nunca realizado, foram todos gravados e deles surgiu o documentário,This is It”.
Após isso foram lançados álbuns póstumos em homenagem a Michael e até um jogo para Nintendo Wii, Nintendo DS, PSP, XBox e PlayStation 3,“Michael Jackson – The Experience”.
No ano passado, o Cirque Du Soleil homenageou o rei do pop na The Immortal World Tour, mostrando uma eletrizante produção, combinando música e coreografia, com criatividade e uma amostragem aos fãs do mundo inteiro uma visão diferente de espírito, alma e coração do grande artista genial que foi Michael Jackson, transformando a cultura pop mundial no que ela é hoje, realmente pop, que deu origem ao disco dessas performances, compilando remixes do cantor e do Jackson 5.

Michael Jackson, o astro, o gênio, o rei e o homem doce, gentil,cordial e estava sempre disposto a ajudar a todos, sem olhar a quem, um cara de alma e coração puros, tanto quão de uma criança, porque não dizer, uma eterna criança em corpo de adulto.

Saudades eternas, somente isso temos que dizer sobre nosso rei.

Plantão OBC: Morre Chico Anysio

Na tarde nesta sexta-feira, 23, o humor perde uma grande referência no Brasil.
Morre Chico Anysio, aos 80 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado desde dezembro de 2011, tendo algumas melhoras durante esse período, mas agravando sua situação na última semana.

A morte do humorista foi causada pela falência múltipla dos órgãos, após uma infecção do aparelho digestivo, e posteriormente foi diagnosticado  com pneumonia, e ainda neste ano, em fevereiro Chico apresentou uma infecção pulmonar e voltou a fazer uso de antibióticos.
Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, nasceu em 12 de abril de 1931 na cidade de Maranguape, Ceará. Se mudou com apenas seis anos para o Rio de Janeiro, onde construiu sua carreira e fez escola, sendo influência para tantos outros humoristas.
E quando falamos em fazer escola, é literalmente. Chico Anysio, ficou nacionalmente conhecido em uma escola, na Escolinha do Professor Raimundo, dentre outros programas como, Chico City, Chico Total e anos mais tarde, no Zorra Total.
Mestre na improvisação, Chico Anysio criou mais de 70 personagens, como Alberto Roberto, o Professor Raimundo, Bento Carneiro, Bozó, Justo Veríssimo, Painho, Véio Zuza, Zé Tamborim, entre tantos outros.
Além desse amor pela improvisação, ele também amava escrever, o que fez Chico a aprender a ler sozinho.
E hoje com certeza o céu está em festa e cheio de alegria, pois um grande mestre do humor se juntou a tantos outros já se foram.
Agora fiquem com nossa singela homenagem a esse mestre do humor.
A Formatura da Escolinha:


@nickacarter