[Caixa de Som] Entrando numa ‘buena onda’ com Rapha Moraes

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No começo deste mês o curitibano Rapha Moraes (veja aqui), lançou seu primeiro álbum de inéditas conta com 12 faixas todas elas de autoria do próprio músico, canções que ele escreveu enquanto viajava pela América Latina e resgatava as essência de cada cultura, origem e início, desbravando lugares e habitantes novos, e compartilhando essa sensação com seus ouvintes e fãs.

10336756_624329620992221_5294509830290792195_nProduzido, dirigido e instrumentado pelo Rapha, assim como os arranjos, que há participações dos músicos, Noélle Bonacin, Helena Sofia e Juninho Júnior, integrantes da banda do artista.

Gravado em Curitiba, cidade natal do músico, no Nico’s Studios por Vinicius Braganholo e mixado por Rapha e Vinicius.

Um projeto sonhado e aguardado por Moraes, por isso há tanta participação do próprio da produção deste disco, o primeiro de muitos que ainda virão, pois retrata passagens em sua vida, porém pode remeter lembranças de qualquer pessoas que esteja ouvindo pela primeira vez.

Músicas l1978819_586584881433362_567950106_neves, com batida meio rock, pop, soul, folk e muita latinidade ao longo do compacto. Aquele disco que você coloca para tocar e viaja em outra dimensão, contemplando as letras e se deixando levar pelo som fluindo do rádio.

Por falar em apresentação, Rapha está promovendo o disco em algumas capitais do país deste o início de maio, passando por Curitiba, Rio de Janeiro, São José do Rio Preto e no próximo sábado, será a vez dos paulistanos contemplar sua performance, com músicas novas, mas a mesma energia e carisma que o músico mostra em seus shows.

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Esse é o ‘La Buena Onda’, um disco para quem contempla o lado simples da vida e ama música como o ar que respira, concebendo os momentos diários e retratando os sons da vida.

Assista abaixo o primeiro videoclipe de ‘La Buena Onda’, a faixa ‘Quando Coração Sorri’:


O show de Rapha Moraes em São Paulo acontecerá no Teatro Alma D’Alma, no dia 1º de junho e os ingressos já estão sendo vendidos, e quem garantir seus bilhetes antecipados pela internet – clique AQUI – poderá participar de um bate-papo + pocket de pré lançamento no sábado antes do show no domingo.

SERVIÇO

Rapha Moraes
Show de lançamento do cd “La Buena Onda” em SP
Data: 1/ Junho/ 2014
Horário: 17h
Local: Teatro Alma D’Alma
End: Rua Saturnino dos Santos 74, Ipiranga – SP
Contato: (11) 5062.5164 | (11) 3832.7769
Site | Facebook
Ingressos: Inteira R$20,00 | Meia R$10,00

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Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Jair Rodrigues: Um artista sem rótulos, apenas um apaixonado pela música

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O post de hoje era para ter saído na semana passada, mas com mil coisas na cabeça e centenas de pautas enfileiradas desde o mês passado, acabaram tumultuando minhas ideias.

Porém, para não atrasar mais, cá está…

Como todos sabemos no último dia 8 de maio, o cantor Jair Rodrigues faleceu em sua casa em Cotia, Grande São Paulo, enquanto estava na sauna. O motivo da morte foi fulminante, já que até antes ele estava bem, e prestes a dar continuidade a sua agenda de shows.

Jair Rodrigues tinha 75 anos, completado no último 6 de fevereiro. Um artista completo, cantava do ritmos tradicionais brasileiros, como o sertanejo e o samba, passando pelo o rap, funk, pagode, até o rock.

Jair e elisNascido em Igarapava, mas criado em Nova Europa, o músico teve outras profissões antes de se tornar um cantor, como engraxate, mecânico e pedreiro, mas foi quando se inscreveu no programa de calouros da Rádio Cultura e classificou-se em primeiro lugar, fazendo sua vida mudar repentinamente.

Um grande parceiro da cantora Elis Regina, ambos fizeram bastante sucesso cantando juntos, principalmente em O Fino da Bossa, programa da TV Record.

O seu maior sucesso dentro todos que ele teve, com certeza foi ‘Disparada’, canção que venceu o ‘Festival de Canção de 1966’, empatado com ‘A Banda’, de Chico Buarque. Desde então, assegurou Jair a dar continuidade a sua carreira, trazendo efeitos em seus êxitos como artista.

jair rodrigues, nara leão e chico buarqueGravou samba-enredo, e sucessos que até hoje são marcados, assim como a sua energia e sua alegria, que contagiava por onde passava. Foram quase 50 anos de carreira, que ficaram para sempre marcados na música popular brasileira, assim como o carisma que cativava esse grande artista.

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Neto Lobo e a Cacimba canta a essência do nordeste, com uma pitada de música popular

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Quando mistura-se rock com uma pitada de ritmos interioranos do nordeste, só pode dar música original e de qualidade, afinal o novo sempre cativa aos ouvidos mais apuradas e as mentes abertas. Essa é a tendência da banda Neto Lobo e a Cacimba.

neto_cacimba 2O grupo já segue esse compasso desde 2001, e eles são abertos a todos os estilos, ritmos e inspirações, viajando da poesia a literatura, indo até a longevidade da seca nordestina, qual inspirou também outros autores e poetas, como descreve-se na escrituras literárias brasileiras.

A poesia cantando a efervência nordestina, propagando essa cultura tão rica que há no país, misturando com linguagens do pop, rock, heavy metal e africanas. Uma salada musical com cadência e melodia.

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O primeiro disco da banda foi lançando em 2012, reunindo um apanhado de 11 anos do grupo, com letras que ditam o cotidiano nordestino, entre outras viagens e adversidades frequentada pelos integrantes, embaladas por um sotaque forte regional e pela voz marcante e cativante de Neto Lobo, que canta a alma do povo do nordeste. Confira abaixo o single ‘A peleja do diabo com a flor‘, parte do primeiro álbum do grupo:


Agora, a banda segue a trajetória preste a lançar o segundo álbum, ‘Meu Pé de Umbu’, título dado com base na citação do escritor Euclides da Cunha, no livro ‘Os Sertões’, quando se refere ao umbuzeiro como árvore sagrada do sertão.

O disco traz ainda mais forte as raízes nordestinas afloradas na essência da banda, mostrando quão as origens valem mais do que qualquer modismo, visando a propagação da cultura regional e efervescendo a baianidade, a resistência das tradições e o lado poético-positivo da realidade vista e vivida no interior nordestino.

1798371_444363542362887_2025076249_nNeto e a Cacimba mostra quão rica é mesclar essas tradições culturais, com ritmos populares da industria fonográfica, transformando o regional em algo novo e original.

Agora é aguardar pelo lançamento de ‘Meu Pé de Umbu’, e atribuir mais da cultura nordestina em nós, cativando o regionalismo e a originalidade de somar a outros estilos e ritmos musicais.

Mais informações sobre Neto Lobo e a Cacimba:
Site | Facebook | SoundCloud

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Ricardo Stoco apresenta as nuances do Rock ‘n Roll

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Como todos sabemos a maioria dos músicos começam sua trajetória musical na adolescência, mas essa influência vem bem antes, ainda na infância, uns influenciados pelos pais, familiares, amigos, outros por ídolos, mas cada um tem a sua história para relatar com almejado o sucesso.

Nosso artista da vez também começou muito cedo, aos 12 anos ele já arranhava sozinho em seu violão e com 14, ingressou em sua primeira banda, e desde então já arriscava em dedilhar e compôr suas próprias canções.

Ricardo Stoco, um paulista que adora o universo do rock, tanto que suas principais influências são as bandas Ramones e Toy Dolls, mas ele escuta de tudo, sem julgar estilo ou gênero, apenas visando a originalidade, soando verdadeiro e atingindo-o seus ouvidos diretamente, sem muitos efeitos e cópias. Além do mais, o músico adora compor, um de seus hobbies favoritos, e esses empenhos ajudam muito Stoco a escrever, especialmente a sonoridade e timbre.

Stoco gosta de ouvir novidades, e experimentar novos sons, porque assim ele aprende cada vez mais, conhecendo novos timbres, novos ritmos e novas músicas, saindo um pouco da zona de conforto e adentrando a algo novo e nunca ouvido antes. Como ele mesmo diz: “Não me apego só a o que ouço em casa para compor.”

E sempre ouvindo novidades Ricardo pretende em breve lançar seu primeiro EP – ainda em pré-produção -, recentemente ele lançou o single ‘Desabafo’, e têm curtido a repercussão do público, que mostrou interesse ao trabalho do músico e estão sempre buscando em conhecer mais sobre ele, tanto que em breve ele lançará sua segunda canção, ainda sem título definido, afinal ele compõe, produz, grava e divulga quase que tudo sozinho, então às vezes o processo demora um pouco.ricardostoco

Mas, seu intuito principal é ganhar o público e conquistá-los com sua música, e para isso Stoco busca sempre se aprimorar como profissional e ser conhecido como tal, um músico que ama o que faz, e faz o que ama, sem restrições de estilos e visando sempre o seu objetivo, apoderar-se da sua música e fazê-la dela seu passaporte para o tão almejado sucesso.

OUÇA AQUI!

Ouça o primeiro single de Stoco, ‘Desabafo’, uma canção que relata as vivências de um alguém que quer seguir um rumo, mas ainda não decidiu para onde seguir. Confira abaixo:

Mais informações: Site | Facebook | SoundCloud

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Os 100 anos do grande propagador da cultura baiana

“… escrevi 400 canções e Dorival Caymmi 70. Mas ele tem 70 canções perfeitas e eu não.” — Caetano Veloso

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Se ele estivesse vivo, estaria completando 100 anos de vida, mas infelizmente ele nos deixou alguns anos atrás, por conta de insuficiência renal e falência múltipla dos órgãos em consequência de um câncer renal que possuía havia nove anos.

dorivalcaymmi1Dorival Caymmi foi um grande propagador da cultura baiana pelo Brasil e o mundo, compunha inspirado nas tradições daquele povo, qual era ele era um nascente, soteropolitano com muito orgulho, cantava com muita influencia na música negra. Desenvolveu seu estilo próprio em se apresentar e compôr suas canções, sempre espontâneo em seus versos, com bastante sensualidade e riqueza melódia.

Caymmi conheceu a música ainda na infância, ouvindo parentes tocando piano, além do mais, seu pai, apesar de ser funcionário público, também era músico amador, tocava piano, violão e bandolim. Já sua mãe, era dona de casa, mas adorava cantar ouvindo rádio.



Mas, foi ouvindo seu fonógrafo e depois a vitrola, Caymmi sentiu ânsia em compor. Ainda menino, cantava no coro da igreja, era baixo-cantante, aos 13, começa a trabalhar na redação do jornal O Imparcial, como auxiliar, em 1929, com o fechamento do jornal, o poeta torna-se vendedor de bebidas. Aos 16 (1930) escreveu sua primeira música, “No Sertão”, e aos 20, estreia finalmente como cantor e violonista em programas da Rádio Clube da Bahia.

Depois disso Caymmi passou a se apresentar com o musical “Caymmi e suas canções praieiras”, performances que rendeu os primeiros prêmios de sua carreira, como compositor, além de concursos de músicas carnavalesca, com o samba “A Bahia também dá”.68D6A854B5924695A5AAF0BDD927E271

O sucesso do músico era tanto, que o diretor da Rádio Clube o incentiva a seguir sua carreira ao sul do país, segue para o Rio de Janeiro para conseguir um emprego como jornalista e realizar o curso preparatório de Direito.
Com o apoio de alguns parentes e amigos, fez alguns trabalhos na imprensa, excedendo ao ofício em ‘O Jornal’, do grupo Diário Associados, mas não parou de compor e cantar, perseverando em seu musical.

Um poeta que cantou sucessos populares, como em suas composições “Saudade de Bahia”, “Samba da minha Terra”, “Doralice”, “Modinha para Gabriela”, “Maracangalha”, “Saudades de Itapuã”, “O Dengo que a nega tem”, “Rosa Morena”, entre outras.

Foi casado com Adelaide Tostes – a cantora Stella Maris -, com quem teve três filhos, os também cantores, Dori Caymmi, Danilo Caymmi e Nana Caymmi.

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Ouça abaixo um dos grandes sucessos de Caymmi, “Rosa Morena”:

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Por: Patrícia Visconti