[Caixa de Som] Hanson is our Anthem!

O artigo desta semana, será um pouco diferente do que os anteriores, pois não será dica de shows, CDs, DVDs e também não será feito por mim, mas sim por uma amiga e super fã dos Hanson, a escritora Daiane Carvalho.
Como todos sabemos, os irmãos de Tulsa, Oklahoma, Estados Unidos estiveram no último fim de semana no Brasil, para a realização de dois shows no país da nova turnê do grupo, ‘Anthem World Tour’.
Isaac, Taylor e Zac, hoje mais maduros, mostraram uma nova versão da banda com hits novos e antigos do grupo, e seus admiradores também já não são tão adolescentes assim, puderem reviver toda a alegria e emoção de conferir a nova performance dos garotos.

Confira abaixo a crítica (bastante pessoal, por sinal), de Dai sobre o show dos Hanson do dia 21/julho, no Credicard Hall em São Paulo:
“Já começo esse texto dizendo a vocês que como super fã de Hanson há 16 anos jamais conseguiria fazer uma critica imparcial ao show de ontem, mas espero que vocês gostem assim mesmo.
Quase dois anos após o último show em São Paulo, os irmãos Isaac (32), Taylor (30) e Zac Hanson (27) trouxeram a turnê do novo cd Anthem ao Brasil, para a alegria dos seus fiéis fãs. 
Logo que os acordes de Fired Up começaram, pode-se notar a grande empolgação pelo show, não só do público como dos próprios músicos que sorriam e agradeciam ao carinho dos fãs o tempo todo, inclusive em português.
Considerados por muitos uma banda de pop, nesse show eles mostraram um som mais pesado, mais rock, acompanhando a sonoridade do novo álbum, com muitos solos de guitarra e uma bateria bem mais presente, para o delírio dos fãs – na sua maioria mulheres, claro.
A surpresa mais uma vez ficou a cargo das fãs que durante a música  Get the Girl Back levantaram bonecos marionetes loiros em alusão a frase  “Hanson Puppet Show” (algo como “teatro de fantoches do Hanson”) que aparece no começo do clipe dessa música, causando risos dos músicos.  “Não podemos agradecer o bastante a vocês” disse Taylor, ao final da música “Isso é demais!”, afirmou apontando para os bonecos na plateia.
Além disso, uma faixa com a frase “Hanson is our Anthem. Obrigado!” (algo como “Hanson é nosso hino”) foi pendurada nos camarotes no começo do bis, deixando os músicos mais uma vez emocionados.
Ao final do bis os fãs se puseram em coro pedindo a música If Only, mas não foram atendidos pelo grupo que ao final cantou um pedaço de Get the Girl Back à capela para agradecer o carinho das fãs.
Mesmo com a falta de músicas maravilhosas como If Only, IWill Come to You e For Your Love, os Hanson mais uma vez encantaram os fãs presentes que cantaram, dançaram e pularam ao som de um set list que mesclou muito bem as músicas do novo álbum com hinos antigos como MMMBop e Where´s The Love,  mas como sempre eles foram embora nos deixando com um gostinho de quero mais.”
Set List – Show São Paulo – 21/07/2013:
Fired Up
I´ve Got Soul
Where’s The Love
Thinking Of You
Scream and Be Free
Minute Without You
Weird
Crazy Beautiful
Lost Without You
Deeper
Save Me From Myself
Juliet
Waiting For This
Already Home
Thinking ‘Bout Somethin’
Penny and Me
Give a Little
Get the Girl Back
MMMBop
This Time Around
Tonight
Save Me
You Can’t Stop Us
In The City
Veja algumas imagens da fotógrafa Camila Cara, do show dos garotos em Sampa:

Fotos de: Camila Cara

[Caixa de Som] O Centenário de Wilson Batista

A postagem de hoje era para ser publicada na semana passada, mas por causa de alguns contratempos do tempo, segue hoje à homenagem ao centenário do sambista, compositor, boêmio, carioca e brasileiro. Estamos falando de Wilson Batista.

Nascido em Campos, na primeira década de 1900 – 3 de julho de 1913 -, Wilson Baptista de Oliveira já vivia música desde que ainda era menino, tocou triângulo na Lira de Apolo, banda organizada por seu tio, o maestro Ovídio Batista, além de fazer parte do Bando, onde compunha algumas canções, mas ainda não pretendia seguir carreira musical, pois ele queria aprender o ofício de marceneiro, frequentou o Instituto de Artes e Ofícios.

No começo da adolescência, Wilson Batista se mudou junto com sua família para a capital fluminense, e o menino passou a frequentar cabarés e bares da Lapa e o Bar Esquina do Pecado, na Praça Tiradentes, locais onde os marginais e compositores se encontravam para compôr e bater um papo. Foi nesta época que ele conheceu os irmãos Meira, famosos irmãos malandros da época, onde a amizade lhe rendeu diversas prisões.

Foi eletricista e ajudante de contra-regra no Teatro Recreio, onde compôs seu primeiro samba intitulado, ‘Na Estrada da Vida‘, lançado por Aracy Cortes e gravado apenas em 1933, por Luís Barbosa. A partir daí o jovem sambista começou escrever vários sambas para cantores e intérpretes da época, todos com muito êxito.

Ingressou na Orquestra de Romeu Malagueta, como crooner e ritmista, onde tocava pandeiro.
Com o lançamento da música ‘Lenço no Pescoço’, já gravado em 1933 por Sílvio Caldas, começou a ‘treta’ com Noel Rosa, onde um contrapunha a canção do outro com outra composição, e isso durou por alguns anos essa polêmica de compositores. Até que ambos se conheceram pessoalmente entre um desafio e outro, e tornaram-se amigos, fazendo que todas as canções desse conflito fossem reunidas em 1956, em um disco de dez polegadas da Odeon, interpretadas por Roberto Paiva e Francisco Egídio e intitulado de ‘Polêmica‘.

O sucesso de Wilson Batista expandia cada dia que passava, tocou com a orquestra argentina Almirante Jonas, que estava de passagem no Rio de Janeiro, seguindo com ela para Buenos Aires, Argentina. Voltando, trabalhou da Rádio Atlântica, de Santos e depois da Record, em São Paulo, onde gravou com as Irmãs Vidal, pela Columbia, seu primeiro disco, com Adeus, Adeus (Francisco Malfitano e Frazão) e Ela Não Voltou (dos mesmos compositores e mais Aluísio Silva Araújo).

Fez diversas parcerias em comerciais, dando destaque ao samba do Carnaval de 1940, ‘Oh! Seu Oscar‘, vencendo o concurso de músicas carnavalescas do Departamento de Imprensa e Propaganda do Governo Federal, tendo sido gravado por Ciro Monteiro, intérprete que lançou em disco. A partir daí, Batista início uma série de parcerias com diversos artistas renomadas para a década, compondo grandes sambas que oberam êxitos nos Carnavais dos vintes anos seguintes.

Boêmio assumido, compôs até o fim de sua vida, música era seu combustível e o samba aditivo. No final de sua vida foi fiscal da UBC (União Brasileira de Compositores), entidade que ajudou a criar.
Um artista, boêmio, sambista, que aprendeu na malandragem a viver neste ‘Mundo de Zinco‘, que faleceu em 7 de julho de 1968, no Rio de Janeiro, e está sepultado na tumba da UBC, no Cemitério do Catumbi.

Por Patrícia Visconti

[Caixa de Som] It’s Rock n’ Roll, baby!!!

Nascido nas décadas de 40 e 50, o Rock n’ Roll sempre foi um estilo de massa, sem frescura e muita explicação. Um gênero criado pelos negros e um tabu aos brancos.
Sempre rebelde, mas cheio de atitudes, o Rock n’ Roll sempre mostrou sua cara, politizando, inventando sua maneira de ver o mundo e viver à vida.

Mas desde Elvis Presley, o estilo nunca mais foi o mesmo, e o ‘boom‘ causado por aquele jovem de Memphis, branco e cristão, provou que o rock não era apenas dos negros e que todos com projeção social,   presam pela liberdade e querem fugir da mesmice também poderia ser adepto ao Rock and Roll.
Desde então o rock deixou de ser um gênero de minorias e passou a ser de massa, e o mais ouvido no mundo inteiro.
Os anos se passaram e o rock se popularizou ainda mais, atingindo um público cada vez maior, fazendo com que uma geração propagasse aquele estilo, não apenas pelo som, mas pelo maneira Rn’R de viver.
The Who, Janis Joplin, Jimmy Hendrix, Santana, entre outros artistas causaram e abusaram daquele 1969, na cidade rural de Bethel, no estado de Nova York, Estados Unidos. Entrava para a história dos festivais o Woodstock Music & Art Fair, conhecido informalmente como Woodstock ou Festival de Woodstock, onde alavancou ainda mais à popularização do rock.
Os anos 80 chegaram com mais rebeldia, atitude e muita mudança, sendo conhecido como a década do ‘sexo, drogas e Rock n’ Roll, com bandas de cunho mais pesado, deixando mais a vida levar, sem pensar no amanhã, vivendo e curtindo o bom e velho rock do jeito mais porra louca de ser.
Depois daí, o rock ganhou outra roupagem, sendo mixado ao rap, funk, pop e outros gêneros musicais, mas nunca perdendo sua origem e essência de ser, sempre mostrando sua atitude e ânsia de proceder e nunca deixar morrer.
E nesta semana, quando é comemorado o Dia Mundial do Rock (13/Julho), nada mais justo do que homenagearmos um estilo tão cheio de progresso e que se restaura a ada dia, agregando a juventude de ontem, hoje e porque não a de amanhã.

Live ROCK N’ ROLL!!!!! 
\m/

[Caixa de Som] O Lúdico dos Poetas

Alguns dizem que ele é louco, outros os chamam de pensador, mas Mister Lúdico é mais do que apenas um músico pop da atualidade.

Obstinado por obsessões passageiras, vive entre o moral heroico social,  anti-mofo humanístico privado de respirar na conturbação caótica de uma metrópole engarrafada. Esse é Mister Lúdico, um rebento predileto do senhor do Sol.

Um artista, músico e com compreendedor intelectual dos fatos, eventos e hipóteses criado por uma sociedade caótica e com mil ações e realizações abortada durante a rotina diária.

Além do mais, o artista é conhecido por trabalhados realizados na televisão, como a MTV e na internet (Lengendários), e lançou recentemente o bucólico e ecológico videoclipe, ‘Savanna’, no qual o músico prática yoga e toca violão imaginário, enquanto transmite a mensagem “vislumbre o seu elo com o mundo animal, esqueça o que tu pensas, pois tudo é igual”. Mister Lúdico também divulgou na íntegra para audição o disco ‘Zunha de Violeiro’, que mostra atmosfera psicodélica do início ao fim aos elementos que compõem o álbum folk, que são distribuídos por suas faixas, voz, violão, viola e gaita.

O disco é considerado por Lúdico, “um santo remédio sonoro-homeopático a todos que buscam novos horizontes na música, sem perder o teor inexpugnável dos suspiros que vêm do coração toda vez que se escuta uma moda de viola caipira, superando os limites impostos pela mesmice repetitiva dos que apenas continuam copiando bases e melodias de artistas que já se foram, fazendo como Isaac Newton, que continuou os estudos de onde Galileu Galilei tinha parado exatamente quando morreu“, [ouça aqui].

Lúdico é apenas um poeta criativo e pensante, que propaga o Rock n’ Roll e as ideologias ecológicas e naturais à um mundo que apenas visa o querer e poder, um grande inspirador de Sócrates, Alexis Arguello, Utnapshtim,Buddy Rich, Ramones, Jack Kirby, Tex Willer e Tião Carreiro.

Assista abaixo o primeiro videoclipe do álbum ‘Zunha de violeiro’:


Para conferir mais sobre a vida, carreira, apresentações e novidades sobre o músico, acesse seu Facebook oficial.Por Patrícia Visconti

[Caixa de Som] A menina pode até não ter qualidades, mas a trilha sonora é classe A

Ok que estou muito atrasada com a Caixa de Som, mas a falta de tempo que está me consumindo ultimamente, e na correria do dia-a-dia mal tenho tempo de pensar em uma ideia legal para publicar aqui em nossa caixinha. Espero que vocês me perdoam e curtam essa dica musical que está imperdível!
Bom, acredito que muitos de vocês (ou pelo menos alguns), já assistiram “A Menina Sem Qualidades“, que é exibida diariamente nas noite da MTV Brasil.

Um série baseada no livro homônimo, que conta a história de uma garota distinta da realidade dos demais adolescentes de sua vivência. E claro, que a trilha sonora que embala a série não poderia ser mais peculiar e especial.

Músicas que baseiam-se em classic rock ao rock alternativo, mostrando várias vertentes do estilo, dão uma renovada ao mix que rola nas hit parades das rádios comerciais hoje em dia.

Entre as canções que ilustram a trilha sonora da série há achados Bernard Parmegiani, compositor francês que começou sua carreira na década de 60 e compôs as primeiras e porque não dizer, as melhores mixagens eletrônicas e acústicas. Uma clássica canção que foge completamente dos padrões midiáticos, apresentando acidentes harmônicos, geologia sonora e ‘dynamique dela resonance‘. Além de outras canções, como Popol Vuh, Pere Ubu, Lennie Tristano, Public Image Ltd, etc.

A mini-série que apesar de ter apenas 12 capítulos, traz uma realidade pouco discutida ao público adolescente, já que atualmente os meios de comunicação ainda preferem priorizar nos padrões alá ‘Malhação’, ao invés de evidenciarem uma fase da vida de mudanças e variações de humor, onde nem todos estão se alienando preocupando-se com o momentos e futilidades vitais. E as canções que compõem a trilha de ‘A Menina Sem Qualidades’ reflete e debate justamente o distinto, o diferencial e o novo, a uma fase de descobertas e única da vida de qualquer pessoa.

Curta uma das canções que fazem parte da trilha da mini-série:

Espero que tenham curtido a série e as bandas que incluem a trilha sonora de ‘A Menina Sem Qualidades’. Na próxima semana, iremos mostrar mais apresentar mais uma canção da série que tem dado um frescor a dramaturgia televisiva.Por Patrícia Visconti