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[Caixa de Som] Gabriel Gariba sincroniza música e exposição em uma mesma produção

A arte quando bem produzida traz só bem feitorias a humanidade, podendo ser música, artes plásticas, interpretação, fotografia, etc… Mas, quando une uma a outra, o resultado pode ser ainda melhor e um pouco diferenciado e inusitado também. E foi juntando design com música, que o e o curitibano e artista plástico, Gabriel Gariba lançou seus primeiros compilados musicais.

Músicas que enfeitam a parede” é um projeto que une duas paixões de Gabriel, a música e as artes . Idealizando um sonho de concretizar a necessidade de registrar suas canções, porém dando uma nova cara ao bom e velho CD. 

Brincando com as artes gráficas, transformando o tradicional encarte em um quadro decorativo, apresentando que com boas ideias, a música e arte podem sim caminhar juntas, propagando uma nova cara  à cultura já existente.
E falando um pouco sobre sua obra, Gariba conversou com nossa embarcação contanto um pouco sobre esse projeto pouco insólito, muito divertido, que traz bem estar não apenas aos ouvidos, mas uma nova expressão a casa inteira.


Confira a entrevista abaixo:

OBC – De onde surgiu essa ideia de juntar música e artes em um único projeto? Por que mixar 2 artes em uma?
Gabriel Gariba – Surgiu da vontade de mostrar minhas canções. Já componho há alguns anos e queria mostrar  para as pessoas. Comercialmente eu trabalho com design, é meu ganha pão. Queria fazer algo que juntasse estas minhas duas atividades que sinto muito prazer em fazer e que, ao mesmo tempo, fosse um projeto com a minha cara.
  
OBC – As canções dos discos são todas compostas por você? Quais são suas principais influências musicais?
GG – As canções deste EP são minhas mesmo. Gosto de tanta gente que fica até meio complicado citar nomes. Gosto muito de ouvir Lenine, Jorge Drexler, Gilberto Gil, Siba, Jeneci, Paulinho Moska, Jorge Mautner, Lula Queiroga e por aí vai. Não sei ao certo quais são as influências, mas com certeza são sonoridades que passam pela minha cabeça no momento de compor uma melodia ou letra.  
OBC – E os quadros, como surge a ideia para anexar o disco àquela obra? Onde você se inspira para criar o quadro?
GG – Como não sou conhecido, queria criar algo que chamasse a atenção para minha música antes mesmo dela ser ouvida. Ou gerar uma determinada curiosidade para saber o que há naquele cd. Os quadros são inspirados nas músicas e vice-versa. Queria traduzir de alguma forma o que aquela música representa visualmente. 
  
OBC – Como você define essa mixagem de artes, já que nem todos os músicos têm ideias assim como as suas?
GG – Eu defini como “músicas que enfeitam paredes”, pois não consegui achar um nome de produto para elas, rs. Achei mais agradável e lúdico, assim como toda proposta musical. 
Às vezes vejo as pessoas postarem por ai como “quadros musicais”, quadros/cds e etc… Eu acho legal.
  
OBC – Como foi produzir o disco? E os quadros?
GG – Foi muito bom!  As músicas foram produzidas em home studio com músicos parceiros. Gosto muito deste conceito caseiro  ou  Lo-fi, como o pessoal diz por aí. Acho que hoje você consegue viabilizar ideias com baixo custo, a tecnologia tem ajudado bastante.
E ver sua ideia sair do papel é algo realmente gratificante, apesar do processo ser demorado, pois envolve pesquisa de materiais, como no caso dos quadros.
OBC – Você pretende lançar videoclipes destes discos? Há algo decorativo para os vídeos?

GG – Estou pensado bastante em lançar um clipe de uma das músicas. Estou vendo a possibilidade de realizá-lo. A ideia em princípio é colaborativa. Estou pensando ainda numa maneira de que as pessoas curtam a proposta e me ajudem, rs. 
OBC – Como é feita a comercialização das suas obras? Onde você vende e onde expõem as peças para ouvir e também para que as pessoas adquiram aos discos?
GG – Estou vendendo os quadros agora em parceria com a Caixa Filosofal. Antes eu mesmo estava fazendo todo processo, agora eles me ajudam nisso. Reformulei o modelo com eles também, está num formato maior e com um acabamento diferente, está bonitão. É possível comprar diretamente pelo site deles e eles entregam para todo Brasil.
Como ainda não tenho um ponto fixo para venda, estou expondo os quadros aqui em Curitiba, dentro da livraria Saraiva, no Café da Escada. Quem tiver interesse em conhecer, ele está localizado no Shopping Crystal, no centro da cidade. 
OBC – Shows, apresentações, performances, exposições…, há algo em programado em sua agenda? O que e quando?

GG – No momento estou apenas com a exposição. Como cuido de tudo, tive que aprender a me organizar com a venda dos quadros, o que me tomou tempo para o ensaios e tudo mais. Já estou organizando algumas músicas para apresentações. Ainda não tenho data marcada. Assim que tiver aviso a todos. Quem quiser saber mais informações pode acompanhar pela fanpage do projeto: facebook.com/musicasqueenfeitamparedes.
OBC – Quais são as expectativas futuras à sua carreira?
GG – São as melhores possíveis. Como senti uma receptividade ótima do pessoal, tanto em releases de sites, blogs e quanto a e-mails de pessoas de todo canto do mundo, quero mergulhar cada vez mais nesse universo. Quando fazemos algo com amor e ainda por cima as pessoas gostam,  o sentimento que vem a mente é de produzir mais e mais. 
Ouça algumas produções deste trabalho inovador e diferente idealizado e produzido por Gariba:

Por Patrícia Visconti

[Caixa de Som] Uirá França: O "populesco" em HQ!

A música popular brasileira é bem mais ampla do que a grande mídia dita em seus canais de comunicação, afinal, nossa cultura é rica ao extremo de unir não apenas instrumentos musicais, com voz e percussão, mostramos mais do que música, e sim arte, cultura e uma amostragem de uma sociedade extramente rica culta e diversificada. 

O músico brasileiro, assim como qualquer cantante de outra nacionalidade também têm influências ainda na infância, mas com uma diferença, principalmente aqueles que vivem o regional e aprendem a valorizar o conhecimento popular desde sua origem, retratando melhor em suas canções e composições.
Assim aconteceu com nosso entrevistado de hoje, o músico Uirá França, que assim como grande nomes da música brasileira também começou sua carreira em Brasília, sua cidade natal e atualmente está radicado em Sampa.
Confira abaixo o que Uirá nos contou sobre seu início, carreira, single, expectativas para o novo álbum, shows, produções, inspirações…

OBC – De onde surgiu essa ânsia de ser músico? E quando foram seus primeiros acordes em sua vida? 

Uirá França – Costumo falar que não busquei a música, não ansiei ser músico, a música meio que me encontrou numa dessas esquinas. Aconteceu muito naturalmente. 
Meu pai é compositor, tinha um violão lá em casa, e quando eu não tinha o que fazer, ficava “fuçando”. Na escola todos meus amigos queriam aprender a tocar e pediram um violão de natal, como já tinha violão lá em casa eu adiantei o serviço, mas sem grandes pretensões.

OBC – Quais são suas principais inspirações para compôr e cantar?

Uirá França – Gosto de contar estórias com minha música, falar de coisas que passam comigo, com pessoas ao meu redor, coisas do cotidiano mas de uma forma bem particular, dou a quem escuta a minha versão do que acontece. Como exemplo minha última composição #VEMPRARUA, que retrata bem a minha visão e sentimentos em relação às manifestações que aconteceram esse ano no Brasil.

OBC – Quais são suas influências musicais? Por quê?

Uirá França – Sempre, muita música e de todo tipo! 
Graças a Deus lá em casa fomos criados livres de preconceito o que me permitiu acumular uma bagagem cheia de canções boas, de estilos distintos, ao menos pra mim. 
Posso citar alguns nomes que influenciam diretamente meu trabalho atual como, Beatles, Newton Faulkner, John Mayer, Dave Matthews Band, Nando Reis, Frejat, Caetano Veloso entre outros.

OBC – Você disse uma ve que ser pop não necessariamente é ser “populesco”, ou sucumbir a mesmice. O que você traduz com “populesco” e sucumbir a mesmice? Por quê?

Uirá França – Música pop não é sinônimo de música de baixa qualidade, como os artistas que havia citado, eles são prova disso, em vários momentos de suas obras, fizeram canções extremamente populares e de muita qualidade.
O que acontece é que existem músicos acomodados com certas “fórmulas de sucesso”, canções formatadas, que acabam se parecendo demais umas com as outras, afinal se tratam de cópias umas das outras. 
Dá sim, para fazer uma canção com apelo popular mas que tenha conteúdo, contribua pra quem escute, sem ser mais do mesmo.

OBC – Qual o gênero musical você define seu som? Por quê?

Uirá França – Não gosto de limitar minha música a um estilo, mas para responder sua pergunta acho que me enquadro em: Música Popular Brasileira, que para mim não é necessariamente MPB, pois essa carrega uma certa marca que não cabe muito bem na minha música.

OBC – Em sua primeiro EP, lançada em Agosto/2012, o que você mostrou de seu trabalho, e qual o público você quis atingir? Você acha que atingiu ao seu objetivo?

Uirá França – Quando parei para fazer esse trabalho, foquei na canção como ela veio ao mundo pra mim, voz e violão. Quando sentei pra pensar nos arranjos a ideia era descaracterizar o menos possível a natureza das canções e fui muito feliz, já que o EP ficou leve e as melodias são quem guiam os álbum, os instrumentos entram para compôr e não saltar aos ouvidos, a canção é mais importante. 
O público alvo é qualquer brasileiro que goste de músicas boas para cantar ao acordar, de baixo do chuveiro numa roda de violão e por aí vai. 
Não curto a ideia de segregar um público, minha música está aí pra quem goste dela, o que posso dizer é que nela tem muita verdade e amor.

OBC – Como foi a produção desse trabalho?

Uirá França – Fizemos a pré produção toda em meu quarto em Belo Horizonte, Gui Amaral e eu, ficamos meses fazendo e refazendo arranjos, Eu compus todas as linhas de guitarra, violão, baixo e backing vocals, o Gui entrava com sua minuciosa e extremamente bem acabada composição de bateria e somava alguns elementos percussão. 
Terminada a fase do quarto veio a parte prazerosa, gravar o que já estava na ponta das línguas e de baixo dos dedos. Estávamos muito afiados e gastamos pouquíssimo tempo para gravar tudo no Estúdio Gifoni, onde contamos com o excelente trabalho de Fabrício Gavani e Sergio Gifoni na técnica e captação.

OBC – Há previsão para o lançamento do seu álbum de estreia?  Quando e como ele será?


Uirá França – Até o fim do ano esperamos estar com tudo pronto, estamos trabalhando forte nisso e acho que vamos ter um resultado bem legal. Não é a toa que dizem, “trabalhe com o que ama pois assim você não vai precisar trabalhar nunca na vida”, (rs).

Ele vai ser mais músicas do Uirá, mas não “mais do mesmo”.

OBC – Shows, apresentações, performances, clipes…, há algo programado em sua agenda? O que e quando?

Uirá França – Em breve começaremos uma série de shows divulgando o Clipe #vemprarua em São Paulo, e a ideia e já emendar com o lançamento do disco antes do final do ano.
OBC – Quais as expectativas futuras para a sua carreira?

Uirá França – As expectativas são grandes em relação ao disco novo, uma vez que o EP já teve um feedback muito interessante.
A expectativa é que o disco alcance vôos mais altos, esperamos agenda cheia em 2014, afinal preciso de dinheiro pra comprar ingressos pra Copa do Mundo (rs).

Assista abaixo o primeiro single oficial de Uirá #VEMPRARUA, que já têm mais de 12 mil visualizações no Youtube:


Se você curtiu o trabalho do Uirá, então confira o primeiro disco “Réu Confesso“, lançado em 2012 de forma independente. Além do mais, você poderá fazer o download da faixa “Vagabundo“.
Ouça AQUI
Espero que tenham curtido, e para informações sobre esse grande música, confira os links deles abaixo, enquanto isso, vou garimpar novos talentos para incluir na nossa caixa de som dos tripulantes do nosso barco.
Contato para shows:Maura CostaFones: (11) 98512-4265 | (11) 2985-0563e-mail: maura.costa@gmail.com
Site | Facebook 
Até a próxima, pessoal!Patrícia Visconti

[Caixa de Som] A Diva das Divas da Música

Esse especial é uma homenagem póstuma, mas não visando tristezas e lamentações pela perda de nossos ídolos querido, afinal essa pessoa homenageada não tinha nem vocação para isso.

Rosalinda e Florisbela, dupla caipira em que Hebe formou com sua irmã Stella

Hebe Maria Monteiro de Camargo Ravagnani, ou simplesmente Hebe Camargo, começou sua carreira na música, primeiro cantando com sua irmã e primas, no grupo Do-Ré-Mi-Fá e depois, já na adolescência formando uma dupla Rosalinda e Florisbela,  com sua irmã Stella Monteiro de Camargo Reis.
Mas foi na carreira solo que Hebe ganhou êxito em sua carreira. Cantando e imitando a cantora Carmem Miranda, com temos de sambas e boleros em boates e rádios na cidade de São Paulo.


A TV estava chegando no Brasil e Hebe lançava seu primeiro single, “Oh! José” juntamente com “Quem Foi que Disse” em um compacto de 78 rotações, mas depois disso abandonou a carreira musical para se dedicar mais a sua carreira no rádio e na televisão, mas sempre mantendo elos musicais, mesmo que involuntariamente.
Hebe foi convidada para participar da primeira transmissão na Rede Tupi, para cantar o hino da emissora, criado pelo empresário Assis Chateaubriand, situada na capital paulista no bairro do Sumaré (para se familiarizar com o ambiente atual, onde hoje é o prédio da MTV), mas a cantora e apresentadora não pode comparecer, por motivos pessoais (ela faltou para namorar) e foi substituída por sua amiga e também cantora e atriz, Lolita Rodrigues.

Hebe fez diversas parcerias com ícones da música da época, além de revelar diversos cantores que sentaram em seu sofá desde a época da Jovem Guarda, na década de 60.
Época em que consolidou a artista como referência em entrevistadora no país, fazendo com que ela passasse por diversas emissoras.
Mas a música sempre foi seu foco maior, Hebe gravou oito discos,  sendo eles, Hebe e Vocês (1959), Festa de Ritmos (1961), Hebe Camargo (1966), Maiores Sucessos (1995), Pra Você (1998), Como é Grande o Meu Amor Por Vocês (2001), As Mais Gostosas da Hebe (2007) e Hebe Mulher (2010).
Em 2009, a dama da TV Brasileira participou da gravação do CD e DVD “Elas Cantam Roberto Carlos”, em ela cantou o sucesso “Você não sabe”.


Inspirada nessa volta à música, Hebe volta aos estúdios e grava o seu primeiro DVD, “Hebe, Mulher e Amigos”, contando com participações de diversos cantores, como o baiano Gilberto Gil, que cantou junto a música “Esperando na Janela”.

Hebe era mais que uma mera cantora, apresentadora ou atriz, ela era uma artista completa que se entregava de corpo e alma, sempre com carisma e entusiasmo, trazendo risos e alegria não só para àqueles que o cercavam, mas para centenas de lares brasileiros.
Confira um trecho de uma das últimas entrevistas hilária do trio parada dura, em que Hebe concedeu ao Jô Soares, junto com suas amigas e confidentes, Lolita Rodrigues e Nair Belo, no ano 2000.

Por: Patricia Visconti

[Caixa de Som] Mariah Carey está de volta ao cenário musical

Quem estava com saudades da nossa diva Mariah Carey?
Com certeza, muita gente estava!
Depois de quase dois anos sem gravar nada e se dedicar inteiramente a carreira de mãe, após o nascimento de seus gêmeos, Maroccan e Monroe, com Nick Cannon. Mariah Carey regressa ao estúdio para gravar seu 11º álbum de sua carreira.
Mariah publicou algumas fotos em estúdio junto a artistas e produtores, que estão auxiliando na produção do disco da cantora.
Este será o primeiro álbum inédito da estrela desde “Memoirs of an Imperfect Angel” de 2009 (o último foi uma regravação de sucessos natalinos em 2010, “Merry Christmas II You”).
Ainda sem data oficial para o lançamento e nem título para o álbum.
Enquanto não saí este álbum, confira um vídeo de seus sucessos, Hero:

Por: @nickacarter

Joss Stone lança novo álbum no fim deste mês

Os fãs da Joss Stone já estava com saudade da cantora, que não lançava algo novo desde 2009, não é?
Mas não precisam mais sentir saudades, pois a cantora irá lançar seu novo álbum, intitulado de “LP1”, no próximo dia 26 de junho.
Confira a capa e a tracklist do novo disco da moça:

Tracklist:
1. Newborn
2. Karma
3. Don t Start Lying To Me Now
4. Last One To Know
5. Drive All Night
6. Cry Myself to Sleep
7. Somehow
8. Landlord
9. Boat Yard
10. Take Good Care

E para matar a curiosidade de como será este álbum, Joss disponibilizou em seu canal oficial no youtube um Sneak Peek dela gravando seu novo disco. Confira ai, pois vem coisa boa por ai.