Arquivo da categoria: resenha

[Caixa de Som] Domingo não é dia de sofá e sim de rock!

No dia seis de novembro aconteceu a décima edição do Sampa Music Festival no Espaço Victory, na Penha. Entre os destaques dessa edição temos Rancore, Gloria e CPM 22, porém, um de seus muitos diferenciais é exatamente o contrário: trazer várias bandas para o conhecimento do público.

O festival começou cedo e, bem antes das bandas principais começarem a chegar ao local, já demonstrava muitos sinais de que não tardaria a lotar a casa. Foi exatamente o que aconteceu, por volta de 18h já começavam a formar várias filas e vários grupos já lotavam as grades dos dois palcos do festival.

Desde o primeiro acorde o som não parou! A energia não acabava devido ao sistema de dois palcos: enquanto uma banda se apresentava a próxima já preparava os últimos detalhes do seu palco e já começava a tocar assim que a banda anterior deixava o palco. Nesse momento havia o corre-corre geral do público de um lado para o outro. Esse esquema – utilizado em grandes festivais que trazem bandas internacionais, como, por exemplo, o Lollapalooza que reveza nos seus dois palcos principais esse esquema de organização enquanto os outros palcos seguem programações mais independentes e reservadas – demonstra a qualidade de organização, não é fácil montar e desmontar tão rapidamente um palco. Isso agrada o público que não precisa ficar esperando a cada banda.

O festival se orgulha de ser uma vitrine para as bandas menos conhecidas aproveitarem a estrutura e o público que o evento atrai para conquistar novos fãs, reconhecimento e oportunidades. Nesse ano, entre as bandas menores podemos destacar como apostas nacionais as bandas Elloz e John Wayne, que já haviam tocado em edições anteriores e demonstram o quanto cresceram e evoluíram ao longo dos festivais, sendo as bandas imediatamente anteriores às bandas principais.
Quando começou a primeira música do Rancore já percebemos à que eles vieram. O som contagiante fez todo o lugar pular. A energia era muito positiva assim como a música e, claramente, ninguém parecia disposto a deixar o show acabar. Infelizmente, os shows em festivais pedem que as bandas não toquem todo seu setlist, o que rendeu um show um pouco mais curto ao público que está acostumado a shows completos do Rancore. Para compensar o tempo reduzido, temos a oportunidade de em seguida de um show ótimo ver logo outro. Quando o Rancore estava saindo do palco, o Gloria já estava pronto. A galera “guerreira” já estava postada fazia algumas horas na frente do segundo palco – no qual a única banda principal a se apresentar na noite seria o Gloria – e aguardava ansiosamente que começasse a porradaria. O Gloria – que está acostumadíssimo a tocar em festivais – demonstra o quanto se sente em casa no SMF, com muita disposição que deixou todo mundo muito satisfeito.
A banda principal e mais aguardada da noite era o CPM 22. A galera aproveitou o show com as últimas forças que restaram dos outros shows e da longa espera depois de um dia inteiro, pulou e gritou todos os sucessos da banda – que são vários ao longo de muitos anos de carreira – a plenos pulmões, e como se não houvesse amanhã. Realmente não havia: segunda-feira de muita ressaca, muito cansaço e muitas dores no corpo só preocuparam mesmo no dia seguinte!

[Cantinho Literário] Querido John

Como o corre do dia a dia, não pude elaborar meu texto dessa semana aqui n’O Barquinho, mas espero que todos os seguidores e leitores de nossa tripulação entenda e ‘curta’ esta resenha que fiz do Querido John, pois quero compartilhar com todos o que estou lendo, na verdade já acabei de ler, mas espero que gostem dessa dica. 
Semana que vem, não perca… Pois terá entrevista aqui n’O Barquinho, com o jovem escritor de Recife, João Gomes, então não percam o texto da semana que vem, que está imperdível. 

So.. let’s go to the literature…

Livro: Querido John
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Ano: 2010

John Tyree é um jovem rebelde que morava com seu pai, um carteiro, colecionador de moedas rara e bastante tímido com as pessoas, eles moram na cidade litorânea de Wilmington, na Carolina do Norte.
John ao se formar do colégio, quase ficando em todas as matérias e suspeitando que a escola só o deixou se formar pelo seu mal comportamento e queria se livrar dele, mas ele não tinha planos para ir para faculdade, pois a únicas coisas que queria quando completasse 18 anos, era ter um carro, um emprego e coisas materiais, isso era o que o jovem rebelde mais queria em sua vida.
Durante sua adolescência, John nunca quis entrar para o exército e só andava com os ‘vagabundos’, que tinham trabalhos ruins, saíam todas as noites para beber cerveja, não tinham o mínimo de responsabilidade e gastava todo o salário que ganhava com coisas fúteis e banais.
O jovem John namorou dezenas de mulheres, mas nenhum namoro sério, a não ser Lucy, uma jovem que estudava na UNC Wilmington, ela era um ano mais velha que ele, mas o o relacionamento de meses, não durou pois ela queria trabalhar em Nova Iorque quando se formasse e John só queria curtir a vida sem pensar no amanhã.
Depois da separação com Lucy, John começou a refletir sobre sua vida e decide ir para o exército, isso foi no ano de 1997 com 20 anos. No exército, John treinava bastante, o qual fez ele amadurecer bem, já que ser soldado, tem que haver muita disciplina e responsabilidade.
Mais amadurecido e com algum tempo de exército, John volta a Wilmighton, mas não era definitivo, eram apenas férias, assim como ele havia tido nos aos anteriores que estava no exército.
Foi nesta época de sua licença, que John conheceu a doce e bela, Savannah Lynn Curtis, o qual tiveram um grande romance e ele estava pronto para recomeçar a sua vida, pois a atração entre ambos era mútua e crescia repentinamente a cada dia e a transformava em amor, no qual faz Savannah espera-lo concluir seus deveres militares, para esse romance se aflorecer mais e mais.
Porém os atentados do 11 de Setembro mudariam a vida de todos e as suas, pois John teria que escolher entre seu amor por Savannah e se país, o patriotismo falou mais alto, pois ele foi defender sua pátria no Afeganistão, deixando para trás seu grande amor. Mas enquanto ele defendia seu país, também via seu amor por Savannah desaparecendo pouco a pouco, pois ela pouco escrevia para ele e tampouco o telefonava.
Logo após os atendados aos Estados Unidos e no Afeganistão, já estourou a guerra no Iraque, a qual John havia sido recrutado para à ir e a cada dia que passava ele se dedicava mais ao exército e Savannah se comunicava menos com ele.
Em Março de 2005, seu pai teve seu segundo ataque cardíaco, o qual fez John voltar para a casa, mas seu pai não aguentou e acabou falecendo, pois sua saúde estava muito mal e ele estava bem fraco, que mal conseguia andar, a qual John havia que o carregá-lo da sala para o quarto.
Depois da morte de seu pai, John arrumou toda a papelada do óbito e também dos bens de seu pai, ele não havia muita coisa, seus bens mais preciosos era as moedas e o seu filho John Tyree.
John vendeu quase todas as moedas de seu pai, ficando apenas com a favorita, a qual seu pai havia herdado de seu avô e uma foto, a primeira foto que eles haviam tirado juntos quado John era pequeno, em uma feira de moedas a tempos atrás. E assim John seguiu viagem com seus pertences de seu pai em seu carro, partindo para Lenoir, que acabou parando em um bar na pequena cidade, que foi lá que ficou sabendo da Savannah.
Ela morava em Old Mill Road, mas ao vê-la o rapaz percebeu que ela estava casada com seu melhor amigo o Tim, que havia perdido seus pais em um acidente de carro e estava sozinho com seu irmão, que tinha problemas especiais, ele era autista, Alan, os dois ficaram bem próximos após a morte dos pais de Tim, que acabaram se casando.
John estava feliz por encontrar Savannah, mas ao mesmo tempo estava queria sumir e nunca mais vê-la, mas mesmo não estando juntos fisicamente, o jovem percebeu que eles ainda poderiam estar próximos, pois na primeira vez que quando John voltou para o exécito, quando estava com Savannah, eles haviam feito um pacto de olhar para lua, cada vez que sentisse saudades um do outro.
Em seu último dia na pequena cidade onde Savannah morava, John foi até próximo ao rancho e a ficou observando e a viu sair para fora de casa, encostando a porta, cruzando os braços e olhando fixamente a imagem da lua cheia.
Inundada pelas memórias libertas não desejando nada além de fazê-la saber que eles estavam juntos, por um breve instante, mas cada vez que olhassem para a lua seria como estivessem juntos novamente.