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Turma da Mônica e Avon se unem a favor de todas as mulheres no mundo

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Vamos falar de empoderamento com a nova campanha da Mauricio de Sousa Produções e o Instituto Avon, em uma parceria inédita com o apoio da ONU Mulheres, que visa crianças e adolescentes a conviverem de maneira respeitosa e pacífica, reforçando a cultura de respeito às diferenças e a igualdade.

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[Cabine da Pipoca] Ao redor de uma vela, o começo

Sabe quando comecei a escrever pensei, vou falar sobre um dos filmes franceses que adoro, Albergue Espanhol ou Bonecas Russas, mas me deu vontade de mudar tudo e falar de filosofia em francês.
Calma, num é bem assim, precisamente é um desafio e ao mesmo tempo uma delícia de ver, vou falar logo vai: “Ce n’est qu’un début” ou em português, “É apenas o começo” é um documentário que tive a sorte de ver no Canal Futura. Foi meio assim do nada, zapeando mesmo, e parei vendo simplesmente crianças de 3 a 4 anos debatendo na escola temas como amor, morte, cidadania, liberdade.

Parei pra vê-los, com a maior segurança, e animação, falando que bem o amor, um de cara bem ‘ bolachuda’ diz convicto: “É quando meu papa e mi mama se amam, e quando eles não se amam eles não conversam”.
A aparente simplicidade das respostas, ou suposta facilidade de se filosofar ou praticar o ato de pensar aos 3 ou 4 anos, cai por terra. A professora precisa conter a dispersão de um, o bocejo de outro, todos falando ao mesmo tempo, as brigas entre meninos e meninas sobre seus, digamos, direitos.
Foram 2 anos de filmagem, acompanhamento com os pais, numa escola pública, com um contingente em sua maioria de crianças imigrantes, africanos, chineses, albaneses e por aí afora.
Esse jardim da infância tem seus protagonistas, sempre os que se destacam, se posicionam mais, e nisso já fazem seu exercício de filosofar, são os “pensadores”: o agitado Azouaou Abderhamene, sua debatedora que lembra um estilo Queen Katiffa total: Louise, Shana, Kyria e Yanis.
Vou contar o filme, porque mesmo que eu fale e fale, só vendo mesmo expressões, risos, interrupções bizarras, eles são demais mesmo, impagável!
Bem, a escola é a Jacques Prévert, a professora (santa, fofa de plantão e com uma habilidade para controlar o público) Pascaline, faz as crianças sentarem num círculo ao redor de uma vela acesa.
Nessa fase, tudo tem um ritual, um momento para começar e acabar. Se continuássemos assim a vida toda, saberíamos melhor nossos limites, anyway, vamos às crianças. 
Bem, imagine a cena: uma classe dessa, toda correndo, bagunçando, e aí a professora diz que é a hora de debatermos, mas que a equipe de filmagem também está chegando.
É o fim de qualquer controle não? Câmeras, crianças e filosofia, hein?
Bem francês isso, mas deu certo, e olha que ao terminarem o projeto e as filmagens, eles ficaram tristes, disseram assim: “É….., no começo era chato, mas a professora era legal, e a gente podia falar de tudo, eu vou ter saudades, e agora? Não vamos mais vê-la, não podemos mais conversar?!” Quando tudo termina, os alunos já estão com 5 anos, e as ideias e ideais começam aos poucos a se cristalizar. Ah, que pena!
Mas sabemos que isso nunca acaba, então vamos às histórias…
Um dos professores, Pierre Barougier conta que quando o carro de filmagem chegava  as crianças diziam “olha, olha esta é a filosofia, a filosofia aqui!
Nossa, câmeras viraram sinônimo de filosofia e as crianças queriam sim sua presença! Contavam os maiores deslizes de seus pais, preconceitos, brigas, uma chinesinha falou suavemente que os pais passaram e fingiram não olhar para uma senhora de rua que pedia comida. “ Eu até falei, mamãe olha essa senhora no chão, mas nem deu tempo, eles nem olharam.”
Outro se diz mais na “democracia” e “melhor aceito” quando viajou com a família para a África do que na França, e olha que ele é bem enfático viu! Claro, deixou seu depoimento lacônico, mas perfeito, “o amor é um código”, assim como se fosse super simples definir algo que ninguém até hoje conseguiu, mas para ele era assim e a professora deu continuidade.
Muitas vezes ou eu me matava de rir, outras não queria estar no lugar da professora, e agora o que falar? Como explicar ou seria melhor não explicar e deixa-los vivenciar?
E se você pensa que os pais ficaram de fora, não neste filme, eles participam, e ouviam e viram suas vidas sendo desveladas num instante na sala de aula. Um menino toma seu sorvete e o pai pergunta, mas você fez isso mesmo, você brigou por que? E ele num ar nonsense “ Não lembro…”, e repetiu isso umas duas vezes pelo menos, no que o pai se deu por vencido, por hora.
Gente, pode parecer uma série de situações comuns, de crianças sinceras, em sua ingenuidade e tal, mas está longe disso, claro, ri muito, é muito bom vê-los dizendo sabe toda aquela verdade que você quer dizer às vezes, não?!
O filme revelou comportamentos e atitudes entre os alunos que mostram claramente que eles entram em um processo de reflexão crítica . Os pais, “não podia acreditar que seus filhos eram assim tão inteligentes!“; conta Isabelle Duflocq.
É o que sempre penso, digo humildemente, isso…vai lá subestimar seu leitor, seu espectador pra você ver, ele te dá uma olé, seu filme é um fracasso, seu artigo uma chatice, imagina se o tal mantiver essa alma crítica, alimentada desde os 3 anos.
É apenas o começo não é só um filme, um documentário, como quiserem chamar, é um projeto que fica pela vida, que envolve a família (algo raro no ambiente escolar, e sabemos bem disso), e demonstra que gostamos de pensar sim, que buscamos o debate junto ao grupo e queremos uma vela acesa, seja um líder, um professor que marcou sua vida, um amor, um ideal.
E, acreditem, essa vela nunca apaga, porque assim como as crianças disseram ao final, nós sentimos falta, e queremos sempre mais, mais isso é o bom, porque toda experiência está sempre começando!

Ascenda sua vela e ouça a música tema de Ce n’est qu’un début, a autoria é do tunisiano Anouar Brahem, cuja inspiração está no estilo instrumental árabe, está no ábum Astrakan Café:
Direção: Jean-Pierre Pozzi, Pierre Barougier
Produção: Ciel de Paris Productions
Duração: 1h 35 min
Produzido em: 2010

[Cantinho Literário] Querido Diário

Quando éramos pequenos escrevíamos nossos acontecimentos do dia em nossos diários.

Agendas pessoais, que podem não ser de importância  aos olhos dos terceiros, mas de parâmetro pessoal vale muito, pois é são fatos da nossa vivência, rotina, momentos que marcaram nossa vida e queremos recordar por anos e anos, toda vez que lermos aquela história.

Pessoas que relatam seu dia-a-dia são mais criativas e produtivas, além de terem mais imaginação em relação ao mundo real, visando um mundo mais otimista e amplo, diferente daquele que não lê, e muito menos escreve.
Com a internet, os diários virtuais ganharam nova cara, e claro, nova maneira de se escrever, com os blogs e fotologs, onde além de relatar os acontecimentos diários, as pessoas também publicam suas fotos e imagens favoritas, podendo assim compartilhar com seus amigos as suas histórias.

Há diários que viram grandes best sellers, outros já são mais históricos, ou seja, mostram fatos históricos se suma importância para a evolução e conhecimento da humanidade, mas no geral, eles são cadernetas pessoais que traduzem uma sociedade atual.

No entanto, quem ainda não começou descrever sobre sua vida, pense mais a respeito, pois com certeza seus pensamentos relatará sua própria biografia.

Agora diga-nos, qual a sua biografia favorita?

Até a próxima, com muito mais literatura para todos!

Sem Fronteiras

Olá pessoal, tudo bem?
Essa semana começa a ‘Semana Autoral’ aqui n’O Barquinho Cultural, foi um pouco difícil encontrar uma pauta que casasse com minha editoria para esta semana, mas eu encontrei.
Como todos sabemos a internet é um grande meio autoral, onde as pessoas postam suas fotos, vídeos, artigos, poesias, etc.


Com a popularização do uso da internet o acesso aos sites de bons conteúdos deveria ser algo mais comum entre as pessoas, pois bem, deveria, mas infelizmente não é o que acontece.
O acesso as redes sociais possibilitam uma visualização de conteúdos publicados tanto por grandes mídias, quanto por pessoas comuns, que hoje não se portam apenas como consumidores de informações, mas também como produtores das mesmas. Porém ainda assim o giro de noticiais pertinentes e que agregam algo de interessante ao público ainda é de pequena porcentagem.
Muitas vezes bons sites correm risco até mesmo de ser desativado por falta de acesso, esse é o caso do Domínio Público, este é um site do Ministério da Educação, que esta no ar desde 2004, que disponibiliza aos internautas o acesso a obras como as de Machado de Assis, músicas eruditas brasileira, poesias de Fernando
Pessoa, literatura infantil, dentre outro conteúdos que são disponibilizados gratuitamente para download.

Acesse: dominiopublico.gov.br e se delicie com o melhor que há em conteúdo.

Isso sim é idéia a ser divulgada então compartilhe.

Uma biblioteca digital é onde o passado encontra o presente e cria o futuro.”
Dr. Avul Pakir Jainulabdeen Abdul Kalam  
Presidente da Índia – 09/set/2003

Até a próxima ,