[Total Flex] Arte, colagem e paciência são as essência para a nova exposição do artista plástico Silvio Alvarez

O outubro chegou mais cultural que qualquer outro. Neste mês o artista plástico Silvio Alvarez realizará exposições no centro de São Paulo, como na na Galeria do Rock, no Centro, e no Condomínio Conjunto Nacional na Avenida Paulista.

O paulistano Alvarez é artista plástico residente na Estância Turística de Joanópolis, no interior do Estado. Dedica-se à colagem desde 1989. Seu principal material de trabalho é a paciência.
O artista produz colagens em um processo inteiramente manual, onde ele recorta imagens de revistas, uma a uma, sem que sejam ampliadas ou multiplicadas.
Alvarez desenvolve projetos especiais na área de sustentabilidade, realizando oficinas para o público, criando a imaginação das pessoas de forma lúdica, estimulando, reciclando  e ressaltando o potencial criativo presente em cada um.
As exposições “Colagens de Silvio Alvarez de 2013” é destaque na releitura em colagem do painel central “O Jardim das Delícias Terrenas”, de Hieronymus Bosch.
SERVIÇO
Exposição Colagens de Silvio Alvarez na Galeria do Rock
Quando: 1° a 11 de outubro – 
Horário: de segunda à sexta – 10 às 18h30 | aos sábados das 10h00 às 18h00. 
Local: Galeria do Rock – Espaço Cultural 
Endereço: Avenida São João, 439. 
Entrada Gratuita.
Exposição Colagens de Silvio Alvarez no Conjunto Nacional
Quando: 13 a 26 de outubro
Horário: de segunda a sábado das 7 às 22h00 | domingos – das 10 às 22h00. 
Local: Condomínio Conjunto Nacional 
Endereço: Avenida Paulista 2073. 
Entrada Gratuita.
Produção: Gaia Brasil
Apoio: Celophane Cultural e Secretaria de Educação e Cultura da Estância Turística de Joanópolis.

[Cantinho do Som] As Memórias do Choro Paulista

Nesta segunda-feira iremos dar um novo foco no nosso Cantinho Literário, iremos unir música e literatura em uma única pauta, afinal música também é pesquisa, é arte e cultura, assim como a literatura e o choro.
Um dos primeiros estilos musicais cosmopolita nacional, que tem como característica exclusiva um ritmo específico, mas pela maneira solta e sincopada de tocar, repleta de ornamentos e improvisações, dando ao estilo uma vasta variações do gênero, entre os principais podemos citar,  o maxixe, o samba, a polca e a valsa, dando origem, assim, ao ‘’samba-choro’’, à ‘’polca-choro’’ e à ‘’valsa-choro’’ (com relação ao maxixe, não é utilizada a expressão “maxixe-choro”, mas apenas ‘’maxixe’’). Além disso, há choros de andamento rápido e choros mais lentos (apelidados “varandões”).

Baseado nesse estilo musical, o professor universitário na área de ciências sociais, economista, pós-graduado em Sociologia e mestre em políticas de educação, José de Almeida Amaral Júnior publicou o livro “Chorando na Garoa – Memórias Musicais de São Paulo“. Contendo duas partes básicas, a publicação traz em seu primeiro instante uma pesquisa bibliográfica narrando o contexto histórico socioeconômico e cultural qual formou-se o choro. Além de haver verbetes sobre personagens, desde seu início, em meados do século 19 até os primórdios do século 20, período qual foi consolidado e chegou em solo brasileiro, relatando também a chegada no gênero em São Paulo.
Na segunda parte do livro, traz 40 entrevistas com músicos, pesquisadores e personagens participantes das rodas de choro em diversos pontos da cidade, com o propósito de envolver memórias do início do século passado à diferentes gerações, expondo de forma sistemática depoimentos pessoais sobre suas vidas, carreira, experiências, locais e aspectos do choro de São Paulo, metrópole cosmopolita que abriga influências de todo o país e do mundo.
Uma obra que resultou quatro anos de pesquisa, totalizando 532 páginas, tendo o prefácio do produtor e diretor Fernando Faro. Valorizando a cultura popular brasileira e apoiando a educação musical nas escolas.

Chorando na Garoa – Memórias Musicais de São Paulo” encontra-se disponível pela Editora Livro Novo, com distribuição pela Livraria Cultura; – [e-mail] – O lançamento oficial da obra será no dia 29 de setembro, na Praça das Artes, região central de São Paulo.

Aguarde que em breve realizaremos uma entrevista com o autor do livro “Chorando na Garoa – Memórias Musicais de São Paulo“, o professor universitário José de Almeida Amaral Júnior.

E por falar em aguardar e em choro, também no próximo domingo, 29, acontecerá o “Praça do Choro“, em comemoração aos 60 anos de carreira de Izaías Bueno de Almeida. Com shows de Quintal Brasileiro, Lulinha de Alencar, Proveta e Toninho Carrasqueira, além do próprio músico homenageado.

Izaías de Almeida conquistou essas seis décadas com muito êxito e mostrando no carioca Jaboc do Bandolim um digno representante do choro paulista, uma forte influência italiana, com uma “pegada” mais sentimental de tocar, origens do bandolim napolitano, além de frases e improvisos arrebatadoras.

O músico têm o grupo mais tradicional em atividade do gênero em São Paulo, obtendo como referência por seu refinamento e qualidade musical, agregando inúmeras apresentações tanto no Brasil quanto no exterior.

Conjunto  Atlântico  de  Antônio  Dauria é o grupo de Izaías, que têm como seus fundadores, o próprio no bandolim e seu irmão Israel  Bueno  de  Almeida, o Israel 7 Cordas (violão),  que  o  criaram  com  o  objetivo  de  preservar  o gênero,  conservando suas  raízes.  A  formação  atual  conta  ainda  com Marco Bailão (violão  de  6  cordas), Getúlio Ribeiro (cavaquinho) e Tigrão (pandeiro).

SERVIÇO

“Praça do Choro”

60 ANOS DE IZAÍAS E SEUS CHORÕES

Shows: Izaías e Seus Chorões, Quintal Brasileiro, Lulinha de Alencar, Proveta e Toninho Carrasqueira.
Lançamento do Livro: Chorando na Garoa – Memórias Musicais de São Paulo
Local: Praça das Artes
Endereço: Avenida São João, 281 – Centro – São Paulo.
Dia: 29 de setembro (domingo)
Horário: a partir das 16h,
ENTRADA FRANCA

[Total Flex] Rua Augusta: A praia dos paulistanos

Todo mundo sabe que na cidade de São Paulo não tem praia, e nem um calçadão como há em Copacabana, no Rio de Janeiro. Porém, os paulistanos se viram como pode, ficam nos bares, nas calçadas, nas ruas, tudo para aproveitar seu happy hour, seu fim de semana ou aqueles momentos de folga.
Um dos locais bastante frequentados por aqueles que adoram curtir esses instantes é a Rua Augusta, um ápice de bares, baladas, teatros, casas de shows, entre outros locais para todo tipo de público se entreter e aproveitar seu desafogo diário e maluco da cidade de Sampa.
Visando nisso, o ator e produtor cultural Sérgio Carrera, 55,  propôs um projeto para criar mais lazer e entretenimento nessa região, tão rica em distração, mas um pouco difícil na locomoção de carros e transportes públicos. Em entrevista ao Barquinho Cultural, Sérgio contou sobre a ideia do projeto, apoios, implantação, segurança, moradores e frequentadores da região.
Confira abaixo a conversa com tivemos com ele:


OBC – Como surgiu a ideia do projeto? Por quê?

Sérgio Carrera: As ideias não surgem de repente. Os Aliados do Parque Augusta já realizam o Pic Nic à Moda Antiga há três anos. Ele acontece em pleno asfalto da rua Augusta. Quando a ideia surgiu, nem acreditávamos muito que iríamos conseguir fechar a rua mais emblemática de São Paulo para realizar um picnic. E aí aconteceu. Fomos convidados a fazer parte da programação oficial da Virada Sustentável, que tem essa filosofia de ocupar os espaços públicos para o lazer e a diversão. A cada ano que passa mais adeptos ao nosso evento e, também, a cada dia que passa mais pic nics pela cidade. Isso me chamou a atenção do quanto as pessoas estão carentes e necessitadas de convívio social. Vivemos trancados em nossos bunkers residenciais, com medo da violência nas ruas. Quando as manifestações de junho ocorreram e as ruas e avenidas foram fechadas, como a Paulista, viu-se a galera curtindo o asfalto em seguida, seja de bike, skate, ou só sentadas papeando. Achei super legal isso. São essas as possibilidades das pessoas se conhecerem, compartilharem bons momentos e tornarem suas vidas mais prazerosas. Por que, então, não propor o fechamento de um quarteirão da própria Augusta, a Copacabana de Sampa, que mistura todas as tribos, a rua mais eclética, famosa e divertida? Assim surgiu a proposta do Calçadão da Augusta. E o mais bacana é que depois que a proposta foi lançada, fui descobrindo que isso já acontece em grandes cidades, como Londres, Nova York, com o Parque Suspenso que revitalizou o downtown e Bogotá, que virou referência de planejamento urbano, priorizando o individuo.
OBC – O projeto já foi apresentado à vereadores da região? Há apoio de algum deles? Há possibilidade do prefeito sancioná-lo?
SC: Eu apresentei informalmente ao subprefeito Marcos Barreto. O vereador Nabil Bonduki é favorável, mas preferi observar a reação do público ao projeto antes de percorrer a Via Sacra da burocracia e a resistência dos órgãos públicos para viabilizar as boas ideias para a cidade. Sempre acreditamos “na existência dourada do sol, mesmo que em plena noite, nos bata o açoite”. O percurso é árduo, mas sou guerreiro e determinado, vide o Parque Augusta – 10 anos de luta incansável!
OBC – O que os frequentadores da Rua Augusta pensam a respeito do calçadão? E do parque? E os comerciantes? E os moradores?
SC: A proposta mexe com os interesses particulares de alguns, mas grande parte recebeu a proposta com entusiasmo, exceto os moradores da quadra em questão. Porem, os argumentos usados inconsistentes e cheios de possibilidades hipotéticas, como se não pudesse voltar atrás se os benefícios não forem compensadores. Um dos benefícios seria salvar a Augusta da elitização. São diversos empreendimentos na rua, descaracterizando-a completamente. A Augusta sempre foi festiva e notívaga. Éla é famosa por isso,  cartão postal da cidade, mas em breve se tornará uma rua residencial como outra qualquer. É isso que precisamos evitar. São vários coletivos lutando para impedir que isso aconteça: Em Defesa da Rua Augusta, Salve o Baixo Augusta, entre outros. Enfim, sempre haverá os pessimistas do contra. Não vê os que já estão protestando contra o Ibirapuera ficar 24h aberto, nos finais de semana? Por que não? Vamos experimentar, sair da mesmice, mudar paradigmas, conhecer o novo. A vida é isso. Quanto ao Parque Augusta, o desejo de vê-lo criado é unanime e surpreendentemente cresce cada vez mais aqueles que estão dispostos a tudo para defender a última área verde do Centro. A 5ª região mais seca da cidade.
OBC – Onde exatamente será implantado o calçadão? E o parque?
SC: Sugeri o quarteirão entre as ruas Antonia de Queirós e Marques de Paranaguá, por algumas razões: a possibilidade de desviar o trânsito sem grandes transtornos, pois há opções tanto para descer quanto para subir. Outra razão é que neste quarteirão acontece o maior agito, pois concentra ali quase 20 bares e baladas no momento. O Parque Municipal Augusta será o portal do Calçadão da Augusta, pois está localizado na Augusta, entre as ruas Caio Prado e Marques de Paranaguá. Quem tem um pouco mais de visão urbana, consegue perceber que a  região pode ganhar um imenso boulevard diversificado, começando na Avanhandava, com restaurantes e já calçada, conectando-se com o Cultura Artística, emendando com o point teatral da Praça Roosevelt, passando pela rua Gravataí, que pode virar um calçadão também, chegando ao verdejante Parque Augusta, portal do Calçadão Festivo e Boêmio da Augusta. Percebe o quanto poderá ficar especial esta região?
OBC – Como será desviado o tráfego de carros e ônibus da região? Não irá “tumultuar” algumas linhas de ônibus?
SC: Na verdade, a proposta visa estimular as pessoas a saírem sem carro. Vem aí o METRÔ CONSOLAÇÃO, que poderá funcionar 24h nos finais de semana. Mas, de qualquer maneira, o motorista terá várias opções para descer, via Frei Caneca, Bela Cintra, Consolação e 9 de Julho. Para subir, o motorista terá a Consolação e a 9 de Julho, por onde já passam a maioria das linhas de ônibus. Além do que, ônibus só trafega até meia noite em São Paulo.
OBC – E a segurança? Afinal, com o calçadão e o parque mais pessoas frequentarão a região, todavia necessitará de mais guardas fazendo a ronda, certo?!?
SC: Segurança precisa existir sempre, seja com o Parque ou com o Calçadão. É um dever do poder público nos garantir esta segurança. Acho até que estas opções garantiriam uma segurança maior, pois concentram a galera. Acho que regiões povoadas são menos perigosas que zonas desertas. Com relação ao Calçadão, evita-se o risco, inclusive, de atropelamento de pedestres que chegou na Augusta quase aos mesmos índices da Av Paulista, que tem o triplo de pistas.
OBC – Há indícios de quando começará a implantação do projeto?
SC: Vejo que há um novo movimento em prol de uma cidade mais humana e habitável, voltada para o indivíduo, e não só em São Paulo. Lutas por Parques, coletivos em defesa de área verde, protestos contra a verticalização desenfreada, bairros defendendo praças, reivindicações de mais ciclovias na cidade, mobilidade etc. Isso me deixa otimista, mas conheço o caminho das pedras. São dez anos de luta árdua e incansável pelo óbvio – A criação do Parque Augusta. Mas costumo dizer que mais valioso que a conquista é o percurso para alcançá-la. Este que nos enriquece como pessoas e nos traz os verdadeiros valores para criarmos uma sociedade mais digna e igualitária.
________________________________________________________________________________
Alguns ativistas em prol ao parque pelo menos uma vez por mês, como o próprio Sérgio citou na entrevista durante a “Virada Sustentável” pela região, mobilizando a participação de todos, dando uma aula prática de cidadania ecoando em coro os dizeres: “queremos o nosso parque!”. 
Após a realização do manifesto, tudo é relatado e publicado em um blog [acesse aqui], onde também ajuda a compartilhar a ideia na implantação do Parque Augusta.

[Total Flex] A cultura caipira vai invadir a capital

A 17ª edição do Revelando São Paulo – Festival da Cultura Tradicional Paulista começa na próxima sexta-feira (13) e vai até o dia 22 de setembro, no Parque da Vila Guilherme – Trote/Mart Center. Trazendo uma mistura de tradições e manifestações típicas de diversas regiões do Estado, mostrando seu artesanato e culinária, além da exclusiva exposição de flores e frutos cultivados em oito municípios, pela primeira vez no evento, onde terá um espaço batizado de  Praça Verde. Realizado pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Cultura.

Uma festividade que mostra o patrimônio cultural do Estado de São Paulo, que apresentará toda essa cultura durante os dez dias de evento, com cerca de 250 grupos de cultura tradicional. Fandango, Folias de Reis, Catira, Cavalhada, Moçambique, Congadas e Dança de Santa Cruz, Orquestras de Violas, Caiapós, Cavalhadas, Bonecões e outros grupos e comunidades tradicionais ainda presentes em festivais de municípios no interior também celebram este encontro.
Além dos cortejos que são realizados ao longo do RSP, como o o Ubuntu – Cortejo com as Irmandades de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário – a Caminhada pela Paz, com cerca de 40 segmentos religiosos pelas ruas da Zona Norte e Corridas de Cavalhada. 
E para a criançada, haverá o “Espaço Fazendinha”, com mais de 150 animais, entre cavalos, bois, búfalos e mulas, circularão pela arena do Parque. Charretes e carros de bois possibilitam ao público um passeio rural pelo evento.
Um evento para toda a família curtir e aproveitar a cultura tradicional paulista em um espaço amplo, divertido e com muito entretenimento à todos, e o melhor a entrada é franca.
SERVIÇO

XVII Revelando São Paulo
Data: 13 a 22 de setembro
Horário: das 9h às 21h
Local: Parque Vila Guilherme – Trote / Mart Center
Endereço: Avenida Nadir Dias de Figueiredo s/n – Vila Guilherme
Estacionamento no local – Entrada franca
Ao vivo pela internet: www.revelando.tv.br
Twitter: @revelandosp |Facebook: revelandosaopaulo1 | Instagram: @revelandosp