[Cantinho Literário] "O Gosto do Cloro" – Solidão e timidez no interior de uma piscina pública

Com o calor que está fazendo em todo o Brasil, só consigo pensar em água e minha cabeça ‘tá meio travada’ com tanto calorão, por isso que nesta semana aqui no Cantinho Literário será uma super dica do livro “O Gosto do Cloro”. 
Pois além de ter piscina, para tentar afagar o fogo deste verão, também há superação e os anseios de uma paixão tímida, permeada pelos ecos e ruídos da água.
Sinopse: No interior de uma piscina pública, um jovem com problemas na coluna começa a nadar para melhorar a sua saúde. Sem experiência, sofre entre corpos anônimos para conseguir algum progresso no esporte. 

Durante uma de suas tentativas fracassadas de dar algumas braçadas, conhece uma garota que decide ajudá-lo na empreitada, dando dicas para melhorar a sua técnica. Semana após semana, aula após aula, a amizade entre os dois começa a crescer, e o herói não tarda a desenvolver uma afeição que deseja extrapolar as paredes da piscina. 
As inseguranças do nadador desajeitado vão se tornando ao poucos os anseios de uma paixão tímida, permeada pelos ecos e ruídos da água. Através de um roteiro com pinceladas de melancolia e uma bela paleta de azuis, verdes e outras cores lavadas pelo cloro, Bastien Vivés compõem um retrato lírico da solidão e das dúvidas do indivíduo moderno.
Abaixo confira uma resenha do livro, escrita pela Doutora em Letras pela PUC-Rio, Laura Erber, para conhecer mais sobre a história do jovem inibido e tímido do livro, ilustrado por Vives Bastien. 
Um artista francês que usa o silêncio e a individualidade da natação como metáfora para a solidão dos personagens. Com um roteiro, com pinceladas de melancolia e uma bela paleta de azuis, verdes e outras cores lavadas pelo cloro.
“Tudo se passa numa piscina, mas não há nada aqui que evoque a transparência luminosa dos quadros de David Hockney. Também não há, no protagonista, nada que evoque a tragédia do conto “O nadador”, de John Cheever, ou a imagem magnetizante que Burt Lancaster imprime no personagem da versão cinematográfica de Frank Perry.

“O gosto do cloro”, premiado romance gráfico do francês Bastien Vivès, cria uma atmosfera opaca, espécie de clausura aquática onde dois jovens se encontram por pura casualidade. Desengonçado, inábil e tímido, o nadador de Vivès vai à piscina por recomendação do fisioterapeuta. Numa economia de traços, em massas de azuis e verdes carregados de cinza, as imagens configuram um ambiente fechado, o cenário perfeito para um relato breve sobre solidões convergentes. 

Nada de especialmente romântico ou inusitado nessa paisagem típica de uma grande cidade, onde anônimos interrompem sua estressante rotina para se exercitarem. A história é simples e os personagens são retratados no cotidiano de suas vidinhas: duas figuras frequentam raias contíguas de uma piscina pública. 

Um dia começam a conversar, flertam, se questionam sobre passado e futuro, o que é supérfluo e o que amam realmente, marcam um encontro e depois perdem-se de vista. 

Ele é um sedentário em busca de alívio para a coluna estropiada, ela é uma ex-competidora que agora só nada por prazer. 

Ambos parecem viver o momento que precede a vida adulta, ainda informes, sonhadores, sem profissão definida, oscilando entre a aflição e o tédio. Ilustrações sóbrias e elegantes contrastam com texto pouco elaborado 

Com minúcia, mas sem detalhes excessivos, Vivès capta o corpo num traçado delicado e preciso, que retrata as tormentas do protagonista. Ao contrário de muitos autores da sua geração, utiliza com parcimônia a dinâmica de plano e contra-plano apropriada do cinema, prefere a visão de longe, deixando os personagens como que desamparados no espaço. 

O silêncio predomina e, quando a palavra irrompe, é ora na forma de uma interlocução trivial ou no exclamativo “merda!” do protagonista, menos sinal de exaltação do que um tique repetido que traduz bem a economia verbal desses jovens sonhadores. 

Há, no entanto, algo intrigante no forte contraste entre imagem e texto deste livro: enquanto as imagens são sóbrias, elegantemente elaboradas, revelando a maturidade do estilo visual do autor-desenhista — ele tinha 24 anos quando o livro foi lançado —, ao fim fica a sensação de que talvez a história poderia ter sido contada sem palavras, ou que o texto poderia ter sido mais elaborado. 

Pode-se supor que Vivès tenha optado pelo banal para revelar a pobreza expressiva dos personagens, lançando sobre eles um olhar impiedoso, mas essa inflexão crítica é contrariada pela delicadeza das imagens. 

A história dos romances gráficos é recente. Começa no final dos anos 1970 e tem como marco a série “Maus”, em que os ratos, gatos, porcos e cachorros de Art Spiegelmann retratam as desventuras de um prisioneiro judeu nos campos de concentração alemães. A maior parte dos romances gráficos se situa numa zona cinzenta — tributários da história em quadrinhos tanto quanto dos modelos narrativos do romance — e o livro de Vivès não foge à regra. 

Face ao boom editorial e o crescente interesse que o gênero vem ganhando no meio literário, espera-se que os novos autores sejam capazes de articular a força das imagens a textos vigorosos — mesmo quando optarem pelo registro cotidiano desbocado ou por uma linguagem desencantada. Caso contrário, nos deixarão com a sensação de um descompasso não deliberado entre visualidade sofisticada e texto pouco ambicioso.”






O Gosto do Cloro
Editora: Barba Negra
Categoria: Artes / Pintura e Desenho
PS: Na próxima semana terá especial escritor-jornalista, com Stefan Zweig, que escolheu o Brasil, para viver até o final de sua vida, por isso não percam na próxima semana, pois vocês irão se surpreender com a história de Zweig.

[Total Flex] Festa, música, diversão e lançamento de videoclipe na SONGS for SMOKA em Sampa

Festa, música, gente animada, ingresso na que cabe no bolso no seu bolso e cerveja gelada e barata em plena Rua Augusta, no centrão da maior cidade do Brasil, São Paulo.
Acontece nesta sexta-feira (8) a SONGS for SMOKA, na Dive Bar & Diner, uma festa inteiramente paulistana, que toca das vitrolas diretamente aos seus ouvidos reunindo a nata poetas musicistas do rap alternativo do país, com apresentações de bandas como, NUSCORRE, ZOIOO MC, ESKUADRÃO MALOKA e GODO, além dos DJs DENT, KOKA e LOUIZ detonando e arrasando nas pick ups.
Além do mais, o NUSCORRE lançará o videoclipe da música “Superação“, que conta com a participação do rapper Godo, e também o ZOIOO MC, vai lançará o vídeo “US Maloca“, canção em parceria com o ESKUADRÃO MALOKA.

Assista o teaser do Zoioo MC com o Eskuadrão Maloka abaixo:

Ouça os EPs dos paulistanos NusCorre:

Será uma reunião com muita e diversão, pois além dos shows a casa oferece gratuitamente a noite inteira para a galera, mesas de sinuca, fliperama, pebolim e ping-pong, com área para fumantes e o melhor, a mulherada entre VIP até meia-noite e homem paga apenas 10 reais, após esse horário a entrada para as mulheres é de 5 reais e para eles, 15.

Vamos curtir, se divertir e apreciar o ritmo e poesia até o dia raiar, curtindo com pessoas amantes da música em um ambiente de amigos e parceiros.

O organizador da SONGS for SMOKA, Caio Kokay, mais conhecido como o DJ Koka conversou com a nossa embarcação e explicou o intuito da festa, apoios, prospectivas, etc.

Confira a entrevista do DJ Koka abaixo:

OBC – Como surgiu a ideia da Songs for Smoka? 

DJ Koka – Surgiu  ha quase 1 ano atrás, conversando em um bar-açaí na quebrada onde o dono era um parceiro nosso , lembrando um aniversario de outro amigo onde eu toquei quase 1 ano atras 28.11.2012 , ai tomando umas cervejas no bar marcamos uma data pra uma festa lá pra movimentar o bar e ouvir um RAP climatizando.

OBC – Quanto tempo existe a festa? Quantas edições já foram realizadas? Todas na mesma casa? Por quê?

DJ Koka – A festa vai fazer 1 ano em dezembro, e a próxima edição é a décima. Começamos na quebrada em um bar com açai onde o espaço fechado era pequeno então era quase de rua mesmo  não tinha muita “regra”. Ai a festa foi pegando mais publico e fomos em um parceria com outra festa a MEIA QUARTA para Barra funda na Livraria de Esquina.
De lá fomos para nossa CASA Rua Augusta , no Dive Bar & Dinner na augusta jardins , a primeira edição lá ja foi lançamento do videoclipe do grupo A CARA com pocketshows e DJS.
logo em seguida fomos pro ZAPATA 339 e realizamos a edição Songs for Smoka “festa lançamento do disco MC TIÃO – INICIO PODEROSO”, sucesso total também.
Mais no Dive foi onde que nos identificamos mesmo e estamos na quarta edição seguida indo para quinta edição agora dia 08/11.

OBC – Por quê foi batizado esse nome à festa?

DJ Koka – Uma gíria criada por quem não fala inglês, seria tipo, sons para fazer fumaça; sons para fumar é isso ouvir um som e entrar na vibe dele.

OBC –  Qual o principal objetivo do evento? Por quê?

DJ Koka – Objetivos são vários diversão , alegria com liberdade respeitando sempre todos, lá você sente a harmonia se tiver na harmonia tem as mesas de sinuca o fliperama os atrativos que ligam as pessoas, sem falar da música que sempre une as pessoas, o nosso objetivo é ouvir musica e sentir ela a noite inteira.

OBC – Como é feita a seleção do casting da festa?

DJ Koka – São os amigos, as pessoas que nos ligam entramos em um acordo dentro da realidade e colocamos em prática.

OBC – Há algum apoio para a realização do evento? Ou apenas é rateado entre a casa e a produção? Qual? Como funciona?

DJ Koka – Também são os amigos , nós divulgamos e nos conhecemos então somos nós por nós.

OBC – Quais as perspectivas futuras para as próximas edições da SFS?

DJ Koka – Inovar sempre dentro do nosso dia a dia  levar B.BOY, DJ, GRAFITE, MC, o SKATE a TATUAGEM, as PINTURAS e sempre regado a muita musica e proporcionando uma noite ótima a todos!!!

SERVIÇO
SONGS for SMOKA 

Data: 8/Novembro/2013
Horário: 22h05
Local: Dive Bar & Diner
Endereço: Rua Augusta, 2559 – Jardins
São Paulo/SP
Entrada: 
ATÉ meia-noite
HOMEN 10$ | MULHER FREE
PÓS meia noite 
HOMEN 15$ | MULHER 5$

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