[Total Flex] Bate-papo da depressão


É muita bobeira se eu passar o número do celular, esperando ele me ligar? E se eu chamar pra sair?

Não, jamais vou fazer isso. É apenas meu amigo. Nunca vai pensar algo a mais, nem deve sentir nada por mim. Vou esquecer. Isso de tentar apressar uma aproximação, forçando as coisas, nunca dá certo.

Eu sempre começo a conversar, me apaixono pelas fotos, me apaixono pelas conversas, imagino um príncipe e, quando conheço pessoalmente, vejo que não é aquilo que pensei. Provavelmente, dessa vez será assim. Enquanto eu estou imaginando como pode ser nosso futuro, ele deve estar com outra pessoa. Pensando em outra pessoa. Querendo outra pessoa.

Eu me sinto um lixo por não conseguir ao menos conquistá-lo. Não consigo chamar a atenção dele, tampouco dizer que ele está sendo desejado por mim.
Não vou mais provocar. Não vou mais chamar. Não vou mais olhar as fotos e nem faço questão de tê-lo como amigo. Se ele estiver interessado, ele virá conversar por vontade própria.

Mas e se ele também estiver confuso? E se ele estiver esperando o meu próximo contato para também dizer que me quer? Pode ser que não tenha percebido o quanto o quero. Talvez eu esteja perdendo a chance de ser um pouco feliz ao lado dele…

Vou chamar para dizer um “oi”.
Perfeito, ele visualizou. Respondeu.

Agora o nervosismo tomou conta de mim e não sei o que escrever.
“Gosto de você…” Ele visualizou. Dessa vez, não respondeu.

E agora? Eu não devia ter chamado. Que mancada! Deve estar me chamando de idiota, por tabela.

Espera, ele está digitando… Ai, minha nossa…
“Também gosto de você… Como amigo!”
Ok, entendi.

[Total Flex] Mário de Andrade além das palavras

Mário de Andrade foi mais do que um autor modernista, ele teve uma ação forte e expressiva na política cultural, principalmente quando o escritor foi secretário de cultura do Estado de São Paulo.

O poeta democratizou o acesso à cultura, proteção do patrimônio histórico, valorização do folclore, educação infantil – o trabalho do autor de Macunaíma se estendeu de forma inovadora em várias vertentes.

Baseado nisso, o programa Ocupação irá retratar durante todo o mês de julho esse lado da vida do escritor, cronista, música, pesquisador da cultura e expoente da Semana de 1922, onde será reunido documentos, fotografias, canções populares, entre outros itens do acervo pessoal do autor.

Além da exposição, o site do Ocupação irá lançar uma seção especial com um conteúdo exclusivo sobre Mário de Andrade.

A exposição começou no último dia 28 de junho e vai até 28 de julho, no Itaú Cultural, na Avenida Paulista, região central de São Paulo e a entrada é gratuita.

Confira um pouco sobre a biografia do Mário de Andrade:

Mário Raul de Moraes Andrade (São Paulo SP 1893 – idem 1945). Poeta, cronista e romancista, crítico de literatura e de arte, musicólogo e pesquisador do folclore brasileiro, fotógrafo. Conclui o curso de piano pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo em 1917. Nesse ano, sob o pseudônimo de Mário Sobral, publica seu primeiro livro de versos, Há Uma Gota de Sangue em Cada Poema. Conhece Oswald de Andrade (1890 – 1954) e assiste à exposição modernista da pintora Anita Malfatti (1889 – 1964).

Em 1918, escreve em A Gazeta como crítico de música e no ano seguinte colabora em A Cigarra, O Echo e continua em A Gazeta. Trabalha assiduamente na revista paulista Papel e Tinta em 1920. Nessa época freqüenta o estúdio do escultor Victor Brecheret (1894 – 1955), de quem compra um exemplar do bronze Cabeça de Cristo. Em 1921, escreve para o Jornal do Comércio a série Mestres do Passado, contra o parnasianismo e colabora com a revista Klaxon, em 1922. Integra o Grupo dos Cinco com Tarsila do Amaral (1886 – 1973), Anita Malfatti, Oswald de Andrade (1890 – 1954) e Menotti del Picchia (1892 – 1988).

Um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna, em fevereiro de 1922, na ocasião do evento lê seus poemas no palco do Theatro Municipal de São Paulo e é vaiado. Nesse ano, lança seu segundo livro, Paulicéia Desvairada, um marco na literatura moderna brasileira. Leciona história da música e da estética no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Em 1923, compra uma câmera fotográfica Kodak e exerce a atividade de fotógrafo até 1931. Realiza com Olívia Guedes Penteado (1872 – 1934), Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e outros, uma viagem de estudos às cidades históricas mineiras com o objetivo de mostrar o interior do país ao poeta franco-suíço Blaise Cendrars (1887 – 1961), em 1924.

O livro de ensaios A Escrava que Não É Isaura, de 1925, discute algumas tendências da poesia modernista, e firma seu autor como um dos principais teóricos do movimento modernista. Em 1927 viaja pela região amazônica, e, no ano seguinte, pelo Nordeste brasileiro, registrando em fotos as paisagens, a arquitetura e a população dos locais visitados. Também fotografa paisagens de São Paulo, em especial da região central, e cenas na fazenda de Oswald e Tarsila. Lança o romance Amar, Verbo Intransitivo em 1927. Passa a escrever para o Diário Nacional, órgão do Partido Democrático – PD, ao qual se filia. Nesse jornal publica a maior parte de sua produção, entre críticas, contos, crônicas e poemas, até 1932. Em 1928, lança Macunaíma, Herói sem Caráter e Ensaio Sobre Música Brasileira; em 1929, Compêndio da História da Música; em 1930, Modinhas Imperiais e, em 1933,  Música, Doce Música. Sempre interessado pela música erudita e popular, busca promover pesquisas de nacionalização da música brasileira.

De 1933 a 1935, é crítico do Diário de São Paulo. Em 1935, funda, com Paulo Duarte, o Departamento Municipal de Cultura de São Paulo, do qual se torna o primeiro diretor. Nesse cargo, cria a Discoteca Pública, hoje Discoteca Oneyda Alvarenga. No ano seguinte, participa da elaboração do anteprojeto da criação do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Sphan. Em 1937, como diretor do Departamento, convida o casal Lévi-Strauss para ministrar um curso de etnografia. Cria, com Dina Lévi-Strauss, a Sociedade de Etnografia e Folclore, e se torna seu primeiro presidente. Organiza o Congresso de Língua Nacional Cantada. É eleito membro da Academia Paulista de Letras.

De fevereiro a julho de 1938, envia um grupo de pesquisadores ao Norte e ao Nordeste do Brasil. Batizada de Missão de Pesquisas Folclóricas, a expedição por ele idealizada grava, fotografa, filma e estuda uma grande diversidade de melodias cantadas no trabalho, em festas e rezas. Em 1938, transfere-se para o Rio de Janeiro, onde dirige o Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal, além de ocupar a cátedra de história e filosofia da arte. Retorna a São Paulo em 1941. Como técnico da seção paulista do Sphan, viaja por todo o Estado realizando pesquisas. Com outros intelectuais, contrários ao regime ditatorial do Estado Novo, funda em 1942 a Associação Brasileira de Escritores – Abre, entidade que luta pela redemocratização do país. Colabora no Diário de S. Paulo e na Folha de S. Paulo. No salão de conferências da Biblioteca do Ministério das Relações Exteriores ministra a célebre conferência “O movimento modernista”, incluída no livro Aspectos da Literatura Brasileira, de 1943.

Obras publicadas:

Há uma Gota de Sangue em Cada Poema, 1917
Pauliceia Desvairada, 1922
A Escrava que Não É Isaura, 1925
Losango Cáqui, 1926
Primeiro Andar, 1926
O clã do Jabuti, 1927
Amar, Verbo Intransitivo, 1927
Ensaios Sobra a Música Brasileira, 1928
Macunaíma, 1928
Compêndio Da História Da Música, 1929 (Reescrito como Pequena História da Música Brasileira, 1942)
Modinhas Imperiais, 1930
Remate de Males, 1930
Música, Doce Música, 1933
Belasarte, 1934
O Aleijadinho de Álvares De Azevedo, 1935
Lasar Segall, 1935
Música do Brasil, 1941
Poesias, 1941
O Movimento Modernista, 1942
O Baile das Quatro Artes, 1943
Os Filhos da Candinha, 1943
Aspectos da Literatura Brasileira 1943
O Empalhador de Passarinhos, 1944
Lira Paulistana, 1945
O Carro da Miséria, 1947
Contos Novos, 1947
O Banquete, 1978 (Editado por Jorge Coli)
Dicionário Musical Brasileiro, 1989 (editado por Flávia Toni)
Será o Benedito!, 1992
Introdução à estética musical, 1995 (editado por Flávia Toni)

Serviço

MARIO DE ANDRADE NO ITAU CULTURAL

Data: 28/junho a 28/julho
Local: Itau Cultural
Endereço: Avenida Paulista, 149
São Paulo – SP
Horário: Ter a Sex 9 as 20h | Sab, Dom e feriados das 11 as 20h
Entrada Franca
Mais informações: AQUI