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[Cabine Flex] Fábrica da Cultura realiza seminários para propagar o cinema alternativo na periferia de São Paulo

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Como todos sabemos ontem foi o dia de cinema em nossa embarcação, porém sempre é bom propagar o que a grande mídia não pauta, além do mais os cinéfilos adoram um plus sobre a sétima arte.

Não é de hoje que a periferia e os bairros mais longínquos dos centros das grandes metrópoles é “carente” de cultura além da apresentada nos circuito comercial, como shopping centers ou filmes transmitidos pela TV aberta no horário nobre, porém há sempre aqueles que buscam agregar cultura fora da caixa, e transportar àqueles que não possuem esse discernimento desta erudição.

10418514_1455266901425157_8710547009901655769_nFoi o que a jornalista e moradora do bairro de Taipas, região norte de São Paulo, Jéssica Costa, 23, tentou trazer em um artigo (veja aqui) sobre a estreia do Cine Belas Artes para o Blog Mural, – afiliado ao site do jornal Folha de São Paulo – onde ela mesmo dita sobre as dificuldades que os amantes do cinema na periferia têm para acompanhar o que surgia de novo, fora do circuito comercial. Todavia a repercussão foi tão extrema que ela foi convidada pela Fábrica da Cultura para ministrar um seminário sobre “A aproximação do cinema à periferia“, que percorrerá por todo o mês de setembro por diversos bairros periféricos, como Belém, Sapopemba, Tiradentes, Itaim Paulista e Curuçá, despertando a reflexão e o estímulo do cinema como incentivo cultural, fazendo com que os participantes compreendam os elementos audiovisuais, interprete um roteiro, propague a discussão do conteúdo apresentado nos seminários, tornando os cinéfilos da periferia críticos convictos da sétima arte.

Nestes encontros serão mostrados um longa-metragem fora do circuito comercial, e após disso haverá debates e bate-papos sobre o mesmo, relatando a história do cinema, além do contexto histórico, dando novas diretrizes perceptivas ao espectador.

Essa ideia não surgiu apenas por este artigo, já que Jéssica sempre foi uma apaixonada por cinema e moradora de bairros longínquos do centro sempre buscou alternativa para conhecer filmes diferentes e fora daqueles exibidos nos cinemas dos shopping centers e também, daqueles apresentados na televisão, buscando e conhecendo mais sobre o assunto em sites especializados e em mostras na região central de São Paulo, e hoje visa essa oportunidade para compartilhar com outros adoradores desta arte, mas que não possuem as mesmas ferramentas que ela, mas contemplam a mesma ânsia em buscar o diferenciado e não convencional.

Cada encontro a jornalista apresentará um filme diferente, qual irá gerar um debate sobre o mesmo, e uma discussão sobre a produção, a arte e propagação destas obras junta à periferia.

Segue abaixo o dias e horários de quando acontecerá os seminários:

SERVIÇO

Fábrica da Cultura apresenta:
“Aproximação do Cinema à Periferia”

06/09/2014 – Parque Belém
Horário: 16h às 18h
Exibição do filme: “A Onda”
End: Av. Celso Garcia, nº 2.231 – Portaria 1 ou Rua Nelson Cruz – Portaria 2, na altura do nº 2.200 da Av. Celso Garcia, São Paulo/ SP.

06/09/2014 – Sapopemba
Horário: a partir das 19h30
Exibição do filme: “O Fabuloso destino de Amélie Poulain”
End: R. Augustin Luberti, 300 – Fazenda da Juta, São Paulo/ SP.

13/08/2014 – Tiradentes
Horário: a partir das 19h30
Exibição do filme: “A Viagem de Chihiro”
End: Rua Henriqueta Noguez Brieba, 281 – São Paulo/ SP.

20/09/2014 – Itaim Paulista
Horário: a partir das 19h30
Exibição do filme: “Clube dos Cinco”
End: R. Estudantes da China, 500 – Itaim Paulista, São Paulo/ SP.

23/09/2014 – Curuçá
Horário: a partir das 19h30
Exibição do filme: “Clube da Luta”
End: Rua Pedra Dourada, 65. Próximo a Avenida Nordestina (altura do nº 5800), São Paulo/ SP.

Os ingressos são gratuitos, porém limitados e devem ser retiradas uma horas antes do evento na recepção;

Por: Patrícia Visconti

[Cyber Cult – 8 Bits] Videogames – A oitava arte?

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Acredito que a maioria (senão todos) os que estão lendo este texto devem ser da minha época. A boa e velha época onde algumas moedas valiam fichas e mais fichas para incansáveis horas de jogatinas em Fliperamas espalhados pela cidade. Seja no velho centro de São Paulo, perto do Minhocão, ou na saudosa região da Lapa. De qualquer forma, não só vocês viveram esta deliciosa época, como também já ouviram de seus pais algo como:

– “Isso não dá futuro!”
– “Videogame influencia as pessoas.”
– “Isto não serve para nada!”

Convenhamos, estas frases deixavam qualquer criança ou amante de um bom videogame triste, e até irritado. Pudera. Naqueles tempos, os tão famosos videogames invadiram a casa de famílias, alegrando a garotada e alguns adolescentes, mas que não apresentavam qualquer outro valor, além de uma “distração”. Podíamos ter lido um livro, andado no parque, mas preferimos adicionar este hobby em nossa lista de afazeres.

Cortando fora a nostalgia e voltando aos agitados dias atuais, vemos que uma das coisas em que com certeza evoluiu nestes últimos tempos, e não só o telefone móvel, o computador, e a informação, vemos que os tão famosos videogames evoluíram de forma rápida, impactante, e para os mais extremos, chocantes. Quer dizer, não só podemos jogar, agora temos em nossas mãos, controles em formas de Tablets, acesso à internet, integração com redes sociais, vídeos, música, mas jamais deixe de esquecer o jogo que podemos nos entreter. Sim, isso é o mais importante, e é isso que mais evoluiu.

Não só o console, com seu design mais simples e suave, mas os jogos aos quais temos extrema familiaridade. Antigamente, eram simples, com comandos e missões simples, que exigiam algum uso de estratégia e pensamento rápido do jogador na hora da tomar a decisão certa, mas temos agora um conjunto completo! Em minha opinião, penso que um jogo, é como um livro: você possui a história, entra nela junto com protagonista (além de vivenciar os fatos como se fosse ele), podemos notar um enredo muito mais elaborado do que antes, com uma história linear incrível, incluindo excelentes músicas, texturas dos cenários de cair o queixo, e o mais importante: a jogabilidade.

Esta sim, é a parte mais importante, pois é esta a diferença que um gamer sentiu durante todos estes anos, sendo o que mais vale a pena em um jogo adquirido pelo mesmo.

Hoje em dia, podemos jogar algo que lide com fatos reais, sendo eventos históricos, ou até algo próximo do nosso cotidiano. E quanto mais algo for próximo de nossa realidade, mais temos a tendência de descobrir algo sobre ele, tendo um desejo de curiosidade sobre isto. Mas claro que não desconsidero os famosos games de fantasias ou de pura ficção, sendo estes mais aclamados e admirados por todos.

Videogame, jogo, game, já são palavras que estão em nossos dicionários pessoais, pelo andar da carruagem, serão coisas que evoluirão cada vez mais.

Por: Daniel Bárris

[Total Flex] A arte OCUPA a OUVIDOR 63

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Não é de hoje que São Paulo é uma cidade multi, multi no tamanho, mas manifestações sociais, na arte e populacional, basta andarilhar pela capital paulistana que a cada esquina encontra-se algo novo, diferente e irreverente, para mudar os ares dessa selva de pedras.

10527326_726936164038676_6571153279441746832_nNas artes não é diferente, são centenas de artistas espalhados pelas ruas, mas com pouco estímulo e incentivo à eles, fazendo com que muitos têm de levar seus trabalhos para as ruas, e conseguir alguns centavos para seu sustento.

Visando nisso, um grupo de artistas resolveu ocupar desde o dia 1º de maio, o prédio da Rua Ouvidor número 63, um prédio de 13 andares de propriedade do CDHU, desocupado há dez anos, tornando àquele lugar não apenas um centro cultural, mas sim a residência destes artistas, que na maioria das vezes vem de outro Estado, para conquistar seu espaço da cidade grande, e não possuí um lugar para morar.

São diversas atividades artísticas, desde mús10372074_690904634308496_4067142248056251736_nica, artes plásticas, cênicas, fotografia, dança, desenho, etc, todos juntos com o mesmo propósito, transformar o ócio de pedra em residência artística e cultural para a cidade. Limparam as salas, consertaram os encanamentos, mexeram na fiação e decoraram os ambientes de modo bastante cultural e despojado, fazendo com que a vizinhança do Ouvidor não apenas se incomode com o barulho,
mas faça parte desse grande movimento cultural criado em São Paulo, integrando a capital à cultura de rua.

A programação do prédio é voltada para todos aqueles que tem interesse cultural e social, é sempre afixada na entrada do prédio, que não há um porteiro ou recepcionista, basta entrar, subir e conferir10308295_690907117641581_8702340626420828671_n a programação do dia – divulgada também na página no Facebook. Dentre essas programações há oficinas (de dança, vídeo ou bambolê), apresentações performáticas, dramáticas e musicais, exposições artísticas, exibições cinematográficas, entre outras atividades. Além do mais, o imóvel ainda serve de moradia, como foi dito acima, para que os artistas, possam desenvolver e planejar melhor seus projetos em questão.

Um projeto que mobilizou até mesmo o prefeito Fernando Haddad que ficou interessado em conhecer a ideia do projeto e também pelo que eles fazem por lá, já que isso inspira para que novos grupos floresçam seus pensamentos e dão diretriz em suas visões políticas. Transformando ideias em realizações, cimento em cultura e arte em soluções para desenvolvimento solidário e humano na cidade.

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Para mais informações sobre oficinas, apresentações ou até mesmo para visitar por curiosidade, acesse o Facebook do coletivo, que lá sempre traz novidades sobre o acontece no edifício.

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] A Voz da emoção!

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O pop rock é muito comum baladas com letras melosas e sentimentais, reunindo ambos os gêneros, com uma pegada mais forte nas guitarras e solos exclusivos de bateria.

Pensando por esse lado, os paulistanos da zona leste de São Paulo, da banda “Voz em Dó”, se encaixariam perfeitamente ao estilo, assim como qualquer outra banda, porém os garotos se destacam, pois além de falarem sobre amor e relacionamentos, eles apostam num encalce peculiar e próprio, pois além de produzirem e compôr suas canções, eles escrevem tocando diretamente para seu público, mesmo que involuntariamente. Uma banda que faz música com a alma, para almas e cabeças pensantes, que visam a música em primeiro plano, e não a fama, como muitos por aí.

“Voz em Dó” é mais do que um grupo de garotos que cantam, mas sim um conjunto de músicos que expressam arte e vivem isso 24 horas, mesmo tendo outras atividades paralelas, eles respiram e mantêm essa paixão e a chama sempre acesa, para que sua música seja propagada e compartilhada, tocando não apenas os mais próximos, mas a todos que apreciam a arte a musicar uma poesia.

Confira abaixo o novo single dos meninos, “Dezoito do Seis”:


Aguarde em breve a entrevista faremos com garotos do “Voz em Dó” aqui em nossa embarcação. Mas, enquanto não acontece isso, conheça mais sobre os meninos na página oficial [AQUI], atualizando diariamente pelos próprio integrantes da banda.

Por: Patrícia Visconti

[AGENDA] Virada Cultural completa 10 anos, com cultura e arte gratuita espalhada pela cidade

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Neste fim de semana também acontecerá na cidade de São Paulo, os 10 anos da Virada Cultural da capital, com 24 horas de atrações musicais, artística, poéticas, culinárias, entre outras intervenções culturais espalhados em todos os cantos da cidade, para toda família e inteiramente gratuita.

O evento começa a partir das 18h, do do sábado (17) e se estenderá durante 24 horas com atrativos culturais para todas as tribos, faixa etárias e classes sociais, com homenagens e cultura expandido pela região central de São Paulo, além dos centros culturais, museus, CEUs e unidades do SESC.

Um evento organizado pela Secretária Municipal e Cultura da cidade, que une diversas pessoas por um único motivo, a cultura e arte, compartilhando e propagando as ações artísticas da megalópole paulistana.



Para conferir a programação do evento, acesse o site oficial e faça sua programação, para que seu fim de semana seja de plena animação, diversão, arte e cultura.

PROGRAMAÇÃO

Por: Patrícia Visconti

[Total Flex] Arte para Todos

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Estava pensando com meus botões, sobre artistas tão bons estarem escondidos em bares suburbanos, e pessoas sem talento algum, ganhando êxito e glamour, perante aos holofotes, e desde que zapeando pelo Facebook encontro um banner que dizia a respeito do tamanho da platéia em relação ao amor e trabalho que o artista quer mostrar ao seu público.

Então, pensei…

Por quê há tantos obreiros da arte oblíquos, tentando e lutando pelo seu espaço ao Sol, enquanto àqueles que apenas visam a fama e grana, estão sendo bajulados por uma mídia hipócrita que apenas vangloria o que aliena, e não o que propaga a cultura?

Atores, músicos, artistas plásticos, fotógrafos, poetas, escritores, entre outras várias facetas da arte que estão sobre becos e ruelas, apenas esperando uma oportunidade, que na maioria das vezes é ofertado por quem nem mesmo contribuí com dinheiro, mas com a divulgação e aplausos, que para os artistas de verdade são mais que válidos, pois enquanto houver uma pessoa para conferir sua arte, eles estarão fazendo seu melhor, diferente de outros aí, que só se importam com quantidade e não qualidade do público presente.

Tanto que, podemos observar diversos artistas de renome abandonando este vínculo de quantidade, imposto pelas produtoras e gravadoras, se tornando independentes e propagando sua arte destinada para aqueles que mais importam à eles, seus fãs. Desvinculando desta grande roda mafiosa que apenas quem ganha são os grandes, e a arte é omitida em forma de marketing exacerbado.

Temos que parar e pensar que artistas de verdade não anseiam apenas do ter, mas sim em compartilhar e difundir sua obra aos quatro cantos do mundo, sem importar com quantidade, mas sim pela qualidade do coletivo a prestigiar a sua arte, multiplicando e ampliando seu ofício à multidões.

Todavia, essa é uma realidade de poucos, e de bons artistas, que se desvinculam dessa indústria fonográfica conceitual, para fazer a seu próprio trabalho, com os intuitos idealizados desde quando começaram, e não maquiados por uma destreza ferrenha e cruel, que idolatra e renega seus ídolos em questão de segundos, levando-os do Sol as trevas, e o transformando em apenas um nada.

Por: Patrícia Visconti