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EDP Live Bands projeta a potência e originalidade do rock nacional para o mundo

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Foto por Priscila Visconti

No último sábado, 27, aconteceu um dos maiores festivais de bandas independentes e autorais do Brasil, o EDP LIve Bands, que neste ano contou com inscrições recordes, tendo 1.700 bandas de todos os estados brasileiros participando da competição, mas que no final restaram apenas oito finalistas, que subiram ao palco do Bourbon Street Muci Club, em São Paulo. Continuar lendo EDP Live Bands projeta a potência e originalidade do rock nacional para o mundo

Macaco Mostarda traz atitude, carisma e espontaneidade ao rock nacional

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Eles não tem muito tempo de estrada, mas o que eles já realizaram nesta trajetória é relativamente oportuna as consequências da boa música nacional. Os paulistanos da Macaco Mostarda se formou em 2014, sempre fazendo seus corres e sua música autoral, eles tiveram alguns perrengues nesta jornada. Integrantes que entraram, outros que saíram, até a formação atual fechada em 2016. Continuar lendo Macaco Mostarda traz atitude, carisma e espontaneidade ao rock nacional

[CAIXA DE SOM] TEM ARTISTA NOVO E BOM, SIM! CONHEÇA IÁ

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Sabe aquele papo de “não tem nada bom rolando na música brasileira?”. Balela! Tem sim! E se você ainda não sabe, é só porque ainda não ouviu. Então, nossa missão aqui é mostrar para você o que tem de mais novo e lindo rolando por aí, toda santa quarta-feira. Continuar lendo [CAIXA DE SOM] TEM ARTISTA NOVO E BOM, SIM! CONHEÇA IÁ

[Caixa de Som] Mafalda Morfina: Atitude e rock n’ roll singular na cena nacional

Foto por: Elias Aftim

Eles vieram lá do Ceará, já dividiram o palco com diversas bandas de renomes da cena nacional e internacional, seu estilo é o rock, hard core e umas pinceladas de punk-rock, eles são a banda Mafalda Morfina. Formada em 2004 pelos músicos, Renato Manteiga (bateria), Thiago Arena (guitarra), Carla Keyse (baixo) e Luciana Lívia (voz e composições). Continuar lendo [Caixa de Som] Mafalda Morfina: Atitude e rock n’ roll singular na cena nacional

[Caixa de Som] O rock nacional está cochilando…

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A primeira vez em que o Brasil teve contato com um rock mais contestador, agressivo e de grande sucesso popular foi com os Secos & Molhados, em 1973. Tudo bem que o trio vocal formado por Ney Matogrosso, Gerson Conrad e João Ricardo pode ser considerado muito mais roqueiro por suas atitudes do que pela música em si. A própria figura de Ney e trechos como “eu não sei falar na hora de falar / então eu escuto” já causavam incômodos aos militares que governavam o país e erguiam a bandeira da “moral e dos bons costumes”.

Mas o tempo passou. Os brasileiros passaram um tempo sem ter contato com um rock contestador, até que chegou a década de 1980. Com ela, vieram o movimento pelas “Diretas Já”, o Rock in Rio (que impulsionou o rock a virar moda por aqui), o enfraquecimento da ditadura e o tão esperado fim da censura, que, embora tenha demorado um pouquinho para desaparecer de fato, deu um ar de mais liberdade, inclusive ao rock nacional.

Por conta disso, o Ultraje a Rigor pôde chamar àqueles de mereciam de “Filha da p…” (em claro desafio à censura), o Paralamas do Sucesso teve a oportunidade de lançar o seu mais bem-sucedido álbum de estúdio “Selvagem?”- um disco contestador por natureza, que chama a atenção para a desigualdade e exclusão social no sucesso, “Alagados” e alerta para o futuro das crianças em “Teerã”, segunda faixa do disco que leva o nome da capital do Irã. Até mesmo o RPM, grupo de maior sucesso da década, falava em revolução e convidava o público a fazer parte dela em “Rádio Pirata”.
Tudo ia bem, até que chegaram os anos 1990. Como são comuns, as tendências mudam e o rock acabou sendo engolido pelo sertanejo, que virou febre entre o público. Naquele momento, algumas bandas acabaram e outras caíram para a chamada “segunda divisão”, ou seja, não deixaram de existir, mas, sem espaço, acabaram sendo deixadas de lado pela mídia e grande público.

A partir da segunda metade da década de 90, o sertanejo acabou perdendo um pouco de sua força e, neste período, novas bandas apareceram. Nesta fase, apareceram Raimundos – misturando hard core com influências nordestinas. Apesar de não ter tido o compromisso de tocar o dedo em questões sociais, a banda brasiliense merece créditos por causa de suas letras politicamente incorretas e transgressoras. Surgiu nesta época também o Charlie Brown Jr., que, em músicas como “Não é sério”, chamou a atenção para a forma como os jovens são tratados no Brasil.

Mas aí entramos nos anos 2000. Uma leva de bandas apareceu. E o movimento do qual tais grupos apareceram tem nome: Emocore. O que se viu a partir daí foi o retrato mais fiel da “dor de cotovelo”. Para os ouvidos do grande público, chegavam músicas melosas, superficiais, que falavam em sua maioria de amores malsucedidos e abandonos. Até então, nenhuma guitarra havia sido tão chorosa.

E como consequência disso, o rock nacional deixa, a cada dia que passa, de ser transgressor. Hoje ele vive comodamente em um ambiente limitado, deixando de olhar para o que acontece em sua volta. Enquanto os amores perdidos são retratados, desvios políticos acontecem e pessoas continuam passando fome. E, além de questões sociais, também há outros assuntos relevantes para tratar. Basta ter força de vontade, e que o rock nacional desperte do seu cochilo, ou pelo menos abra os olhos para o que acontece ao seu redor.

Por: Rodrigo Almeida