[Caixa de Som] SMF traz 12 horas de muito Rock n’ Roll!

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Há cinco anos atrás um festival reunia diversas bandas do cenário hard core que ganharam êxito extremo em todo o BGrasil, entre elas estão, Fresno, CPM 22, Strike, Restart, Gloria, Forfun, entre outros. Desde então, novos grupos se apresentam, intercalados com bandas novas e outras, já conhecidas.

O Sampa Music Festival está na 11ª edição, sempre mostrando e propagando a cultura alternativa, é considerado hoje o maior festival de música independente de rock do país, sempre trocando experiências de bandas já renomadas, com outras que ainda estão começando e reunindo fãs de todas as tribos e lugares de São Paulo.

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Neste ano, o festival acontece no dia 8 de junho, no Espaço Victory, em São Paulo, e traz um line up apresenta bandas de peso e notoriedade, a nata do rock e hard core do país, como Forfun, Fresno, Rancore, Gloria, Project46, Johnwayne e mais 13 atrações que mostrarão em dois palcos com equipamentos de primeira, assim como o som, pois serão 12 horas ininterruptas de música de qualidade. Além disso, a maior vitrine de bandas novas da atualidade, irá levar uma revelação subir no palco do SMF, para participar os grupos devem seguir as instruções abaixo:

1 – Faça uma imagem que contenha: Foto e logotipo da sua banda e logotipo do Sampa Music Festival (baixar AQUI);
2 – Poste a imagem pelo Face da sua banda com a frase: Eu também quero ver a “NOME DA SUA BANDA” no @Sampa Music Festival 11 (com @, marcando a página do evento). (Abaixo pode escrever o que mais quiser, no post).
3 – Peça para seus amigos e fãs compartilharem esta imagem!
4 – Envie o link do post para producao@sampamusicfestival.com.br até quinta-feira (05/06) às 16 horas.

A banda que alcançar o maior número de compartilhamentos se apresentará no Sampa Music Festival 11!

IMPORTANTE:
* Posts que tiverem mais de 1 compartilhamento feito pela mesma pessoa ou compartilhamentos feitos por perfis fakes serão DESCLASSIFICADOS da promoção. Salvo exceções quando o dono do post, ao enviar o link, comunicar a produção os compartilhamentos que devem ser desconsiderados.

Simples e objetivo: Está ligado no movimento, abraçou a oportunidade, se empenhou, fez o corre mais monssstro??? TOCOU NO SAMPA MUSIC FESTIVAL 11!!!

RESULTADO: Quinta-feira às 20h na fanpage oficial do festival (@Sampa Music Festival)

Os ingressos estão à venda no site oficial, e em diversos pontos espalhados pela capital paulista, São Bernardo do Campo, Santo André e Guarulhos.

O line up oficial do Sampa Music Festival 11 é o seguinte:

– Forfun
– Fresno
– Rancore
– GloriaSampaMusicFestivall11-600x500
– Project46
– Johnwayne
– Protozóides
– Saint Dogs
– UP
– Lakamy
– Suavemente
– Faith
– Intervibe
– Espólios (RJ)
– Delunes
– Maieuttica (RJ)
– Botitle
– Slide Up
– Valense

SERVIÇO

SAMPA MUSIC FESTIVAL 11

Data: 8 de junho de 2014
Local: Espaço Victory
End: Rua Major Ângelo Zanchi, 825 – Penha (ao lado do Metrô Penha)
Hora: das 10 às 23 horas
Ingressos: R$ 40 a R$ 100
Classificação: Menores de 12 anos somente acompanhados do responsável
Abertura da casa: 1h antes do início do evento
Acesso para deficientes.
Site e para compras online: www.sampamusicfestival.com.br
Telefone para informações: (11) 5061-5878
– Não será permitida a entrada de pessoas portando qualquer tipo de alimento, bebidas e objetos cortantes. Chapelaria: R$ 5,00

PISTA: 1º lote: R$40,00 (Até 31/05) | 2º Lote: R$50,00 (Até 06/06) | Na porta: R$60,00.
VIP PREMIUM: R$100,00 (apenas 70 ingressos – com acesso ao backstage do Palco 2)

Pontos de venda:

São Paulo
Galeria do Rock – Loja 255: 1 andar – Fone: 3361.6951
Augusta – Sick N Silly: Rua Augusta, 2056 – Fone: 3081.3899
Santo Amaro – Black Blue: Shopping Boa Vista – Fone:2609.5351
Penha – Ska Skate: R. Capitão João Cesário, 79 – Fone: 2305.7000
Tatuapé – Black Blue: Rua Itapura, 1240 – Fone: 2609.5351

Guarulhos:
Loja Sense 1: Felicio Marcondes, 262 – Centro – Fone: 2440.8356
Loja Sense 2: Cerqueira Cesar, 48 – Centro – Fone: 2409.4456
Loja Sense 3: Joao Gonçalves, 32 – Centro – Fone: 2408.4469
Loja Sense 4: Shooping Bonsucesso – Fone: 2498.4612

São Bernardo: Age Of Deams: Marechal Deodoro, 1574 – fone: 9 7616.6861
Santo André: Metal CDs: Dona Eliza Flaquer, 184 – fone: 4994.7565

Ingresso online: www.sampamusicfetival.com.br
Infoline: 11 5061.0972

Por: Patrícia Visconti

[Caixa de Som] O rock nacional está cochilando…

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A primeira vez em que o Brasil teve contato com um rock mais contestador, agressivo e de grande sucesso popular foi com os Secos & Molhados, em 1973. Tudo bem que o trio vocal formado por Ney Matogrosso, Gerson Conrad e João Ricardo pode ser considerado muito mais roqueiro por suas atitudes do que pela música em si. A própria figura de Ney e trechos como “eu não sei falar na hora de falar / então eu escuto” já causavam incômodos aos militares que governavam o país e erguiam a bandeira da “moral e dos bons costumes”.

Mas o tempo passou. Os brasileiros passaram um tempo sem ter contato com um rock contestador, até que chegou a década de 1980. Com ela, vieram o movimento pelas “Diretas Já”, o Rock in Rio (que impulsionou o rock a virar moda por aqui), o enfraquecimento da ditadura e o tão esperado fim da censura, que, embora tenha demorado um pouquinho para desaparecer de fato, deu um ar de mais liberdade, inclusive ao rock nacional.

Por conta disso, o Ultraje a Rigor pôde chamar àqueles de mereciam de “Filha da p…” (em claro desafio à censura), o Paralamas do Sucesso teve a oportunidade de lançar o seu mais bem-sucedido álbum de estúdio “Selvagem?”- um disco contestador por natureza, que chama a atenção para a desigualdade e exclusão social no sucesso, “Alagados” e alerta para o futuro das crianças em “Teerã”, segunda faixa do disco que leva o nome da capital do Irã. Até mesmo o RPM, grupo de maior sucesso da década, falava em revolução e convidava o público a fazer parte dela em “Rádio Pirata”.
Tudo ia bem, até que chegaram os anos 1990. Como são comuns, as tendências mudam e o rock acabou sendo engolido pelo sertanejo, que virou febre entre o público. Naquele momento, algumas bandas acabaram e outras caíram para a chamada “segunda divisão”, ou seja, não deixaram de existir, mas, sem espaço, acabaram sendo deixadas de lado pela mídia e grande público.

A partir da segunda metade da década de 90, o sertanejo acabou perdendo um pouco de sua força e, neste período, novas bandas apareceram. Nesta fase, apareceram Raimundos – misturando hard core com influências nordestinas. Apesar de não ter tido o compromisso de tocar o dedo em questões sociais, a banda brasiliense merece créditos por causa de suas letras politicamente incorretas e transgressoras. Surgiu nesta época também o Charlie Brown Jr., que, em músicas como “Não é sério”, chamou a atenção para a forma como os jovens são tratados no Brasil.

Mas aí entramos nos anos 2000. Uma leva de bandas apareceu. E o movimento do qual tais grupos apareceram tem nome: Emocore. O que se viu a partir daí foi o retrato mais fiel da “dor de cotovelo”. Para os ouvidos do grande público, chegavam músicas melosas, superficiais, que falavam em sua maioria de amores malsucedidos e abandonos. Até então, nenhuma guitarra havia sido tão chorosa.

E como consequência disso, o rock nacional deixa, a cada dia que passa, de ser transgressor. Hoje ele vive comodamente em um ambiente limitado, deixando de olhar para o que acontece em sua volta. Enquanto os amores perdidos são retratados, desvios políticos acontecem e pessoas continuam passando fome. E, além de questões sociais, também há outros assuntos relevantes para tratar. Basta ter força de vontade, e que o rock nacional desperte do seu cochilo, ou pelo menos abra os olhos para o que acontece ao seu redor.

Por: Rodrigo Almeida