[Cabine da Pipoca] Annabelle – A boneca demoníaca

tumblr_mziyzd1fbz1sexdrxo1_1280

Os brinquedos estão de volta às telas de cinema… Quem não são lembra do boneco Chuck e da sua família?

Um grande sucesso da sua época, fazendo várias crianças a ficarem com medo de seus bonecos, a trama teve tantos fãs que a produção da Warner resolveu apostar mais uma vez nesse tipo de filme de terror sobrenatural e lançar “The Conjuring”.

O filme dirigido por John R. Leonetti, produzido por James Wan e escrito por Gary Dauberman foi anunciado em novembro de 2013, sua produção começou em fevereiro deste ano na cidade de Los Angeles e o lançamento desta nova história de terror, acontece nesta sexta-feira (8) em todo o mundo.

A história da trama começa quando John Form, marido de Mia, encontra o presente perfeito para sua esposa grávida, uma boneca que usa um vestido de noiva branco, mas a felicidade de Mia com Annabelle não dura muito, a boneca atrai membros de uma seita e o casal é violentamente atacado, então começa os ataques da boneca.

O filme “Annabelle” é baseado na boneca maldita de Invocação do Mal, que trata da história de uma mãe que compra um presente para sua filha, uma estudante de emfermagem. A boneca chama Raggedy Ann, ela tem o narizinho triangular, vestidinho azul, meias listradas, mas nessa deram uma redesenhada para o cinema, para transformá-la em algo assustadora.

Sinopse
Um casal se prepara para a chegada de sua primeira filha e compra para ela uma boneca. Quando sua casa é invadida por membros de uma seita, o casal é violentamente atacado e a boneca, Anabelle, se torna recipiente de uma entidade do mal.

Assista abaixo o trailer, do filme “Annabelle”:

 

Ficha Técnica:
Direção: John R. Leonetti

Produção: Tony DeRosa-Grund
Peter Safran
James Wan

Roteiro: Gary Dauberman

Elenco: Annabelle Wallis
Ward Horton
Alfre Woodard

Gênero: Terror
Nacionalidade: EUA
Idioma: Inglês

Música: Joseph Bishara
Cinematografia: James Kniest
Edição: Tom Elkins

Distribuição: Warner Bros. Pictures
Lançamento: 03 de outubro de 2014

*Não recomendado para menores de 16 anos

Mais informações:
SiteFacebook | Twitter

TheConjuring-Annabelle

Por Priscila Visconti

[Cabine da Pipoca] A luxuosa vida do “Jardim Europa”, de Mauro Vedia

10256375_1523207171233953_398834249964065272_n

Nesta semana estreou na Caixa Belas Artes, situado na Avenida da Consolação, em São Paulo, o filme “Jardim Europa”, dirigido pelo uruguaio Mauro Baptista Vedia, que já produziu outros longas como “Alex”, de 1997, “Ariel”, um documentário autobiográfico.

“Jardim Europa” foi filmado em quatro semanas, após um processo de criação de 10 meses, sem nenhuma verba e passando por diversos problemas, até mesmo pessoais, como perder entes queridos, deixando o longa algum tempo engavetado.

Mas, mesmo assim Mauro levantou foi a luta e colocou em prática as gravações do longa, participando de uma premiação realizada pela Prefeitura de São Paulo e o qual acabou ganhando o prêmio, já que a história é bem paulistana e contemporânea, onde se passa grande parte no Jardim Europa, um bairro luxuoso da cidade de São Paulo.

Eleonora (Cinthia Zaccariotto) e seus filhos Luis Felipe (Silvio Restiffe), Ana Luiza (Fernanda Catani) e Mariana
(Helena Figueira) se debatem com as contas e as dívidas. Eleonora se lembra os velhos carnavais do Rio de Janeiro com o marido, suas filhas estão também presas a esse lugar e a esse estilo de vida.

Esse é o filme do uruguaio e membro da Associação Paulista de Cineastas (APACI), diretor de teatro filiado ao SATED, já está em cartaz desde esta quinta-feira (25), na Caixa Belas Artes, podendo ser conferida pelos amantes de cinema e também por todos aqueles que curtem a metrópole paulistana. Mostrando a vida luxuosa até o declínio de uma família de classe alta dos casarões do Jardim Europa.

Sinopse
Eleonora e seus três filhos, Luís Felipe, Ana Luiza e Mariana, vivem no bairro de Jardim Europa. Apesar do dinheiro contado, eles não deixam o luxuoso bairro por nada.

O escritor Luís Felipe frequenta um sebo, onde conversa com o dono Juarez e o empregado Pampolini, um morador de um bairro pobre da zona leste. Quando Alberto, o pai falido, volta para casa, a vida dessa família decadente vai mudar radicalmente…

Assista abaixo o trailer do filme “Jardim Europa”


10411341_1554780361409967_6261766973067680945_n

Filme: Jardim Europa
FICHA TÉCNICA:
Brasil, 2013, 77min
Diretor: Mauro Baptista Vedia
Roteiro: Mauro Baptista Vedia
Elenco: Cinthia Zaccariotto, Fernanda Catani, Ester Laccava, Helena
Figueira, Horácio Penteado, Marcos Cesana, Laerte Mello, Sílvio Restiffe

Montagem: Michael Ruman.
Direção de Fotografia e Câmera: Rodolfo Figueiredo.
Figurino: Maité Chasseraux
Direção de Arte: Júlio Miquelini

Trilha, composição e Arranjo: Pedro Jaguaribe e Zé Godoy
Som Direto: Kira Pereira
Finalização de Som: Daniel Marquez

Direção de Produção: Andre Scarlatti
Produção de Set: Ludmila Cervenka
Produção Executiva e de Finalização: Luis Dantas
Produção: Kashmir/Plano Geral/ Limiar
Co-produtora: Claudia Jaguaribe
Produção: Mauro Baptista Vedia e Luis Dantas

Mais informações sobre filme:
Site | Facebook

Serviço
Jardim Europa no Caixa Belas Artes – SP
Estreia: 25/09 (quinta-feira)
Endereço: Rua da Consolação, 2423
São Paulo/SP

E-mail: contato@caixabelasartes.com.br
Telefone: 11 2894 5781
Site | Facebook

Por Priscila Visconti

[Cabine da Pipoca] “A Pedra de Paciência” – A força e ternura da mulher afegã

188968.jpg-rx_640_256-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx

“A Pedra de Paciência” retrata uma mulher que, por meio de sua força, pode ser dona de suas próprias escolhas, e assim alcançar a liberdade.

No Cabine da Pipoca de hoje vamos adentrar na cultura Afegã, através de uma mulher que por trás de sua burca mostra muita braveza, valentia, mas sem perder sua ternura. O filme “Pedras de Paciência – a mulher por trás da burca”, com direção de Atiq Rahimi, que revela na trama a força da mulher em uma sociedade machista e conservadora.

O longa mostra uma cortina azul com desenhos de pássaros, criando uma sensação de liberdade. Porém, o som de uma explosão quebra este momento e somos levados para a realidade, onde a protagonista, interpretada pela sempre bela Golshifteh Farahani (que já havia me encantado em “Frango com Ameixas”), cuida do marido (Hamid Djavadan) em coma. Uma tarefa que fortalece a prisão que é o casamento dela, contrastando com a sensação de liberdade no início.

A história é a típica de uma mulher afegã, que está sempre ao lado do marido, mas que nessa ela também faz as terapias que seu esposo faz, devido ao ataque ele teve em uma guerra, ai ela o ajuda contando seus segredos, principalmente de como ele nunca foi presente como amante e tudo que precisou fazer para manter o casamento. É interessante ver que quanto mais ela conta e se torna independente, o marido vai sendo escondido (e esquecido) no próprio cenário.

A terapia não é algo fácil de acompanhar, pois o ritmo que o diretor Atiq Rahimi escolhe para desenvolver a história é lento, e em certos momentos pode se tornar tedioso para um público acostumado aos blockbusters norte-americanos. Contudo, é uma escolha certeira que aumenta a angústia e solidão que a esposa vive.

O diretor também renega ao máximo inserir músicas para não cair no melodrama, investindo em sons ambientes, e aqui temos um ótimo trabalho da equipe de som que, intercalando com os monólogos, nos faz perceber o perigo da guerra ao redor da casa, com explosões e tiros que, mesmo soando distantes, sempre estão presentes.

Os personagens não recebem nomes, pois, naquela situação, eles não representem indivíduos, e sim uma maioria que
tem os mesmos problemas. A protagonista representa todos os medos que uma mulher muçulmana pode ter, além de uma grande personalidade que espera ser revelada atrás da burca. E como não poderia deixar de ser, a principal atração é a atuação de Golshifteh Farahani. A atriz conduz bem a mudança de sua personagem, desde o medo que ela tem do marido até uma mulher dona de si.

Assista o trailer do filme:

 

570164.jpg-r_640_600-b_1_D6D6D6-f_jpg-q_x-xxyxx

Sinopse:
No Afeganistão, uma linda mulher cuida de seu marido em um quarto decadente. Ele é um herói de guerra e está em estado vegetativo, após um levar um tiro no pescoço. Abandonado pelos companheiros do Jihad e por seus irmãos, sua mulher o observa e começa uma confissão solitária, falando sobre sua infância, seus sofrimentos, sua solidão e seus sonhos. Por meio de suas palavras para o marido, ela procura um caminho para recomeçar a vida.

 

ONDE ASSISTIR:
São Paulo: Reserva Cultural
Brasília: Cine Liberty
Salvador: Cinema do Museu

Por Priscila Visconti

[Cabine da Pipoca] “Paraíso” – Uma comédia mexicana de peso

paraiso

Salve salve tripulação adorada, ‘óia nóis aqui tráveis’, trazendo novidades do cinema, que a grande imprensa custa a pautar, pois eles preferem ficar com os grandes blockbusters, pois dão mais dinheiro e nesse mundo capitalista, em que grana é tudo, os longas lado B, não são muito divulgados.

E nessa semana no Cabine da Pipoca, vamos ir para a comédia, aliás faz um pouco de tempo que não falamos de uma película de humor, aqui em nosso ‘transatlântico’, por isso aqui estamos para falar da estreia do humorado filme “Paraíso”, de Marina Chenillo.

Esse filme “Paraíso”, foi escrito, dirigido e editado pela Marina, com produção do Pablo Cruz e com fotografia de Yaron Chenillo, é uma comédia, que quebra dos os padrões de mocinho e mocinha magrelos e cheio de romantismo melado, pois trata de um casal de gordinhos, que já namoram desde à infância,  que vivem super felizes, na capital mexicana, Cidade do México.

O projeto para o qual Marina havia sido inicialmente convidada para escrever o roteiro, era baseado em um conto muito querido pelo produtor Pablo Cruz (escrito por Julieta Arévalo), porque falava sobre a periferia da Cidade do México, onde crescera. Conto e filme são muito semelhantes e, ao mesmo tempo, diferentes. A premissa é a mesma, mas os personagens são diferentes. “Eu me senti perdida nos dois primeiros esboços, porque estava entrando em um mundo que não era o meu. Tive que aprender a torná-lo meu, injetar vida nos personagens. Foram grandes lições para mim.” – Falou a diretora de
“Paraíso”.

10526117_10154400148470357_6209003231879013887_n

Sinopse:
Namorados desde a infância, Carmen e Alfredo vivem felizes em um município próximo à Cidade do México. Alfredo é promovido no trabalho, e o casal é obrigado a se mudar para a capital e se adequar à rotina da metrópole. Os novos valores e relações fazem os dois encararem uma velha condição que pouco os preocupou até aqui: ambos estão acima do peso. Incomodados com os comentários maldosos que chegam aos seus ouvidos, os pombinhos decidem trocar donuts por saladas. Mas novos problemas surgem quando apenas um deles começa a emagrecer.

Trailer de “Paraíso”:

 

FICHA TÉCNICA
Título original: Paraíso
Direção: Mariana Chenillo
Roteiro: Mariana Chenillo

Produção: Pablo Cruz
Fotografia: Yaron Orbach
Edição: Mariana Chenillo

Elenco: Andrés Almeida
Daniela Rincón
Luis Geraldo Mendez
Anabel Ferreira

Gênero: Comédia
País: México
Ano: 2013
Tempo: 105 minutos
Classificação: a verificar

Por Priscila Visconti

[Cabine da Pipoca] Descanse em Paz, Robin Williams!

rip-robin-williams

E mais um astro do humor nos deixou essa semana, o grande ator e comediante, que conquistou à todos com suas imitações, como a interpretação do alienígena Mork, da série Mork & Mindy, ou então se emocionou em Sociedade dos Poetas Mortos, como o Professor de Inglês John Keating inspira seus alunos a um amor pela poesia e aproveitar o dia.

Williams é descendente de ingleses, galeses e irlandeses pelo lado de seu pai, e de franceses pelo lado materno. Cresceu frequentando a Igreja Episcopal, embora sua mãe praticasse a Ciência Cristã. Cresceu em Bloomfield Hills, Michigan, onde estudou na Detroit Country Day School, em Woodacre, condado de Marin, Califórnia, onde frequentou uma escola pública, a Redwood High School.

Também frequentou o Claremont McKenna College (então chamado de Claremont Men’s College) por quatro anos. Tem dois meio-irmãos: Todd (morto em 14 de agosto de 2007) e McLaurin.

Sempre era destaque nos filme, desde 1980, ganhando diversos Oscars, como a melhor ator coadjuvante por sua performance no filme Good Will Hunting, de 1997, e também conquistou dois Prêmios Emmy do Primetime, seis Globos de Ouro, dois prêmios do Screen Actors Guild e cinco Grammys.

O Próprio Robin Williams se descreveu em um entrevista em programa nos Estados Unidos, que ele é uma criança quita, quando pequeno, mas sempre brincalhona, pois sempre gostou de imitar tudo que via, sua primeira imitação foi a de sua avó, feita para sua mãe, mas que não foi capaz de superar sua timidez até entrar para a aula de dramaturgia no Ensino Médio e se apaixonar pelos palcos.

Mas apesar de mostrar muita alegria e humor nos palcos, Williams tinha seus problemas pessoais, com drogas, álcool e a depressão e foi esses problemas que levou o ator a se suicidar em sua casa, pois desde a década de 70 ele começou a ter o vício em cocaína, foi ai que ele começou a beber com frequência

Williams foi internado diversas vezes, sendo na última vez no ano de 2009, devido a problemas cardíacos, por consequência do uso abusivo das drogas, fazendo com que cancelar alguns de seus espetáculos solo de stand-up. A cirurgia foi realizada em março de 2009, no qual foi substituído uma válvula da aorta.

Neste terça-feira (11), o astro foi encontrado morto em sua casa, em em Tiburon, Califórnia, por volta do meio-dia, por asfixia devido o enforcamento com um cinto, fazendo com que Robin Williams cometesse suicídio, por causa da depressão na qual ele estava passando, por problemas pessoais de sua vida.

Nós d’O Barquinho Cultural sentimos muito pela perda desse grande mestre do humor, televisão e do cinema, principalmente os de Hollywood, pois o mundo não perdeu só um comediante, mas sim um grande astro, que conseguia transformar qualquer cena, em algo divertido, mesmo ela sendo triste.

Premiações:

video-robin-williams-gano-el-oscar

Oscares da Academia
Melhor ator (coadjuvante/secundário)
1997 – Good Will Hunting

Emmy Awards
Atuação individual em programa de variedade ou música
1986 – Carol, Carl, Whoopi and Robin
1987 – ABC Presents: A Royal Gala

Prêmios Globo de Ouro
Melhor ator (série cómica ou musical) em televisão
1978 – Mork and Mindy
Melhor ator (comédia ou musical) em cinema
1987 – Good Morning, Vietnam
1991 – The Fisher King
1992 – prêmio especial – Aladdin
1992 – Mrs. Doubtfire

Prémio Cecil B. DeMille
2005 – Pelo conjunto da obra

Prémios Screen Actors Guild
Melhor elenco
1996 – The Birdcage
Melhor ator coadjuvante em cinema
1997 – Good Will Hunting
Outros prêmios

Grammy – melhor gravação de comédia
1980 – Reality…What a Concept
1988 – ABC Presents A Royal Gala
1988 – A Night at the Met
1989 – Good Morning, Vietnam
2003 – Robin Williams – Live 2002

Grammy – melhor álbum falado
2003 – Live 2002

Por Priscila Visconti