[Cabine da Pipoca] O relacionamento conturbado entre a França e o Irã no filme ‘O Passado’

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Nesta semana aqui na Cabine, não será sobre a estreia de Godzilla e nem notícias sobre o novo filme do X-Men, já que os atores que fazem o Professor Xavier, desembarcaram nesta semana aqui no Brasil, mas sim, iremos falar de um filme de 2013, porém que teve sua estreia este ano, no começo do mês, que é o filme “O Passado”, que tem direção do iraniano, Asghar Farhadi e conta com o elenco de Bérénice Bejo, Tahar Rahim, Ali Mosaffa.

O filme a relação entre o marido iraniano e sua esposa francesa, que vivem na Europa, mas pelos percausos da vida, ele abandona sua família e retorna à seu país de origem. Mas quando a esposa pede o divórcio oficial, ele descobre que o pedido é motivado pelo fato de ela ter conhecido outro homem e assim, sem demoras, ele retorna ao lar para confrontar a esposa e o novo pretendente dela.

O contexto geopolítico ao qual a França e o Irã estão submetidos é, de certa forma, não exatamente um pano de fundo, mas um norteamento para o desenvolvimento das relações tensas entre o marido iraniano e esposa francesa.

Essa contextualização política da qual Farhadi lança mão é leve, como também é característico de outros diretores iranianos, visto as construções das ligações estabelecidas entre os dois e os demais personagens envolvidos na trama.

Elas tendem muito mais a um drama existencial, em detrimento ao politicamente engajado, do que uma construção fortemente marcada pela crítica política mais efetiva. Isso não tira o mérito dos outros diretores que assim o fazem, só torna o cinema iraniano cada vez mais rico e expressivo mundialmente.

O filme “O Passado”, esteve neste ano no Festival Varilux de Cinema Francês, que aconteceu de 9 a 16 de abril, que ocorreu simultaneamente em 45 cidades do Brasil e filme teve lançamento em todo o país no dia 24 de abril, em diversas salas de cinema, como o Reserva Cultural e Espaço Itaú de Cinema.

O Passado(Le passé)
País: França
Ano: 2013
Duração: 131 minutos
Gênero: Drama
Censura: 12 anos
Direção: Asghar Farhadi
Elenco: Bérénice Bejo, Tahar Rahim, Ali Mosaffa

Sinopse
Após quatro anos de separação, Ahmad retorna a Paris, vindo de Teerã, a pedido da ex-mulher francesa, Marie, para finalizar o processo do divórcio. Durante sua rápida estadia, Ahmad nota a conflituosa relação entre Marie e sua filha Lucie. Os esforços de Ahmad para melhorar esse relacionamento acabam revelando um segredo do passado deles.

Curiosidades:
– O filme esteve na seleção oficial do Festival de Cannes 2013.
– “Existe uma atenção elegantemente construída para os detalhes, as reviravoltas inesperadas, os suspenses e as revelações”. – The Guardian
– Do mesmo diretor de “A Separação”, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro.

Trailer do filme – O Passado

 

Por Priscila Visconti

[Cabine da Pipoca] O fabuloso mundo do fanfiction

fanfictionUm dia percebi que existem pessoas comuns que usam sua imaginação para escrever contos baseados em diversas mídias de entretenimento como quadrinhos, literatura, games e cinema. O que mais impressionou neste trabalho conhecido como fanfiction, é a quantidade de textos existentes sobre os mais variados filmes já lançados!

A princípio pode achar mais evidente que existam muitos fãs de Stars Wars que faça todos os tipos de mídias inspiradas na obra de George Lucas, mas de acordo com a lista do site fanfiction.net, que é o maior repositório de fanfictions na rede, existem das mais variadas postagens, não somente de ficção científica como também de clássicos como Cidadão Kane.

Eles conseguem expandir este mundo criado pelo cinema e usam seus personagens para desenvolver histórias paralelas que deixariam qualquer roteirista hollywoodiano com inveja. Vale apena dar uma olhada em pelo menos uma dessas criativas expressões dos fãs escritores, assim como nós, e treinar seu inglês lendo algo que gosta.

Por Fabio Astaire

Para saber mais novidades, dicas e curiosidades sobre o mundo da sétima arte, não deixe de acessar o site CinemaCom, do nosso amigo e colunista Fabio Astaire.

Boa semana a todos e até semana que vem, com mais novidades da sétima arte,  na nossa Cabine da Pipoca, aqui no site mais cultural dos setes mares, O Barquinho Cultural.

Staff O Barquinho Cultural

[Cabine da Pipoca] “Marina” – A história de um jovem cheio de sonhos e esperanças

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Salve salve pessoal, esta semana por mais que tem estreia do “Espetacular Homem-Aranha 2”, nesta quinta-feira (1º), em todo o Brasil, nós do OBC, não iremos falar dele aqui na Cabine da Pipoca, mas sim de um longa que teve estreia o ano passado, que é o filme “Marina”, do diretor Stijn Coninx.

O filme é uma biografia, sobre a vida do cantor italiano Rocco Granata, que se muda para Bélgica, logo após a Segunda Guerra Mundial, ainda quando ele era menino e o longa foi exibido pela primeira vez no Montreal World Film Festival em 25 de agosto de 2013 e lançado na Bélgica em novembro, ganhando o Prêmio de Ouro no Festival de Cinema de Ostend.

O propósito do filme, é levar as telas de cinema, uma trajetória trágica, cômica e ao mesmo tempo aventurosa do cantor Rocco, na juventude, que assim como qualquer outro jovem, ele só queria ser reconhecido, pertencer a um grupo e encontrar seu caminho, mesmo que seus sonhos e vontades, sejam a contragosto de seus pais.

A coprodução foi feita pelas belgas Eyeworks e Le Les Films du Fleuve (dos irmãos Dardenne) e da italiana Orisa Produzioni (de Cristiano Bortoni, diretor de Vermelho como o Céu), Marina é inspirado em A Minha Vida, biografia de Rocco lançada em 2009.

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Bélgica, Itália (2013) – 118 minutos.

Gênero: Drama
Censura: 14 anos
Direção: Stijn Coninx
Elenco: Matteo Simoni, Luigi Lo Cascio, Donatella Finocchiaro, Evelien Bosmans

Sinopse:
Após o final da Segunda Guerra Mundial, um pai se muda com sua família para trabalhar em uma mina de carvão na Bélgica. Ele deixa de lado sua paixão pela música, que continua presente na família na figura do filho Rocco. A nova realidade é um choque para o rapaz e ele encontrará refúgio na música e no amor.

Curiosidades:
– Rocco Granata é um nome de muito sucesso na música italiana, conhecido pela canção “Marina”.
– “Granata está longe de ser famoso no Brasil (…). Assim, o filme vale por contar uma história de persistência e superação que não era conhecida por todos.” –
Lucas Salgado (Adoro Cinema)
– O próprio Rocco Granata faz uma participação especial no longa.

Assista o trailer de “Marina”:

Por Priscila Visconti

[Cabine da Pipoca] O Mundo é muito grande para viver trancado

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Na sexta-feira passada, dia 11, estreou em todos os cinemas,  o filme brasileiro “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”,  que foi dirigido, produzido e roteirizado por Daniel Ribeiro.  O enredo do filme, é de um adolescente cego, que como qualquer outro adolescente quer buscar seu lugar no mundo, mas a superproteção de sua mãe, limita essa sua liberdade, mas seus amigos Giovana e Gabriel,  fazem o jovem Leonardo ter uma nova vida.

Mas o título original do filme seria Todas as Coisas Mais Simples, porém nome não dava a ligação necessária para o curta-metragem Eu Não Quero Voltar Sozinho lançado em 2010 pelo o mesmo diretor. Após várias discussões, a produção do filme chegaram a uma consenso levando em conta os conflitos do personagem Leonardo interpretado por Ghilherme Lobo, originando o atual nome do filme.

O longa-metragem já tem diversos prêmios antes mesmo de ser estreado mundialmente, como o prêmio Fipresci concedido pela Federação Internacional de Críticos de Cinema e no Mostra Panorama, que é um evento paralelo ao Festival de Berlim, que teve o filme exibido em primeira mão no evento. A organização do festival escolheu dois filmes para representar o Brasil: Hoje Eu Não Quero Voltar Sozinho e O Homem das Multidões, dos diretores Cao Guimarães e Marcelo Gomes.

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Elenco:
Ghilherme Lobo – Leonardo
Fábio Audi – Gabriel
Tess Amorim – Giovana
Selma Egrei – Maria
Eucir de Souza – Carlos
Isabela Guasco – Karina
Júlio Machado – Professor
Victor Filgueiras – Guilherme
Naruna Costa – Professora
Lúcia Romano – Laura

Direção – Daniel Ribeiro
Produção – Daniel Ribeiro
Diana Almeida
Roteiro – Daniel Ribeiro
Género – Drama e Romance
Música – Ariel Henrique
Gabriela Cunha
Cinematografia – Pierre de Kerchove
Edição – Cristian Chinen
Estúdio – Lacuna Filmes

heqvs_0002_cartaz_lomo_final_01_omSinopse:
Leonardo é um adolescente cego que, como qualquer adolescente, está em busca de seu lugar. Desejando ser mais independente, precisa lidar com suas limitações e a superproteção de sua mãe. Para decepção de sua inseparável melhor amiga, Giovana, ele planeja libertar-se de seu cotidiano fazendo uma viagem de intercâmbio.

Porém a chegada de Gabriel, um novo aluno na escola, desperta sentimentos até então desconhecidos em Leonardo, fazendo-o redescobrir sua maneira de ver o mundo novo para a vida dele.

Assista o trailer do longa abaixo:

Confira abaixo mais informações sobre filme “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”:

Facebook: http://www.facebook.com/hojeeuquerovo
Facebook (English): http://www.facebook.com/thewayhelooks
IMDB: http://www.imdb.com/title/tt1702014/
Twitter: http://twitter.com/voltar_sozinho/
Tumblr: http://hojeeuquerovoltarsozinho.tumbl

Por Priscila Visconti

[Cabine da Pipoca] O Exótico Hotel Marigold

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Hoje é dia cinema, aqui na embarcação com o nosso colaborador, que sempre nos ajuda com um filme diferente, Fábio Astaire, que como já dissemos aqui, ele tem o site que fala tudo sobre cinema, o CinemaCom.com.br.

Sempre trazendo dicas, resenhas ou análises sobre o filme, mas não só os filmes comerciais, mas também aqueles que a grande mídia não pauta.

Como análise do filme, “Tratando de Negócios com O Exótico Hotel Marigold”, que é um filme inglês, mas com grande parte das filmagens na Índia, confira análise abaixo.

marigold_evelynMarigold é um filme de John Madden, diretor inglês conhecido pelo premiado Shakespeare Apaixonado (1998), cujo enredo conta as aventuras de um grupo de idosos britânicos decididos em deixar o cotidiano do país de origem para explorar novas experiências na Índia. Já vale a pena assisti-lo pela variedade de temas apresentados numa suave produção, porém este texto dedica-se a dar atenção no seu interessante exemplo de empreendedorismo.

O cenário é composto por nada menos que um velho hotel localizado na cidade de Jaipu, onde expõe visualmente características sociais e econômicas familiares às brasileiras. Seu proprietário é o jovem sonhador Sonny (Dev Patel), movido por atitudes cheias de energia que não são suficientes para comandar um negócio familiar
decadente, ainda que seja um maravilhoso resort no próprio ponto de vista.

Mesmo com a situação precária, ele toma a iniciativa de atender uma clientela diferenciada ao optar pelo público da terceira idade. Porém, os primeiros hospedes não sentem nada bem ao perceber que caíram numa armadilha de propaganda publicada na internet.

Ignorando seus descuidos iniciais, Sonny passa a maior parte de seu trabalho improvisando a estadia dos clientes, além de se perder nos devaneios de um futuro promissor. Logo o que se vê é um grande esforço de uma só pessoa para compensar seu imprudente erro ao enganar os consumidores forasteiros. Por outro lado, eles demonstram todos os tipos de insatisfação possíveis, mesmo na tentativa de se adaptar à inusitada realidade oferecida. É evidente que não há perfil de planejamento no personagem, principalmente quando apresenta seu caótico ambiente aos possíveis investidores. O Exótico Hotel Marigold – Sonny.

Como segundo plano, o longa também mostra outra qualidade duvidosa na prestação de serviço ao abordar o atendimento remoto, já que se trata de um segmento muito explorado pelas novas corporações indianas.

A falta de cordialidade deste canal (sabemos muito bem que não se trata de uma deficiência regional) concede à Evelyn, personagem atuada por Judi Dench, a oportunidade de ser consultora para jovens operadores de telemarketing. Desta forma, ela pôde usar sua vivência tradicional de boas maneiras para ensiná-los como aprimorar sua comunicação a partir do senso crítico.

Comparando os dois casos, é possível perceber que a carência de um lado pode cogitar o potencial do outro. Afinal, uma companhia estruturada por vários colaboradores guiados por funções robóticas podem não ter a sensibilidade de Sonny para cativar fregueses, mesmo que seu serviço não seja estupendo quanto imagina. O que lhe falta é equilibrar seu otimismo visionário com a cooperação de pessoas especializadas em áreas que indicam indiscutível fragilidade, como no caso da administração financeira.

Com o controle da situação, pacientemente o empreendimento hoteleiro deve levar em consideração a estratégia de aproveitar os aspectos turísticos da cidade para se tornar realmente um estabelecimento exótico. Cada personagem mobilizado em conhecer novos horizontes, é responsável por evidenciar seu relacionamento com a cultura da região, bem como consumir o comércio local e principalmente a gastronomia peculiar, quando bem preparada.

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O Exótico Hotel Marigold
Título original: Best Exotic Marigold Hotel
Elenco: Bill Nighy, Maggie Smith, Tom Wilkinson, Judi Dench, Dev Patel, Penelope Wilton, Celia Imrie, Ronald Pickup, Tena Desae.
Direção: John Madden
Gênero: Drama
Duração: 124 min.
Distribuidora: Fox Film
Estreia: 2012

Sinopse: Aposentados britânicos viajam para a Índia para morar no que acreditam ser um recém reformado hotel, mas o lugar não é tão luxuoso quanto parecia nos anúncios.

Assista o trailer do filme abaixo:

Por Fabio Astaire